Oleo a mais pode danificar o quê ???

Num tópico mais antigo, encontrei esta explicação dada pelo user DL:

"Um grande excesso de óleo (não é 1 ou 2 mm acima do máximo) poderá ser suficiente para que a cambota comece a chapinhar o óleo, isso forma espuma (mais ou menos consoante a qualidade do óleo, mas espuma sempre) que poderá ser suficiente para diminuir a pressão de óleo (a bomba começa a aspirar ar e não apenas óleo).

Essa diminuição de pressão poderá ser suficiente para danificar bronzes da cambota, outras peças sujeitas a grandes pressões e poderá ainda ocasionar uma deficiente lubrificação do veio da turbina. Por outro lado, o excesso de óleo poderá danificar retentores e originar fugas para o exterior do motor.

Entretanto a falta de lubrificação adequada no veio da turbina poderá ocasionar a rotura dos seus rolamentos e/ou vedações permitindo a passagem de algum óleo para o lado do compressor. Este começará a aspirar esse óleo e a alimentá-lo em direcção ao intercooler - colector de admissão - válvulas de admissão - câmara de combustão.

O óleo é um excelente combustível, portanto irá começar a arder nas câmaras de combustão. Como cada vez há mais alimento (óleo), o motor continua a acelerar mesmo que tires o pé do acelerador e mesmo que tires a chave da ignição, pois o processo já se tornou auto-suficiente.

Isso acabará quando consumir todo o óleo, quando o motor partir ou quando o conseguires desligar de vez, seja abafando a entrada de ar com um pano grande (casaco, etc.) que não seja chupado lá para dentro, seja travando e engrenando uma relação alta de caixa (5ª, 4ª) e obrigando assim o motor a "ir abaixo" por não conseguir arrancar travado e nessa relação alta de caixa. Só que nem sempre há o necessário sangue-frio para proceder desta forma ou as pessoas até nem sabem ou não se lembram de o fazer naqueles primeiros segundos, e depois já é tarde.

O óleo em contacto com uma turbina em brasa iniciará um incêndio, o mesmo se pode passar quando o motor parte e o óleo contacta com o colector de escape muito quente. Daí à propagação das chamas para o interior do habitáculo pode ser uma questão de minutos.

Isto será um cenário quase limite e dantesco, mas pode acontecer."
 
Num tópico mais antigo, encontrei esta explicação dada pelo user DL:

"Um grande excesso de óleo (não é 1 ou 2 mm acima do máximo) poderá ser suficiente para que a cambota comece a chapinhar o óleo, isso forma espuma (mais ou menos consoante a qualidade do óleo, mas espuma sempre) que poderá ser suficiente para diminuir a pressão de óleo (a bomba começa a aspirar ar e não apenas óleo).

Essa diminuição de pressão poderá ser suficiente para danificar bronzes da cambota, outras peças sujeitas a grandes pressões e poderá ainda ocasionar uma deficiente lubrificação do veio da turbina. Por outro lado, o excesso de óleo poderá danificar retentores e originar fugas para o exterior do motor.

Entretanto a falta de lubrificação adequada no veio da turbina poderá ocasionar a rotura dos seus rolamentos e/ou vedações permitindo a passagem de algum óleo para o lado do compressor. Este começará a aspirar esse óleo e a alimentá-lo em direcção ao intercooler - colector de admissão - válvulas de admissão - câmara de combustão.

O óleo é um excelente combustível, portanto irá começar a arder nas câmaras de combustão. Como cada vez há mais alimento (óleo), o motor continua a acelerar mesmo que tires o pé do acelerador e mesmo que tires a chave da ignição, pois o processo já se tornou auto-suficiente.

Isso acabará quando consumir todo o óleo, quando o motor partir ou quando o conseguires desligar de vez, seja abafando a entrada de ar com um pano grande (casaco, etc.) que não seja chupado lá para dentro, seja travando e engrenando uma relação alta de caixa (5ª, 4ª) e obrigando assim o motor a "ir abaixo" por não conseguir arrancar travado e nessa relação alta de caixa. Só que nem sempre há o necessário sangue-frio para proceder desta forma ou as pessoas até nem sabem ou não se lembram de o fazer naqueles primeiros segundos, e depois já é tarde.

O óleo em contacto com uma turbina em brasa iniciará um incêndio, o mesmo se pode passar quando o motor parte e o óleo contacta com o colector de escape muito quente. Daí à propagação das chamas para o interior do habitáculo pode ser uma questão de minutos.

Isto será um cenário quase limite e dantesco, mas pode acontecer."
XIÇA :confused: :confused: :confused: :confused:
 
Boas... Tenho que partilhar o que me aconteceu ontem: estive a um triz de comprovar tudo o que o DL relatou como possivel no caso de oleo a mais... Cometi o erro crasso de rectificar o nivel no meu golf 2 gtd em quente... No dia seguinte, ao regressar a casa, numa subida, o carro acelerou subitamente... Rotaçao ao maximo, fumo por todo o lado! Panico mesmo! Parecia que o motor ia derreter! Tive que parar com a caixa, obrigar a ir abaixo, pois a chave ja nao fazia nada! Granda susto mesmo... Mais um pouco e passava para a ultima fase, a do incendio, dasss...
 
nada como ver um 307 hdi a acelerar sozinho tudo por culpa do dono ter acrescentado 1L sem saber minimamente o que estava a fazer...

resultado : o turbo chupou oleo, que por sua vez foi para a admissao,que por sua vez foi para o escape...um motor novo nada de mais !!
 
Pois... É como eu digo, já passei por esta má experiencia... Nao tentem fazer isto em casa, meninos!!! É um susto completo! Ainda bem que o meu mk2 gtd ainda é da velha escola, senão teria tambem entregue a alminha ao Criador!
 
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