"Parem as Carrinhas Voadoras" - in Público

Jarod

New member
PUBLICO.PT

"Parem as Carrinhas Voadoras"
Público, Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009


A procura crescente do transporte de mercadorias de pequena dimensão abriu a porta a todo o tipo de candidatos a transportadores. Depois de um longo período sem regulação, as regras de acesso ao sector estão cada vez mais limitadoras para os aventureiros ocasionais. A falta de formação e o desrespeito pelas regras colocaram o transporte em veículos comerciais ligeiros num cenário que mais se aproximava de uma selva.
Depois do governo de Sócrates ter demonstrado coragem para legislar contra a anarquia reinante no acesso à actividade, o que se pede agora é que legisle contra os excessos praticados por veículos ligeiros de trabalho. Há mesmo um grupo de viciados no incumprimento das regras, que com a sua prática fazem concorrência desleal a quem quer trabalhar de forma honesta e retiram a possibilidade de contratação de muita mão-de-obra, que é imprescindível para cumprir as regras.
Desde excessos de carga diários, praticados pelos mesmos usuários, nas mesmas rotas, sem que, incrivelmente, nada lhes aconteça, até tempos de condução inimagináveis, aos quais se junta a prática constante de velocidades acima dos 150 km/h, nas nossas vias há de tudo para todos os gostos de ilícitos.
Para já e de imediato o que se pede é uma actuação das autoridades, para impor o respeito das regras e pela defesa da segurança rodoviária. A velocidade, os tempos de condução e os pesos da carga transportada têm de estar debaixo de severa fiscalização.
Numa segunda fase temos de fazer com que esta área de negócio respeite as regras, o que potenciará a necessidade de mais veículos legais para os mesmos serviços que hoje são realizados ilegalmente.
Se queremos falar de segurança temos de ter a coragem de legislar pela instalação, a breve trecho (mesmo antes que a Europa o faça), de tacógrafos e limitadores de velocidade nos veículos ligeiros do transporte de mercadorias.
Não adianta fazer passar a mensagem de combate à sinistralidade se não tivermos a coragem de enfrentar a calamidade dos excessos praticados pelos comerciais ligeiros, especialmente pelos furgões de três lugares, mas os pequenos de dois lugares não lhe ficam nada atrás. Podem as estatísticas dizer que este tipo de veículos não lideram a intervenção em sinistros, mas encontra-se neste segmento o maior número de abusos ao Código da Estrada.
O exagero e absurdo não é só em Portugal, por isso é que vai sair legislação comum nesse sentido. Na Alemanha foi criada legislação específica para limitar a velocidade deste tipo de veículos.
Não são raras vezes que é possível ver um “foguetão” passar nas estradas a 150, 170 ou até 200 km/h. Surpreendentemente esses veículos não fazem parte das estatísticas como grandes infractores, simplesmente por que os ciclos de condução repetitivos, em rotas e horários, permitem-lhe antever e contrariar a presença ocasional de forças policiais.
Luís Abrunhosa Branco
(Membro da Associação Mundial de Editores de Transportes)
Não se pede caça à multa. Exige-se prevenção e segurança. Não nos podemos esquecer que quando se consente excesso de velocidade, excesso de carga e excesso de horas de trabalho, se está a potenciar a insegurança, a concorrência desigual e o desemprego.

---

O que acham disto?
 
Não voam, mas parecem aviões . É velas a passar na auto-estrada a fundo ate o meu carro abana por todo lado quando elas passam . So vos digo, coitadas das carrinhas . Levam uns tratos que enfim . Mas os proprios donos dizem para andar pé a fundo e para dar o maximo que elas tem por isso . Mas é um grande perigo .

Cumprimentos
 
Não voam, mas parecem aviões . É velas a passar na auto-estrada a fundo ate o meu carro abana por todo lado quando elas passam . So vos digo, coitadas das carrinhas . Levam uns tratos que enfim . Mas os proprios donos dizem para andar pé a fundo e para dar o maximo que elas tem por isso . Mas é um grande perigo .

Cumprimentos

As da empresa onde estou conseguem vir de barcelos a lisboa sempre a 180 (encostado ao fundo) e a cerca de 3500rpm... é incrivel a facilidade com que aquilo anda.. :sh)
 
As da empresa onde estou conseguem vir de barcelos a lisboa sempre a 180 (encostado ao fundo) e a cerca de 3500rpm... é incrivel a facilidade com que aquilo anda.. :sh)

Já fiz Porto-Aveiro com o pé no fundo e também não passava das 4000, mas só dá 150km/h! (quanto muito 160).

Aquilo que o homem diz não deixa de ter razão. Houve muita gente que deixou o sector "pesado" e passou a virar-se para este (ate 3,5t de PB) e como tem regras muito mais flexiveis, permite obter melhores ganhos.

Agora a colocação de tacografos e afins não sei. Não tenho por habito andar a fazer entregas de mercadorias, mas quando é necessário levar alguma coisa a alguma lado, lá terá que ser. Mas como a carrinha é da empresa, apenas é para uso da mesma.

Isto tem mais haver com a falta de civismo e com o habitual chico-espertismo portugues que nos caracteriza.
 
Os caracteristicos carros comerciais ligeiros (derivados de turismos) eses serão dificeis de controlar uma vez que muitas das vezes são adquiridos de forma particular e por particulares agora no caso de carros (furgoes) isso ja assisti a muitas coisas.

mas quem sou eu pra julgar os outros[:cool:][:cool:]
 
É preocupante o que passa por jornalismo hoje em dia, particularmente num jornal como o Público!

Isto não é uma notícia. Como comentário, sabemos ao menos quem foi o imbecil que se lembrou de gastar papel desta maneira?

Podem as estatísticas dizer que este tipo de veículos não lideram a intervenção em sinistros, mas encontra-se neste segmento o maior número de abusos ao Código da Estrada. (...) Surpreendentemente esses veículos não fazem parte das estatísticas como grandes infractores, simplesmente por que os ciclos de condução repetitivos, em rotas e horários, permitem-lhe antever e contrariar a presença ocasional de forças policiais.

E, já agora, em que é que ficamos?!

Primeiro, baseia-se nas estatísticas para as contrariar (as estatísticas dizem que "este tipo de veículos não lideram a intervenção em sinistros"). No entanto, não hesita em afirmar que se encontram "neste segmento o maior número de abusos ao Código da Estrada". Em que estatística se baseia, desta vez?!:rolleyes:

A seguir, mais uma vez se contradiz: "Surpreendentemente esses veículos não fazem parte das estatísticas como grandes infractores".

Conclusão: as estatísticas não servem para nada. As suas conclusões (ignorando-as por completo) é que devem guiar a legislação.:eek:
 
É preocupante o que passa por jornalismo hoje em dia, particularmente num jornal como o Público!

Isto não é uma notícia. Como comentário, sabemos ao menos quem foi o imbecil que se lembrou de gastar papel desta maneira?



E, já agora, em que é que ficamos?!

Primeiro, baseia-se nas estatísticas para as contrariar (as estatísticas dizem que "este tipo de veículos não lideram a intervenção em sinistros"). No entanto, não hesita em afirmar que se encontram "neste segmento o maior número de abusos ao Código da Estrada". Em que estatística se baseia, desta vez?!:rolleyes:

A seguir, mais uma vez se contradiz: "Surpreendentemente esses veículos não fazem parte das estatísticas como grandes infractores".

Conclusão: as estatísticas não servem para nada. As suas conclusões (ignorando-as por completo) é que devem guiar a legislação.:eek:

Cá para mim as estatisticas dele foi uma viagem Porto-Lisboa pela A1. Tudo que era BMW, Mercedes e afins não anotou nada. Sempre que passava uma berlingo, kangoo e afins já anotou. E para fazer uma estatistica de jeito, viajou sempre a 120km/h. Assim, tudo que o ultrapassa-se, ia em transgressão ao codigo da estrada.
 
Cá para mim as estatisticas dele foi uma viagem Porto-Lisboa pela A1. Tudo que era BMW, Mercedes e afins não anotou nada. Sempre que passava uma berlingo, kangoo e afins já anotou. E para fazer uma estatistica de jeito, viajou sempre a 120km/h. Assim, tudo que o ultrapassa-se, ia em transgressão ao codigo da estrada.
Só pode![:D]
 
Uma coisa é certa, muitos abusam na velocidade com essas carrinhas . Eu por vezes vou a 140km/h ou 150km/h e vejo-as passar por mim a uma velocidade . Nunca piquei com nenhuma, mas talvez perde-se porque o meu saxo coitado em linha recta esta a dar 165km/h 170km/h [:D]
Mas o que é verdade que o pessoal dos bmw's, mercedes e afins tambem abusam e muito e ainda ninguem fez um estudo desses [:D]
Como ja disse elas que voem, mas baixinho . Se lhes metessemos umas asas pareciam os avioes da força area [:D]

Cumprimentos
Alexandre Póvoa
 
Muito mau este texo do Luis Branco. Na minha opinião roça o irreconhecivel tendo em conta que já li muita coisa dele.
O texto tem uma série de opiniões pessoais que ele tenta mostrar como factuais.
Até percebo que seja um sector que deve ter mais regulação, mas as carrinha voadoras como ele lhes chama, são assim devido às exigências do mercado... e o mercado somos nós.
 
A meu ver deveriam fiscalizar os excessos de velocidade, por vezes as autoridades pegam por coisas mesmo... por implicar.

Agora gostava de saber qual o frigorifico que anda a 200Km/h, é que assim pouco um pouco nos imposto e compro um desses para as minhas deslocações.

Se querem pegar peguem antes por outras coisas e deixem mas é o pessoal trabalhar, ninguém ganha a vida por nós, a não ser que tiremos um curso basofiano...
 
A meu ver deveriam fiscalizar os excessos de velocidade, por vezes as autoridades pegam por coisas mesmo... por implicar.

Agora gostava de saber qual o frigorifico que anda a 200Km/h, é que assim pouco um pouco nos imposto e compro um desses para as minhas deslocações.

Se querem pegar peguem antes por outras coisas e deixem mas é o pessoal trabalhar, ninguém ganha a vida por nós, a não ser que tiremos um curso basofiano...

Qq frigorifico hoje em dia, já permitem performances muito boas. Antigamente é que se arrastavam em vazio e quase não se mexiam carregados. Agora andam bem carregados, e voam vazios!!

Não raras vezes que vejo furgões acima dos 180kms/h em AE.
 
É preocupante o que passa por jornalismo hoje em dia, particularmente num jornal como o Público!

Isto não é uma notícia. Como comentário, sabemos ao menos quem foi o imbecil que se lembrou de gastar papel desta maneira?



E, já agora, em que é que ficamos?!

Primeiro, baseia-se nas estatísticas para as contrariar (as estatísticas dizem que "este tipo de veículos não lideram a intervenção em sinistros"). No entanto, não hesita em afirmar que se encontram "neste segmento o maior número de abusos ao Código da Estrada". Em que estatística se baseia, desta vez?!:rolleyes:

A seguir, mais uma vez se contradiz: "Surpreendentemente esses veículos não fazem parte das estatísticas como grandes infractores".

Conclusão: as estatísticas não servem para nada. As suas conclusões (ignorando-as por completo) é que devem guiar a legislação.:eek:

Tenho que concordar contigo !

Este artigo é uma palhaçada [:D]
 
Back
Top