É com cada disparate, um atrás do outro.
À excepção do SportBoy e de mais um ou outro - não querendo transformar isto numa questão de guerras nacionalistas, mas é inevitável tocar na questão da nacionalidade dado o contexto - os users brasileiros que comentaram as duas últimas páginas deste tópico encaixam que nem uma luva naquilo que já referi em dois comentários: a estigmatização do colonizado de que alguns autores falam (pelos vistos, isso não parece interessar a ninguém, muito menos a esses dois users). Não é muito difícil de chegar-se à conclusão que a postura agressiva, irritada, incomodada, que apresenta dados e comparações exageradas ou descabidas, é sinónimo da baixa auto-estima que os brasileiros têm e que provocam neles mesmos (e cuja origem está, precisamente, na questão colonial - e isto serve para todos os casos de colonização) quando confrontados de novo com o agora ex-colonizador.
Quanto às favelas... Nós por cá também as temos. Mas, se bem me lembro, por volta de 2000, houve um teledisco de música do circuito mainstream e de apelo a um público vasto que apresentava imagens recentes e reais, não só da pobreza extrema no Brasil (nomeadamente no Rio de Janeiro), bem como dos enormes contrastes e fossos sociais que a sociedade brasileira tem cavado, e isso caíu como pedra no estomago para a imagem progressista que o Brasil tentava promover dos seu desenvolvimento e dos seus centros urbanos. Porque terá sido?
Fora isso, continuo a discordar de muitos users portugueses que acham o Gol descartável. Continuam a resumir o seu universozeco ao mercado português.
...E eu continuo a achar que se a Seat e a Skoda já não tivessem uma gama bem estruturada, um Gol com um 1.2 a gasolina, o 1.4 TDI e um emblema diferente e associado a uma marca low cost (ainda por cima com o selo VW) iria fazer a vida negra à Dacia, à Chevrolet e por aí fora, no mercado europeu (que não se resume ao Portugalete... felizmente).
O Gol com o 1.2 gasolina e o 1.4 TDI, e esse Golf 4,5 com alguns TSI e TDI, com um logótipo distinto e era vê-los a vender relativamente bem na Europa...
Só mais uma coisa...
Se/Quando a China e a Índia ascenderem ao trono da hegemonia mundial, a duração desse ciclo hegemónico será relativamente curto quando comparado ao dos EUA, por exemplo, dados os diversos problemas e questões estruturais e civilizacionais que apresentam. O Brasil não será excepção a isso. Até porque, por muito que vos custe ouvir isso, as (agora) potências emergentes como o Brasil irão sempre precisar/depender (em certa escala) dos mercados e das potências europeias.