Opel e PSA em negociações para fusão

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Artigo da Reuters

General Motors e o Grupo PSA estão em discussões avançadas para combinar o fabricante de automóveis francês com o negócio europeu da Opel da GM, disseram duas fontes com conhecimento do assunto à Reuters na terça-feira.

Se concluídas com êxito, as negociações poderão levar à fusão da Opel com a alemã PSA, disseram as fontes.
Um acordo pode ser anunciado dentro de dias, disseram as fontes.
A GM e a PSA, fabricante de carros Peugeot, Citroën e DS, já dividem a produção de SUVs e minivans, uma relíquia de uma tentativa anterior de forjar uma aliança mais ampla que foi desenrolada em 2013 com a venda da participação da GM na montadora francesa. Um porta-voz da PSA confirmou que a companhia estava em negociações com a montadora dos EUA para aprofundar sua parceria. "Estamos em discussões com a Opel para expandir nossos projetos existentes", disse Bertrand Blaise. Ele recusou mais comentários. Os porta-vozes da Opel e do governo francês, que detém 14 por cento do PSA, não fizeram comentários imediatos. Um porta-voz da família Peugeot, que detém uma participação correspondente na montadora, não estava imediatamente disponível
(traduzido pelo Google)

http://reuters.com/article/idUSKBN15T1AL
 
A PSA já tinha 'tentado' anteriormente que a Opel fabricasse o sucessor do 508 / c5, em Russelsheim, na altura não deu em nada.

Caso se confirme isto é muito bom para a PSA...

Para a Opel em si e para os fãs da marca (se é que existem), não sei. De qualquer forma não deve ser pior do que se tornar em mais uma marca defunta no meio de tantas outras que estiveram na mão da GM...
 
Last edited:
A ver o que sai daí. Sou proprietário de um produto PSA que nem me aquece nem arrefece, e tenho muita pena em ver a Opel definhar lentamente. Juntos talvez possam criar bons produtos ou até conceitos inovadores, em vez de andar a reboque dos outros.
 
PSA confirmou as negociações




Clarification of PSA GROUP


Since 2012, General Motors and PSA Group have been implementing an Alliance covering, to date, three projects in Europe and generating substantial synergies for the two groups.Within this framework, General Motors and PSA Group regularly examine additional expansion and cooperation possibilities, as well. PSA Group confirms that, together with General Motors, it is exploring numerous strategic initiatives aiming at improving its profitability and operational efficiency, including a potential acquisition of Opel.

There can be no assurance that an agreement will be reached.

Pursuant to the commission implementing regulation (EU) 2016/1055 of 29 June 2016 laying down implementing technical standards with regard to the technical means for appropriate public disclosure of inside information and for delaying the public disclosure of inside information in accordance with Regulation (EU) No 596/2014 of the European Parliament and of the Council, this press release may contain inside information and has been sent to the authorized broadcaster of PSA on 14 February 2017 at 13:20 CET.

Fonte: PSA
 
Penso que seja o Crossland que vai ter motores PSA por isso seria bom. O motor 1.0 115 seria 1 mais valia para a PSA.
 
Why would PSA want to buy Opel and Vauxhall? - Autocar


The company that owns Peugeot, Citroën and DS now wants to take a majority stake in General Motors' European business. Here's why







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Cutting costs and boosting profitability – that’s the short version of why talks around a merger of PSA’s Peugeot, Citroen and DS brands and General Motors’ Opel-Vauxhall business, have reached “an advanced stage”.

It’s clearly big news; last year, Opel-Vauxhall's sales in Europe sat at around the one million mark and PSA's at around 1.5m. By combining the two, you would have a group that moves well clear of Renault-Nissan into second place in the European sales charts, behind only the Volkswagen Group (3.6m sales in 2016).

PSA taking a majority stake in Opel-Vauxhall would also bring significant economies of scale. The number of vehicle platforms and engines needing to be developed for five brands producing cars competing in the same market segments would be significantly reduced.

GM retaining a stake in the business would finally allow it a major, sustainable foothold in the European market, which, if successful, would solve some long-standing profitability problems. Although it is back on track, Opel-Vauxhall often has an air of uncertainty around it.

PSA taking the majority stake would unlock an opening into the US market, which has been a long-held long-term target of the group. This could be its way in.

Led by boss Carlos Tavares, PSA has returned to profit and is increasing its profit margins all the time. Having an extra 1m vehicles a year to add into that formula would be a nice problem to have in accelerating the recovery. A short-term challenge perhaps, but potentially a lucrative one in the long-term.

The markets like the prospect of a deal: GM’s pre-market share price is up 1% in New York at the time of writing and Peugeot’s is up 5% in Paris off the back of the news.

It’s five years since GM took a 7% stake in PSA, marking the beginning of the collaboration between the two firms. That stake was quickly sold off, but the collaboration continued, and we’re now finally seeing the first fruits of it with two new Vauxhall SUVs, the Peugeot 2008-based Crossland X and the Peugeot 3008-based Grandland X.

Who’s going to lose out? Well, those two SUVs already show that an overlapping platform strategy could lead to a confused product range, at least in the short-term. Vauxhall already has an SUV of similar size to the Crossland X in the shape of the Mokka X; now it has to have another spun off the 2008's platform to boost the profitability of that car’s underpinnings.

Products could become homogenised. There would be fewer choices for buyers. Let’s face it: there isn’t too much difference these days between a Volkswagen Golf, Skoda Octavia or Seat Leon when you go beyond the skin-deep stuff. Peugeot, Citroën, DS, Opel and Vauxhall could face a similar problem. This, in particular, is a challenge Tavares would need to confront.

FCA chairman Sergio Marchionne is unlikely to take the news well, but perhaps more for personal reasons. He’s been banging the drum of production overcapacity in Europe for a long time and has been in favour of streamlining and mergers; now he has two fewer options in trying to get a deal done to preserve his company in the long-term.

You can imagine the unions would have something to say about the deal regarding the long-term prospects of multiple factories producing broadly similar cars. You’d suspect something would have to give, and closer to home Peugeot has history in abandoning its UK manufacturing base.

“At this stage, there is no certainty on the conclusion of an agreement,” reads a Peugeot statement, but given the positive boxes this ticks for both companies, the way to meet the will is sure to be found.
 
A PSA já tinha 'tentado' anteriormente que a Opel fabricasse o sucessor do 508 / c5, em Russelsheim, na altura não deu em nada.

Caso se confirme isto é muito bom para a PSA...

Para a Opel em si e para os fãs da marca (se é que existem), não sei. De qualquer forma não deve ser pior do que se tornar em mais uma marca defunta no meio de tantas outras que estiveram na mão da GM...

Acho que isso não faz qualquer sentido.

Porque é que para a PSA é bom mas para a GM pode não ser ? E vice versa ?

O que interessa é que cada marca mantenha o seu ADN minimamente, o resto, é deixar os gestores fazer o seu trabalho.
 
Pelo que li, parece que a ideia seria a psa tornar-se acionista maioritária da opel, mantendo a gm uma participação mas menor.
Se por um lado a partilha de plataformas faria todo o sentido como as que já existem, isto poderia levar á extinção de vários postos de emprego o que na europa não é muito fácil.
Para não falar que ficávamos com uma parte muito grande do mercado europeu concentrada em 2 grupos.
 
Acho que isso não faz qualquer sentido.

Porque é que para a PSA é bom mas para a GM pode não ser ? E vice versa ?

O que interessa é que cada marca mantenha o seu ADN minimamente, o resto, é deixar os gestores fazer o seu trabalho.


A Peugeot / Citroen (parece-me a mim) que estão em crescimento, quer a nível de vendas e qualidade dos produtos.

Os produtos Opel têm em todos os casos correspondentes Peugeot / Citroen ao mesmo nível (senão melhores)

O pouco ADN Opel que ainda resta na marca acabará por se diluir. O interesse da PSA deverá ser mais a nível de infraestruturas e capacidade de produção do que propriamente em fazer o que quer que seja pela marca.

Também é verdade que as pessoas compram automóveis pelo seu aspeto interior ou exterior, o problema para mim reside no facto de comprar um Insignia e este ser nada mais que um 508 com roupagem diferente, com tudo o de bom e de mau que isso possa acarretar...

Por muito boas ou más que sejam, as plataformas GM sobre as quais a Opel produz os seus automóveis são, pelo menos, diferentes das PSA.
 
Last edited:
Isto pode ser a operação mais importante do Mundo automóvel Europeu dos últimos 30 anos, desde a compra da Citroen por parte da Peugeot. No entanto, não acredito muito numa fusão. Mas acredito numa Aliança entre a PSA e a Opel nos mesmos moldes da Aliança Renault-Nissan. Permitiria poupar muitos Euros em desenvolvimento de produtos e partilhar know-how.
 
Para mim não são boas notícias, diria até que são más, mas é apenas uma mera opinião pessoal!

Com a partilha de plataformas, motores, sinergias e blá, blá quem mais vai perder são os consumidores! Os preços não vão descer infelizmente, é natural que o leque de escolhas seja reduzido e para agudizar mais a coisa vão ser extintos muitos postos de trabalho e a canibalização entre marcas pode levar ao desaparecimento de mais alguma...

Pelo lado positivo, a PSA terá mais fácil acesso a outros mercados, em especial o norte-americano e a Opel ganhará músculo, mas pesando tudo nos dois pratos da balança (e ainda sem conhecer grandes detalhes do negócio) não estou mesmo entusiasmado! Já para não falar que a GM tem fama de furacão: f@de tudo por onde passa! [:p]
 
Há alguns problemas tanto na hipótese de a PSA comprar Opel/Vauxhall, quando na hipótese de a GM adquirir a PSA. Vejamos:

-Após alguns anos de prejuízo e após ser praticamente forçada a aceitar um sócio terá a PSA guito para comprar uma marca de volume como a Opel/Vauxhall?

-Uma das falhas da PSA foi sua extrema dependência do mercado Europeu. E por isto foi o fabricante europeu que mais sofreu com a crise pós 2008, visto que Renault, FIAT e os fabricantes alemães puderam contar com receitas das Américas e da Ásia. Desta forma adquirir a Opel apenas reforçaria a dependência da Europa. Faria mais sentido alguma parceria ou fusão com um fabricante com forte presença na Ásia e Américas para chegar a novos mercados, não para concentrá-lo.

-À época do conturbado fim da SAAB observamos a General Motors barrar com estrondo o acesso de empresas chinesas às tecnologias recentes partilhadas com a SAAB. Dado este antecedente cabe questionar: Os americanos deixariam a Dongfeng, sócia da PSA, ter acesso à tecnologia da Opel?

-Se vender a Opel/Vauxhall a General Motors perderá grande capacidade de desenvolvimento de carros pequenos e também verá aleijada a sua participação em um dos maiores mercados do mundo: União Européia.

-Caso compre a PSA a General Motors contará com um conjunto de marcas redundantes no mercado europeu.


Opinião: Gostava de ver a PSA entrar em entendimentos com a BMW.
 
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A Peugeot / Citroen (parece-me a mim) que estão em crescimento, quer a nível de vendas e qualidade dos produtos.

Os produtos Opel têm em todos os casos correspondentes Peugeot / Citroen ao mesmo nível (senão melhores)

O pouco ADN Opel que ainda resta na marca acabará por se diluir. O interesse da PSA deverá ser mais a nível de infraestruturas e capacidade de produção do que propriamente em fazer o que quer que seja pela marca.

Também é verdade que as pessoas compram automóveis pelo seu aspeto interior ou exterior, o problema para mim reside no facto de comprar um Insignia e este ser nada mais que um 508 com roupagem diferente, com tudo o de bom e de mau que isso possa acarretar...

Por muito boas ou más que sejam, as plataformas GM sobre as quais a Opel produz os seus automóveis são, pelo menos, diferentes das PSA.

Pelos vistos os novos SUV da Opel já são praticamente isso que pus a Bold...
 
Há alguns problemas tanto na hipótese de a PSA comprar Opel/Vauxhall, quando na hipótese de a GM adquirir a PSA. Vejamos:

-Após alguns anos de prejuízo e após ser praticamente forçada a aceitar um sócio terá a PSA guito para comprar uma marca de volume como a Opel/Vauxhall?

-Uma das falhas da PSA foi sua extrema dependência do mercado Europeu. E por isto foi o fabricante europeu que mais sofreu com a crise pós 2008, visto que Renault, FIAT e os fabricantes alemães puderam contar com receitas das Américas e da Ásia. Desta forma adquirir a Opel apenas reforçaria a dependência da Europa. Faria mais sentido alguma parceria ou fusão com um fabricante com forte presença na Ásia e Américas para chegar a novos mercados, não para concentrá-lo.

-À época do conturbado fim da SAAB observamos a General Motors barrar com estrondo o acesso de empresas chinesas às tecnologias recentes partilhadas com a SAAB. Dado este antecedente cabe questionar: Os americanos deixariam a Dongfeng, sócia da PSA, ter acesso à tecnologia da Opel?

-Se vender a Opel/Vauxhall a General Motors perderá grande capacidade de desenvolvimento de carros pequenos e também verá aleijada a sua participação em um dos maiores mercados do mundo: União Européia.

-Caso compre a PSA a General Motors contará com um conjunto de marcas redundantes no mercado europeu.


Opinião: Gostava de ver a PSA entrar em entendimentos com a BMW.


Mesmo que a PSA compre uma parte da Opel, estou convicto de que a GM vai continuar com uma participação importante na Opel. Desta forma a própria PSA poderia ter a GM como sócia e parceira para investir mais nos EUA e China e a PSA/Opel continuaria a fornecer tecnologia aos Americanos. Isto basicamente seria uma Aliança entre a PSA/Opel e a GM, tal como a Aliança Renault-Nissan ou a Aliança Hyundai-Kia. Desta forma faria sentido e criaria imensas sinergias em todos os mercados.
 
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