Bem, se o Civic não dá chatices nenhumas, certamente o MR-2 o deixará mais entretido [

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Toyota não "abaria"... dizem eles.[

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Dos carros que tive foi sem dúvida o que deixou mais saudades e sinceramente ainda pondero, por vezes, voltar a ter um. Mas pode ser um salto de fé.
Sim, não é muito prático. A bagageira é muito pequena, metade dela está ocupada pelo pneu suplente. Para aceder a ela, tens de abrir o que seria o capot à frente e depois ainda tens de levantar mais uma tampa em plástico.
Tens uns compartimentos de acesso um pouco difícil por detrás dos bancos, mas no geral, convém estar ciente que se fores de viagem, é levar pouco e malas rigidas é para esquecer.
Era o meu carro do dia-a-dia, e por vezes algumas das peculiaridades chateavam quando estavas com mais pressa. Um MX-5 é mais prático.
Mas isso são "peaners", quando comparado com o motor.
A toyota pode ter muitas máquinas de guerra, mas o motor do MR-2 não foi um deles.
Nesta altura do campeonato, acredito que já não haja nenhum com os infames e frágeis pré-catalisadores, que podiam partir, e como consequência mais grave, os detritos serem sugados para o motor e arrumá-lo para sempre.
Os que os tiveram mandaram-nos retirar para evitar resultados catastróficos.
Outro problema, que afectou o meu, e acho que a maioria dos MR-2 de 2000 a 2003 (por altura do restyling) eram os O-rings. Basicamente deixavam de exercer a sua função o que levava o motor a queimar óleo.
Aconselharia sempre a escolher um modelo pós-restyling. Além de novos párachoques e óticas, de origem substituiram a roda traseira de 15 por uma de 16 e a caixa de velocidades passou a trazer 6 relações em vez de 5. E, o mais importante, o motor parece comportar-se no parâmetro fiabilidade como se espera de um Toyota.
É preciso ter algum cuidado e tentar conhecer o histórico da criatura. E sobretudo saber que tipo de intervenção o motor levou. Alguns podem ter sido reconstruídos, o que no geral é boas notícias.
O meu já tinha 10 anos em cima. A carroçaria estava sem mácula. Não havia ponta de ferrugem.
A capota estava em excelente estado e é razoavelmente fácil tirá-la e colocá-la sem sair do lugar do condutor.
Mas o ponto forte do carro era tudo o que se relacionava com a condução.
E nesse aspecto coloco-o acima do MX-5, e já conduzi todas as gerações deste.
Motor central traseiro, quando bem feito, tem realmente os seus encantos.
Não havendo túnel de transmissão, o habitáculo é mais espaçoso e não aquece como no MX-5.
Visibilidade era excelente, com os pilares muito bem posicionados não interferindo muito nas curvas. O facto dos arcos de rodas se elevarem acima do capot, em conjunto com o desenho algo quadradão, permitia posicionar milimetricamente o carro na abordagem às curvas.
Agilidade e mudanças de direcção viciantes. Dava a ilusão de ausência de inércia.
O meu motor não estava muito saudável, mas os 140cv e peso a roçar a tonelada permitiam performances já bastante aceitáveis. A disponibilidade e resposta é muito boa, e a caixa de 5 estava escalonada correctamente (nunca experimentei nenhum com 6).
58% do peso incidia na traseira. Ou seja, se fosse um 911, slow in fast out, com carradas de grip na saída das curvas. Quando a traseira descolava era de forma mais abrupta do que num MX-5. Sempre dava para uns picos de adrenalina.
E, pelo menos os primeiros, nada de ajudas à condução. Estás por tua conta.
Se costumamos ler sobre a questão filosófica se um MX-5 é um sports-car ou não, o MR-2 é sem dúvida um.
Da minha experiência é sempre uma criatura mais intensa e com melhores características, de origem, para esse papel.
Na altura que foi lançado diziam que parecia um baby-Boxster, e acho que não é apenas uma questão visual.
Tem tudo para ser um excelente brinquedo e até um muito mais excitante daily-drive