O peso dos Funcionários Públicos

citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Difícil é compreender porque razão Espanha é hoje um país muito mais rico...
Para ti é incompreensível, PéLeve.
Aplicaram a receita inversa... da nossa.
Não existiram NATAIS para milhões de desempregados...
E agora???
Lembras-te das Taxas de Desemprego Espanholas????

Para ti é.... incompreensível:D.


Deixa-me dizer que já cá faltava o apelo ao sentimento[8D];).
Já estranhava[:p].
Sim, o sentimento faz parte da génese humana, mas os políticos também pertencem ao grupo que o esquece, demasiadas vezes, e, depois, os golpes de estado acontecem porque o limite da resistência humana é ultrapassado...

Não, não estou a fazer apelo nenhum, note-se (que não me interpretem mal), estou apenas a lembrar que muitos dos erros do passado assentaram no esquecimento precisamente do sentimento, da humanidade que vai dentro do coração de cada um de nós!...

Os países evoluem a caminho da estabilidade, nunca da instabilidade! Nós estamos a caminhar para esta última...

E, sim, lembro-me das taxas brutais de desemprego espanholas, que resultaram em fortíssimas convulsões sociais em Espanha e na necessidade de reorientar as políticas!...

Espanha vive bem, agora...

Mas, caro amigo, não percebes que eu até estou de acordo contigo? É preciso mudar sim, reorganizar, optimizar e rentabilizar! Sim, de acordo! Não é, de facto, é possível fazer isso tudo dentro de uma legislatura, de duas, de três, de quatro, tudo de uma vez, à bruta, sem se pensar que tudo na vida tem tempos certos!

Concordo que se altere, mas não concordo que tal seja feito como "as cadelas apressadas..." que "...têm os cachorros cegos"...

É preciso projectar, ao longo do tempo, de mais tempo, todas as mudanças necessárias! Nunca assim, do pé para a mão e já está...

Entendes?
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

E, sim, lembro-me das taxas brutais de desemprego espanholas, que resultaram em fortíssimas convulsões sociais em Espanha e na necessidade de reorientar as políticas!...
Lembro-me da taxa de desemprego de 25% em Espanha e de 3 a 4% em Portugal e das fortíssimas convulsões sociais por lá... [8D]

Ou seja, nenhuma. :D :D :)

Apesar do nosso Governo na altura apontar para o Oásis que Portugal representava no seio das outras Nações Européias. :)
 
Entendo.
Infelizmente já não temos tempo, esgotámos....


P.S. E não houve convulsão nenhuma em Espanha, nem com Suárez, nem com Calvo Sotelo nem com Gonzalez nem com Aznar.... NADA.
Nem com Sócrates, espero[8D].
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

E, sim, lembro-me das taxas brutais de desemprego espanholas, que resultaram em fortíssimas convulsões sociais em Espanha e na necessidade de reorientar as políticas!...
Lembro-me da taxa de desemprego de 25% em Espanha e de 3 a 4% em Portugal e das fortíssimas convulsões sociais por lá... [8D]

Ou seja, nenhuma. :D :D :)

Apesar do nosso Governo na altura apontar para o Oásis que Portugal representava no seio das outras Nações Européias. :)
Não te lembras de convulsões sociais em Espanha?

Vê lá bem...;)
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve
E, sim, lembro-me das taxas brutais de desemprego espanholas, que resultaram em fortíssimas convulsões sociais em Espanha e na necessidade de reorientar as políticas!...

Espanha vive bem, agora...

Em que é que te baseias para dizer isso?

No teu desejo? No que tu querias que tivesse sido?

Porque na realidade é que não deve ser ;) Não...mesmo.

Custa-vos que tenha sido (principalmente) com governação à Aznar não é?

Pois...mas foi [:p][:p][:p][:p]
 
E por falar em Espanha, tinha um prof que era mestre na reformulação da redundância cíclica.

Exemplifico.

Imaginem o Cavaco SIlva, nosso Presidente, a oferecer a sua Majestade D. Juan Carlos um PDA com um software de localização por GPS, soft esse todo desenvolvido em Portugal.

Claro que essa aplicação teria todo o mérito e carimbo da capacidade empresarial e de engenho do povo Português, se não existissem outras centenas de aplicações - algumas standard na indústria - que fazem tipicamente o mesmo.

Até que suspeito que a empresa foi submetida a um subsídio qualquer para promover a inovação e tecnologia.

E daqui a uns meses, talvez um ano ou dois, feche a porta, atire com uns 20 ou 30 subsidiados para o desemprego e depois levantamos as nossas vozes contra outros investidores estrangeiros que vêm aqui explorar as benesses do nosso Estado.
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

Aplicaram a receita inversa... da nossa.
Estaremos nós malfadados a aplicar "receitas" que deram resultados noutros países à 30 anos e a continuar atrasados em tudo por aplicar formulas antiquadas?

Esta questão é uma falsa questão, haverá maus funcionarios no estado como os haverá em qql outro local, tem é de se purgar os maus funcionarios, algo que não se faz pq o comadrio fala mais alto.

De cada vez que sei que um director compra um carro novo ou faz compras com o cartão de credito que o estado lhe oferece recordo os que dizem que: "isso é uma gota de agua" e muitas gotas de agua enchem uma barragem até transbordar.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

De cada vez que sei que um director compra um carro novo ou faz compras com o cartão de credito que o estado lhe oferece recordo os que dizem que: "isso é uma gota de agua" e muitas gotas de agua enchem uma barragem até transbordar.
O resto da FP tem um comportamento exemplar, portanto vamos falar dessa imensa minoria... dos Directores.

À qual, já nos descansaste que não pertences. :D :D [8D]
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por J.R.

Aplicaram a receita inversa... da nossa.
Estaremos nós malfadados a aplicar "receitas" que deram resultados noutros países à 30 anos e a continuar atrasados em tudo por aplicar formulas antiquadas?
Nthor
Já tiveste a tua hipótese de explicar ou propor uma receita... MODERNA;).
As receitas deram resultados há 60, 30, 3, actualmente.
Continuam a dar resultados.
Se não te importas vamos deixar-nos de.. originalidades;).

citação:Esta questão é uma falsa questão, haverá maus funcionarios no estado como os haverá em qql outro local, tem é de se purgar os maus funcionarios, algo que não se faz pq o comadrio fala mais alto.
Pq o Monstro é ingovernável.
citação:
De cada vez que sei que um director compra um carro novo ou faz compras com o cartão de credito que o estado lhe oferece recordo os que dizem que: "isso é uma gota de agua" e muitas gotas de agua enchem uma barragem até transbordar.
É uma gota de água mas para mim existiriam só 1/3 dessas gotas.
Há demais e qd quero menos estado não é só nos FP (com a defenição que quiserem).

É em TUDO.

E qd hoje ouvi que o Governo quer reduzir as 700 e tal carreiras para... 600... fico desanimado:(.
 
A fórmula espanhola é radicalmente diferente da nossa, não desde há 30 anos, mas desde há 10 anos.

Até há 10 anos atrás a coisa não era muito diferente. Daí que talvez devessemos pensar no assunto...digo eu...

E quanto à actualidade da "receita"...nunca foi tão actual. Aliás veja-se por este mapa que traduz alterações do PIB.

digitalizar0004bm0.jpg


As zonas azuis (de grande crescimento positivo), maioritariamente, aplicaram a receita liberal de uma forma ou de outra. UK, Irlanda e Espanha como casos paradigmáticos de liberalismo económico. Países nórdicos que desde há 20 anos estão a transitar da social-democracia para o liberalismo baseado na flexi-segurança. Países de Leste, como é natural dado o fim do Comunismo, nomeadamente os bálticos que são dos que estão a reformar de forma mais liberal as suas economias.

As zonas brancas onde nos incluimos...estão a defenhar.

Só não quer ver a realidade...quem não quer. A realidade está aí [:P]:D
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Nthor

De cada vez que sei que um director compra um carro novo ou faz compras com o cartão de credito que o estado lhe oferece recordo os que dizem que: "isso é uma gota de agua" e muitas gotas de agua enchem uma barragem até transbordar.
O resto da FP tem um comportamento exemplar, portanto vamos falar dessa imensa minoria... dos Directores.

À qual, já nos descansaste que não pertences. :D :D [8D]
Desconversa sim...

:D
 
Então com 24% de taxa de desemprego não houveram convulsões sociais e inúmeras greves em Espanha? OK, se vocês dizem...

Mas passemos ao que interessa:

"A reforma trabalhista da Espanha

José Pastore

Participei na Associação Comercial de São Paulo de um seminário promovido pelo Instituto Tancredo Neves e pela Fundación para Análisis e Estudios Sociales (FAES) de Madrid cujo propósito foi examinar o quadro do emprego na Espanha e no Brasil à luz de mudanças lá realizadas e aqui não realizadas.

O seminário foi oportuno, pois reina no Brasil muita desinformação sobre a reforma trabalhista espanhola. Uma boa parte da imprensa, governantes, parlamentares, magistrados do trabalho e dirigentes sindicais costumam argumentar que aquela reforma agravou os problemas do desemprego e da informalidade, também chamada de precarização. Com isso, concluem, nada deve ser mudado na legislação brasileira para evitar os mesmos males.

Enquanto nada acontece, o Brasil continua com 11% de desemprego e 60% de informalidade. Vencem as vozes da reação à reforma que ignoram os dados da realidade espanhola antes e depois das mudanças. Sim, porque aquele país encadeou uma série de reformas para ajudar a criar empregos, algumas complementares e outras corretivas.

Os dados são eloqüentes. A Espanha teve uma taxa de desemprego de 24% em 1994. Foi um número espantoso e recorde no mundo desenvolvido. Para atacar o problema, o país atuou em três frentes: acelerou o crescimento, melhorou a educação e modernizou a legislação trabalhista.

Quais foram os resultados? Houve uma queda persistente do desemprego que, de 24% chegou a 10,5% em setembro de 2004 (...). Foi a maior redução em toda a União Européia. Além disso, a Espanha cortou a informalidade de 12% para 6% e os usuários do seguro-desemprego de 22% para 7%.

No âmbito da legislação, o país criou dez tipos de contratos de trabalho (tempo parcial, eventual, obra certa, interino, de formação de jovens, de estímulo às pessoas de meia idade, etc.) que foram amplamente utilizados por serem mais simples e menos dispendiosos para as empresas. São contratos que oferecem uma proteção parcial, garantindo, porém, as proteções fundamentais (previdência, seguro-acidentes, saúde, etc).</u>

Nos primeiros anos houve abusos e, para corrigi-los, novas reformas foram introduzidas. O que aconteceu? Os contratos de menor proteção foram diminuindo e os de maior proteção foram aumentando</u>. Entre 1997 e 2004, os primeiros caíram de 40% para 20% e os segundos subiram de 60% para 80%.

Taxa de desemprego na Espanha

(1994-2004)"

http://www.josepastore.com.br/artigos/relacoestrabalhistas/233.htm


"Espanha reduz desemprego com reforma trabalhista
10/5/2006

Leis trabalhistas mais adequadas às necessidades das empresas e dos trabalhadores. Criação de novos empregos, inclusive temporários. Com essas ações, a Espanha conseguiu reduzir a taxa de desemprego de 24% para 8,7%, em um período de 11 anos, e impulsionar o crescimento econômico no país.

De acordo com o economista Jaime Garcia Legaz, da Fundação de Análise e Estudos Sociais (Faes), de Madri, as reformas nas leis trabalhistas espanholas foram feitas a partir da constatação de que o país não podia mais conviver com o desemprego.

Entre 1978 e 1996, a Espanha tinha a maior taxa de desocupação da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os 30 países mais ricos do mundo. Para reverter a situação, os espanhóis fizeram a primeira grande reforma trabalhista em 1994, cuja principal mudança foi a criação do trabalho temporário</u>.

Esse tipo de contrato permitia a manutenção do trabalhador por até três anos, com custos reduzidos de indenização. Mas, como eram contratos mais simples e implicavam menores custos para os empresários, criou-se um problema: a maioria dos empregos criados a partir da reforma era temporária</u>.

Por isso, em 1997, empresários, trabalhadores e governo negociaram uma nova reforma, que estimulasse a contratação de empregados por tempo indefinido</u>. As empresas ganharam novos incentivos, como a redução dos encargos sociais, a simplificação da burocracia e a criação de contratos de trabalho, que reduziam a indenização de 45 para 33 dias. "Essas mudanças ajudaram a Espanha a criar mais de 7 milhões de emprego em uma década"</u>, afirma Legaz.


Além disso, o país registrou taxas excepcionais de crescimento. Atualmente, a economia espanhola cresce a uma média de 4% ao ano. "Se a Espanha mantiver esse ritmo de crescimento, o país chegará ao pleno emprego dentro de três anos", destaca o especialista. "Isso significa que a taxa de desemprego na Espanha será inferior a 6% até 2008".</u>

Segundo José Pastore , especialista em relações do trabalho e consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil tem muito a aprender com a Espanha. "A primeira lição é que a reforma na legislação trabalhista precisa ter foco. A Espanha focou a sua reforma no combate ao desemprego e no alto custo do emprego", explica. "Também é preciso haver uma liderança para conduzir as negociações entre as partes envolvidas, além de mostrar à população os custos e os benefícios da reforma, para que eventuais resistências não acabem minando as mudanças", completa."

http://www.institutonacional.com.br/news/detail.asp?iNews=360&iType=20
 
Pé Leve

Pq não páras para pensar????
Pq não lês com CALMA o que tu próprio postas???

E que convulsões SOCIAIS, greves gerais etc, tiveram impacto no grande responsável Felipe González ????
Ganhar constantemente as eleições???
Manter as políticas económicas???
Privatizar, liberalizar e desrtegulamentar a industria, despedimentos maciços na Industria Metalurgica, Minas, nos portos marítimos????
Com baixos défices públicos??

E depois desta política excelente e liberalizadora tivemos o Aznar.

Tu, PéLeve e outros, têm um grave problema de causa-efeito[:p].
Recomendo-te, não que adiante[:p], a entrevista HOJE no Jornal de Negócios a Alan Dukes, Ministro das Finanças e Líder da Oposição qd a Irlanda celebrou o acordo político de "Tallaght".

Edit: Já agora, numa prespectiva mais leve, o artigo de Miguel Angel Belloso no Diário Económico. Até é divertido[8D].
 
O Pé Leve quer auto-convencer-se que a Espanha mudou de política.

Ou seja, que tinha desemprego alto e que teve que mudar as políticas por isso.

Coisa que não aconteceu :D[:P]

A Espanha teve desemprego alto para chegar onde está actualmente. Necessitou como qualquer economia de se liberalizar e de perder o emprego não produtivo e/ou insustentável.

Coisa que em Portugal não aconteceu porque o Estado andou a subsidiar industrias e empresas não competitivas em nome de Abril e a meter gente nos seus quadros não porque precisava mas porque a populaça assim o queria...
 
Oh André.
Mas o que é que se pode fazer??
Agora até o termo trabalhista é mal interpretado:D[}:)]

27/04/2006
Reforma trabalhista na Espanha é tema de palestra no TST


A recente experiência espanhola no campo das reformas trabalhistas foi apresentada aos ministros do Tribunal Superior do Trabalho hoje (27) pelo consultor da Fundação de Análises e Estudos Sociais de Madri, Jaime García Legaz</u>. O espanhol acompanhou diretamente as reformas trabalhistas espanholas entre os anos de 1996 e 2000, quando foi assessor econômico do presidente José María Aznar</u>.

Ao saudar o especialista, o presidente do TST, ministro Ronaldo Lopes Leal, afirmou que o Brasil pode tirar bom proveito da experiência espanhola, principalmente tendo em conta que ela foi fruto de um amplo diálogo social entre governo, empresários e trabalhadores. Além de ministros do TST, assistiram a palestra vários juízes que atuam como convocados. O professor José Pastore e o conselheiro da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dagoberto Lima Godoy, também assistiram a apresentação.

A Espanha passou por cinco reformas trabalhistas em sua história recente, que introduziram importantes modificações nos moldes de contrato de trabalho, formas de contratação, critérios para demissão, seguro-desemprego, entre outros. Nenhuma reforma foi imposta. Todas as mudanças foram fruto de um diálogo social envolvendo sindicatos de trabalhadores, associações de empregadores e representantes dos poderes executivo e legislativo.

Os envolvidos tinham em mãos pesquisas de opinião apontando o desemprego como o mais grave problema social espanhol. Não houve redução ou supressão de direitos trabalhistas e as reformas permitiram ao País a geração de sete milhões de emprego em dez anos. A participação dos sindicatos foi essencial para êxito das reformas, segundo García Legaz. Até 1975, quando a Espanha viveu sob o regime ditatorial franquista, a política governamental proporcionava baixos salários e impunha altas dificuldades para a demissão</u>. No regime de exceção, não havia sindicatos na Espanha nem direito de greve.

O Pacto de Moncloa (1977-1978) celebrado entre governo, partidos políticos e sindicatos, permitiu a adoção de políticas nas áreas monetária, preços, salários, emprego e seguridade social, dando impulso às reformas e fazendo frente a uma inflação de 30%. Na primeira reforma trabalhista espanhola resultou na negociação de direitos anteriormente tidos como inegociáveis, como jornada de trabalho e salário. Foram introduzidas ainda várias modalidade de contrato: por prazo determinado, em tempo parcial, para trabalho eventual, por obra certa e para incentivar a entrada de jovens e pessoas de meia idade no mercado de trabalho.

Observou-se então um incremento na utilização dos contratos por prazo determinado, responsável pela maioria dos empregos criados. Segundo Garcia Legaz, em pouco tempo os empresários perceberam as desvantagens desse tipo de contrato, em razão da alta rotatividade de empregados. Houve também efeitos negativos no sistema de previdência social. Nova reforma, iniciada em 1997, estimulou a transformação dos contratos temporários por contrato por prazo indeterminado. Para isso foram reduzidos encargos sociais e a indenização a ser paga em caso de dispensa.

A redução da indenização – pagamento de 45 para 33 dias por ano trabalhado – impulsionou as contratações, fazendo com que a Espanha reduzisse a taxa de desemprego de 22,3%, em 1995, para 8,7%, em 2005. Segundo García Legaz, o país ibérico caminha para uma situação de pleno emprego. Atualmente, sindicatos e empresários espanhóis discutem nova reforma trabalhista. O principal objetivo é regular subcontratações, restringir os contratos de obras e serviços às situações que efetivamente correspondam a esta circunstância, e reduzir custos para demissão.

As baixas taxas de natalidade no continente europeu e a elevação da expectativa de vida está fazendo com que a Espanha discuta também neste momento formas alternativas de custeio do sistema de previdência social para que os trabalhadores de hoje tenham garantias de aposentadoria. O alto índice de imigrantes também está transformando o mercado de trabalho no país, já que estes desempenham funções desprezadas pelos espanhóis.

De acordo com García Legaz, os juízes e tribunais trabalhistas tiveram importante destaque na transformação por que passou a Espanha nos últimos 12 anos. Defrontada com o choque entre a “proteção trabalhista teórica e a proteção trabalhista possível”, a doutrina trabalhista espanhola foi modernizada depois das evidências de que sua aplicação rígida provocou centenas de falências e fechamento de empresas, aumentando ainda mais o desemprego. Uma das reformas permitiu que a conjuntura econômica fosse utilizada para justificar demissões.

Mas agora o Aznar aplicou reformas "trabalhistas".
O que se pode fazer???

Isto é o oposto de tudo o que defendem, do déficit, até da emigração[:0], mas enfim...

Aznar. Cedeu às convulsões sociais[8)]. Malandro[xx(].
 
André e J.R., era bom que tudo fosse tão simples como vocês pensam... aplica-se aqui a receita da Espanha e já está. Era bom, era...

Mas não é!

Senão, reparem:

Com um liberalismo económico tão bom em Espanha...

Com os grandes entraves à criação de riqueza em Portugal...

Seria de esperar que:

a) As empresas Espanholas não quisessem vir para Portugal;
b) As empresas Portuguesas fugissem de Portugal para se instalarem no "oasis" liberal Espanhol;

Ora, como a realidade demonstra, é exactamente o contrário que está a acontecer. Então, afinal o que se passa?

Se a Espanha é assim tão boa, porque é que as empresas Portuguesas não vão para lá?

Se Portugal é assim tão mau, porque é que cada vez mais existem empresas Espanholas por cá?

A realidade é muito mais complexa que as "cassetes" de esquerda ou de direita...
 
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