Ordem dos Engenheiros

msousa

New member
Meus amigos,
O que me leva a colocar este post é por causa da posição elitista usada pela Ordem dos Engenheiros.

Ora todos os cursos acreditados pela ordem , são automaticamente excluídos de realizar o exame de admissão, realizando só o estágio.

O que eu me pergunto é porque?

A ordem deveria acreditar o engenheiro e não o curso, certo.

Assim sendo , deveria ser como a ordem dos advogados. Independentemente de onde se tirou o curso, todos deveriam realizar o exame.

Já trabalho em engenharia há 14 anos, não estou inscrito na ordem , por três razões:
1 – Sou dos excluídos por nascença
2 – Não estou para pagar cotas para tão nobre instituição
3 – Não necessito de isso para nada, pois não interfere no meu trabalho

Ora, como na ordem dos advogados, deveria ser obrigatório, quanto mais não seja, para os de Eng.ª Civil e para os Eng.º de Correntes Fortes, visto estarem estes a um maior perigo na realização das suas funções.

Nesta minha curta vida, já tirei cursos nos 4 cantos do mundo, Barcelona, Paris, Cambridge, Estados unidos, Alemanha, já perdi a conta, isto para dizer que este tipo de atitude não se encontra lá fora.

Convivi com muitos engenheiros licenciados pelas nossas maiores faculdades de engenharia e Institutos, e sinceramente não percebo o porque de tal atitude.
Já apanhei muitos de privadas, a escorregar como nunca vi, mas os das estatais vinham atrás.

Neste meu grupo restrito de trabalho (10) , temos de tudo, licenciados pelas estatais e pelas publicas.
E desde já dou a minha opinião sincera, não são uns melhor que outros.
Até vos digo, se necessitar de um orçamento ou relatório por norma peço aos das estatais, e se necessitar de uma intervenção em um equipamento, ou deslocação a um cliente peço a um da privada, pois são mais dados a trabalhos manuais e mais abertos com os clientes.

Finalizando, acreditem o profissional e não o curso

Cumps
msousa
 
Não me digas que foste fazer inscrição e mandaram-te fazer o exame? [:D]

Pessoalmente acho que o sistema está até bem montado nomeadamente na acreditação dos cursos que é extremamente exigente e rigorosa...[;)]
 
É simples...

a Ordem olha para o currículo do curso e decide que um aluno que acabe a licenciatura com aproveitamento tem os requisitos mínimos para se inscrever automaticamente, sem fazer o curso de admissão.

O facto de umas faculdades terem outras não, se calhar devias perguntar aos dois lados, a Ordem e às Faculdades, porque é que o curso não é reconhecido, porque de certeza que se calhar algumas faculdades nem sequer tentam obter essa aprovação?!



Quanto a haver bons profissionais de um lado e de outro é uma verdade universal... mas eu mais depressa punha as mãos no fogo por um colega de uma faculdade pública com "nome" do que outro vindo de 90% das privadas (pelo menos na minha área), e digo isto porque conheço currículos dos cursos e pessoas. Além do mais não podes confundir profissionais com 15 anos de carreira (p.ex) em que se calhar a formação académica já "pouco importa".

PS: Para os menos atentos, os dois primeiros parágrafos são explicações e não opiniões...
PPS: força, estou preparado para levar com pedras!
 
É simples...

a Ordem olha para o currículo do curso e decide que um aluno que acabe a licenciatura com aproveitamento tem os requisitos mínimos para se inscrever automaticamente, sem fazer o curso de admissão.

Não é bem assim. Eles passam a pente fino todas as cadeiras, professores, planos curiculares, condições de ensino, entrevistas a alunos de todos os anos a e formados etc...
 
duvida:

Alunos com bolonha(3 anos), não podem ir para a ordem certo?
Para irem para a ordem tem que fazer mestrado e depois fazer exame de acesso(caso o curso não seja creditado)?
 
Eu ainda estou para perceber porque é que as ordens recolhecem ou deixam de recolhecer alguma coisa, quando o Ministério da Educação também tem esse papel...não percebo.
Quer dizer eu acabei o curso, mas não posso trabalhar, até me inscrever na ordem. Ora na "minha" ordem não há exame, é mesmo só abrir os cordões à bolsa e eu pergunto com que legitimidade é que me obrigam a inscrever-me para trabalhar?!?
 
Acho uma atitude elitista. Faziam com a O. advogados, Vai tudo a exame.

PS - todos vão concordar que era a maneira mais justa

PPS - os das estatais não vão.

Era da maneira que até recolhiam mais umas massas em cotas
 
Eu ainda estou para perceber porque é que as ordens recolhecem ou deixam de recolhecer alguma coisa, quando o Ministério da Educação também tem esse papel...não percebo.
Quer dizer eu acabei o curso, mas não posso trabalhar, até me inscrever na ordem. Ora na "minha" ordem não há exame, é mesmo só abrir os cordões à bolsa e eu pergunto com que legitimidade é que me obrigam a inscrever-me para trabalhar?!?

Foi tudo aprovado na assembleia da republica por maioria algures no tempo.

Além do mais, não se pode avaliar um curso antes de estar a funcionar e existirem formados.

O que deveria haver, era uma lei que obrigasse ao encerramento de cursos não acreditados ao fim de x anos após a saída dos 1ºs licenciados. Aí é que está o problema e não nas ordens.
 
É tudo muito simples.

As ordens existem para defenderem os seus membros e nesse aspectos actuam muito bem.

A ordem dos médicos não precisa de colocar grandes entraves, porque o filtro já é colocado no acesso ás faculdades.

A ordem dos advogados, já coloca o filtro no acesso à profissão. Licenciados em direito existem aos pontapés, então coloca-se um exame de admissão à ordem mais um estagio de 2 anos não renumerado para poderes exercer a profissão. Grande Filtro.

A ordem dos engenheiros, bem, ainda não existem engenheiros aos pontapés, mas convem tambem começar a tomar medidas para evitar isso, quando isso acontecer tambem acredito que passe a existir um exame para todos.

A ordem dos engenheiros é esquisita, porque enquando um engenheiro civil tem que estar inscrito na ordem para desempenhar o seu trabalho, um engenheiro informático já não precisa.
Como funciona o filtro da ordem dos engenheiros? Estabelece-se uma serie de critérios para acreditar os cursos. Muitas escolas diminuem a carga lectiva de matemática nos cursos de engenharia, porque verdade seja dito, a matemática tem taxas de insucesso altissimas. Mas como não se pode negar o acesso a ninguem, para estes pode-se fazer um exame se eles quiserem entrar na ordem.
 
Eu só não percebo é porque é que dentro de uma mesma universidade, há cursos de engenharia acreditados e outros que não são.
No caso da UMinho vários cursos de Engenharia são acreditados (basicamente eram todos) mas depois criaram há uns anos cursos de Engenharia novos segundo as orientações de Bolonha e outros antigos cursos que eram acreditados foram convertidos para Bolonha e perderam a acreditação.
Porque é que os Mestrados Integrados em Engenharia segundo Bolonha na UMinho não estão acreditados e os cursos que não mudaram para Bolonha (caso de Eng. Civil que ainda é licenciatura de 5 anos) é acreditado...
Porque é que na lista de cursos acreditados da ordem dos Engenheiros da ultima vez que vi não aparecia um único mestrado integrado segundo Bolonha já acreditado?

Cumprimentos
 
Eu só não percebo é porque é que dentro de uma mesma universidade, há cursos de engenharia acreditados e outros que não são.
No caso da UMinho vários cursos de Engenharia são acreditados (basicamente eram todos) mas depois criaram há uns anos cursos de Engenharia novos segundo as orientações de Bolonha e outros antigos cursos que eram acreditados foram convertidos para Bolonha e perderam a acreditação.
Porque é que os Mestrados Integrados em Engenharia segundo Bolonha na UMinho não estão acreditados e os cursos que não mudaram para Bolonha (caso de Eng. Civil que ainda é licenciatura de 5 anos) é acreditado...
Porque é que na lista de cursos acreditados da ordem dos Engenheiros da ultima vez que vi não aparecia um único mestrado integrado segundo Bolonha já acreditado?

Cumprimentos
OS da feup já estão quase todos
 
Acho as ordens uma autentica palhaçada.
Se um curso tem ordem do ministério do ensino superior para abrir, porque é que, no caso dos eng civis num curso não acreditado pela ordem, não podem assinar uma obra?
Andaram a estudar 5 anos pra depois terem que fazer mais um exame para poderem trabalhar, e ainda por cima pagar uma joia grandita, para um recém licenciado, mais a anuidade.
Tendo o mesmo curso sido reconhecido pelo Governo.
Esta ultima parte é que não me cabe na cabeça.
Quem são as ordens para se sobreporem a um governo.
Se determinado alunos teve aproveitamento no curso, e não pode exercer a sua profissão apenas porque a sua universidade/politécnico não está acreditada pela ordem...


ps: Não necessito desse tipo de acreditação para poder trabalhar,(ainda bem), e tenho pena dos que necessitam. Para mim é tudo um bando de xulos
 
Acho as ordens uma autentica palhaçada.
Se um curso tem ordem do ministério do ensino superior para abrir, porque é que, no caso dos eng civis num curso não acreditado pela ordem, não podem assinar uma obra?

Ministério autoriza abertura em função daquilo que a instituição de ensino promete

Ordem avalia se o prometido é cumprido.

Qual é a dúvida? Alguém tinha que avaliar e as ordens foram escolhidas para essa tarefa.

Foi assim que decidiram os nossos deputados eleitos por.. Quem vota.

Como disse antes, o problema está no facto de não ser obrigatório o encerramento dos cursos não acreditados.
 
fdx, so de me lembrar da trabalheira que tive(eu e os meus colegas) para que biomedica no IST fosse reconhecida...
uma coisa que não se pode acusar a ordem é de não ser exigente na atribuição de reconhecimento a um curso
só como exemplo, engenharia fiisica no IST não é reconhecida e já foi rejeitada várias vezes...
 
Já pensei nisso e realmente é revoltante.
Estudo num politécnico e como tal a Ordem não reconhece a minha escola, se bem que uma colega me veio dizer que os nossos cursos estavam reconhecidos na Ordem, mesmo lá no site da escola, o que me deixa mais descansada. Andar a tirar um curso para mesmo depois disso não ser reconhecida como engenheira sem ter de fazer um exame.
 
Eu só não percebo é porque é que dentro de uma mesma universidade, há cursos de engenharia acreditados e outros que não são.
No caso da UMinho vários cursos de Engenharia são acreditados (basicamente eram todos) mas depois criaram há uns anos cursos de Engenharia novos segundo as orientações de Bolonha e outros antigos cursos que eram acreditados foram convertidos para Bolonha e perderam a acreditação.
Porque é que os Mestrados Integrados em Engenharia segundo Bolonha na UMinho não estão acreditados e os cursos que não mudaram para Bolonha (caso de Eng. Civil que ainda é licenciatura de 5 anos) é acreditado...
Porque é que na lista de cursos acreditados da ordem dos Engenheiros da ultima vez que vi não aparecia um único mestrado integrado segundo Bolonha já acreditado?

Cumprimentos

A Ordem acredita um curso e não uma universidade. O que se passou com Bolonha é que o plano curricular mudou e então é necessário uma nova avaliação.

Por falar nisso tenho de ir tratar de me inscrever no estágio da ordem.. [:D]
 
Já pensei nisso e realmente é revoltante.
Estudo num politécnico e como tal a Ordem não reconhece a minha escola, se bem que uma colega me veio dizer que os nossos cursos estavam reconhecidos na Ordem, mesmo lá no site da escola, o que me deixa mais descansada. Andar a tirar um curso para mesmo depois disso não ser reconhecida como engenheira sem ter de fazer um exame.

Não é por ser ou deixar de ser politécnico que a ordem reconhece ou não o curso [;)]
O ISEP é politécnico e tem cursos acreditados pela ordem. Vê lá bem se o teu curso não estará acreditado pela ordem [;)]
 
Esse problema de cursos reconhecidos, e não reconhecidos há com todas as "ordens".
É um assunto demasiado complexo para se responder sim ou não (concordo).
No entanto, tem alguma razão de ser.[;)]
 
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