Os Radicais

330i

Well-known member
Radicalismo

Julgo que não há um espaço de discussão neste forum sobre este tema, que nos ultimos anos ganhou um palco que não tinha no passado, as redes sociais!

Sou um nascido da geração baby boomer e um eterno aprendente que adora ler e aprender sobre comportamentos, psicologia, espiritualidade e religião, ando por aqui desde 2007 e como todos sinto que em cada dia em cada tópico, em cada discussão a intolerancia, a rejeição das diferenças, a ausencia de pluralismo, de respeito, é o status quo. O mote é ser extremo e radical, sentencia-se a diferença sem qualquer discernimento, e enrola-se em meia duzia de adjectivos qualificativos ou insultos ao mensageiro, e na desvalorização do argumento contrário.

Os radicais nunca se questionam, falta-lhes a capacidade de auto-avaliação e a humildade que existe no senso comum oriundo das experiências, costumes e vivências quotidianas, em sintese falta-lhes a humildade de assumir que não há verdades universais e imutáveis, começando pelas suas, sobretudo as suas!

Nos ultimos dois periodos de férias li dois livros fantásticos: "O Poder do Agora" que nos relembra como para a maioria das pessoas a vida está repleta de carências, insegurança, incerteza, tristeza, dor fisica, psicológia e espiritual. Lê-lo, é uma viagem de compreensão e entendimento sobre o que as novas gerações refletem e despejam diariamente nas redes sociais, e nos comportamentos do quotidiano. O outro, "A Arte de Comunicar com Sucesso" aborda um dos processos mais vitais para a inter-acção do ser humano. Devia ser leitura obrigatória para muita gente!

Na minha geração a tolerancia era natural e espontanea, e nem tinhamos a noção dela. Termos como gênero, ou homofobia, nem se "conheciam". Ouviamos David Bowie, Lou Read, Elton John, Freddy Mercury e George Michael, Led Zeppelin, Deep Purple, Neil Young ou Eagles, ou António Variações, e nunca olhamos sequer para as preferências sexuais que eles tinham. O foco era o que eles representavam para nós como musicos e o quanto felizes e satisfeitos nos deixavam porque a música deles nos tocava. Quando Boy George chegou, não questionávamos se ele gostava de homens, mulheres ou de ambos, apreciava-se a música dele, apenas. A Alyson Moyet era definitivamente oversize na época, mas era fantástica e a musica e a voz dela era um balsamo para os ouvidos e ninguém achava que ela valia menos que uma Claudia Schiffer!

Já escrevi isto noutro tópico, não precisávamos de restrições nem censuras, a educação dos nossos pais tratava dos "desvios" no imediato, quando nos desviávamos dos valores como ajuda, empatia, respeito pelo próximo, tolerância ou outras infrações. Na escola eramos instruidos e aprendiamos


Pronto, e agora sintam-se em casa para me desancar, chamar de cota, ou conservador! [:p]
 
E verdade. Radicalismo só o religioso. O que eu ouvi por não ser batizado, uma coisa raríssima nesse tempo.

Mas não foste rotulado nem descriminado nem colocado numa tribo. Os teus amigos, ou conhecidos não queria saber disso para nada!

Apenas o padre que te casou te colocou como condição o baptismo, para entrares no reino de Deus [:D]
 
Daqui a nada aparecem aí os habituais a dizer que nao sao intolerantes...

Apenas acontece que nao toleram pessoas com atitudes/ideias/formas de ser que se desviem do padrao do seu pequeno mundo.

Eles veem aí para nos comer a todos... é preciso ter cuidado e impedir...
 
Na minha geração a tolerancia era natural e espontanea, e nem tinhamos a noção dela.

Era, era... :sh) Um casal homossexual podia andar de mão dada na rua sem serem vítimas de agressão? Uma mulher podia engravidar antes de casar sem acabar na parteira/abortadeira ou a casar à pressa antes que barriga se notasse? Um negro tinha as mesmas probabilidades de arranjar um emprego que um branco com as mesmas qualificações? Tem lá santa paciência. Uma coisa é o ruído do fórum, do facebook, etc., outra é a sociedade como um todo. A sociedade, em geral, acho que está mais tolerante do que alguma vez foi, apesar de ainda haver muito por onde evoluir.
 
Não havia modas como o veganismo ou ser verde. Não se era apedrejado por andar de carro poluente. Não tinhamos a carga de impostos de agora (apesar de "mais" pobres...). A nossa sociedade não era influenciada por acontecimentos sem a mínima importância no outro lado do mundo. Etc, etc.

Eramos tão felizes e não sabiamos.
 
Era, era... :sh) Um casal homossexual podia andar de mão dada na rua sem serem vítimas de agressão? Uma mulher podia engravidar antes de casar sem acabar na parteira/abortadeira ou a casar à pressa antes que barriga se notasse? Um negro tinha as mesmas probabilidades de arranjar um emprego que um branco com as mesmas qualificações? Tem lá santa paciência. Uma coisa é o ruído do fórum, do facebook, etc., outra é a sociedade como um todo. A sociedade, em geral, acho que está mais tolerante do que alguma vez foi, apesar de ainda haver muito por onde evoluir.


Vamos partir do principio que vives e nasceste em PT, mas não sei onde cresceste, estudaste ou viveste, o que te digo é que no meu meio, na minha cidade nos meus amigos no meu liceu na minha faculdade no meu meio profissional, o que tu dizes não acontecia por regra, norma, padrão!

Havia disso no País? Não questiono, o que não havia é o radicalismo que citei no âmbito do tópico.

Foca-te no âmbito!
 
E os intolerantes à lactose?

Esses estao F*** por natureza...

Era, era... :sh) Um casal homossexual podia andar de mão dada na rua sem serem vítimas de agressão? Uma mulher podia engravidar antes de casar sem acabar na parteira/abortadeira ou a casar à pressa antes que barriga se notasse? Um negro tinha as mesmas probabilidades de arranjar um emprego que um branco com as mesmas qualificações? Tem lá santa paciência. Uma coisa é o ruído do fórum, do facebook, etc., outra é a sociedade como um todo. A sociedade, em geral, acho que está mais tolerante do que alguma vez foi, apesar de ainda haver muito por onde evoluir.

Mesmo hoje, nao é tao mau como antes, mas depende de que parte do globo estiveres, e falando de Portugal.
Algumas das coisas que descreves continuam a ser alvo de intolerancia, mas hoje, a sociedade evoluiu um pouco mais e deixou de ser aceitável dizer abertamente algumas coisas...
O exemplo dos homosexuais, achas que nao há quem olhe de lado? Da rapariga que engravidou, achas que nao há quem no seu mundo pequeno nao critique? Do negro, achas que nao há pessoas que lhes cortam as pernas logo a partida apenas pela cor de pele?

Há, mas como dizes a sociedade está mais tolerante e na minha opiniao, muito porque cada vez as pessoas sao mais cultas e viajam mais.


Não havia modas como o veganismo ou ser verde. Não se era apedrejado por andar de carro poluente. Não tinhamos a carga de impostos de agora (apesar de "mais" pobres...). A nossa sociedade não era influenciada por acontecimentos sem a mínima importância no outro lado do mundo. Etc, etc.

Eramos tão felizes e não sabiamos.

Modas sempre existiram, só que as pessoas eram geralmente pobres, logo nao dava para ir em muitas modas...
O andar com um carro poluente, dependendo do an o que falares, mas nos anos que nascemos, em Portugal? Muitos se tivessem a sorte de ter um carro...
A sociedade nao era influenciada por acontecimentos sem a minima importancia, mas era preciso que soubessem que esses acontecimentos tivessem existido em primeiro lugar, pois em muitos casos estavam limitados ao que tinham a sua volta.

Pensavamos ser felizes... o que é diferente.
 
O meu unico radicalismo é para com malta de esquerda... Quando me dizem isso, cesso o dialogo e relações com essa pessoa.
De resto, desde que a liberdade do proximo não colida com a minha liberdade, bem que podem fazer, ser e auto proclamarem-se o que quiserem.
 
Antes tarde que nunca!

Vejo pouca Tv, mas vejo e oiço muitos radicais sem gostar

De TV só vejo o noticiário da SIC todos os dias, mas aquilo começa a dar-me um bocado cabo dos nervos. Acho que hoje vou tentar ver o Euronews a ver se é melhor. [:D]

É sempre bom ouvir os Radicais (esses a que te referes), lá diz o ditado, mantém os amigos perto e os inimigos ainda mais perto...

Quanto aos outros radicais, sempre tive alguma simpatia por eles, e refiro-me aos tipos dos skates das bicicletas, e principalmente aos que contradizem a respetiva cônjuge... [:D]
 
De TV só vejo o noticiário da SIC todos os dias, mas aquilo começa a dar-me um bocado cabo dos nervos. Acho que hoje vou tentar ver o Euronews a ver se é melhor. [:D]

É sempre bom ouvir os Radicais (esses a que te referes), lá diz o ditado, mantém os amigos perto e os inimigos ainda mais perto...

Quanto aos outros radicais, sempre tive alguma simpatia por eles, e refiro-me aos tipos dos skates das bicicletas, e principalmente aos que contradizem a respetiva cônjuge... [:D]


Uma conjugue (nem sei se a palavra tem feminino) radical é um obstáculo sério!

Tem demasiadas armas, e pode usá-las em simultaneo [:p]


Mais a sério, eliminei há já algum tempo a minha conta do Twitter por causa do radicalismo daquela coisa. Aquilo é medonho
 
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