[Sociedade] O futuro da vida digital será na "cloud"?

Este é o ponto em que discordo. Essencialmente por uma questão de segurança.

Eu já desisti de usar pen's por exemplo, porque os ficheiros que quero transportar estão todos online. Contudo, nenhum desses ficheiros é crítico ou comprometedor caso seja "violado" por alguém.

E se por enquanto ainda "ninguém" provavelmente se dá ao trabalho de hackear servidores de informação, com o crescimento inevitável de serviços na cloud tornar-se-á também inevitável o crescimento de ataques de hackers a esses mesmos servidores.

Agora, em tudo o resto, ter tudo online acaba por ser melhor...haja internet rápida ! [;)]


Suponho que então que não uses e-mail ou pelo menos nunca envies e-mails com informação minimamente confidencial? [;)]
 
Este é o ponto em que discordo. Essencialmente por uma questão de segurança.

Eu já desisti de usar pen's por exemplo, porque os ficheiros que quero transportar estão todos online. Contudo, nenhum desses ficheiros é crítico ou comprometedor caso seja "violado" por alguém.

E se por enquanto ainda "ninguém" provavelmente se dá ao trabalho de hackear servidores de informação, com o crescimento inevitável de serviços na cloud tornar-se-á também inevitável o crescimento de ataques de hackers a esses mesmos servidores.

Agora, em tudo o resto, ter tudo online acaba por ser melhor...haja internet rápida ! [;)]

Mas a informação já está toda na cloud há muito tempo. Por exemplo, os nossos registos civis, fiscais, prediais, bancários, etc. Tudo isso já é acedido remotamente pelos respectivos serviços há muitos anos. Alguns destes dados estão inclusivamente acessíveis directamente pelos utilizadores (banca online, finanças, registos prediais, etc).
Ou seja, a fatia de informãção pessoal que está online já é hoje em dia muito maior do que aquela que não está.
 
E a possibilidade de sistemas operativos híbridos em que só uma parte está na maquina, e o resto na cloud e igual para dispositivos muito diferentes.
O que permitiria um interface igual na tv e no pda, salvaguardando a respectiva dimensão/zoom, claro.
 
Se, pelo contracto de prestação de serviços, tiver a disponibilidade da informação, qualquer problema (perca de dados, ataque, etc daria direito a indemnização).
Alem que os planos de segurança dos data centers, com backup onsite e offsite são muito mais completos do que se pode ter em casa.

Mas eu estou a marimbar-me para indemnizações, que ainda por cima, estou mesmo a ver como é no nosso país. Há informação que não tem preço, muito menos aquilo que depois "eles" acham que vale.

Bem sei que os sistemas de segurança são incomparavelmente mais evoluídos e mais seguros que os domésticos mas simplesmente não confio que coisas minhas estejam alojadas sob a responsabilidade de outrém. O meu PC dificilmente será alvo do interesse de um hacker, já um servidor com "toneladas" de informação... e se eles querem, conseguem. Será sempre assim.
Centralizar tem a grande desvantagem de ser mais fácil deitar abaixo. Eu não quero "morrer" só por ficar sem internet.
 
Não estamos assim tão longe, neste momento, 90% do que faço num pc passa-se no browser sem alojamento de dados locais. Ainda vou usando uns powerpoints/excel para comunicar com clientes, mas mesmo esses docs, são maioritariamente alojados num servidor online posteriormente.

Poder aceder aos meus documentos em qualquer lado e em qualquer plataforma é um avanço tremendo e uma paz de alma muito grande.

Isso não é bem viver digitalmente na cloud. Ainda falta muita largura de banda e muito poder de processamento para ser tudo feito remotamente, em todo o lado.
 
Mas eu estou a marimbar-me para indemnizações, que ainda por cima, estou mesmo a ver como é no nosso país. Há informação que não tem preço, muito menos aquilo que depois "eles" acham que vale.

Bem sei que os sistemas de segurança são incomparavelmente mais evoluídos e mais seguros que os domésticos mas simplesmente não confio que coisas minhas estejam alojadas sob a responsabilidade de outrém. O meu PC dificilmente será alvo do interesse de um hacker, já um servidor com "toneladas" de informação... e se eles querem, conseguem. Será sempre assim.
Centralizar tem a grande desvantagem de ser mais fácil deitar abaixo. Eu não quero "morrer" só por ficar sem internet.

Isto é como ter o dinheiro em casa ou no Banco. No início, quando apareceram os bancos, muita gente resistiu profundamente a levar o dinheiro para lá. Hoje em dia, os que o guardam debaixo do colchão ou num cofre caseiro são já uma ínfima minoria. É apenas uma questão de tempo.

Levando a coisa para outro patamar, ainda hoje há muita gente que não confia nos suportes digitais mesmo que os tenha à sua frente, em casa. E portanto fazem um print em papel de todos os documentos que têm no disco. Até com fotos há quem faça isso. É uma coisa que para quem tem menos de 30 anos não faz sentido, mas para os mais velhos faz...

Muitas vezes é mais uma questão de percepção de segurança, do que de segurança propriamente dita. Por exemplo, quem tem os ficheiros pessoais no computador pessoal e depois faz um backup num disco duro externo, julga que está muito seguro por causa disso, mas o acréscimo de segurança é na realidade pequeno. Em primeiro lugar, porque utiliza o mesmo tipo de suporte para ambas as cópias (disco duro do computador e disco duro externo), em segundo lugar porque tem ambos os dispositivos na mesma casa, ou mesmo na mesma divisão (se houver um incêndio ardem os 2, se houver um assalto levam os 2), e em terceiro lugar porque os inquéritos dizem que muita gente apaga os ficheiros do computador para libertar espaço, depois de os copiar para o backup. Ou seja, fica na realidade com apenas uma cópia dos ficheiros, o que não é backup nenhum.

Já quando se recorre a serviços da cloud, as pessoas não têm noção de onde estão fisicamente os seus dados, e por isso sentem-se mais inseguras. Mas na realidade, se optarmos por um serviço de qualidade (e aqui qualidade geralmente significa ter que pagar alguma coisa, mas um disco duro também custa dinheiro, certo?), os dados estão gravados de modo encriptado em vários locais diferentes, possivelmente em países diferentes, os dados circulam eles próprios entre o serviço e os Clientes de modo encriptado, etc, etc.

Para o argumento da segurança local vs remota ser coerente, quem optasse pela primeira opção teria que se recusar a usar caixas multibanco, banca online, o site das finanças, qualquer serviço de e-mail, e mais uma data de coisas. Ora, isto são tudo coisas que lidam com dados muito sensíveis que todos nos habituámos já a confiar quase em pleno. Com tudo o resto há-de ser assim também.
 
Isto é como ter o dinheiro em casa ou no Banco. No início, quando apareceram os bancos, muita gente resistiu profundamente a levar o dinheiro para lá. Hoje em dia, os que o guardam debaixo do colchão ou num cofre caseiro são já uma ínfima minoria. É apenas uma questão de tempo.
Por acaso, lembrei-me precisamente dos bancos quando escrevi aquilo. Só que o banco guarda dinheiro. E 100 euros, são 100 euros. Não há subjectividade nenhuma, portanto não há problema com o valor das indemnizações e não há problema em perder aqueles 100 euros porque há outros 100 euros e quando mos pagarem, não fico a perder nada. É apenas um número. Se estivermos a falar de informação, não tem nada a ver.

Levando a coisa para outro patamar, ainda hoje há muita gente que não confia nos suportes digitais mesmo que os tenha à sua frente, em casa. E portanto fazem um print em papel de todos os documentos que têm no disco. Até com fotos há quem faça isso. É uma coisa que para quem tem menos de 30 anos não faz sentido, mas para os mais velhos faz...

Muitas vezes é mais uma questão de percepção de segurança, do que de segurança propriamente dita. Por exemplo, quem tem os ficheiros pessoais no computador pessoal e depois faz um backup num disco duro externo, julga que está muito seguro por causa disso, mas o acréscimo de segurança é na realidade pequeno. Em primeiro lugar, porque utiliza o mesmo tipo de suporte para ambas as cópias (disco duro do computador e disco duro externo), em segundo lugar porque tem ambos os dispositivos na mesma casa, ou mesmo na mesma divisão (se houver um incêndio ardem os 2, se houver um assalto levam os 2), e em terceiro lugar porque os inquéritos dizem que muita gente apaga os ficheiros do computador para libertar espaço, depois de os copiar para o backup. Ou seja, fica na realidade com apenas uma cópia dos ficheiros, o que não é backup nenhum.

Mas isso depende de cada um. Existe a possibilidade de fazer backup e da maneira que se quiser. A responsabilidade é sua. Mas se houver um problema, seja de roubo ou de perda de informação na tal "nuvem", terá consequências muito piores.
Falando em fotos, queres comparar abrir um álbum que podes ver em qualquer lado, até mesmo à luz de uma vela ou de uma fogueira e a qualidade de uma fotografia impressa com o que se vê num ecrã que precisa de electricidade para funcionar?

Já quando se recorre a serviços da cloud, as pessoas não têm noção de onde estão fisicamente os seus dados, e por isso sentem-se mais inseguras. Mas na realidade, se optarmos por um serviço de qualidade (e aqui qualidade geralmente significa ter que pagar alguma coisa, mas um disco duro também custa dinheiro, certo?), os dados estão gravados de modo encriptado em vários locais diferentes, possivelmente em países diferentes, os dados circulam eles próprios entre o serviço e os Clientes de modo encriptado, etc, etc.

Mas de que é que isso vale? Eu prefiro viver sem porta num sitio sem ladrões do que viver num forte com ladrões a tentar arranjar forma de entrar. O facto de haver informação centralizada é por si só uma enorme atracção. E é só uma questão de tempo até acontecerem os "azares".

Para o argumento da segurança local vs remota ser coerente, quem optasse pela primeira opção teria que se recusar a usar caixas multibanco, banca online, o site das finanças, qualquer serviço de e-mail, e mais uma data de coisas. Ora, isto são tudo coisas que lidam com dados muito sensíveis que todos nos habituámos já a confiar quase em pleno. Com tudo o resto há-de ser assim também.

Mais uma vez o dinheiro. O dinheiro é um número. Se se perder, é facilmente substituível. O mesmo não acontece com uma fotografia, se for um documento será uma grande chatisse, se for um trabalho, idem, terá de fazer-se de novo...
Pensando melhor, não vejo nenhuma vantagem da nuvem em relação a ter suportes físicos que se transportem facilmente. Nem mesmo pela poupança de ter disco rígido na máquina de acesso porque o servidor não será gratuito e enquando um disco se compra e está comprado, um servidor paga-se periodicamente.
Resumindo, acho que os perigos não compensam a mobilidade. Chamem-me antiquado mas uma coisa nova não é necessariamente melhor.
 
Dentro de "1/2 dúzia" de anos, a net vai ser ubíqua.

Imagina, por exemplo, teres uma avaria no carro e este reportar de imediato e automaticamente à assistência, que te contacta para saber se pretendes que enviem um técnico, que já vai com o diagnóstico realizado. Isto vai ser possível dentro de um futuro muito próximo.
Bahh! O McLaren F-1 já o fazia há muito![:D]
 
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