Nem deveriam haver penas suspensas.
vou-te dar um exemplo, o meu irmão este ano em Março com o carro de trabalho, teve o azar e ser apanhado a 90 numa zona de 50, resultado contra ordenação muito grave, 350€ de coima , perdeu 4 pontos na carta e como foi a 1º multa ficou com pena suspensa, se não tinha de entregar a carta durante 3 meses...
agora para recuperar os pontos só ao fim de 3 anos e não pode ter nada até lá, é assim as leis, e temos que aguentar...
Não está correcto, segundo o meu pensamento. O teu irmão não teve pena suspensa, de facto, pois foram retirados os pontos na mesma. E, para mim, os pontos são de uma importância fulcral. É só ao fim de 3 anos que são recuperados. Durante esse tempo a pessoa pode praticar ou ser obrigado a praticar algumas infracções sem consequências, como pisar um traço contínuo, muitas vezes para evitar um acidente. E ponto a ponto, se perde a carta num ápice.
Porque razsão é obrigatório tirar a carta novamente, ou frequentar um curso de 'formação'. Que saiba, um médico por se enganar não é obrigado a tirar o curso de novo. Há que respeitar a a licença que foi tirada por mérito próprio. A frequência de um curso de 'formação' parte do princípio que todos os que perdem pontos são criminosos ou dolosos. No crime rodoviário já é diferente. Andam a gozar e a chamar os condutores de imbecis, mesmo os que não merecem. Grande parte destas frequências devia ser facultativa.
Afinal de contas, quais são os limites da ANSR?
Outro caso gritante é o da penalização por pontos de quem estaciona ou pára somente (veja-se!!) num lugar para deficientes. Esta penalização está fora da filosofia da carta por pontos e cabe sómente no comportamento cívico de quem pratica o acto, privando de direitos outrem. Assim deve-se aumentar o valor da multa e, no caso de reincidência, poderá ir até à pena de prisão. Esta penalização (teve somente peso político) foi aprovada na Assembleia da República por iniciativa de um único partido político. Penso que não tenha sido discutida do ponto de vista técnico e jurídico. Ah, e não deve ser a emel (em Lisboa) a passar estas multas, mas sim a polícia.
Disseram-me uma coisa que me deixou duvidoso. É acerca de um condutor que tem uma contra-ordenação grave e lhe é aplicada a suspensão da pena. Ora o que me disseram foi que os pontos não eram suspensos, mas tão somente a sanção acessória.
Custa-me a crer, mas é verdade?
Não está correcto, segundo o meu pensamento. O teu irmão não teve pena suspensa, de facto, pois foram retirados os pontos na mesma. E, para mim, os pontos são de uma importância fulcral. É só ao fim de 3 anos que são recuperados. Durante esse tempo a pessoa pode praticar ou ser obrigado a praticar algumas infracções sem consequências, como pisar um traço contínuo, muitas vezes para evitar um acidente. E ponto a ponto, se perde a carta num ápice.
Porque razsão é obrigatório tirar a carta novamente, ou frequentar um curso de 'formação'. Que saiba, um médico por se enganar não é obrigado a tirar o curso de novo. Há que respeitar a a licença que foi tirada por mérito próprio. A frequência de um curso de 'formação' parte do princípio que todos os que perdem pontos são criminosos ou dolosos. No crime rodoviário já é diferente. Andam a gozar e a chamar os condutores de imbecis, mesmo os que não merecem. Grande parte destas frequências devia ser facultativa.
Afinal de contas, quais são os limites da ANSR?
Outro caso gritante é o da penalização por pontos de quem estaciona ou pára somente (veja-se!!) num lugar para deficientes. Esta penalização está fora da filosofia da carta por pontos e cabe sómente no comportamento cívico de quem pratica o acto, privando de direitos outrem. Assim deve-se aumentar o valor da multa e, no caso de reincidência, poderá ir até à pena de prisão. Esta penalização (teve somente peso político) foi aprovada na Assembleia da República por iniciativa de um único partido político. Penso que não tenha sido discutida do ponto de vista técnico e jurídico. Ah, e não deve ser a emel (em Lisboa) a passar estas multas, mas sim a polícia.
Beneficiarem o negócio das escolas de condução? Quantas pessoas já ficaram sem carta desde que há o sistema de pontos? Tenho ideia de ainda há pouco tempo ter lido por aqui que ainda ninguém tinha ficado sem carta...

Beneficiarem o negócio das escolas de condução? Quantas pessoas já ficaram sem carta desde que há o sistema de pontos? Tenho ideia de ainda há pouco tempo ter lido por aqui que ainda ninguém tinha ficado sem carta...
Pois é, mas ou muito me engano ou lá fora a perca de pontos normalmente não implica uma inibição acessória de conduzir por x meses como cá, a não ser que se percam os pontos (quase) todos.
Outra coisa que me irrita, é que, se não tiveres nenhuma infracção ao fim de 3 anos, são acrescentados 3 pontos à carta (isto é, passas de 12 para 15). Mas nesse caso quem não teve qualquer infração nos ultimos 3 anos deveria logo ter começado com 15 pontos em vez dos actuais 12. Não é justo.
Pode haver casos complicados. Um condutor passa ainda com o semáforo amarelo num cruzamento, mas o guarda que está colocado noutro ângulo menos favorável (ou mesmo por má fé) pode dizer que passou com o vermelho. O que vale é a palavra do guarda, logo 4 pontos à vida, mesmo sem haver infracção. É neste sentido que digo que é relativamente fácil ficar-se com a corda na garganta. Depois vem a condução a medo, medo de falhar, que não é nada aconselhável, pois com este estado de espírito as faltas aparecem com mais facilidade.