Ou Mun - Á Ma Gao - Macau

OUMun

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As memórias de um homem, conduzem-no invariávelmente aos locais, que, um dia, lhe trouxeram felicidade.

São memórias, muitas vezes de felicidade e de imensa alegria e saudade.

Nesta terra que homenageio, passei dos melhores anos da minha vida, conheci a minha esposa, e lá nasceram os meus primeiros dois filhos.

Esta terra, que, por questões de agenda politica, saiu da nossa órbita, foi um dos mais prosperos entrepostos do Império Português, e soube sempre ser um exemplo de interligação entre a nação Lusitana e a Oriental China.

Cá fica a minha lembrança sobre; Ou Mun - Á Ma Gao - Macau

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Breve História de Macau

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Os portugueses fixaram-se em Macau em meados do Século XVI. O território começou por ser um pequeno porto de abrigo para fugir a tempestades e secar mercadorias, e tornou-se, aos poucos, num entreposto indispensável para os comerciantes que negociavam com a China e o Japão.

Porto de abrigo, também, para refugiados de todos os dramas asiáticos, Macau é um símbolo de tolerância, de convivência e da capacidade de chineses e portugueses viverem e deixarem viver.

Logo após a descoberta do caminho marítimo para a Índia, em 1498, iniciaram-se as tentativas de estabelecimento de contactos que permitissem aos portugueses alcançar os distantes reinos do Oriente e com eles estabelecer relações comerciais.

Foi em Malaca, porto estratégico de controlo do estreito com o mesmo nome e da expansão portuguesa para Oriente, que os portugueses primeiro contactaram com mercadores chineses.

Foi de Malaca que partiu Jorge Álvares, o primeiro europeu a sulcar os mares da China.

E foi na sequência destes primeiros contactos que os portugueses iniciaram o comércio na região do Delta do Rio das Pérolas.

Antes da chegada dos portugueses, a península de Macau era habitada por pescadores vindos das províncias de Fukien e Cantão. A palavra chinesa para Macau
("Ou Mun") significa literalmente "A Porta da Baía".

Porém, a palavra portuguesa para Macau parece estar relacionada com o culto à deusa "Á-Má" que é venerada em todo o
sul da China. Existe um templo que lhe é dedicado, à entrada do Porto Interior de
Macau. Com a construção deste templo, o local passou a ser conhecido por "Á-Má-
Gao" (Porto de Á-Má) de onde muito possivelmente deriva a palavra Macau.

Apesar de já frequentarem os mares do sul da China desde 1513, os portugueses
só chegaram a Macau entre 1554 e 1557. Aqui estabelecidos, usaram o território como
entreposto comercial, criando vários pontos de trocas, e transformando a península do
delta do Rio das Pérolas numa base lucrativa para o comércio entre a China, o Japão e a
Europa, ao longo de séculos.

Macau foi também escolhido para centro religioso onde os missionários se
preparavam para difundir a fé cristã e as ciências ocidentais no Extremo Oriente. É
disso um bom exemplo o famoso Colégio de S. Paulo, da Companhia de Jesus, que foi
fundado no século XVI e é considerado pelos historiadores como a primeira
universidade, ou estabelecimento de ensino superior, da Ásia Oriental. As suas ruínas
são um verdadeiro ex libris daquela que se chamou a «Cidade do Santo Nome de Deus
de Macau».

Os jesuítas, que aí ensinavam, tiveram de aprender a língua, os costumes e a
cultura chinesa, além de outras culturas orientais. Mas os chineses que ingressavam no
colégio também tinham de aprender latim e estudar a cultura ocidental, assim
contribuindo para o diálogo inter-civilizacional, que é desde sempre uma das
características de Macau.

Os portugueses introduziram no Oriente as armas mas, também, a física, a
medicina, a arquitectura, a música e as artes ocidentais, e levaram de volta para o
Ocidente a filosofia, a medicina, o chá, a porcelana, os trabalhos de laca, a pintura e
outros elementos da cultura chinesa.

Se a presença portuguesa em Macau sempre foi consentida pelos chineses, a
verdade é que a soberania de Portugal só foi oficialmente reconhecida pelo governo
chinês em 1887. No tratado então assinado em Pequim, a China confirmava a
«ocupação perpétua» do território com governo português. Logo a seguir à revolução
portuguesa de 1974, o estatuto de Macau sofreu alterações e em 1979, quando foram
reatadas as relações diplomáticas com a República Popular da China, Macau mudou de
estatuto passando a ser considerado território chinês sob administração portuguesa.


Nos termos desse acordo, que tem força de direito internacional e está depositado nas Nações Unidas, o Território passou, a 20 de Dezembro de 1999, para a soberania da China, instituindo-se a Região Administrativa Especial de Macau, um espaço com elevado grau de autonomia, com órgãos de Governo e leis próprias, que manterá inalterado durante os cinquenta anos seguintes o sistema político, judicial, social, cultural e económico actualmente em vigor, incluindo a manutenção do português como segunda língua oficial, salvaguardando um amplo quadro de direitos, liberdades e garantias de matriz portuguesa, humanista e ocidental.

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Almirante João Maria Ferreira do Amaral

Almirante João Maria Ferreira do Amaral

E a culpa pela perda de Macau, como território sob administração Portuguesa, foi dos nossos mais antigos aliados.

Porque, para reaver Hong Kong, Macau não poderia representar uma excepção.

Se a aliança no velho continente lhes era favorável, o texto abaixo aflora os interesses da Velha Albion em estrangular a prosperidade de Portugal no Oriente, consoante os interesses os tratados eram ou não seguidos.


O Governador João Maria Ferreira do Amaral, constitui ainda hoje em dia uma figura histórica, que deu corpo à Macau como conhecemos, e ao mesmo tempo controversa, não tivessem as autoridades chinesas exigido, cerca de uma década antes da transferência de poderes, a retirada da sua estátua de bronze por considerarem-na um símbolo de afronta ao poder chinês.

Augusto Ferreira do Amaral, descendente directo do almirante Ferreira do Amaral e investigador histórico da vida do seu trisavô, aceitou desvendar ao JTM os registos do diário pessoal do homem que governou Macau em meados do século XIX.

Foi a 21 de Abril de 1846, que o então oficial da Marinha Portuguesa foi destacado por Lisboa, para dirigir os destinos da Cidade do Nome de Deus, culminando a sua missão, a 22 de Agosto de 1849 quando foi assassinado, alegadamente a mando dos chefes feudais chineses que sentiam os seus poderes cada vez mais ameaçados e limitados.

“Estudei alguma coisa sobre a biografia dele que é bastante interessante, porque era uma personalidade bastante especial, e cheguei a várias conclusões”, começou por comentar Augusto Ferreira do Amaral, frisando que “uma delas, é que ele não era o tirano, o déspota que alguns na altura e depois a História pretenderam fazer dele”.

João Maria Ferreira do Amaral “não exercia de forma alguma um poder absoluto em Macau, e ainda por cima contrário à população”, sublinhou o investigador, ao garantir que o trisavô considerava-se fundamentalmente como um executante de ideias que tinham sido tomadas pelo Governo de então, nomeadamente a extinção das alfândegas chinesas e a declaração de Macau como porto franco.

Enquanto oficial das Forças Armadas, o almirante João Maria Ferreira do Amaral era acima de tudo, segundo o seu descendente, um executante de “políticas deliberadas” que “não tinha tergiversações ou hesitações em cumprir ordens” que, porém, “não eram tirânicas, despóticas ou de um poder ilimitado” e tinham em vista apenas “afirmar a soberania portuguesa dentro das concepções da época, que eram românticas”.

Nessa época, Macau tinha um estatuto um pouco ambíguo nesta matéria e o Governo de Portugal entendeu que deveria ser-lhe dada uma clara natureza de possessão portuguesa, disse o investigador, acrescentando que “esta situação deveu-se também ao facto de Portugal “não querer ficar atrás” da Inglaterra e Hong Kong.

“Os grandes adversários de Ferreira do Amaral, nessa altura, não eram os chineses, muito menos os macaístas, eram os ingleses”, disse, lembrando como episódio que “enfureceu totalmente” o Governador de Macau uma fuga protagonizada por marinheiros de uma armada inglesa.

Com base em vários registos da época, o historiador assegurou ainda que existia a “preocupação pela defesa dos interesses da população de etnia chinesa que vivia em Macau, e que era praticamente a totalidade das pessoas, e a defesa dos seus interesses, inclusivamente contra os ingleses, se fosse caso disso”.

TRADIÇÃO FERIDA. Apesar de entender que, durante todo o século XIX, Portugal tentou contrariar a tentativa inglesa de criar uma hegemonia igualmente grande na Ásia, Augusto Ferreira do Amaral reconheceu também que, “nesse combate”, o trisavô “feriu muitas regras da tradição chinesa”.

Estes factores provocaram “concerteza más vontades e votos contra e, de facto, alguns pormenores da actuação dele foram nesse aspecto, quase que desastrados”.
Tal constatação não obsta a que Augusto Ferreira do Amaral considere que “não levaram em consideração uma certa amenização que deveria ter feita de acordo com as tradições locais”. Uma delas, quiçá a mais emblemática, foi - recorda -o “caso” da profanação das sepulturas “que ele não levou em consideração, quando mandou abrir uma nova estrada que viria a dar às Portas do Cerco, e isso feriu extraordinariamente as sensibilidades de grande parte da população chinesa”.

“Penso que a população não estava muito de alma e coração com ele, e obviamente os mandarins, os chefes, não só de Macau mas também da região limítrofe, nomeadamente de Cantão, estavam desejosos de abater o seu poder, porque iria limitar o que eles tinham, que era um poder mais ou menos feudal”, afirmou.

Sendo os chefes feudais chineses os principais interessados em quebrar toda e qualquer veleidade que o Governador de Macau tivesse para levar avante o seu projecto, o investigador entende que se criou na população um ambiente favorável a tais pretensões, culminando com o assassinato de Ferreira do Amaral.




INTÉRPRETE DE UMA ÉPOCA ROMÂNTICA. O jovem aspirante oficial da Marinha, João Maria Ferreira do Amaral, com 16 anos apenas, foi destacado para o Brasil pouco antes da independência, para servir numa esquadra e acabou por comandar um grupo de assalto contra os independentistas.

Um dos episódios mais marcantes da vida desta figura histórica, para muitos também heróica e corajosa, teve lugar em Itaparica, durante as guerras da independência do Brasil em 1823, em que o futuro Governador de Macau viria a perder o braço direito, chacelado com uma bala de canhão, disparada de terra.

Segundo nos revelou Augusto Ferreira do Amaral, nessa altura, “ele teve logo um comportamento muito patriota, sendo fundamentalmente um patriota exacerbado, pois para ele defender os interesses da Nação era um valor absoluto que valia mais do que a própria vida”.
Depois de ferido, o jovem aspirante oficial não quis ser retirado para bordo do navio chefe, onde poderia ser operado. “Foi levado à força, e aguentou que lhe decepassem os restos do braço, sem qualquer anestesia, só a fumar um charuto”, revelou o seu trisneto, adiantando ainda que concluída a operação, limitou-se a dizer “viva Portugal”.

Em suma, Augusto Ferreira do Amaral considera que, com a sua personalidade, o ilustre antepassado “interpretou bem” a época em que viveu.

No aspecto doutrinário político o antigo Governador de Macau foi um “liberal total”, adepto do regime constitucional, e segundo os seus registos, foi para os Açores quando D. Pedro IV preparou a esquadra que veio a desembarcar no Mindelo, para a reposição da dinastia e instauração de um regime constitucional. O investigador garante que o trisavô “foi até um partidário das armas do liberalismo, do Imperador”.

Augusto Ferreira do Amaral fez ainda questão de recuperar um “episódio engraçado e de certo modo romanesco” que se passou a bordo da esquadra dos “liberais”. Ferreira do Amaral contou no seu diário, que estava a ser preparada uma expedição armada nos Açores, e que os oficiais todos que iam comandar alguns navios estavam todos a bordo do navio chefe. “Veio o Imperador a bordo, passou revista e quando chegou ao pé de mim, perguntou-me onde é que eu tinha perdido o braço. Disse-lhe, a lutar contra Vossa Majestade, mas ainda tenho um para o defender e para o servir”, conta o trisneto.
 
Olá, Ou Mun.

Engraçado que os nossos caminhos se cruzam, ainda que de uma forma bastante indirecta.

Também o meu pai viveu em Macau, entre 1951 e 1958, creio, dos 4 aos 11 anos, tendo frequentado o Colégio D. Bosco. Um tio meu nasceu lá.

Por outro lado, passei os primeiros 18 Julhos da minha vida na praia da Vieira.

Funny, isn't it?
 
Olá, Ou Mun.

Engraçado que os nossos caminhos se cruzam, ainda que de uma forma bastante indirecta.

Também o meu pai viveu em Macau, entre 1951 e 1958, creio, dos 4 aos 11 anos, tendo frequentado o Colégio D. Bosco. Um tio meu nasceu lá.

Por outro lado, passei os primeiros 18 Julhos da minha vida na praia da Vieira.

Funny, isn't it?


Olá

Provávelmente talvez pudesse então, ter conhecido o teu avô, porque esse foi o periodo de tempo em que estive em Macau como miliciano.

Aliás fui (e permite-me a imodéstia) um dos chefes de comissários nos primeiros GP de Macau, bons tempos de pioneirismo nas competições automóveis em territórios Portugueses.

Os meus filhos são mais novos, nascidos em 53 e 55, fruto da agora chamada Joint Venture (presumo estar certo porque o benjamin da familia, o 3º filho não nascido em Macau, me está a ajudar) Sino-Lusitana, é que militar português além de assegurar que o Império estava sob controlo, ainda destroçava corações chineses. [:cool:] (este é ideia do Benjamin).

Quanto a Vieira de Leiria onde resido actualmente, foi ai que vivi parte da minha mocidade, embora seja originário de uma povoação pertissimo de Leiria, digamos que este retorno foi um regresso ás origens.

As nossa histórias cruzam-se, mas com uma diferença temporal enorme, cruzam-se principalmente pela semelhança de datas e locais frequentados, embora por personagens diferentes.

Desculpa, mas o meu dominio na rapidez de teclar é escasso.
 
Olá Redliner

Posso dizer que após 1958, ao voltar à metropole, notei que retrocedia.

Uma cidade muito cosmopolita, mais liberal, um cruzamento de povos e culturas, mas sem sombra de duvida um nivel de vida muito acima do que se registava na nossa santa terrinha.

Só voltei a encontrar similar, em território administrado por Portugal, em Moçambique, Beira, Nacala e as passagens por Angola, que mostravam uma realidade diferente.

Por isso, não estranho o encanto e fascinio das pessoas que visitam Ou Mun.
 
Seja bem vindo, caro OU Mun.

É um prazer e uma honra ter entre nós um veterano como você.

Espero que se divirta por cá e nos conceda um pouco da sua vasta experiência de vida.

Obrigado.
 
Meu caro,

o meu avô viveu, nos últimos anos da vida, em Leiria, no bairro de sargentos, mais concretamente. Foi secretário da Liga dos Combatentes durante uns anos...
 
Seja bem vindo, caro OU Mun.

É um prazer e uma honra ter entre nós um veterano como você.

Espero que se divirta por cá e nos conceda um pouco da sua vasta experiência de vida.

Obrigado.


Muito obrigado, pelo seu simpático acolhimento.

Como diz um certo zumzum que tenho em volta, a brigada do reumático ataca num forum perto de si.

Anda um pai a criar filhos, para ouvir estes comentários.

Tenho de aplicar um qualquer correctivo.
[:D]
 
Meu caro,

o meu avô viveu, nos últimos anos da vida, em Leiria, no bairro de sargentos, mais concretamente. Foi secretário da Liga dos Combatentes durante uns anos...


Lamento a circunstância.

Presumo que é, o bairro após o Hotel Eurosol.

Eventualmente o nome de "Beto", diz-lhes algo ?
 
Boas, eu vivi 3 anos em Macau, de 1995 a 1998... Fui lá de visita em 2004.

Se fosse lá agora não reconheciria a cidade...
 
Confesso que não conheço nada de Macau, e o máximo contacto foi apenas conhecer um amigo da família que lá esteve durante o serviço militar.

Contudo, irei em Outubro a Macau participar durante uns dias numa Feira Internacional. Espero que seja uma boa experiência e uma forma de, na medida do possível, conhecer um pouco o território, uma vez que me suscita curiosidade. Estou bastante entusiasmado com essa viagem e tenho recolhido alguma informação, mas confesso que ainda pouca. Irei à partida ficar no Venetian, o que poderá ser um aperitivo simpático... :)

De qualquer forma, tenho Macau em boa consideração por tudo o que tenho ouvido. Depois da transição, acredito que as coisas tivessem mudado um pouco, mas acredito ainda existir muito da obra que os portugueses fizeram, e ainda bastantes pessoas que optaram por ficar.
 
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Muito obrigado, pelo seu simpático acolhimento.

Como diz um certo zumzum que tenho em volta, a brigada do reumático ataca num forum perto de si.

Anda um pai a criar filhos, para ouvir estes comentários.

Tenho de aplicar um qualquer correctivo.
[:D]
Bem dito! [;)]
 
Macau é hoje um dos expoentes mais visíveis da capacidade que Portugal tem de realizar obra, só não se percebe porque o não faz cá.

Além do empreendedorismo de quem viu no território potencial, o que significa que Portugal dotou Macau de estruturas de referência.






Publicação: 29-08-2007 11:22 | Última actualização: 29-08-2007 13:13 Maior casino do MundoFoi inaugurado em Macau, que já é a capital mundial do jogoFoi ontem inaugurado em Macau o maior casino do mundo. O complexo pertence ao multimilionário norte-americano Sheldon Adelson e custou cerca de 17 mil milhões de euros.

Bem ao estilo de Las Vegas, o Venetian Macao Resort Hotel é uma espécie de Veneza adaptada ao mundo oriental. Tem os típicos canais com gôndolas e até a praça de São Marcos à escala real.
Tudo isto num espaço, também ele, colossal de 108 mil metros quadrados.

Os clientes podem escolher entre mais de 7.000 slot machines e 800 mesas de jogo.

Mas segundo os jogadores, isto não é demais. Afirmam que todos os casinos de Macau estão sempre cheios, pelo que mesmo que abrissem mais dez casinos do tamanho deste, isso ainda não chegava.

Mas o Venetian Macao não é um espaço apenas para quem pretende jogar. O complexo dispõe de 350 lojas, salas de conferências com quase 2.000 lugares e até uma arena com capacidade para 15.000 pessoas. A juntar a tudo isto há ainda 3.000 mil quartos num hotel de luxo integrado. Ao todo tem 16 mil empregados.

Localiza-se em Cotai, que é uma espécie de paraíso do jogo e dos hotéis de luxo de Macau, que já ultrapassou Las Vegas como a região do mundo que mais factura com o jogo.

Esta é a única região pertencente à China onde o jogo é permitido. O objectivo do proprietário do Venetian Macao é o de transformar a região num destino para férias, evitando que as pessoas se desloquem a Cotai apenas para jogar.

O “strip” de Cotai só tem quatro quilómetros quadrados, mas possui mais de uma dezenas de hotéis e casinos. Trata-se de uma língua de terra que liga duas ilhas.

Sheldon Adelson, 75 anos, que é presidente do Las Vegas Sand e o 14º homem mais rico do Mundo, disse os milhares de milhões gastos no Venetian Macao serão recuperados em três a quatro anos.

Adelson disse que a política do seu grupo é pegar na cidade de Las Vegas e reconstruí-la na antiga colónia portuguesa. E que o novo complexo já está a “mudar o aspecto de Macau”,

Alguns analistas dizem que o excesso de oferta de casinos, lojas e hotéis em Macau está a fazer baixar a percentagem dos lucros. Diariamente os lucros em Macau por cada mesa de jogo dão uma média de 12 mil dólares, contra 22 mil em 2002, quando acabou o monopólio de 40 anos do empresário Stanley Ho e o mercado abriu aos investidores norte-americanos.
 
Lamento a circunstância.

Presumo que é, o bairro após o Hotel Eurosol.

Eventualmente o nome de "Beto", diz-lhes algo ?

Viva, meu caro.

É exactamente esse bairro.

"Beto" diz-me algo, mas apenas porque é o nome pelo qual o meu tio que nasceu em Macau é conhecido na família...
 
Estive em Macau em 97 e adorei a viagem, mas pelo que já vi no google earth a cidade tem crescido imenso. Do hotel onde fiquei, o Presidente, tinha vista para as pontes e pelo que vi agora ja fizeram a frente aterros e construções novas!
 
Boas, queria esclarecer uma dúvida: lá (em Macau) se uma pessoa chegar á beira de qualquer outra na rua, essa percebe Português?
 
Um vizinho meu militar, esteve mts anos em Macau...o certo é que toda a gente que la esteve diz maravilhas daquilo
 
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