OTA - O Aeroporto negócio !!! - Governo escolhe ALCOCHETE!

citação:Originalmente colocada por RAD

citação:Originalmente colocada por lucianorato

Comparação:
[...]
Soluções para o aumento de capacidade:

Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.

Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade.
Qual é a fonte, só por curiosidade?



Já agora, não percebo porque é que em Málaga bastam 191 milhões de euros para responder a uma capacidade esperada de 20 milhões de passageiros por ano, e em Portugal, gastando o dobro, é insuficiente para 17 milhões:

citação:Mário Lino falava aos jornalistas à entrada para a reunião conjunta das comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sobre as Grandes Opções do Plano (GOP), apresentadas pelo Governo.

O ministro indicou ainda que, para avançar com aquelas obras, vai ser necessário fazer "projectos detalhados, que terão que ser avaliados, estudos de impacto ambiental e escrutínios públicos".

Mário Lino afirmou, na comissão parlamentar conjunta do Orçamento e Finanças e Transportes e Obras Públicas, para discutir as Grandes Opções do Plano, que o aeroporto da Portela terá de receber um investimento de 400 milhões de euros na presente legislatura para continuar a funcionar.

"O aeroporto da Portela tem os dias contados do ponto de vista da capacidade e dificilmente ultrapassará os anos de 2014/2016"
, afirmou o ministro, acrescentando que para funcionar até essa data vai ter de receber "vultuosos investimentos".

Segundo o ministro, o aeroporto da Portela vai receber 12 milhões de passageiros este ano e prevê-se que 16 a 17 milhões em 2015, rejeitando actualmente 84 slots (espaço e horário de aterragem de aviões) por dia.

"Por isso, tomámos a decisão de construir um novo aeroporto na Ota para estar a funcionar dentro de 10 a 12 anos", afirmou.
Mário Lino garantiu que há financiamentos europeus para a construção da Ota, que considerou a localização mais vantajosa, que será um projecto "fundamentalmente privado".

"Trata-se de um projecto para o qual vai ser lançado um concurso internacional e será eminentemente privado", referiu.
Fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20050720aeroporto+na+ota+e+tgv+para+avancar.htm



citação:um ex-ex-PM & potencial candidato a um cargo que já excerceu
Acrescenta «(ir)responsável pelo processo de descolonização» ao CV desse indivíduo. Pelos vistos ainda não está satisfeito com a merda que fez.

Desde que me conheço como visitante e frequentador do aeroporto da POrtela que o vejo em Obras, pelo que apenas posso depreender de uma coisa, se é ineficiente, está sub dimensionado e mal aproveitado só se deve á gestão pouco eficaz dos organismoa publicos quue o tutelaram e tutelam, e neste caso a ANA -Aeroportos e Navegação Aerea e respectivos gestores das ultimas 2 decadas deviam ser responsabilizados, mas como sempre a sua nomeação é devido a cores politicas...


Quanto ao CV do Sr. é bom nem falar, dado que virão aqui de imediato as colagens politicas que sou CDS ou PPD ou PC ou sei lá que mais, o povo tem a meória curta, demasiado curta, votam na cara e não nos actos praticados.
 
Boa noite!

Mais uma vez o nosso sistema politico revela-se inútil, ineficaz e acima de tudo despresista! Como é que os portugueses, como a maioria de todos nós aqui no forum, pode entender que se gaste mais de 2 mil milhoes de euros na construção de um aeroporto, quando são pedidos sacrificios a nivel da cobrança de impostos! Mas será isto justo, será isto aceitável? NÂO!!!! Quem não conhece a realidade do nosso sistema de saúde, do sistema de justiça, e segurança social! Como é que podemos aceitar um sistema de saúde no qual os serviços prestados à população são equivalentes aos dum pais de terceiro mundo. Como é possivel que pessoas tenham que acordar às 3 ou 4 da manha para conseguirem uma consulta! Como é possivel que tenhamos que esperar 1 a 2 anos por uma consulta! Como é possivel que um processo esteja 3 4 5 anos num tribunal à espera de julgamento! Tudo isto está mal, o português não tem dinheiro e sente-se deprimido!
Como é que pessoas com salários (nem falo dos idosos) de 1000 euros podem ter ambições de ter uma vida próspera e feliz sem se endividarem e ficarem sempre depedentes desses magnatas das bancas! Tudo isto é uma máfia, é meio mundo a tentar enganar a outra metade, sinto-me triste e "arrependido" de ser portugês!
Merda de país
Abraços
 
o problema e que a emigraçao vai recomeçar em massa!!!nao sei se o pmtv e um deles,mas principalmente as novas geraçoes vao emigrar em MASSA!e um problema que ainda nao esta a ser pensado....

isto sao consequencias destes anos todos de republica das bananas...ha quem continue a votar e a dar de comer aos macacos,esquecem-se e que quando isto for ao fundo,os macacos tem contas na suiça e no belize..etc...e casas no brasil e por ai fora..!portugal ja o e ha muito,mas vai-se tornar na anedota universal e infinita..!
 
citação:Originalmente colocada por neoxic

(...)Eu votei, no barroso, eu votei agora no socrates vou votar em quem da próxima vez? Será que vou ter que votar no Bloco ou no PCP?

(...)
Vota no Manuel Monteiro....




....ou não votes em ninguem....





....que me pareçe a melhor opcção.
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

Desde que me conheço como visitante e frequentador do aeroporto da POrtela que o vejo em Obras, pelo que apenas posso depreender de uma coisa, se é ineficiente, está sub dimensionado e mal aproveitado só se deve á gestão pouco eficaz dos organismoa publicos quue o tutelaram e tutelam, e neste caso a ANA -Aeroportos e Navegação Aerea e respectivos gestores das ultimas 2 decadas deviam ser responsabilizados, mas como sempre a sua nomeação é devido a cores politicas...

Vou substituir apenas uma ou duas palavras no teu comentário :
Fica Assim :


Desde que me conheço como visitante e frequentador de Portugal</u> que o vejo em Obras[/b], pelo que apenas posso depreender de uma coisa, se é ineficiente, está sub dimensionado e mal aproveitado só se deve á gestão pouco eficaz dos organismoa publicos quue o tutelaram e tutelam, e neste caso o Governo</u> e respectivos gestores das ultimas 2 decadas deviam ser responsabilizados, mas como sempre a sua nomeação é devido a cores politicas...

[}:)][}:)][}:)]
 
citação:Originalmente colocada por Wettererkungs dungstaffel

citação:Originalmente colocada por Excalibur

Desde que me conheço como visitante e frequentador do aeroporto da POrtela que o vejo em Obras, pelo que apenas posso depreender de uma coisa, se é ineficiente, está sub dimensionado e mal aproveitado só se deve á gestão pouco eficaz dos organismoa publicos quue o tutelaram e tutelam, e neste caso a ANA -Aeroportos e Navegação Aerea e respectivos gestores das ultimas 2 decadas deviam ser responsabilizados, mas como sempre a sua nomeação é devido a cores politicas...


Vou substituir apenas uma ou duas palavras no teu comentário :
Fica Assim :


Desde que me conheço como visitante e frequentador de Portugal</u> que o vejo em Obras[/b], pelo que apenas posso depreender de uma coisa, se é ineficiente, está sub dimensionado e mal aproveitado só se deve á gestão pouco eficaz dos organismoa publicos quue o tutelaram e tutelam, e neste caso o Governo</u> e respectivos gestores das ultimas 2 decadas deviam ser responsabilizados, mas como sempre a sua nomeação é devido a cores politicas...

[}:)][}:)][}:)]


Tambem fica bem
;)
 
citação:Originalmente colocada por Varycela

citação:Originalmente colocada por pmtv

Merda de país
Epá com um discurso desses só te digo uma coisa: vai-te embora,ninguém cá te prende!
É por causa de gente como tu, que este país não anda para a frente! Tás contente com a situção do pais! Parabéns... eu não estou e revoltou-me quando vejo estes abutres politicos, que chegam ao governo e tem o poder para tomar decisões que influenciam de forma decisiva o futuro do pais. Não concordo com este sistema, penso que decisoes destas, não deveriam ser tomadas sem um pacto de regime. Enfim é o sistema de temos

P.S Só não mudo de pais pq ainda tenho esperanças que o pais mude, só tipico português, sempre existe aquela réstea de esperança!
Abraços
 
citação:Originalmente colocada por lucianorato

Comparação:

Áreas: Aeroporto de Málaga: 320 hectares, Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.

Pistas: Aeroporto de Málaga: 1 pista, Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.

Tráfego (2004): Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8%ao ano. Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.

Soluções para o aumento de capacidade:

Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.

Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade. É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espírito.


1 Abraço da Serra da Estrelaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Não sei qual a fonte, mas esses números não estão totalmente certos...
 
citação:Originalmente colocada por AlfaZor

citação:Originalmente colocada por lucianorato

Comparação:

Áreas: Aeroporto de Málaga: 320 hectares, Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.

Pistas: Aeroporto de Málaga: 1 pista, Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.

Tráfego (2004): Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8%ao ano. Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.

Soluções para o aumento de capacidade:

Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.

Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade. É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espírito.


1 Abraço da Serra da Estrelaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Não sei qual a fonte, mas esses números não estão totalmente certos...
já agora, como desconheço, porque é que não podem estar correctos?;)
 
citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por AlfaZor

citação:Originalmente colocada por lucianorato

Comparação:

Áreas: Aeroporto de Málaga: 320 hectares, Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.

Pistas: Aeroporto de Málaga: 1 pista, Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.

Tráfego (2004): Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8%ao ano. Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.

Soluções para o aumento de capacidade:

Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.

Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade. É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espírito.


1 Abraço da Serra da Estrelaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Não sei qual a fonte, mas esses números não estão totalmente certos...
já agora, como desconheço, porque é que não podem estar correctos?;)
Porque tenho á minha frente os correctos e têm algumas divergencias.
E apenas disse que não estavam totalmente</u> correctos.
 
Tentei resumir e cortar mas é so sumo nesta noticia que resolvi deixa la na integra. Apenas sublinhei uma citaçao que achei deveras e no minimo "interessante"


"Obras públicas: Economistas subscrevem manifesto de alerta

Treze economistas portugueses contestam esta quarta-feira num manifesto publicado no Diário de Notícias a eventual concretização de grandes obras públicas, que «poderá ser desastrosa» para Portugal, um país que «vive uma profunda crise».




Apesar de os economistas nunca especificarem a que grandes obras públicas se referem no manifesto, o Governo de José Sócrates anunciou recentemente que vai concretizar os projectos do novo aeroporto internacional na Ota e do comboio de Alta Velocidade TGV, avaliados em mais de 25 mil milhões de euros.

O grupo de economistas, alguns dos quais estiveram com José Sócrates nas Novas Fronteiras, questiona no manifesto a qualidade do investimento público, escreve o DN.

O manifesto é subscrito pelo presidente da Vodafone, António Carrapatoso, o ex- secretário de Estado do Tesouro e Finanças, António Nogueira Leite, o professores catedráticos Augusto Mateus e Fátima Barros, o presidente da RSE Portugal, Fernando Ribeiro Mendes, e o advogado e fiscalista, Henrique Medina Carreira.

O professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova José António Girão, os economistas José Silva Lopes, José Ferreira do Amaral e José Almeida Serra, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro, o ex-Governador do Banco de Portugal Miguel Beleza e o presidente da SIBS Vítor Bento subscrevem também o manifesto.

Para os economistas «parece ter emergido uma corrente de pensamento que acredita que a superação da crise em Portugal pode estar no investimento em obras públicas, sobretudo se envolvendo grandiosos projectos convenientemente apelidados de estruturantes».
Recordando a crise profunda que o país vive, o grupo considera que o cenário requer «uma urgente e dedicada concentração de esforços visando medidas apropriadas de contenção orçamental, de incentivo económico a favor dos sectores de produtores de bens transaccionáveis, de promoção de eficiência económica e de uma moderação da despesa colectiva».

«Porque a situação é séria e o país não pode, sem pesados custos, embarcar em mais experiências fantasistas, importa dizer, de forma clara, que essa ideia é errada e a sua eventual concretização poderá ser desastrosa para o país», escrevem no manifesto.

Os 13 economistas consideram que «o investimento público pode ter virtudes e pode ser um importante elemento estimulador do desenvolvimento».

No entanto, dizem, o investimento público não serve «nas presentes circunstâncias da economia e das finanças públicas», «sobretudo se dirigido a obras cujo mérito não tenha sequer sido devidamente demonstrado por estudos publicamente divulgados, credíveis e contraditáveis».

No passado dia 21 o ministro de Estado e das Finanças Luís Campos e Cunha demitiu-se evocando «motivos pessoais, familiares e cansaço», mas como causa próxima na origem da demissão estariam, entre outras, divergências sobre a construção do aeroporto na Ota e comboio de alta velocidade.

No início do mês, em entrevista à RTP e no debate do Estado da Nação, José Sócrates defendeu a construção do aeroporto da Ota e a entrada de Portugal na rede europeia de alta velocidade.

No entanto, na Comissão de Economia e Finanças, Luís Campos e Cunha declarou que, tanto a construção do aeroporto como o TGV se encontravam ainda em avaliação por parte do Executivo.

No dia seguinte, também na comissão, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, reiterou que o TGV e o aeroporto da Ota eram mesmo compromissos de investimento deste Governo.

A gota de água seria um artigo de Luís Campos e Cunha publicado no jornal Público onde o ministro defendia que, para atingir o equilíbrio orçamental até ao final da legislatura, seriam necessários cortes ao nível da despesa pública ao longo de 2006.

Diário Digital / Lusa
27-07-2005 8:43:00 "

Cumprimentos Julio Sampaio
 
em relação a essa noticia, o TGV são acordos que tinham sido firmados com Espanha em 2004.

A OTA, é um projecto que recebeu o aval de uma comissão, na qual o relator é um desses 13 economistas.........já me esqueci qual[8)]
 
Ministro das Obras Públicas foi sócio da Consulmar entre 1991 e 1996. Mário Lino diz que essa posição «obviamente» não prejudica decisões a tomar sobre o aeroporto. Empresa já facturou 900 mil euros


O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, foi sócio de uma das empresas que está a realizar estudos de consultoria técnica para o aeroporto da Ota. De acordo com o semanário O Independente, a Consulmar foi sócia de Mário Lino na Impacte-Ambiente e Desenvolvimento, uma outra empresa de consultadoria ambiental, entre 1991 e 1996. Mário Lino tinha uma quota de 20 por cento na Impacte e ocupou os cargos de sócio-gerente e director.

O mesmo jornal conta que a Consulmar foi escolhida para trabalhar no projecto do aeroporto da Ota em concurso internacional, como uma das empresas responsáveis pelos estudos técnicos na área dos estudos hidrológicos e geográficos. Os estudos realizados até agora, e que começaram no terceiro trimestre de 2001, já custaram 12,7 milhões de euros ao Estado português e aos cofres comunitários.

O sócio-gerente da Consulmar, Fernando Silveira Ramos, disse ao O Independente que a Consulmar já facturou, desse bolo, perto de 900 mil euros pelos trabalhos de consultoria.

O ministro das Obras Públicas, em resposta ao semanário, considerou que a sua participação no capital social da Impacte e a relação de antigo sócio da Consulmar «obviamente» não prejudicam qualquer decisão a tomar sobre a construção do novo aeroporto. Mário Lino sublinhou que, desde a saída da empresa não manteve mais relações profissionais com a empresa de consultadoria.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=568505
 
1ª MÃO: Ministro apresenta planos para novo aeroporto em Outubro. Só depois, disponibilizará publicamente documentos na internet. Entre 1997 e 2005, foram realizados 70 estudos que custaram 12,7 milhões de euros. Mas Executivo de Sócrates ainda não realizou nenhum


O Governo recusa-se a publicitar para já os estudos que tem na sua posse sobre o novo aeroporto da Ota e que sustentam a decisão em avançar para a sua construção. «O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações vai promover, em Outubro, uma apresentação pública do projecto do novo aeroporto e posteriormente divulgaremos toda a informação pertinente e necessária na internet», divulga o gabinete do ministro Mário Lino num esclarecimento solicitado pelo PortugalDiário.

Mas o Executivo nega que haja qualquer secretismo sobre os estudos. A assessora do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Ana Rute Peixinho, exemplifica com os «estudos preliminares de impacte ambiental relativos às localizações Ota e Rio Frio que estiveram em consulta pública entre Março e Maio de 1999. Os resumos não técnicos e relatórios executivos estiveram também disponíveis para consulta. No âmbito da consulta do público chegaram a ser realizadas duas audiências públicas.»

Só entre Julho de 1997 e Abril de 2005, a Naer - Novo Aeroporto S.A. realizou ou "encomendou" a universidades e outras instituições 70 estudos sobre a Ota, de acordo com uma listagem facultada pelo ministério ao PortugalDiário. Mas o acesso aos documentos é reservado, argumenta o gabinete de Mário Lino. Apesar da insistência do PortugalDiário, uma decisão sobre a consulta dos estudos pedidos está dependente do ministro da tutela. Contactada a Naer, a mesma dificuldade: «Só com autorização do ministério.»

Na lista a que o PortugalDiário teve acesso incluem-se estudos sobre a definição da localização do novo aeroporto, o seu impacte ambiental, análises posteriores à definição do local e a eventual «sensibilidade do turismo à deslocalização» do aeroporto da Portela para a Ota.

O PortugalDiário sabe que o valor gasto pela empresa nestes mesmos estudos ascende já a mais de 12,7 milhões de euros. Deste total, 6,5 milhões foram comparticipados pela Comissão Europeia. De acordo com Ana Rute Peixinho, este Governo ainda «não fez nenhum estudo sobre a Ota».

Na última semana, um conjunto de blogues na internet tem exigido a divulgação dos estudos que sustentem a viabilidade do novo aeroporto da Ota. Entre os defensores desta «microcausa», está o ex-eurodeputado social-democrata Pacheco Pereira, que, no seu blogue "Abrupto", tem feito campanha diária (como os outros cibernautas) para a colocação «em linha» dos estudos.

O ministro da Economia, Manuel Pinho, em entrevista ao Diário Económico, disse respeitar muito os 13 economistas que subscreveram um manifesto crítico do projecto da Ota, mas «há sociedades que valorizam mais a especulação e a análise, enquanto outras valorizam mais a busca de soluções.» Afirma Pacheco Pereira que só será possível «na sociedade portuguesa [valorizar-se] mais a "busca de soluções" em detrimento da "especulação"» se os documentos forem colocados online. Sabe-se agora que o Governo só o tenciona fazer em Outubro.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=568620&div_id=291
 
PDiário: Desde 60 que se fala numa nova gare, mas Lisboa ainda vive com a «Portela». Em 1986, o Governo de Cavaco quis saber qual era a melhor solução: a Ota foi a escolha preferencial para a construção. Mas em 2005 ainda não saiu do papel


O aeroporto da Portela está a funcionar desde 1942, mas desde a década de 60 que se fala na necessidade de um novo aeroporto para Lisboa. Os primeiros estudos foram realizados por um Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa, criado em 1969. À época foram identificados cinco locais possíveis para a implantação: Fonte da Telha, Montijo, Alcochete, Porto Alto e Rio Frio. Na altura também foi analisada a possibilidade de desenvolvimento do actual aeroporto. No fim, dos locais referidos, Rio Frio ficou em primeiro lugar, seguido de Porto Alto e Alcochete.

Em 1982, nova apreciação e novas localizações: Santa Cruz, Ota, Azambuja, Alverca, Granja, Tires, Marateca. Desta vez, os locais escolhidos foram novamente Rio Frio, Porto Alto e, novidade, a Ota.

Em 1986, a ANA avança com um projecto que visa a expansão da Portela para 12 milhões de passageiros/ano, com a previsão de atingir a capacidade máxima em 2010. Um ano depois o Governo de Cavaco Silva pediu à ANA uma escolha preferencial e esta recaiu na Ota.

Oito anos depois foram realizados mais estudos e feita uma comparação entre Ota, Montijo e Rio Frio, quanto ao desenvolvimento regional e ao impacto ambiental e social. Os estudos foram concluídos sem ser definida qualquer localização. Rio Frio reunia um bom conjunto de vantagens casuais e a Ota um bom impacto a nível de desenvolvimento regional. O Montijo reunia aspectos positivos em todas as áreas, menos no impacto ambiental e social e, por isso, deixa de ser opção.

Em 1997, já com António Guterres, é criado um grupo de trabalho denominado NAER que fica encarregue de formular mais estudos relativos à localização e viabilidade da nova infra-estrutura, e promover a criação de uma empresa de capitais públicos, o que acontece em 98, com a NAER SA. Objectivo: preparar e executar as decisões quanto ao planeamento e construção do novo aeroporto.

Pouco tempo depois é contratado pela NAER o grupo consultor - ADP/Profabril - para coordenar e sintetizar todos os estudos realizados até então e os que se encontravam em curso. Os estudos de impacto ambiental seriam conduzidos pelo departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa. A escolha seria feita entre a Ota e o Rio Frio. Aqui iniciam-se outro tipo de estudos como, por exemplo, a previsão de tráfego, a organização das operações aéreas, as distâncias e tempos de acesso terrestre e, de novo, o potencial do aeroporto da Portela.

Entretanto é constituída a Comissão de Avaliação de Impacto Ambiental (CAIA) que emite um parecer onde reconhece que «as alternativas de localização propostas apresentam impactos negativos significativos». Sendo que os da Ota eram menos graves e no Rio Frio ficava em acusa a sustentabilidade ambiental da área. A ministra do Ambiente, Elisa Ferreira, decide afastar Rio Frio.

O relatório do consultor ADP/Profabril é finalmente apresentado em 1999 e na sua síntese pode ler-se: «A Portela pode fazer face ao actual crescimento do tráfego previsto para os próximos oito/dez anos. Apesar de Rio Frio ser satisfatório em relação à maioria dos critérios, o grave impacto ambiental levou o Ministério do Ambiente a afastar a localização. Resta a Ota. Como a duração total da obra foi estimada em 11 anos, o novo aeroporto não estaria pronto quando a Portela atingisse a saturação e, por isso mesmo, seriam necessários investimentos.»

A 27 de Abril de 2000, com José Sócrates no Ambiente, são definidos os objectivos para o desenvolvimento da infra-estrutura na Ota.

Três décadas depois, após vários estudos e 100 milhões de euros gastos nos mesmos, a Ota é escolhida para receber o novo aeroporto. Durão Barroso não dá prioridade ao projecto e a Ota "renasce" quando Sócrates chega a primeiro-ministro, depois do Governo de Santana também defender a opção. "Renasce" o projecto e a prioridade. Tal como as dúvidas e as críticas quanto a um projecto que nunca saiu do papel mas já tem quase 40 anos de vida.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=568250
 
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