A luz:
A luz do pirilampo é produzida por via de reacções químicas de luciferina com oxigénio, através da enzima luciferase, produzindo uma luz fria,100% eficaz ( uma lâmpada normal apenas é 5% eficaz) e totalmente ecológica.Nos pirilampos pode ser vermelha,amarela,verde,azul,laranja,branca e intermédia. Poderão existir mais côres.
Os pirilampos brilham para se comunicar ( indicando perigo ou presença de fêmeas). Também brilham como estratégia anti-predatória, pois os predadores nocturnos evitam presas bioluminescentes, pois são desagradáveis e potencialmente tóxicas.Por isso as larvas,luzem na vegetação escura e rasteira nas noites húmidas. Normalmente fazem-no enquanto se alimentam ou enquanto se movimentam, ambas situações potencialmente perigosas ( daí a associação anti-predatória relacionada com o brilho dos pirilampos,aliás já testada laboratorialmente).
Os humanos empregam/empregaram pirilampos para vários usos: as crianças chinesas pobres usavam-nos para poderem ler os livros, os índios sul americanos usam-nos como lanternas na selva, e sabe-se que na Europa ocidental, antigamente existiam muitos que os usavam para para fazer uma lanterna, usando centenas deles...Nos índios existe uma mistura de utilidade/sagrado pois atribuem poderes especiais aos pirilampos.
Na economia e no ambiente:
Os pirilampos são biondicadores ( a sua presença ou ausência indica-nos o estado de saúde do ambiente), biocontroladores de pragas agrícolas destruindo avidamente lesmas,caracóis e insectos nocivos à agricultura, poupando milhões de euros em possíveis estragos e forma limpa de eficaz.
Na Nova Zelândia foram introduzidos para controlo de caracóis assim como no Nepal em que foram introduzidos pirilampos gigantes para destruir a praga exótica de caracóis gigantes africanos.
Os pirilampos são atractivos turisticamente,facto comprovado , nas grutas de Waitomo da Nova Zelândia, assim como na Austrália, nos USA, no Japão em que mais de 50.000 pessoas se juntam para festejar o Festival dos pirilampos, na Coreia, em Taiwan, na Malásia em que podem ver milhares de pirilampos a brilhar , viajando numa canoa, e agora recentemente e com crescimento exponencial o Parque Biológico de Gaia.
No Japão um hotel dentro de Tóquio resolveu introduzir pirilampos nos seus jardins, e o crescimento de visitantes foi tremendo.
Em Lisboa, em zonas sub-urbanas identifiquei 5 espécies diferentes de pirilampos num período de 6 meses todas com brilhos e formas diferentes.
O Phosphaenus hemipterus, uma espécie rara e um quebra-cabeças biológico ( pois concilia comunicação de por feromonas,com hábitos diurnos, não voa, mas por outro lado não perdeu a capacidade de luzir,seja em larva seja em adulto, tal como as espécies que voam e têm hábitos opostos,i.e nocturnos), existe na região de Trofa,pois apanhei lá uma larva em Dezembro. Em Portugal deverão existir mais de 10 espécies.