Pena de Morte/ Prisão Perpétua

Se calhar um SPA??? Talvez seja melhor!

Eu queria ver se degolassem um familiar directo, ou levasse um tiro na cabeça sem saber ler nem escrever...ou se "fornicassem" uma filha pequena até à morte...se achariam a pena perpétua ou a morte exagero...

Caiam na real e deixem-se de ideais hipócritas, cada vez mais o ser humano tem de ser travado e para aprender tem de ser com exemplos radicais.

Então, um maluco qualquer (sim maluco porque é esse o termo) fazia uma coisa dessas a um familiar meu, eu naturalmente limpava-lhe o sebo, quer dizer que eu seria condenado. Achas bem? Eu não acho. E por não achar e achar que eu não sou o centro do mundo, a "protecção legal" tem que ser em todos os sentidos.

Já agora outra coisa: achas que uma pessoa no seu perfeito juízo comete as atrocidades que por vezes se vê? Eu não acho, e tem que estar alguma coisa muito mal nalgumas cabeças. O que provavelmente indicia que não seria uma pena de morte que iria travar naquele momento as pessoas de cometerem tais actos.

Além de no caso da pena de morte se correr sempre o risco de estar a cometer uma injustiça irreparável.

Quanto a cair na real, eu acredito que o ser humano é intrínsecamente bom, e todos devem ser ajudados, agora cada um acredita no que quer.
 
Não sou a favor da pena de morte, se bem que não sei se não desejaria a pena de morte para alguém que matasse ou violasse um familiar ou pessoa amiga... Só quem está do outro lado sabe o que sofre... e o ódio, a raiva, por muito boas que as pessoas sejam custa a conter...

Não concordo com o actual sistema de "prisão perpétua" que não é mais do que 25 anos no máximo, situação rara esta, para além de que alguém que mata com 16 ou por exemplo 20 anos conscientemente, com 45 vem cá para fora, esteja ou não reabilitado! Um assassino de volta para as ruas...
Para além das mordomias que actualmente têm... Eu tenho conhecimento dum caso, que foi notícia na televisão há já uns anos, em que dois indivíduos, relativamente novos, acho que o mais novo tem actualmente cerca de 25 a 28 anos, que por vingança acabaram por matar dezenas de pessoas que se encontravam no estabelecimento da pessoa com quem queriam um ajuste de contas, foram condenadas, não tenho a certeza se à pena máxima, mas mesmo assim, reparem que quando saírem, pelo menos o mais novo ainda nem 50 anos tem e sabia muito bem o que estava a fazer... E actualmente, ainda na prisão, o mais velho casou-se com uma técnica da prisão, não sei se psicóloga ou qual o trabalho dela lá dentro, mas sei que é uma pessoa com formação superior, o mais novo vai à faculdade, vão ou iam os guardas prisionais levá-lo e buscá-lo, tem ou tinha namorada na faculdade (penso que a tirar Direito, o que é ainda mais absurdo), e têm um computador só deles... Se acham que isto é correcto... digam-me... porque quando soube disto fiquei com imensa raiva do sistema que permite estas situações.. E isto é real, não é nenhuma ficção!

Agora, para além do belo sistema que tinhamos... com este novo código penal então agora é que vai ser lindo... nem precisamos de debater as prisões perpétuas ou penas de morte... porque até os homicidas serem presos... vai demorar algum tempo...

Ora vejam... com este artigo do correio da manhã sobre o novo CPP... (É grande mas façam um esforço para ler...) Depois de o lerem digam-me... que raio de sistema penal é este que temos?!?!?!




Disparou sobre a própria mulher, levou-a até ao hospital e entregou o revólver à PSP de Belém, Lisboa. À luz da nova Lei Penal, é um homem livre. Basta que se entregue.


A vítima não morreu, mas o crime é indiferente “seja violência doméstica ou homicídio qualificado”, garantem ao CM fontes judiciais. Este crime ocorreu na semana passada e o agressor está em liberdade. Agora pode esperar dois anos em casa até ser julgado.

Quando a discussão estalou entre o casal, ‘João’ (nome fictício) pôs fim à conversa com um tiro na mulher. Mas, por sorte, a bala só a atingiu num braço. O agressor apresentou-se à PSP com o revólver e, chamada uma brigada de homicídios da Polícia Judiciária, os inspectores foram confrontados com a nova lei.

“Como se apresentou tem de se partir do princípio de que não há perigo de fuga” e, ao abrigo do Artigo 257.º, n.º 2, do novo Código, “o agressor não pode ser detido”. Independentemente do grave crime que cometeu, que neste caso é punível até 17 anos de cadeia: homicídio qualificado, por se tratar da mulher, apenas reduzido em um terço por a vítima não ter morrido.

Desde o passado dia 15, quando o Código entrou em vigor, fica à solta quem cometer “qualquer crime” e se antecipar ao mandado de captura – “só tem de ser o próprio a apresentar-se à polícia”. É então notificado a comparecer em primeiro interrogatório judicial, “nunca antes de um mês depois”, mas fica em liberdade até ao julgamento – “sem perigo de fuga, não há prisão preventiva”. Entre inquérito, acusação e outros impasses legais, um homicida “pode passar um a dois anos em casa”.

No caso de ‘João’, bastou-lhe no dia seguinte apresentar-se nos juízos de pequena instância criminal de Lisboa, onde foi julgado por posse ilegal de arma.

A violência doméstica “é uma criminalidade especial, o agressor está por norma socialmente integrado e comparece voluntariamente às autoridades”. Por isso não lhe podem ser emitidos mandados de detenção e consequente afastamento de casa. Primeiro é presente ao juiz, às vezes um mês depois. Até lá fica em casa, o que pode ser fatal para a vítima (ver caixa). .

VÍTIMA FOGE DAS AGRESSÕES E PERDE O DIREITO À CASA

O facto de o novo Código de Processo Penal não permitir ao Ministério Público afastar os agressores de casa, sempre que estes se apresentam voluntariamente às autoridades, “obriga as vítimas de violência doméstica a saírem elas próprias”, para fugirem do perigo. “Procuram abrigo na polícia, por exemplo, quando os agressores atravessam uma crise, enquanto eles ficam no mesmo sítio. E as vítimas perdem o direito à casa – depois de agredidas são novamente penalizadas”.

Ou seja, o agressor é chamado às autoridades devido a uma denúncia, por um crime público que dá direito a prisão preventiva – punido de um a cinco anos de cadeia, mas com a ressalva na nova lei de ter sido englobado na criminalidade violenta. Mas, como se apresenta, não há mandado de detenção. E volta para casa. “Pelo menos um mês, até ser chamado ao juiz.” Entretanto a vítima de violência continua exposta ao perigo. Por isso, foge ela de casa. Quando o agressor chega a primeiro interrogatório judicial, o juiz já não aplica qualquer medida de afastamento: está sozinho e em casa, já não se justifica. “Tudo isto pelo facto de o agressor se apresentar voluntariamente às autoridades num crime em que, por norma, estão sempre disponíveis.”

"DIZ QUE É UMA ESPÉCIE DE REFORMA PENAL...", Plácido Conde Fernandes, vogal do Conselho Superior do Ministério Público

Correio da Manhã – Concorda que a lei liberte agressores em flagrante delito e um homicida que se apresente à polícia voluntariamente?

Plácido Conde Fernandes – Com algumas precisões esta é a nova realidade. Dizia ontem o prof. Costa Andrade no CM serem anedóticos alguns aspectos dos prazos para a entrada em vigor. Passado o ‘terramoto’ da libertação de muitos presos preventivos a cumprir penas pesadas preocupam-me mais as ‘réplicas’ que estão para vir.

– Este é um desses casos?

– Sim, porque sempre que os tribunais estejam fechados esta reforma falha e “diz que é uma espécie” de equilíbrio entre os direitos das vítimas e dos arguidos. Os aspectos anedóticos são mais trágicos do que cómicos.

– Como assim?

– Uma patrulha da PSP presencia uma violenta agressão do marido à mulher e afasta-o. A mulher pergunta aos agentes: “O crime admite prisão preventiva? Sim. Afastamento do agressor? Sim. Proibição de contactos comigo? Também. Neste caso, em que o perigo é que as agressões continuem? Sim. É o juiz de instrução que aplica estas medidas. E agora vão detê-lo? Sim, mas não fica detido por não termos suspeitas que fuja. Temos que o libertar. Então, como pode a polícia apresentá-lo ao juiz? Não pode. Que vão fazer? Notificamo-lo para ir a tribunal no próximo dia útil. Talvez o Ministério Público possa emitir uns mandados de detenção? Não pode. Ou talvez o juiz possa mandar detê-lo? Também não pode. E se faltar? Logo se vê. O crime não admite até prisão preventiva? Admite. Mas a polícia não pode levar o agressor ao juiz? Não pode. Libertá-lo é perigoso para a vítima? É. Mas não pode ser mantido detido? Não pode.” Podia continuar

– Como é possível não terem acautelado estas situações?

– Ter-se-á querido acabar com as detenções-espectáculo que assistimos em casos mediáticos. É uma má transposição do parágrafo 127.º do CPP alemão. O problema dos slogans a partir de casos concretos é que não se aplicam à generalidade das situações. Há mais motivos, além do perigo de fuga, para que alguém seja presente ao juiz.

– O que propõe?

– Devem ser alterados os artigos 257.º/1 e 385.º/1 ou criadas outras normas, em leis avulsas como a nova de segurança interna, para acautelar crimes em execução ou com perigo de continuação actividade criminosa.

OS NÚMEROS DO CRIME

- 194 foi o número de homicídios voluntários consumados que as autoridades policiais registaram no ano passado. Um aumento de vinte por cento em comparação com 2005.

- 39 mulheres morreram em 2006 em Portugal vítimas de violência doméstica, segundo um relatório da Amnistia Internacional publicado em Maio último.

- 14 232 ocorrências de maus tratos a cônjuges registadas pelas autoridades no ano passado. Serão a maioria das queixas por agressões apresentadas.

- 80 milhões de euros serão investidos até 2013 contra a discriminação e a exclusão sociais, projectos que têm como objectivo a protecção de mulheres vítimas de violência e crianças.

- 360 milhões de euros por ano são os custos suportados pela economia portuguesa pelos dias de baixa a que ficam sujeitas as vítimas de violência doméstica.

- 4330 novos processos registados pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima durante o primeiro semestre deste ano. Lisboa, com 1359 casos, representa 31,4 por cento das ocorrências.

- 87% das vítimas são mulheres com idades entre os 26 e os 45 anos. O agressor, também em 87 por cento dos casos é homem e tem entre 26 e 55 anos.

- 86% por cento dos crimes cometidos são de violência doméstica, na qual os maus tratos físicos e psicológicos assumem papel de destaque.

NOTAS

CRIMES LIMITAM PEDIDO DE PRISÃO

Crime punível com cinco anos de cadeia é o limite mínimo que o Código de Processo Penal prevê para que o Ministério Público possa pedir a prisão preventiva de qualquer suspeito.

MÁXIMO DE PREVENTIVA

Quatro meses é o prazo máximo de prisão preventiva até conclusão de inquérito. Complexidade do processo eleva prazo de preventiva para um ano se o Ministério Público o justificar.

INVESTIGAÇÃO DA JUDICIÁRIA

O segredo de justiça a que estavam sujeitos proces-sos em fase de inquérito, termina oito meses depois da constituição do arguido. Polícia Judiciária diz que mudança arruina investigação.

LIMITAÇÕES NAS ESCUTAS

Só o arguido pode ser escutado e os órgãos de Comunicação Social apenas podem publicar escutas telefónicas com autorização dos visados, o que é contestado pelo Sindicato dos Jornalistas.

NOVA LEI FACILITA IMPUNIDADE

O ministro da Justiça, Alberto Costa, pôs na rua novas versões das leis penais que, desde o dia 15, beneficiam sucessivamente suspeitos da prática de crimes violentos

ALTERAÇÕES

Enquanto os juízos de pequena instância criminal são sobrecarregados com milhares de processos, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa praticamente não tem recebido presos. Desde que o novo Código entrou em vigor têm sido decretadas menos medidas de coacção de prisão preventiva, incluindo os crimes graves.

PRESOS SOLTOS

A alteração dos prazos de prisão preventiva, no âmbito da entrada em vigor do novo código, levou à libertação de mais de 240 detidos, entre eles condenados por homicídios

VIOLADORES BRASILEIROS

Três homens condenados por violação e roubo com penas de 10, 12 e 14 anos foram libertados pelo juiz da 2.ª Vara Criminal de Sintra porque expirara

o prazo de prisão preventiva

MARGARIDA MARANTE

Farinha Simões, julgado sob a acusação de crimes de coacção, sequestro e ameaça contra a jornalista Margarida Marante, foi colocado em liberdade expirado o prazo de prisão preventiva

MENINO VIOLADO E MORTO

Condenado por violar criança de seis anos até à morte, Fábio Cardoso espera por decisão ao seu recurso. Com redução de prazo de preventiva para dois anos, juízes tiveram de o soltar

INGLÊS ASSASSINO

Três homens condenados pelo Tribunal de Loulé a 22 anos de cadeia por homicídio qualificado e roubo do inglês John Turner foram libertados pelo Tribunal de Relação de Évora.

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=260042&idselect=9&idCanal=9&p=200
 
Ah! Também sei dum caso que li, em que agentes do Corpo de Intervenção da PSP estavam num tribunal com um indivíduo que detiveram por injúrias e ameaças, o resultado foi que os agentes ao invés de estarem se calhar a gozar a folga estavam lá de plantão no tribunal para depois no fim de contas o Sr. ter-se saído com uma mera multa de 100€...

Já me constou que alguns elementos das forças de segurança estão a evitar fazer detenções pois com este novo código penal eles têm de ir a tribunal, têm de passar o tempo que dispõem para descansar, por vezes, a preencher impressos e a ir a tribunais para depois no final esses indivíduos que cometeram crimes saiam em liberdade com um mero TIR... não acho justo! Quem perde o tempo livre de descanso e fica em má situação são os agentes, pois os criminosos vão felizes e contentes da vida outra vez para a rua agredir as esposas, assaltar pessoas e estabelecimentos, violar, matar... E quem sabe aproveitarem-se para se vingar do agente que fez o favor à sociedade de o deter e o levar a tribunal... por isso, nem precisamos de falar em pena de morte e prisão perpétua porque o problema vem das bases... Os polícias, sejam eles psp ou gnr, são agredidos dentro e fora das esquadras/postos, ficam com papelada para preencher, perder imenso tempo livre deles que deveria ser para descansarem e para a família, e os agressores voltam para as ruas e ficam-se a rir dos polícias... Polícias estes que são alvos de processos disciplinares à mínima coisa... Como é que poderá haver uma diminuição da criminalidade se não existe respeito para com as FS? Não existe respeito por parte do governo que está a aprovar CPP deste nível, que não defende a nossa Polícia dos estrangeiros que querem vir para cá mandar, dos juristas que têm a bela ideia de fazer este CPP... até por vezes dos Orgãos de Comunicação Social, e isto acaba por se reflectir no aumento da criminalidade, ora se nem o governo demonstra respeito pelas FS, como querem que criminosos temam as FS?! É impossível!!!
 
Há crimes que se devem punir com a pena de morte. Isso eu sou inflexível.
De certa maneira, não compreendo esta campanha europeia contra a pena de morte... claro está, se usada em excesso é realmente abusivo, mas continuo a dizer, há crimes que deviam levar com pena de morte.
 
É complicado aceitar, mas a pena de morte não atenua a criminalidade! Quanto ao limite de 25 anos, talvez pudesse ser superior, tipo 35 anos, como já foi dito. Mas não concordo com prisão perpétua (mantê-los toda a vida...). Sou da opinião de deixar tudo como está e aumentar as penas dos crimes mais complicados, acabando um pouco aquela coisa da redução das penas. Acho que, mesmo por bom comportamento, um homicida deveria cumprir a pena inicial a que foi sentenciado. Acrescento que sou um defensor da reabilitação dentro da prisão, seja para que caso for. É preciso que as prisões tenham condições dignas, que se forneça informação (quanto mais melhor) e é preciso que preparem os presos psicologicamente e os reintegrem para a vida em sociedade. Os trabalhos forçados são uma fantasia, na minha opinião, mas potenciar aquilo que hoje já se faz em termos de trabalho dos presidiários, achava uma grande ideia. Muitas vezes as cadeias são autênticas universidades do crime, o que se torna perigoso para a sociedade.
 
Eu sou contra a pena de morte, pois ao condenar uma pessoa à morte também deviamos considerar as pessoas responsáveis por essa condenação de assassinas.
 
Sou da opinião de deixar tudo como está e aumentar as penas dos crimes mais complicados
Eu, por outro lado, acredito que se deva aumentar as penas para os crimes menos complicados (não obstante do mesmo para os mais complicados).

Porque vejamos, quem vão ser os futuros "gangs das gasolineiras" ou das ourivesarias no nosso futuro? Os pequenos criminosos de hoje. Aqueles putos que se juntam para vandalizar as carruagens da CP ou roubar telemóveis. Pelo menos, para mim, parece-me óbvia a evolução destas personagens e não tenho a menor dúvida que daqui a 5, 10 anos a maioria esteja (ou mereça estar) em Caxias.

Era pena de prisão efectiva para todos e cortava-se (muit)o mal pela raiz.
 
Eu, por outro lado, acredito que se deva aumentar as penas para os crimes menos complicados (não obstante do mesmo para os mais complicados).

Porque vejamos, quem vão ser os futuros "gangs das gasolineiras" ou das ourivesarias no nosso futuro? Os pequenos criminosos de hoje. Aqueles putos que se juntam para vandalizar as carruagens da CP ou roubar telemóveis. Pelo menos, para mim, parece-me óbvia a evolução destas personagens e não tenho a menor dúvida que daqui a 5, 10 anos a maioria esteja (ou mereça estar) em Caxias.

Era pena de prisão efectiva para todos e cortava-se (muit)o mal pela raiz.

Eu já ficava contente se os pequenos criminosos fossem correctamente referenciados pela Policia... já era uma grande ajuda.
 
Eu sou contra a pena de morte, pois ao condenar uma pessoa à morte também deviamos considerar as pessoas responsáveis por essa condenação de assassinas.
Tudo bem que defendam o direito à vida, mas das milhares de justificações (irreversibilidade da pena, tortura psicológica (stress durante os anos que duram os recursos) a quem venha a ser exonerado, etc!) apresentas esse cliché demagógico!?

Não quero estar a dar uma de moralmente superior mas a diferença entre essas duas situações é berrante e mais do que evidente!
 
Eu já ficava contente se os pequenos criminosos fossem correctamente referenciados pela Policia... já era uma grande ajuda.
Provavelmente é esse O problema...

Pouco adianta mudar tudo se no final de contas... não muda nada.

Estar a agravar milhares de penas para quê se no final nem metade é julgada e ainda menos é condenada? Se calhar se a justiça que já temos funcionasse...
 
Sou contra a Pena de Morte, seja qual for o crime que essa pessoa tenha cometido, principalmente porque ninguém tem o direito de decidir se alguém deve ou não morrer...


Já a Prisão Perpétua bem que podia ser aplicada aos crimes mais graves. Mas não de borla, penso que deve haver alguma maneira de colocar essas pessoas a fazer algum trabalho útil à comunidade.
 
Nos últimos tempos, embora o pequeno crime tenha tido um decrescimo, o mesmo não aconteceu com o "grande" crime, com a insegurança a atingir limites impensaveis em Portugal, os números mostram que cada vez mais sair à rua( e mesmo estar em casa) são situações de alto risco. Há quem diga que a pena de morte poderia alterar toda esta situação drástica, assim como ha quem acredite que a melhor solução seria a prisão perpétua. Também há quem seja mais RADICAL" ahhh... e tal com a pena de morte acabava-se ali o sofrimento, para mim era:" matou com a mão, corta-se a mão. Violou, corta-se a pich..."

Para si qual seria a melhor solução?

Eu é mais ou menos isso...

e acrescento, se diz barbaridades, corta-se-lhe a lingua.
 
Sou contra a pena de morte por ser irreversível, e por considerar a simples morte do condenado pouco significativa para pagar por alguns crimes.

Prisão perpétua em campos de trabalho já me parece algo muito interessante para pena máxima. Se por qualquer razão houver um erro de justiça, pode-se sempre libertar o preso.
 
A defesa da pena de morte é reflexo de vários equívocos que ensombram a humanidade.

1º Equívoco:

A ideia de que o homem se pode substituir a Deus na aplicação da justiça, vista como valor supremo do equilibrio. (o homem na realidade não pode fazer justiça... no máximo, aplica a lei, o que é manifestamente diferente).

2º Equívoco:

A de que a morte é uma pena. Onde é que se encontra alguma prova de que isto seja verdade? Ora se não sabemos (decerteza) que a morte seja castigo, então, porque aplica-la?

3º Equívoco:

O que é que leva a crer que um erro se pode corrigir com outro erro? Porque razão, exceptuando o racionalismo mais básico, se acredita que matar de acordo com a lei, não é mais do que: a vingança legislada (o que não faz dessa vingança melhor nem pior, apenas está escrita).

4º Equívoco:

A ideia que pena de morte se aplica sozinha. Seria diferente se após a condenação, o réu caísse para o lado, entregando a alma ao criador...nada mais errado. Para que a pena se aplique, tem de se matar o réu, ou seja, de várias opções:
arrasta-lo até à forca
despejar-lhe rajadas de tiros
frita-lo numa cadeira eléctrica
injectar-lhe veneno nas veias
cortar-lhe a cabeça
etc, etc
e acima de tudo, tem de haver (e há) pessoas dispostas a aplicar a lei...tem de haver carrascos.

5º equívoco:

A ideia que isto só pode acontecer aos outros...Vejam que grande parte dos homicidas que se encontram presos não passam de pessoas "normais" que numa conjuntura de factores acabaram por realizar um crime horrendo.


6º Equivoco:

Dispendemos demasiado tempo com a aplicação da justiça os outros. Estamos sempre demasiado preocupados em garantir que o nosso semelhante seja devidamente castigado. Sugiro que se deixe essa preocupação a quem é pago para isso, os juízes (na aplicação) e a AR (que faz as leis).

7º Equívoco:

A de que podemos estabilizar a humanidade na idade das trevas. Mas não podemos, a humanidade vai sempre progredindo, sendo por isso natural que a pena de morte seja erradicada em cada vez mais lugares.
 
Defendo a pena de morte nos casos q é evidente que o indívidua é bárbaro por natureza e TEM PRAZER NISSO!!! Esse tipo de "coisa" não faz falta nenhuma no planeta TERRA! Xô...Xô!!!
 
Como os políticos de hoje são ''políticamente corretos'', nem a pena de morte nem a prisão perpétua têm cabida. Mas há alguns exemplares que deveriam ter deixado este mondo há muito tempo (e assim os cidadãos não teriam que carregar com o custo económico extra da manutenção do preso).

A prisão perpétua, um... não sei, não sempre cumpre-se, ao menos aqui. Não são poucos os juízes que ditam mais de cem anos de prisão e logo saem ao cabo de trinta.
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na minha opinião as penas sao mt ligeiras, uma pessoa faz uma coisa qq marada passado uns meses ou poucos anos sai cá para fora e faz a mesma coisa ou ainda pior, muita gente que entra lá para dentro a vender droga, sai ainda pior , claro que à exepções, penso que uns trabalhos forçados era uma boa medida, quanto melhor comportamento - mais trabalho, melhor seria a pena, quanto pior trabalho, era solitaria com eles e bibi para lhes abrir o ca****ueiro. a pena de morte é um bocado incentivo à violencia, mas uma pena bem maior que os 25anos não ficaria nada mal e se fosse respeitada. já agora quem fizesse algum crime violento a pena era ficar sem as bolinhas.

uma das coisas que me perturba e em muito é como é possivel haver tanta droga como à nas prisões? como entra? quem é culpado? os guardas corruptos? para reduzir a sida querem meter seringas nas prisões, não seria bem melhor cortar o mal pela raiz, é assim tão complicado? ou à mts interesses por tras disso?
 
Última edição:
A defesa da pena de morte é reflexo de vários equívocos que ensombram a humanidade.

1º Equívoco:

A ideia de que o homem se pode substituir a Deus na aplicação da justiça, vista como valor supremo do equilibrio. (o homem na realidade não pode fazer justiça... no máximo, aplica a lei, o que é manifestamente diferente).

O homem não pretende substituir deus ou a ideia dele. deus nem é para aqui chamado. a defesa da pena de morte não é uma questão religiosa nem filosófica. para muitos é uma questão prática.

2º Equívoco:

A de que a morte é uma pena. Onde é que se encontra alguma prova de que isto seja verdade? Ora se não sabemos (decerteza) que a morte seja castigo, então, porque aplica-la?

a morte não é uma pena, mas sim uma sentença que previne reincidências futuras por parte do mesmo sujeito.

3º Equívoco:

O que é que leva a crer que um erro se pode corrigir com outro erro? Porque razão, exceptuando o racionalismo mais básico, se acredita que matar de acordo com a lei, não é mais do que: a vingança legislada (o que não faz dessa vingança melhor nem pior, apenas está escrita).

mais uma vez, está a dar uma perspectiva filosófica a um assunto que pretende ser pragmático e simples: morto o criminoso nunca poderá voltar a repetir o crime.

4º Equívoco:

A ideia que pena de morte se aplica sozinha. Seria diferente se após a condenação, o réu caísse para o lado, entregando a alma ao criador...nada mais errado. Para que a pena se aplique, tem de se matar o réu, ou seja, de várias opções:
arrasta-lo até à forca
despejar-lhe rajadas de tiros
frita-lo numa cadeira eléctrica
injectar-lhe veneno nas veias
cortar-lhe a cabeça
etc, etc
e acima de tudo, tem de haver (e há) pessoas dispostas a aplicar a lei...tem de haver carrascos.

há certamente MUITAS pessoas que não se importariam de resolver esse assunto pelas próprias mãos, como por exemplo os familiares das vítimas.
infelizmente os criminosos não tem o hábito de se matarem após um crime bárbaro e violento... falta de educação quem sabe né??

5º equívoco:

A ideia que isto só pode acontecer aos outros...Vejam que grande parte dos homicidas que se encontram presos não passam de pessoas "normais" que numa conjuntura de factores acabaram por realizar um crime horrendo.

o julgamento serve para determinar a sentença certo? se for possível explicar um crime horrendo com as respectivas atenuantes para o criminoso, isso irá vir ao de cima, esperemos.

6º Equivoco:

Dispendemos demasiado tempo com a aplicação da justiça os outros. Estamos sempre demasiado preocupados em garantir que o nosso semelhante seja devidamente castigado. Sugiro que se deixe essa preocupação a quem é pago para isso, os juízes (na aplicação) e a AR (que faz as leis).

e o que é que isto tem a ver com "equívocos" dos defensores da pena de morte??

7º Equívoco:

A de que podemos estabilizar a humanidade na idade das trevas. Mas não podemos, a humanidade vai sempre progredindo, sendo por isso natural que a pena de morte seja erradicada em cada vez mais lugares.
[/QUOTE]

é a interpretação dos defensores da abolição da pena de morte, que abolindo-a libertamo-nos das trevas medievais e progredimos enquanto sociedade e humanistas. mas também ainda estou para ver uma atitude ou pensamento medieval considerado válido e actual nos nossos dias...
também o comunismo foi considerado em tempos o iluminismo da política, após a vertente democrática baseada no iluminismo francês...
A humanidade já deu provas de dar passos para trás, de retroceder no que considerava ser avanços cívicos em prol do progresso humanitário...
uma questão retórica e filosófica que pode ter nada de relevante mas deixa-nos pensar durante alguns segundos: não será este mais um sistema de nos controlarmos e nos auto-regularmos enquanto espécie no planeta?


sou defensor da pena de morte. entendo todas as desvantagens e acreditem que me custa defender este método de prevenção, mas infelizmente, ainda não conseguímos prevenir de forma eficaz situações de desequilíbrios emocionais, psicopatias, etc, a fim de eliminar os criminosos violentos na nossa sociedade. provem-me que conseguem evitar um crime violento de um homem criminoso que já o fez por diversas vezes, que é doente (etc...) isolam-no do mundo?? não tem contacto com ninguém e por isso não pode matar? drogam-no até ele morrer? tratamento psiquiátrico? há algum estudo que prove a eficácia dos mesmos?? quando me disserem: "amon, há formas de saber se aquele tipo vai ser um serial killer e nós conseguimos impedir que isso aconteça ou que após de o identificarmos ele nunca mais repita o crime mesmo que viva em liberdade e nas condições que ele considera ideais para realizar o crime" eu mudo a minha opinião. Porque até agora não há outra opção (pelo menos para mim).

Violadores de criancinhas que depois as cortam aos pedacinhos para andarem a come-las durante meses e sabe-se lá mais o quê, para mim não fazem falta nenhuma. Se me disserem que esses gajos morreram, até fico feliz... sei que vão sempre existir... nós podemos é tentar impedir que existam muitos...

como eu disse acima, para mim não é uma questão religiosa nem filosófica. é uma questão prática.

desculpem a sinceridade e se ofendi os ideais de alguém, foi essa a minha intenção. gostaria de manter o debate saudável sem entrarmos em exageros que este tipo de questões normalmente levanta.

p.s. - não sou nazi, não sou fascista, não tive nenhum familiar brutalmente assassinado, não trabalho numa prisão nem num hospital psiquiátrico, também não trabalho na judiciária nem no CSI (lolololol). a minha opinião resume-se a uma análise fria e racional possível da questão.
 
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