Personagens da História ! !

Duarte Pacheco ( 1899-1943 )

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Ministro das Obras Públicas de Salazar, Duarte Pacheco modernizou o País. Hábil a fintar os esquemas asfixiantes do regime, reestruturou os serviços dos correios e telecomunicações e revolucionou o sistema rodoviário. Executou obras essenciais na cidade de Lisboa, como o Parque de Monsanto e o Aeroporto. Falar de Duarte Pacheco é falar, ainda, de uma nova política de habitação, planos de urbanização, ensino, cultura. É o exemplo de como a modernidade é sempre factor de progresso.

Com grande carácter, vontade forte e ousadia extrema, Duarte Pacheco revoluciona Portugal nas mais diversas áreas: obras públicas, transportes e comunicações, assistência, ensino e cultura. Marca de forma decisiva “não apenas a imagem da Lisboa do seu tempo mas também a do País”, refere o deputado João Soares, no livro “Evocar Duarte Pacheco no Cinquentenário da Sua Morte”. “A sua personalidade e espírito empreendedor foram marcados por uma vontade de modernidade, em contradição com as circunstâncias da época em que viveu”, acrescenta.

Duarte Pacheco nasceu em Loulé em 19 de Abril de 1900. Aos 14 anos já tinha perdido a mãe e o pai, ficando sob a tutela do irmão mais velho, Humberto Pacheco. Ao longo dos estudos demonstra sempre elevado nível de intelectualidade e em 1917 ingressa no recém-criado Instituto Superior Técnico (IST). Seis anos depois termina o curso de Engenharia Electrotécnica com a classificação de 19 valores. Pouco depois, é convidado para professor de Matemáticas Gerais no Instituto e em 1927 é nomeado director do IST. No ano seguinte foi convidado para ministro das Obras Públicas. Abandona o governo em 1936 mas voltará em 1938 a ocupar cargos políticos, aceitando ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se o regresso ao ministério das Obras Públicas nesse mesmo ano.

Duarte Pacheco debateu-se contra forças insondáveis e, como um velho urso, soube fintar muito bem os constrangimentos do regime. Na paz sonolenta de então, conseguiu deixar a sua marca. “É um congregador”, afirma o arquitecto José Manuel Fernandes. “É um ministro que se submete ao governo salazarista, mas que consegue uma liberdade de acção e inovação extraordinárias.” Propõe e faz. “Reorganiza o urbanismo de Lisboa, que estava desorientado, avança com auto-estradas, cidades universitárias, grandes parques da cidade, e consegue seduzir e motivar os arquitectos para fazerem o melhor possível.” Pacheco tinha algo de utópico, mas soube reunir à sua volta um núcleo de prestigiados arquitectos e engenheiros que deram forma aos projectos a que se foi dedicando.

Outro mérito de Duarte Pacheco foi “comprar terrenos para fazer Alvalade, ainda hoje considerado um dos melhores espelhos urbanísticos de Lisboa”, lembra o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Concretiza uma “obra pública” através do investimento em grandes espaços de território. “Hoje não se faz isso. Procura-se fazer um ‘puzzle’ de investimentos, cada um financeiramente rentável, sem ligação entre eles. E, depois, temos o caos total nas nossas cidades periféricas, o afogar da zona histórica e o abandono da agricultura.”

Portugal deve-lhe a modernização dos serviços dos correios e telecomunicações e a revolução do sistema rodoviário. Duarte Pacheco “soube aproveitar o poder de que foi investido para servir o seu país”, escreve Maria de Assunção Júdice, no livro “Evocar Duarte Pacheco no Cinquentenário da Sua Morte”.

Foi o impulsionador do grande salto qualitativo da engenharia portuguesa. O Aeroporto de Lisboa, a renovação do IST e o Parque de Monsanto também fazem dele uma referência obrigatória. “O Parque, que é hoje o pulmão da cidade de Lisboa, é concepção, execução e paixão de Duarte Pacheco”, garante João Soares.

Devoto ao trabalho, o governante tinha a missão de cuidar da cidade com dedicação, amor e disponibilidade permanente. Mas “o que resta da sua acção é mais do que isso: é o exemplo de como a modernidade é sempre factor de progresso e de como a qualidade não é incompatível com o viver na cidade”, sintetiza João Soares, no mesmo livro. Duarte Pacheco morreu num acidente de viação em 1943.

in: http://www.rtp.pt/gdesport/?article=128&visual=3&topic=1
 
Aírton Senna da Silva (1960 - 1994)

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Piloto de Fórmula 1, brasileiro nascido em São Paulo, SP, Airton Senna foi um dos maiores ídolos do esporte brasileiro e mundial de todos os tempos.

Airton começou a sua carreira no kart (1974), onde foi segundo lugar no campeonato mundial (1979-1980). Em 1981 foi para a Fórmula Ford inglesa onde venceu 11 das 19 corridas que disputou, e no ano seguinte ganhou por antecipação os campeonatos europeu e inglês de Fórmula Ford, com 21 vitórias em 28 provas.

Tornou-se campeão da Fórmula 3 inglesa (1983), com nove vitórias consecutivas, um recorde mundial, fazendo com que os ingleses apelidassem o autódromo de Silverstone de Silvastone. Ingressou na Fórmula 1, pela equipe Toleman (1984), e um ano depois estava na Lotus, equipe pela qual disputou três temporadas e venceu seus primeiros grandes-prêmios.

Contratado pela McLaren em 1988, Senna conquistou o seu primeiro campeonato mundial, em 1989 foi vice-campeão, atrás do francês Alain Prost, seu companheiro de equipe, e tornou a vencer nas duas temporadas seguintes (1990-1991). Sagrou-se tricampeão mundial na categoria, ganhando mais fama como o Rei da Chuva, pela habilidade para dirigir em pistas molhadas, ou Mister Mônaco, por suas cinco vitórias consecutivas nesse circuito.

Mudando-se para a Williams (1994), morreu ao se chocar contra um muro de proteção a 300km/h, na curva Tamborello, na sétima volta do grande prêmio de San Marino, em Ímola, Itália.

Em dez anos de Fórmula 1, disputou 161 corridas, venceu 41 e conquistou 62 pole positions. No seu sepultamento em São Paulo, recebeu honras de chefe de estado, num dos funerais que trouxeram m
 
José Botelho de Carvalho Araújo 1881 - 1918
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José Botelho de Carvalho Araújo, filho de José de Carvalho Araújo, e D. Margarida Ferreira Botelho de Araújo, nasceu a 18 de Maio de 1881, na freguesia de São Nicolau, da cidade do Porto onde seus pais, que viviam em Vila Real, se tinham deslocado em visita a familiares. Casou a 13 de Janeiro de 1906 na Igreja paroquial de S. Dinís com Ester Ferreira Abreu .

Frequentou a escola primaria e o liceu de Vila Real tendo feito em 1897/98 os preparatórios na Academia Politécnica do Porto, parra ingressar na escola Naval, onde assentou praça, como aspirante de Marinha, em 12 de Outubro de 1895.

Foi Guarda Marinha em 1903, 2º Tenente em 1905, 1º Tenente em 1915, e Capitão Tenente (título póstumo) em 1918. Teve as seguintes condecorações: Medalha de Cobre de Filantropia e caridade (socorros e naufrágios), Medalha Militar de Prata, de comportamento exemplar, Medalha de Prata comemorativa das campanhas do exercito Português, tendo na respectiva passadeira a legenda " Sul de Angola 914/915 ".

A titulo póstumo foi condecorado com a Cruz de Guerra de 1ª classe, Medalha de Prata comemorativa das campanhas do exercito Português no mar 1916/17/18 e condecorado com o 2º Grau da ordem da Torre e Espada sendo diversas vezes louvado.


Participação Portuguesa na 1ª Guerra Mundial

A participação na 1ª Guerra Mundial por Portugal foi uma decisão difícil, porque a opinião publica estava dividida em campos opostos, os que defendiam a neutralidade e os que defendiam a intervenção ao lado dos aliados. Os intervencionistas consideram que essa era a única forma de quebrar o isolamento de Portugal e principalmente de garantir a posse das colónias Africanas, face as ambições quer da Alemanha quer da Inglaterra.

Em 1916 o governo Republicano enviou um Continente de cerca de 200 mil homens para a Angola e Moçambique, que tinham fronteiras com colónias Alemãs. Portugal interveio na Bélgica, mais propriamente em Flandres.

A intervenção de Portugal na Guerra, exigiu um enorme esforço militar e humano que, do ponto de vista interno agravou as dificuldades económicas e aumentou o descontentamento por parte de sectores importantes da população. Foi ainda responsável por uma maior agitação política, que levou mesmo a um período de ditadura ( 1917/18 ) sobe a chefia do Major Sidónio Pais.

Foi a intervenção no conflito mundial, que deu a Portugal o direito de, na conferencia de paz, ser reconhecido como um dos países vencedores, ao mesmo tempo que lhe era garantida internacionalmente a posse das suas colónias africanas.


Os Acontecimentos ligados a Morte de Carvalho Araújo

José Botelho de Carvalho Araújo faleceu no dia 14 de Outubro de 1918 no seu posto em combate contra os Alemães, na Ponte do Caça - Minas ( Augusto Castilho ), que nesse dia em plena 1ª Guerra Mundial escoltava o vapor São Miguel, no mar dos Açores que navegava do Funchal para Ponta Delgada.

O heroísmo do Comandante Carvalho Araújo no pequeno barco Português, que ao serem atacados pelo submarino Alemão U.139 de 1500 toneladas , não se opôs em atacar, para salvar o barco com 206 pessoas e aguentou durante 2 horas, dispondo apenas de duas peças de artilharia de proa que investiu contra a unidade poderosamente armada de 6 tubos lança-torpedos e de dois canhões de tiro rápido com calibre de150milimitros , surpreendendo o comandante do submarino, que registou em termos elogiosos.

Entretanto o São Miguel afastava-se do perigo , embora o glorioso militar tivesse o fim que a si próprio impôs :" hei-de morrer como Português ".


A reacção à Morte de Carvalho Araújo em Vila Real

Carvalho Araújo, um herói vilarealense é recordado, num monumento (da autoria do escultor, Anjos Teixeira), inaugurada em 1924, existente na Avenida com o seu nome, em Vila Real. Carvalho Araújo obteve várias condecorações , ao longo da sua curta vida militar .Entre elas avultam a Cruz de Guerra de 2ª Classe e o II Grau da Ordem de Torre Espada , concedidas postumamente.




Face ao acto heroico deste Comandante e a desproporção de forças deixo o relato completo.

O Herói e o Ás

O comando do primeiro cruzador-submarino alemão, o U 139 de 1930 / 2483 toneladas, foi atribuído ao maior ás da respectiva arma, o capitão de corveta Lothar von Arnauld de La Priére que trouxe consigo o seu inseparável e experiente comandante de artilharia, o capitão-tenente Kurt von Piotr. Foi, talvez, o último dos submarinos alemães a travar combate com os inimigos do Império Alemão até ao dia 24 de Outubro de 1918 em que recebeu a mensagem rádio para cessar toda a actividade bélica e regressar à base. As três unidades desta classe foram, sem dúvida, os submarinos mais poderosos da marinha alemã, equipados como estavam com duas peças de 150 mm e um telémetro retractável, exemplar único em submarinos, além dos 6 tubos para a dotação de 19 torpedos.



Foi este U-139 que enfrentou, na madrugada de 14 de Outubro de 1918, o pequeno caça-minas português Augusto de Castilho, apetrechado com duas minúsculas peças, uma de 65 mm à vante e outra de 47 mm, à ré. A denominação de caça-minas revela bem a natureza da unidade enquanto navio de guerra. Na verdade, tratou-se antes do vapor de pesca Elite com cerca de 500 toneladas de deslocamento médio, accionado por uma máquina a vapor de tríplice expansão, requisitado pela marinha de guerra e comandado primeiro-tenente José Botelho de Carvalho Araújo, oficial tão abnegado como heróico que não teve medo de enfrentar o gigantesco U-139 com os seus 100 metros de comprimento.
Naquele dia fatídico, o navio português escoltava o paquete S. Miguel que seguia da Madeira para os Açores com 206 passageiros, entre os quais mulheres e crianças. O caça-minas tinha já escoltado de Lisboa para o Funchal o paquete Beira e, como a autoridade marítima da ilha não permitiu o desembarque da guarnição antes do período de quarentena, dado que em Lisboa grassava a peste, Carvalho Araújo ofereceu-se para fazer a escolta ao S. Miguel e assim aproveitar de uma forma útil os "dez dias da tabela" em que os seus homens teriam de ficar encerrados no vapor bélico. Depois, voltariam ao Funchal com direito a deambularem pelo morro da cidade.



A canhoneira Mandovi, escalada para a protecção do paquete, ficou de guarda ao Funchal, cidade que tinha sido bombardeada a 12 de Dezembro do ano anterior pelo também cruzador-submarino U-156. O comandante do Augusto de Castilho preferia a actividade e navegação à estadia contemplativa de guarda a um porto. Era um oficial brilhante e de uma nobreza de carácter perfeitamente equiparável à do seu ex-comandante almirante Leote do Rego, então exilado em França. Carvalho Araújo era um republicano e democrata convicto que aliava o pundonor militar aos ideais da liberdade e do bem-estar do povo, pelo que era detestado pelo ditador pan-germanófilo Sidónio Pais que o queria ver o mais longe possível de Lisboa e a bordo do mais pequeno dos navios.



Carvalho Araújo tinha estado com o batalhão de marinha na frente do sul de Angola em guerra com os alemães muito antes da entrada oficial de Portugal no conflito, pois como é sabido, as forças alemãs do Sudoeste Africano, hoje Namíbia, entraram em 1914 pelo sul de Angola e chegaram a Naulila, onde destroçaram a pequeníssima guarnição portuguesa num acto absolutamente ilegal, já que não existia então um estado de guerra declarado entre os dois países. Bateu-se como pôde, o então tenente Carvalho Araújo, na sua qualidade de segundo comandante do batalhão, até ter de ser retirado devido a doença malárica que o incapacitou. Mas, naturalmente, um oficial de marinha como Carvalho Araújo estava mais à vontade a sentir as brisas do mar que em terra sob o ardente sol africano.



Ao comando do seu caça-minas, Carvalho Araújo percorreu mais de 7 mil milhas e deu escolta a 22 comboios durante 20 meses de serviço de guerra. Quando chegava ao porto de Brest, escoltando navios com tropas do Corpo Expedicionário Português, fazia os possíveis para regressar imediatamente e iniciar novo serviço útil ao país. Como oficial, era um trabalhador incansável, capaz de se manter na ponte durante horas e horas a fio.



O encontro com o gigantesco submarino-cruzador deu-se pelas duas da madrugada, como escreveu Kurt von Piotr no seu relatório do combate artilheiro: "Estava de guarda no quarto do meio e havia um luar claro quando às 2.00 da madrugada avistei duas embarcações, uma maior e um vapor mais pequeno que o comandante, entretanto chegado à torre, resolveu atacar a tiro de canhão. Levámos três horas a aproximarmo-nos dos dois navios que tentavam escapulir-se com quanta força tinham as suas máquinas. Pelas 5.00 da madrugada, o comandante deu-me licença para abrir fogo, o que fiz com a peça de 15 cm de vante, apontando-a para o vapor mais pequeno, por tomá-lo como o navio escolta".



Carvalho Araújo já tinha tomado a decisão de enfrentar o inimigo para permitir a fuga do S. Miguel, apesar de o U-139 estar a disparar a uma distância totalmente fora do alcance das pequenas peças do Augusto de Castilho. Toda a guarnição correu para os seus postos de combate. Fogueiros e chegadores esforçavam-se até às últimas consequências para atingir os 10 nós, enquanto os marinheiros levam mais cunhetes para as peças e caixas de fumo para atirar à água e fazer fumo de encobrimento, caso seja necessário retirar, ajudados nessa tarefa pelos três passageiros militares e outros quatro civis, todos impedidos de desembarcarem no Funchal pela leis da quarentena.



O imediato, o jovem guarda-marinha Manuel Armando Ferraz, dirige o tiro, correndo da peça da proa para a da ré. Ambas eram disparadas a olho, pois o pequeno Augusto de Castilho não possuía telémetro. Enquanto isto, o U-139 disparou um primeiro tiro contra o escoltador português que não acertou e um segundo contra o paquete que cai a 10 metros da proa do S. Miguel. Os dois tecnocratas da guerra alemães, De La Priére e Von Piotr, estavam no seu meio. Ambos tinham uma predilecção pelo combate artilheiro e sabiam estar em condições de superioridade, pelo que podiam poupar os torpedos que restavam. Julgavam mesmo que o problema seria resolvido em instantes; até trouxeram para a torre uma máquina de filmar. Queriam fixar no celulóide a morte daqueles portugueses perdidos e praticamente indefesos em pleno Atlântico para a glória posterior de um "Reich" que pouco mais teria afinal do que umas parcas semanas de existência.



A terceira granada do U-139 rebenta na amura de estibordo do Augusto de Castilho, como relatou o sargento-ajudante Luís Simões em artigos publicados posteriormente no Diário de Notícias e reproduzidos pelo escritor e director da Biblioteca Nacional, João Palma Ferreira, na sua obra memorialista "Viagens, Fantasias & Batalhas".



Vendo o S. Miguel prestes a ser atingido, o bravo Carvalho Araújo ordena ao seu timoneiro que aproe directamente ao submarino, o que levou La Priére a mandar fazer marcha à ré, enquanto dispara salva sobre salva contra o pequeno pesqueiro a vapor. As granadas germânicas começam a rebentar dentro do caça-minas, fazendo numerosas vítimas mortais, a primeira das quais foi o aspirante Eloy de Freitas. A cabine do telegrafista desfez-se quase ao mesmo tempo que a peça de vante é posta fora de acção. Ficou só o pequeno canhão de 47 mm da popa a fazer fogo com grande dificuldade. Entretanto, o S. Miguel vai-se afastando mais, daí a pouco estará fora do alcance dos canhões do U-139. Mesmo assim, os artilheiros do caça-minas não desarmam; continuam a disparar e o seu navio a receber granada sobre granada. Ao fim de duas horas de combate estavam praticamente esgotadas as munições e parte da guarnição do Augusto de Castilho morta ou ferida. Do S. Miguel já nada se via. Por ordem de Carvalho Araújo, o sargento Simões ainda vai disparar o último cunhete sobre o submarino alemão que se encontrava a curta distância. Esgotado o último cartucho, o U-139 ainda dispara contra o caça-minas que, por ordem do comandante, tinha içado a bandeira verde rubra da sua querida República.



Carvalho Araújo não quis ir para o fundo com uma bandeira branca, por isso foi atingido por uma das últimas granadas que explodiu junto ao local em que se encontrava na cabine de comando. O herói cai no convés, morto, enquanto o imediato fica gravemente ferido.
Terminado o fogo pelas 08.30, os sobreviventes lançam a custo o escaler salva-vidas ao mar, fazendo-se a ele cheio de gente. O resto do pessoal, sob o comando do guarda-marinha Ferraz muito ferido, totalizando vinte homens tentava, quase sem o conseguir, pôr a baleeira na água. Os do salva-vidas ainda tentaram ajudar, mas receberam ordens com armas apontadas do submarino alemão para se afastarem imediatamente do local. Os sobreviventes desesperavam; não conseguiam mover a baleeira, pelo que aproveitaram um bote que estava dentro do picadeiro, mas também sem o conseguir. Por fim, 12 dos sobreviventes lançaram-se ao mar numa jangada de salvamento e em coletes de cortiço. Os artilheiros alemães observavam sorridentes as dificuldades dos portugueses e, depois, resolveram fazer sinal aos portugueses para subirem para o seu tombadilho, ajudando-os com cordas e bóias lançadas ao mar. O enfermeiro ou médico de bordo apareceu e, ajudado por uns camaradas, começou a fazer uns pensos aos mais feridos, enquanto Von Piostr filmava a cena em todos os seus detalhes. "Também deram uns refrescos em copos de alumínio", escreveu o sargento Simões. O guarda-marinha Ferraz falou em francês com Von Piotr, conseguindo convencê-lo a deixar ir a bordo do caça-minas buscar o bote e os feridos que lá ficaram. Tiveram o consentimento dos alemães, mas não permitiram que os náufragos portugueses levassem um sextante e uma bússola. Obviamente, temiam que aparecesse algum navio das esquadrilhas aliadas de S. Miguel, entretanto avisadas pelo paquete português e não queriam o local e o rumo do submarino devidamente assinalado. Os alemães limitaram-se a apontar a direcção da ilha de S. Miguel, iniciando os náufragos portugueses a odisseia de navegarem a remos até à ponta do Arnel na Ilha de S. Miguel. O bote comandado pelo guarda-marinha Ferraz metia água, pelo que foram precisos os sobretudos e luvas para colmatar as brechas. Foi um autêntico martírio e esforço inaudito, a viagem por mais de duzentas milhas em seis dias quase sem água nem mantimentos. Eram 12 náufragos, dos quais 8 estavam feridos, sendo que um morreu na viagem. Seis cadáveres foram para o fundo no Augusto Castilho, entre eles, o do bravo comandante Carvalho Araújo que quando soube que as munições estavam no fim disse ao imediato: -"Deixá-lo! Morro como português". O artilheiro Von Piotr ainda escreveu no seu relatório: "Foi com grande pesar que deixámos a valente guarnição à sorte incerta num barco prejudicado pelos estilhaços de granada e mediocremente calafetado".



Este foi, sem dúvida, o episódio mais saliente da esforçada presença da marinha portuguesa na I. Guerra Mundial. O segundo terá sido o combate travado no Rovuma por parte da guarnição do cruzador Adamastor contra os alemães. Para além disso, a guerra naval travou-se principalmente em termos de longas escoltas a navios mercantes que transportavam tropas para Africa e França, bem como às operações do batalhão de marinha.



Ao contrário do que disseram durante décadas os detractores e inimigos do regime republicano e da democracia, nomeadamente os salazaristas, Portugal não entrou na I. Guerra Mundial por capricho dos seus governantes, nem sequer de livre vontade. As autoridades republicanas não tinham é certo conhecimento das propostas de acordo secreto feitas pela diplomacia britânica aos alemães, mas tinham a percepção clara que existiam tais propósitos. Num dos últimos protocolos diplomáticos, datado de 1913, os ingleses ofereciam as colónias portuguesas e mais qualquer coisa como o Império Holandês, por exemplo, em troca de um amplo acordo sobre armamentos navais que pusesse fim à corrida naval travada quase desde o início do Século entre as duas potências. Por outro lado, a França fizera idêntica proposta à Alemanha, oferecendo o Congo Belga à eventual gula colonial alemã. Só que os alemães não sabiam ao certo o que queriam; as colónias dos outros ou os grandes espaços russos. Em Africa, talvez só as minas de ouro e diamantes do Transval lhes interessavam, mas isso os ingleses não largavam. Sorte para Portugal foi não terem conhecimento dos diamantes da Lunda. E depois do começo da guerra, os governantes republicanos passaram a temer ainda mais uma "paz branca" entre as potências em conflito, na qual as colónias das pequenas nações europeias seriam imoladas.

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Caça-minas Augusto de Castilho ao lado do U-139 depois da batalha com o escaler á popa onde navegaram os sobreviventes da refrega.


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Maqueta do U-139 Submarino-Cruzador
 
macho, macho era este!!
basta arranjar uma duzia deles e é ver o crescimento da população a disparar...

"Padre Francisco Costa foi provavelmente o maior progenitor português. Ele era prior da cidade medieval de Trancoso no século XV, dando origem a 275 filhos concebidos por 54 mulheres. Em processo movido por libertinagem na época o padre chegou a confessar que manteve relações sexuais e teve filhos com 29 afilhadas, 9 comadres, 7 amas, 2 escravas, 5 irmãs e uma tia, além da própria mãe.

Conforme sentença proferida em 1487 (cuja cópia repousa no Instituto Arquivos Nacionais Torre do Tombo, em Lisboa) ele foi condenado e sua pena passava pelo arrastamento nos rabos dos cavalos pelas ruas públicas, com seu corpo em seguida sendo esquartejado e posto aos quartos, onde a cabeça e as mãos seriam depositadas em diferentes distritos. Porém o rei D. João II entendeu perdoar-lhe a pena e ordenou que fosse enviado para casa no dia 1 de Março desse mesmo ano, baseado no facto de "o padre Francisco Costa ter contribuído para o povoamento da Beira Alta".

A casa onde viveu o padre Francisco Costa é agora o restaurante “O MUSEU”.

[editar] SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO

Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Autos arquivados no armário 5, maço 7:

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado, o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi argüido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido:

- com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos;

- de cinco irmãs teve dezoito filhas;

- de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas;

- de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas;

- de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;

- dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas,

- da própria mãe teve dois filhos.

Total: “duzentos e setenta e cinco, sendo cento e quarenta e oito do sexo feminino e cento e vinte e sete do sexo masculino, tendo concebido em cinqüenta e quatro mulheres".
 
Agostinho da Silva (1906-1994)

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Agostinho da Silva é dos mais paradoxais pensadores portugueses do séulo XX. O tema mais candente da sua obra foi a cultura de língua portuguesa, num fraternal abraço ao Brasil e aos países lusófonos. Todavia, a questão das filosofias nacionais não é para si decisiva, parecendo-lhe antes uma questão académica: «Não sei se há filosofias nacionais, e não sei se os filósofos, exactamente porque reflectem sobre o geral, se não internacionalizam desde logo».

O problema de que parte é a procura de uma razão de ser para Portugal: o que eu quero é que a filosofia que haja por estes lados arranque do povo português, faça que o povo português tenha confiança em si mesmo», entendendo por «povo português» não apenas os portugueses de Portugal, mas também os do Brasil, laçados de índios e negros, os portugueses de África, tribais e pretos, como também os da Índia, de Macau e de Timor.

Embarcando num sonho universalista em que os portugueses que vivem apenas para Portugal não têm razão de ser, apresentou-se aos olhos tantas vezes desconcertados dos seus leitores como um cavaleiro do Quinto Império, um reinado do Espírito Santo, respirando um misto de franciscanismo e de joaquimismo e, em todo o caso, obra mais de cigarras que de formigas como era próprio das crianças: «Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos Imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império», o que é dizer que o primeiro passo dos impérios está sempre no espírito dos homens, aptos para servir, como os antigos templários ou os cavaleiros da Ordem de Cristo.

Um império sem clássicos imperadores, que leve aos povos do mundo uma filosofia capaz de abranger a liberdade por que se bate a América, a segurança económica conseguida pela União Soviética, e a renúncia aos bens que depois de ter estado na filosofia de Lao-tsé, diz estar também na de Mao-tsé, mas uma filosofia que as três possam corrigir, purgando a primeira de imperialismos, a segunda da burocracia, e a terceira de catecismos.

É esta uma filosofia que, como gostava de dizer, não parte imediatamente de uma reflexão sobre as ciências exactas, como em Descartes ou Leibniz, mas da fé, como em Espinosa. Partir de crenças como ponto vital e tomar como símbolo preferido que a palavra «crer» parece ter a mesma origem que a palavra «coração», fazendo depois como o Infante, abrindo-se à ciência dos seus pilotos, astrónomos e matemáticos. Tudo dito e defendido com a tranquilidade de quem sabe que até hoje ninguém desvendou os mistérios do mundo e conhece por isso os limites das soluções positivas.

Assim, seria possível valorizar aquilo que a seu ver nos distinguiria como povo e como cultura: um povo e uma cultura capazes de albergar em si «tranquilamente, variadas contradições impenetráveis, até hoje, ao racionalizar de qualquer pensamento filosófico».

Império do futuro precavido e purgado dos males que arruinaram os quatro anteriores, sem manias de mando, ambições de ter e de poder, sem trabalho obrigatório, sem prisões e sem classes sociais, sem crises ideológicas e metafísicas. Esse já não era o império europeu, dessa Europa ávida de saber e de poder, e por isso esgotada como modelo para os outros 80% da humanidade, menos ávida de poder e mais preocupada com o ser.

Trazer por isso o mundo à Europa, como outrora levámos a Europa ao mundo, tal a missão da cultura de língua portuguesa, construindo o seu domínio com uma base espiritual e sem base em terra, porque a propriedade escraviza e só não ter nos torna livres.

Obras
Sentido histórico das civilizações clássicas, 1929; A religião grega, 1930; Glosas, 1934; Sete cartas a um jovem filósofo, 1945; Diário de Alcestes, 1945; Moisés e outras páginas bíblicas, 1945; Reflexão, 1957; Um Fernando Pessoa, 1959; As aproximações, 1960; Educação de Portugal, 1989; Do Agostinho em torno do Pessoa; Dispersos, 1988.

Bibliografia
António Quadros, Introdução à Filosofia da História, Lisboa, 1982.

Fonte: http://www.instituto-camoes.pt/cvc/filosofia/1910h.html

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Biografia

George Agostinho Baptista da Silva nasceu no Porto em 1906, tendo-se ainda nesse ano mudado para Barca D'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), onde viveu até aos seus 6 anos. De 1924 a 1928, cursou Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Após concluir a licenciatura, começa a escrever para a revista Seara Nova, colaboração que manteve até 1938.

Em 1931 parte como bolseiro para Paris, onde estuda na Sorbonne e no Collège de France. Após o seu regresso em 1933, leciona no ensino secundário em Aveiro até ao ano de 1935, altura em que é demitido do ensino oficial por se recusar a assinar a Lei Cabral, que obrigava todos os funcionários públicos a declararem por escrito que não participavam em organizações secretas (e como tal subversivas).

Cria o Núcleo Pedagógico Antero de Quental em 1939, e em 1940 publica Iniciação: cadernos de informação cultural. É preso pela polícia política em 1943, abandonando o país no ano seguinte.

Viveu no Brasil de 1947 a 1969, exilado no seguimento da sua oposição ao Estado Novo, na altura conduzido por Salazar. Em 1948, começa a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, estudando entomologia, e ensina simultaneamente na Faculdade Fluminense de Filosofia. Colabora com Jaime Cortesão na pesquisa sobre Alexandre de Gusmão. De 1952 a 1954, ensina na Universidade Federal da Paraíba (em João Pessoa (Paraíba)) e também em Pernambuco.

Em 1954, novamente com Jaime Cortesão, ajuda a organizar a Exposição do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo. É um dos fundadores da Universidade de Santa Catarina, cria o Centro de Estudos Afro-Orientais, e ensina Filosofia do Teatro na Universidade Federal da Bahia, tornando-se em 1961 assessor para a política externa do presidente Jânio Quadros. Participou na criação da Universidade de Brasília e do seu Centro de Estudos Portugueses no ano de 1962 e, dois anos mais tarde, cria a Casa Paulo Dias Adorno em Cachoeira e idealiza o Museu do Atlântico Sul em Salvador.

Regressa a Portugal em 1969, após a doença de Salazar e a sua substituição por Marcello Caetano, que deu origem a alguma abertura política e cultural do regime. Desde aí continuou a escrever e a leccionar em diversas universidades portuguesas, dirigido o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e no papel de consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (actual Instituto Camões).

Em 1990, a RTP1 emitiu uma série de treze entrevistas com ele, denominadas Conversas Vadias.

Morreu no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, no ano de 1994.

Um documentário sobre ele, intitulado Agostinho da Silva: um pensamento vivo, foi realizado por João Rodrigues Mattos, e lançado pela Alfândega Filmes, in 2004. Existe uma entrevista, até ao momento não publicada, conduzida por António Escudeiro e chamada Agostinho por si próprio, na qual fala sobre a sua devoção ao Espírito Santo.

É referenciado como um dos principais intelectuais portugueses do século XX. Entre outros livros publicados, constam uma biografia de Miguel Ângelo, Louis Pasteur e São Francisco de Assis. O seu livro mais influente será provavelmente Sete cartas a um jovem filósofo.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_da_silva

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Centenário do Nascimento de Agostinho da Silva
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Comemora-se este ano o Centenário do nascimento de Agostinho da Silva, por iniciativa conjunta dos Governos português e brasileiro e da Associação Agostinho da Silva. Figura absolutamente ímpar da cultura luso-brasileira, Agostinho da Silva deixou, entre a sua vinda ao mundo, a 13 de Fevereiro de 1906, e a sua partida dele, no domingo da Ressurreição, em 3 de Abril de 1994, uma vida exemplar e pujante de pensamento e acção: das traduções e estudos clássicos à educação popular, da insubmissão perante o antigo regime à prisão e auto-exílio no Brasil, da fundação de universidades e centros de estudos ao aconselhamento de presidentes, governos e políticas culturais, da criação de vasta rede de amizades em todo o mundo à partilha dos recursos com os mais necessitados, do domínio de múltiplas línguas à publicação de imensa obra pedagógica, científica, literária e filosófica, da conversão da casa de Lisboa em tertúlia aberta à intensa e viva presença mediática.

Espírito livre, inconformista e original em todos os domínios, colocou as ideias e a vida ao serviço do pleno cumprimento de todas as possibilidades humanas. Em conformidade, e na linha de Luís de Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa e Jaime Cortesão, intuiu a superior vocação da cultura portuguesa, brasileira e lusófona como a de oferecer ao mundo o seu espírito fraterno e universalista, contribuindo para a criação de uma comunidade ético-espiritual mundial onde se transcendam e harmonizem as diferenças nacionais, culturais, políticas e religiosas. Inspirador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), antecipou a urgência da ética animal, bem como da consciência ecológica e ecuménica, propondo um verdadeiro diálogo inter e trans-cultural, inter e trans-religioso, entre o Norte e o Sul, o Ocidente e o Oriente, como forma de superar preconceitos e antinomias que sempre resultam em desarmonia, opressão e guerra. Pensador do terceiro milénio, é hoje referência incontornável da cultura lusófona e do debate de ideias que, num ciclo conturbado da civilização, pode promover um novo Renascimento integral e planetário.

Fonte: http://agostinhodasilva.blogtok.com/

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Videos

Entrevista/Conversa de Cáceres Monteiro a Agostinho da Silva (1990)

YouTube:

1ª Parte
2ª Parte
3ª Parte
 
Duarte de Almeida (O Decepado de Toro)

Alferes-mor de D. Afonso V, conhecido na história pela alcunha do Decepado. Era filho de Pedro Lourenço de Almeida.

Na batalha de Toro, em 1 de Março de 1476, entre tropas portuguesas e castelhanas, em que tanto se distinguiu o príncipe D. João, depois o rei D. João II, praticaram-se actos de valentia e heroísmo; entre os guerreiros que se tornaram notáveis, conta-se Gonçalo Pires e Duarte de Almeida, o alferes-mor do rei, a quem estava confiado o estandarte real português.

A luta foi enorme; as quatro grandes divisões castelhanas, vendo os seus em perigo, acudiram a auxiliá-los, ao mesmo tempo que o arcebispo de Toledo, o conde de Monsanto, o duque de Guimarães e o conde de Vila Real avançavam em socorro dos portugueses.

Subjugados pela superioridade do número, os portugueses caíram em desordem, abandonando o pavilhão real. Imediatamente, inúmeras lanças e espadas o cobrem, e todos à porfia pretendem apoderar-se de semelhante troféu. Duarte de Almeida, num supremo esforço, envolto num turbilhão de lanças, empunha de novo a bandeira, e defende-a com heróica bravura.

Uma cutilada corta-lhe a mão direita; indiferente à dor, empunha com a esquerda o estandarte confiado à sua Honra e lealdade; decepam-lhe também a mão esquerda; Duarte de Almeida, desesperado, toma o estandarte nos dentes, e rasgado, despedaçado, os olhos em fogo, resiste ainda, resiste sempre.

Então os castelhanos o rodearam, e caiem às lançadas sobre o heróico alferes#8209;mor, que afinal, cai moribundo. Os castelhanos apoderaram-se então da bandeira, mas Gonçalo Pires (V. este nome), conseguiu arrancá-la.

Este acto de heroicidade foi admirado até pelos próprios inimigos.

Duarte de Almeida foi conduzido semimorto para o acampamento castelhano, onde recebeu o primeiro curativo, sendo depois mandado para um Hospital de Castela.

No fim de muitos meses, voltou à, pátria, e foi viver para o castelo de Vilarigas, que herdara de seu pai. Havia casado com D. Maria de Azevedo, filha do senhor da Lousã, Rodrigo Afonso Valente e de D. Leonor de Azevedo.

Diz-se que Duarte de Almeida morreu na miséria e quase esquecido, apesar da sua valentia e bravura com que se houve na batalha de Toro, que lhe custou ficar inutilizado pela falta das suas mãos.

Camilo Castelo Branco, porém, nas Noites de insónia, diz que o Decepado não acabara tão pobre como se dizia, porque além do castelo de Vilarigas, seu pai possuía outro na quinta da Cavalaria, e em quanto ele esteve na guerra, sua mulher havia herdado boa fortuna duma sua tia, chamada D. Inês Gomes de Avelar. D. Afonso V, um ano antes da batalha, estando em Samora, lhe fizera mercê, pelos seus grandes serviços, para ele e seus filhos, de um reguengo no concelho de Lafões.

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Desculpem-me, mas a minha "paixão" sobre o vôo e a aviação ...

Ferdinand von Zeppelin (8 de Abril ou 8 de Julho de 1838 - 8 de Março de 1917)
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Foi o fundador da companhia dirigível Zeppelin. Ele nasceu em Konstanz, Grão-Ducado de Baden (que corresponde atualmente a parte da Baden-Württemberg, Alemanha).

Zeppelin freqüentou a 'escola de guerra' em Ludwigsburg e se tornou um tenente em 1858.

No ano seguinte, 1859, ele foi recrutado na unidade de engenharia e participou como observador na Guerra Civil Americana (de 1863), a Guerra austro-prussiana (1866) e a Guerra franco-prussiana (1870-1871).

Ele actuou como comandante do regimento Ulanen em Ulm de 1882 a 1885 e posteriormente foi enviado de Württemberg para Berlin. Em 1906 ele foi promovido a general da cavalaria.

Zepelin e os Dirigíveis

Zeppelin, baseado nas ideias de Schwartz, um engenheiro austríaco que havia tentado construir um balão de alumínio em 1887, projectou um aerostato sob comando, partindo então para tentativas arrojadas, em Friedrichshafen, onde morava.

Além de orientar a edificação de uma usina de alumínio, o ousado conde iniciou a construção e montagem dos primeiros dirigíveis rígidos em 1889, e, a despeito das dificuldades, terminou o seu primeiro modelo no ano seguinte. No entanto, o protótipo LZ-1 somente foi aprovado cinco anos depois, sendo que os modelos testados levavam as iniciais LZ, de Ludwig (assistente do conde) e do próprio Zeppelin, antecedendo a numeração.

Apesar do seu projeto ter sido rejeitado pelo Kaiser Guilherme II em 1894, o nobre militar, contando com o apoio da população do povoado à margem do Lago Constança e utilizando todos os seus recursos financeiros, se empenhou na construção de aeronaves com estrutura rígida, numa época em que os balões carregados de gás tinham estrutura flexível.

Em 2 de Julho de 1900, fez o voo inaugural do LZ-1, às margens do lago Constança. Porém, o tecido que cobria a estrutura de alumínio do balão se rompeu no pouso; mas o milionário não desistiu. Já estava na bancarrota quando, em 1908, ganhou fama com o LZ-4, ao cruzar os Alpes, numa viagem de 12 horas, sem escalas. Daí por diante, Zeppelin pôde contar com o dinheiro do governo alemão em suas façanhas e seus dirigíveis se transformaram em orgulho nacional.

Zeppelin instituiu a primeira companhia aérea, a Luftschiffbau-Zeppelin, em 1909, com uma frota de cinco dirigíveis.

Até 1914, quando iniciou a Primeira Grande Guerra, foram mais de 150 mil quilómetros voados, 1.600 voos e 37,3 mil passageiros transportados. Durante o conflito mundial, ao lado dos nascentes aviões, os dirigíveis alemães foram utilizados para bombardear Paris. Ao longo de sua vida, Zepellin construiu mais de 100 dirigíveis.

O LZ 1
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MUSEU ZEPPELIN
 
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Xanana Gusmäo

Carregado em Timor do leste em 1946, Xanana FRETILIN juntado Gusmäo em 1975.He era um empregado civil, e é um poeta gifted. Foi elegido à liderança das forças de FALANTIL (resistência) em 1981, e conduziu ao esforço nas montanhas até que foi capturado em novembro 1992. Remanesce na prisão em Jakarta. Da experimentação da mostra enfrentou, Xanana dito: "é de nenhuma conseqüência em tudo a mim se passarem uma sentença de morte. Estão matando meus povos e eu não sou worth mais do que seu esforço." Xanana lançou o conselho nacional para a resistência de Maubere (CNRM) em 1988. O CNRM incorpora a resistência armada (Falantil), a parte dianteira clandestine, e a resistência exiled. O esforço armado de Falantil é conduzido agora por Konis Santana. Na borda principal do esforço Timor do leste interno é o pessoa novo que acopla em atividades non-violentas da resistência. As demonstrações grandes são um testimony à oposição próximo-universal a Indonésia.

De 1975 até 1982, o conselho de segurança dos UN e o general conjunto dos UN passado e reaffirmed 10 que resolutionsrecognising o pessoa do leste de Timorese para a direita ao self-determination, e chamar-se para a retirada de Indonesia¹s armou forças. Em 1982, o general conjunto carregou o secretário geral procurar uma definição justa do conflito do leste de Timor consultando com ' todos os partidos concernidos diretamente.' Estas conversas envolveram assim distante somente Portugal e Indonésia. Os UN hospedaram também ' as conversas do diálogo intra-Timorese-Timorese ' que trouxeram junto pro-e anti-integração Timorese do leste. Indonésia controlou firmemente a seleção dos povos que atendem dentro do leste Timor. Em abril 1997 uma maioria dos membros das direitas que humanas dos UN o commission suportou uma definição forte que se chama para que Indonésia dê unhindered o acesso a Timor do leste para um monitor das direitas humanas dos UN. Em janeiro 1997, o secretário geral novo dos UN, Sr. Kofi Annan apontado como seu representante especial para Timor do leste, Sr. Jamsheed Marcador. O marcador encontrou-se com com Xanana Gusmão, e chairs agora as conversas ongoing entre os ministros extrangeiros de Portugal e Indonésia. o marcador e Annan encontraram-se com com presidente Mandela sobre Timor do leste e dão boas-vindas a sua entrada no momentum novo para negociações.

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O movimento indonesian Jose Ramos Horta da Pro-Democracia, representante especial do CNRM expressou o voluntariedade trabalhar mais pròxima com o movimento indonesian da pro-democracia: "nossos esforço e fate intertwined não pela geografia sozinho, mas rather pela natureza do regime que é responsável para os crimes perpetuated de encontro a nossos dois povos... É somente natural conseqüentemente que sem vista perdedora de nossos identidades históricas e cultural respectivas e aimsours políticos é self-determination, seu é democracia e a régua de lei na busca de Indonesiawe juntar forças, para cooperar sempre que nós a lata." Em Indonésia um número academics principal, unionists de comércio e de líderes religiosos chamaram-se para uma aproximação nova a Timor do leste. Os líderes do partido democrático do pessoa (PRD) receberam sentenças de cadeia longas para suportar a reforma democrática e um referendum para Timor do leste.

Fonte: http://shell.ihug.co.nz/~stu/fret/bulletin/resist.html
:)
 
D.Duarte

Décimo primeiro rei de Portugal, filho de D. João 1 e de D. Filipa de Lencastre.

O seu curto reinado de cinco anos, orienta-se em três sentidos: um que respeita à política interna, um segundo de expansão marítima e o terceiro que diz respeito à política de guerra em Marrocos.

Em relação ao primeiro ponto, a promulgação da Lei Mental, medida de centralização que se destinava a defender o património da coroa, e a convocação de cortes por cinco vezes no espaço de um lustro (Santarém, 1433 a 1434, Évora, 1435 a 1436 e Leiria, 1438) ilustram bem a linha governativa de D. Duarte, tendo em conta a vontade dos três estados a impondo princípios de centralização sem ferir os interesses senhoriais.

Em relação ao segundo ponto, o reinado de D. Duarte ficou marcado pela passagem do cabo Bojador por Gil Eanes, feito que permitiu uma mais rápida exploração da costa africana.

Mas é em relação ao terceiro ponto que o reinado de D. Duarte melhor se define e se caracteriza. Com o apoio da rainha D. Leonor a dos seus irmãos infantes D. Fernando a D. Henrique e contra a oposição dos outros irmãos infantes D. Pedro a D. João, lança-se na política de conquistas em Marrocos, que se saldou pelo desastre militar de Tânger a pela morte de D. Fernando no cativeiro.

Durante algum tempo quis ver-se em D. Duarte um rei sem vontade própria, manejado por outras vontades. Mas este retrato de um rei abúlico não resiste a uma crítica mais profunda. Os itinerários da corte, as expedições para além do Bojador, a intensa actividade diplomática, a convocação de cinco cortes e a promulgação de várias leis não permitem considerá-lo um monarca inactivo. Em conjunto o seu reinado não apresenta grandes sombras e a sua morte prematura veio acentuar os dissídios da família real, abrindo o período de incerteza que termina no conflito de Alfarrobeira.



Ficha genealógica:

D. DUARTE (n. em Viseu, a 31 de Outubro de 1391; f. em Tomar, a 13 de Setembro de 1438; jaz no Mosteiro da Batalha). Casou em 22 de Setembro de 1428 com D. Leonor de Aragão (n. em Aragão, em ano que se ignora; f. em Toledo, a 19 de Fevereiro de 1445), filha de D. Fernando I, rei de Aragão e da Sicília, e da rainha D. Leonor, Tiveram os seguintes filhos:

1. D. João (n. em Lisboa, no mês de Outubro de 1429; f. em data anterior a 14 de Agosto de 1433);

2. D. Filipa (n. em Santarém, a 27 de Novembro de 1430; f. a 24 de Março de 1439; jaz no Mosteiro da Batalha);

3. D. Afonso V, que herdou a coroa;

4. D. Maria, nasceu no Sardoal, a 7 de Dezembro de 1432; morreu no dia seguinte;

5. D. Fernando, nasceu em Almeirim, a 17 de Novembro de 1433; morreu em Setúbal, a 18 de Setembro de 1470. Foi 2 ° duque de Viseu e 1 ° duque de Beja, sendo o herdeiro de seu tio, o infante D. Henrique, como 9 ° mestre da Ordem de Cristo e responsável pelos Descobrimentos (1460-1470). Casou em 1447 com sua prima co-irmã D. Beatriz (nasceu por 1430; morreu em Lisboa, em 1506, filha do infante D. João e de D. Isabel, filha de D. Afonso, 8 ° conde de Barcelos. Do casamento de D. Fernando e D. Beatriz viriam a nascer, entre outros filhos, D. Leonor, que pelo seu casamento com D. João II foi rainha de Portugal; e D. Manuel I, que recebeu o trono do primo germano e cunhado.

6. D. Leonor, nasceu em Torres Novas, a 18 de Setembro de 1434; morreu em Neustadt, a 3 de Setembro de 1467, estando sepultada no mosteiro da Ordem de Cister, da mesma cidade. Casou em 1451 com Frederico III, imperador da Alemanha, nascendo do consórcio quatro filhos, sendo o primogénito Maximiliano I, que casou com Maria de Borgonha. Na imperatriz D. Leonor radica a linha portuguesa do futuro imperador Carlos V.

7. D. Duarte, nasceu em Alenquer, a 12 de Julho de 1435; morreu pouco depois;

8. D. Catarina, nasceu em Lisboa, a 26 de Novembro de 1436, e morreu a 17 de Junho de 1463, sendo sepultada em Lisboa, na Igreja de Santo Elói. Prometida a D. Carlos, príncipe de Navarra, por morte deste recolheu-se ao Convento de Santa Clara. Foi princesa culta e autora de várias obras de fundo religioso e moral;

9. D. Joana, nasceu na Quinta do Monte Olivete, em Almada, a 31 de Março de 1439, seis meses após a morte do progenitor; morreu em Madrid, a 13 de Junho de 1475. Casou em 1455 com Henrique IV de Castela, casamento de que nasceu D. Joana, a Beltraneja, para muitos considerada filha dos amores adulterinos de D. Joana com o nobre D. Beltrán de la Cueva.
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Antes do casamento teve D. Duarte um filho de D. Joana Manuel, nobre de ascendência castelhana:

10. D. João Manuel, nasceu em data anterior a 1420, e morreu em fins de 1476, sendo sepultado na Igreja do Carmo, em Lisboa. Foi religioso desta Ordem, onde em 1441 exerceu o cargo de provincial e recebeu o título de bispo de Tiberíades. No ano de 1443, quando da vacatura do bispado de Ceuta, foi provido nesse múnus, obtendo logo a seguir o título de primaz da África. Em 1450 era capelão-mor de D. Afonso V e, nove anos depois, bispo da Guarda, cidade onde nunca residiu. Deixou dois filhos, D. João Manuel e D. Nuno Manuel, que tiveram grande valimento na parte final do reinado de D. Afonso V e no tempo de D. João II.

Fonte: http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/duarte.html :)
 
D. Pedro IV Português/ Imperador Pedro I do Brasil




Segundo filho varão de D. João VI e de D. Carlota Joaquina, a morte de seu irmão primogénito, D. António, encaminhou-o para a herança da coroa de Portugal.

A sua infância decorreria em ambiente carregado, entre o instável ambiente familiar e os acontecimentos sociais e políticos, desde os ecos da Revolução Francesa, às ameaças napoleónicas, culminando pela fuga da corte para o Brasil perante as invasões francesas (1807). Contava então 9 anos de idade e a sua educação decorreu à rédea solta, sem estudos sistemáticos. Sofria de epilepsia, elemento de grande importância a considerar na compreensão da sua personalidade. Educado sem «luzes excessivas», os anos depressa lhe atribuem funções cada vez mais elevadas.

No Brasil casou com a arquiduquesa Leopoldina de Áustria, de quem teve dois filhos: D. Maria da Glória (1819) e D. Pedro (1825). A partir da revolução liberal portuguesa de 1820, os acontecimentos, quer no Brasil quer em Portugal, atropelam-se em ritmo acelerante para o feitio de D. João VI; por intimativas de Lisboa, nomeia regente do Brasil seu filho D. Pedro (devido à agitação popular no Rio, Pará e na Baía, de inspiração liberal) e volta a Portugal. Aqui, as Cortes Gerais, preocupadas com os acontecimentos brasileiros e a ascendência a reino da antiga colónia, pensam mandar o infante D. Pedro em viagem pela Europa. Mas antes que o regente do Brasil tomasse conhecimento, escreve ele a seu pai acerca das ideias de independência que alastravam no Brasil, e das quais D. Pedro viria a ser uma pedra fundamental: com efeito, a independência cobrir-se-ia com D. Pedro que, a dada altura, se teria convencido que em vez de movido, era o motor dos acontecimentos.

Em 7 de Setembro de 1822, o regente proclamava formalmente a independência brasileira, junto ao lpiranga (estado de São Paulo), sendo, mais tarde, proclamado imperador do Brasil. Quando em 1826, D. João VI morre imprevistamente, e se abre o problema da sucessão, o imperador brasileiro passa a ser uma das personagens fundamentais do drama nacional, que principiou a desenrolar-se e que termina em 1834 com a vitória dos liberais. D. Pedro foi proclamado rei de Portugal, conforme as determinações paternais. No decurso do seu breve e longínquo reinado, confirma D. Isabel Maria na regência, e outorga aos seus súbditos uma Carta Constitucional e abdica, condicionalmente, em sua filha D. Maria da Glória, com a condição do casamento desta com seu tio D. Miguel, ausente em Viena de Áustria, e que devia jurar a Carta. Após a doação da Carta os acontecimentos precipitaram-se: em Portugal, D. Miguel começa a governar como rei absoluto (1827), os liberais expatriados, presos ou a espernearem nas forcas; no Brasil, o choque, cada vez mais patente entre os sopros dos ventos liberais, e o autoritarismo do imperador, arrasta-o à gradual perda de prestígio e à dramática abdicação em seu filho D. Pedro II (7-4-1831).

Tendo abdicado duas coroas, o ex-imperador do Brasil e ex-rei de Portugal, reduzido ao título de duque de Bragança, abandona o Brasil e dirige-se para a Europa com a filha D. Maria II, rainha de nome, por cujo trono se batiam os liberais portugueses espalhados pela Europa, ou reunidos na ilha Terceira. O duque de Bragança decide empenhar-se pessoalmente na solução do pleito e a 3 de Março de 1832 assume a regência e nomeia um ministério do qual faz parte Mouzinho da Silveira. Data de então a fase decisiva da luta entre liberais e absolutistas, caracterizada, fundamentalmente, pela revolucionária legislação de Mouzinho e pelo entusiasmo e abnegação de D. Pedro, na preparação da expedição militar que, dos Açores, chegará às costas portuguesas (no Norte, próximo de Mindelo), para sentar no trono a jovem soberana e impor a Carta. E nos longos meses do cerco do Porto que o regente, não obstante os defeitos de carácter e de educação, dá a plena medida da pertinácia e dedicação pela causa que encabeçava. A convenção de Évora Monte põe fim a esta cruel guerra civil, e exila o rei absoluto. Pouco mais viveria D. Pedro: só o tempo suficiente para ver as Cortes reunidas de acordo com a carta, tendo falecido 4 dias após o começo do reinado de D. Maria II; apenas com 36 anos. Apaixonado, incoerente e corajoso, o nome e a actuação de D. Pedro são indissociáveis da experiência liberal portuguesa, que assinala o início do Portugal contemporâneo: mal ou bem, melhor ou pior, o possível Portugal contemporâneo e europeu principiou aí.



Ficha genealógica:

D. Pedro IV nasceu no Palácio de Queluz a 12 de Outubro de 1798, recebendo o nome de Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Serafim de Bragança e Bourbon, tendo falecido no mesmo palácio, a 24 de Setembro de 1834, foi sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora, sendo transladado para o Brasil em 1972.

Foi o 1.º imperador do Brasil, de 1822 a 1831, abdicando do trono para vir à Europa defender os direitos de sua filha D. Maria da Glória ao trono português. Guardou então para si o título de duque de Bragança.

Casou em 1817 com D. Maria Leopoldina Josefa Carolina, que nasceu a 22 de Janeiro de 1797, e faleceu no Rio de Janeiro, a 11 de Dezembro de 1826, filha de Francisco I e de D. Maria Teresa, últimos imperadores do Sacro Império Romano Germânico , e primeiros da Áustria.
 
D.Joäo IV



Filho de D. Teodósio, duque de Bragança e de D. Ana Velasco, casou em 1633 com D. Luísa de Gusmão, espanhola da casa de Medina Sidónia.
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Já em 1638, os conjurados da Revolução de 1640 tinham procurado obter a aceitação de D. João para uma revolta contra Espanha. Mas as hesitações, ou cautelas, do duque fizeram levantar a hipótese de se conseguir o regresso do infante D. Duarte, solução que falhou, tendo-se mesmo encarado a instauração de uma república, nos moldes da das Províncias Unidas.

A verdade é, que depois da sua aclamação como rei a 15 de Dezembro de 1640, todas as hesitações desapareceram e D. João IV fez frente às dificuldades com um vigor que muito contribuiu para a efectiva restauração da independência de Portugal. Da actividade global do seu reinado, deveremos destacar o esforço efectuado na reorganização do aparelho militar - reparação das fortalezas das linhas defensivas fronteiriças, fortalecimento das guarnições, defesa do Alentejo e Beira e obtenção de material e reforços no estrangeiro; a intensa e inteligente actividade diplomática junto das cortes da Europa, no sentido de obter apoio militar e financeiro, negociar tratados de paz ou de tréguas e conseguir o reconhecimento da Restauração; a acção desenvolvida para a reconquista do império ultramarino, no Brasil e em Africa; a alta visão na escolha dos colaboradores; enfim, o trabalho feito no campo administrativo e legislativo, procurando impor a presença da dinastia nova.

Quando morreu, o reino não estava ainda em segurança absoluta, mas D. João IV tinha-lhe construído umas bases suficientemente sólidas para vencer a crise. Sucedeu-lhe D. Afonso VI, seu segundo filho.



Ficha genealógica:

D. João IV nasceu em Vila Viçosa, a 19 de Março de 1604 e morreu em Lisboa, a 6 de Dezembro de 1656, tendo sido sepultado no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Era filho de D. Teodósio II, 7 ° duque de Bragança, e de sua mulher, D. Ana de Velasco. Do seu casamento, celebrado em 12 de Janeiro de 1633, com D. Luísa Francisca de Gusmão, que nasceu em San Lucar de Barrameda, a 13 de Outubro de 1613, e morreu em Lisboa a 27 de Outubro de 1666, filha do 8 ° duque de Medina-Sidónia, D. Juan Manuel Pérez de Guzman, e da duquesa D. Joana de Sandoval, nasceram:

1. D. Teodósio, que nasceu em Vila Viçosa a 8 de Fevereiro de 1634 e morreu em Lisboa, a 13 de Maio de 1653. Foi 9 ° duque de Bragança e príncipe do Brasil, em 1645;

2. D. Ana, que nasceu em Vila Viçosa, a 21 de Janeiro de 1635 e morreu no mesmo dia; estando enterrada no Convento das Chagas daquela vila;

3. D. Joana, que nasceu em Vila Viçosa a 18 de Setembro de 1635 e morreu em Lisboa, a 17 de Novembro de 1653; sepultada no Mosteiro dos Jerónimos e mais tarde trasladada para o Mosteiro de S. Vicente de Fora;

4. D. Catarina, que nasceu em Vila Viçosa, a 25 de Novembro de 1638 e morreu em Lisboa, a 31 de Dezembro de 1705. Foi sepultada no Mosteiro dos Jerónimos e mais tarde trasladada para o Mosteiro de S. Vicente de Fora. Foi rainha de Inglaterra pelo seu casamento, em 1661, com o Carlos II, rei de Inglaterra, que morreu em 16 de Fevereiro de 1685;

5. D. Manuel, que nasceu em Vila Viçosa, a 6 de Setembro de 1640 e faleceu no mesmo dia, tendo sido sepultado no Convento de S. Francisco daquela vila;

6. D. Afonso VI, que herdou a coroa;

7. D. Pedro II, que sucedeu ao precedente;

Teve D. João IV uma filha ilegítima, de mãe desconhecida:

8. D. Maria, que nasceu em Lisboa, a 30 de Abril de 1644, e morreu em Carnide, a 7 de Fevereiro de 1693, no Convento de S. João dos Carmelitas Descalços. Foi reconhecida pelo progenitor, o qual lhe fez mercê das vilas de Torres Vedras e Colares e dos lugares de Azinhaga e Cartaxo, tendo-se dado à vida religiosa.

:)
 
Não tendo espaço próprio para a noticia em si, penso que este tópico serve os interesses da figura citada na mesma.[;)] [:cool:]

Militares
25-07-2008 23:39
Santo Condestável a patrono
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O Santo Condestável poderá ser proposto patrono dos militares católicos portugueses.

A intenção foi expressa à Renascença por D.Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas, que considera o beato Nuno Álvares Pereira um modelo de virtudes e um militar exemplar.


“Sempre o vi do ponto de vista histórico como um patriota, não é um situacionista, ele defendeu pessoas e defendeu-as do ponto de vista militar, com critérios éticos”, afirma D. Januário Torgal Ferreira.

“Ele foi um exemplo de dignidade, de honra, luta contra a tortura, contra a violência. Quem conhecer um pouco da biografia de Nuno Álvares Pereira, conclui que ele foi um defensor dos direitos humanos”, sublinha o Bispo das Forças Armadas.

O Papa Bento XVI deverá canonizar o beato Nuno Álvares Pereira já no próximo ano, em Roma, e propor o Santo Contestável para patrono dos militares católicos portugueses.

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=47&ContentId=254963

apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:)
 
São Nuno
O novo Santo português
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Bento XVI canonizou Nun'Álvares Pereira, classificando-o como exemplo para a sociedade moderna. Conheça um mito da História de Portugal. VEJA OS VÍDEOS

Ao longo da última semana, a Renascença trouxe-lhe a vida e a importância de D.Nun'Álvares Pereira sob diversas perspectivas.

Conheça as várias facetas do Santo (o militar, o fundador da Casa de Bragança, a figura histórica e algumas curiosidades sobre o Santo).

A Renascença entrevistou também várias personalidades ligadas a D.Nun’Álvares, como o Cardeal Saraiva Martins ou D.António Vitalino Dantas.

Fique também a saber qual a sua influência no estrangeiro (em Inglaterra, por exemplo, é patrono de um batalhão de fuzileiros), quais os santos e beatos que merecem maior devoção dos portugueses ou quais os nomes que se podem seguir na lista de beatificações do Vaticano.

Os porquês?

Nuno de Santa Maria (Nuno Álvares Pereira, 1360-1431) foi beatificado em 1918 por Bento XV e, nos últimos anos, a Ordem do Carmo (onde ingressou em 1422), em conjunto com o Patriarcado de Lisboa, decidiram retomar a defesa da causa da canonização. A sua memória litúrgica celebra-se, actualmente, a 6 de Novembro.

O processo de canonização foi reaberto a 13 de Julho de 2004, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, em sessão solene presidida por D. José Policarpo.

Uma cura milagrosa reconhecida pelo Vaticano foi relatada por Guilhermina de Jesus, uma sexagenária natural de Vila Franca de Xira, que sofreu lesões no olho esquerdo, por ter sido atingida com salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe.

O cardeal Saraiva Martins, Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos, conduziu no Vaticano o processo de canonização.

Segundo D. José Saraiva Martins, a idosa sofria de "uma úlcera na córnea, uma coisa gravíssima. E os médicos, realmente, chegaram à conclusão que aquilo [a cura] não tinha explicação científica", frisou, em declarações recentes à Lusa, explicando que o processo de canonização de D. Nuno Álvares Pereira chegou ao fim "em três meses", entre Abril e Julho de 2008.

Em Abril, "o milagre atribuído à intervenção do beato Nuno foi examinado pelos médicos [do Vaticano]" e, em Maio, pelos teólogos, "no sentido de saber se tinha sido efeito da oração feita pela doente, pedindo-lhe a sua cura".

Os cardeais da Congregação das Causas dos Santos viriam a aprovar as conclusões, "tanto dos médicos como dos teólogos, e, em Julho, a documentação resultante foi presente ao Papa Bento XVI por D. José Saraiva Martins.

Pedro Caeiro

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&ContentId=284186
 
Assim começou a nossa história, ainda antes de D. Afonso Henriques. A biografia é algo longa, mas vale a pena ser lida, pois desconhecia eu e muitos dos seus outros feitos que não a conquista de terras aos mouros e doação de terras pelos seus feitos. Já naquela altura éramos considerados "bastardos" ou postos de lado. Triste fado português! [8b] :sh)



Henrique (D.). [FONT=arial,helvetica,sans-serif][SIZE=-1] [/SIZE][/FONT]
[FONT=arial,helvetica,sans-serif][SIZE=-1]n.[/SIZE][/FONT][FONT=arial,helvetica,sans-serif] 1057.
f. 1114.
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Conde de Borgonha, o Bom, fundador da monarquia portuguesa, por ter sido pai de D. Afonso Henriques, 1.ºrei de Portugal. Nasceu em Dijon em 1057, data que se considera mais provável e faleceu em Astorga em 1114. Era o 4.ºfilho do duque Henrique de Borgonha e de sua mulher, Sibila, neto de Roberto I, duque de Borgonha-Baixa, e bisneto de Roberto, rei de França.
Quando em 1086 as notícias da guerra contra os muçulmanos chamaram a alistar-se debaixo das bandeiras de D. Afonso VI, rei de Leão e de Castela, os príncipes dalém dos Pirinéus, o príncipe Henrique veio para Espanha na companhia de seu primo Raimundo de Borgonha, filho do conde Guilherme de Borgonha, irmão de sua mãe. Os dois príncipes granjearam grande reputação pelo seu valor nas guerras em que entraram e em prémio dos serviços prestados, D. Afonso VI casou sua filha D. Urraca com Raimundo, e D. Teresa ou Tareja, filha bastarda, com D. Henrique.
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Em 1093 D. Afonso atravessou o rio Mondego, tomou Santarém, Lisboa e Sintra, dilatando assim o domínio cristão até ao rio Tejo. Como o ocidente da península hispânica formava um domínio já bastante extenso para que os seus chefes pudessem lembrar-se em se tornarem independentes, pensou em delegar o seu poder para esses lados num homem de confiança. Fez pois de Raimundo conde soberano de Galiza, e de Henrique governador do
condado de Portucale, sob a suserania de Raimundo. O território entre o Minho e o Tejo compreendia então três territórios o condado de Portucale, que ia do Minho ao Douro; o de Coimbra, do Douro ao Mondego; e o novamente conquistado aos sarracenos, do Mondego ao Tejo, de que D. Afonso fizera governador Soeiro Mendes, com a sede do governo em Santarém. Este território foi retomado pelos moiros logo em 1095 e parece que este desastre contribuiu para que D. Afonso VI libertasse o conde D. Henrique da suserania de seu primo Raimundo, porque em 1097 já governava independentemente o seu condado e em 1101 encontrava-se na corte do rei de Leão e de Castela. Estavam, portanto, sossegadas as fronteiras de Portugal, e os muçulmanos, concentrando todos os seus esforços no oriente da península e nas fronteiras de Castela, contentavam-se no ocidente só com a posse de Lisboa e de Sintra, que por esse lado limitavam o seu império já tão disseminado. Vendo a Espanha quase tranquila, procurou o conde D. Henrique outro campo em que pudesse empregar a sua irrequieta actividade. Seduziu-o, como a tantos outros príncipes, o movimento das cruzadas. Entre os anos de 1102 e 1104 continuas expedições demandavam a Terra Santa, e D. Henrique, nos primeiros meses de 1103 partiu para o Oriente, de onde voltou em 1105, sem que a historia faça menção dos feitos que praticou, o que se explica por ele ter partido mais como simples voluntário, do que como chefe dalgum poderoso contingente. Desde essa época envolveu-se nas intrigas que tinham por fim ampliar o território que dominava. e conseguir tornar-se independente. Continuando a guerrear os moiros, conquistou-lhe mais terras, vencendo o régulo Hecha e o poderoso rei de Marrocos Hali Aben Joseph. Excelente guerreiro, sábio e prudente administrador, aumentou consideravelmente as terras do seu condado, merecendo o cognome de Bom, que a historia lhe deu. D. Afonso VI não tinha filho varão legítimo, por conseguinte Raimundo, marido de D. Urraca, esperava receber a herança, mas o monarca mostrava-se tão afeiçoado a seu filho natural D. Sancho que se receava que lhe deixasse a coroa em testamento. Prevendo este caso, e dispondo-se a anular o testamento pela força, pediu a aliança de seu primo e fez com ele um pacto em 1107, pelo qual o conde D. Henrique se comprometia a auxiliá-lo nas suas pretensões à, coroa, recebendo em troca ou o distrito de Galiza ou o de Toledo, e a terça parte do tesouro. Raimundo, porém, morreu em Outubro desse mesmo ano, D. Sancho pouco tempo depois e D. Afonso em 1109, ficando D. Urraca legitima herdeira. Diz-se que D. Henrique, vendo o sogro já moribundo, procurou persuadi-lo a que lhe legasse o ceptro, porque não convinha que passasse para as mãos de D. Urraca, apesar da legitimidade da herança ou para as de D. Afonso, filho do conde Raimundo, criança de três anos. Nada conseguiu, mas os barões castelhanos obrigaram D. Urraca a um segundo casamento, com D. Afonso, rei de Aragão e Navarra, casamento que o papa anulou alegando serem os noivos parentes em grau proibitivo. D. Afonso não se importou com a deliberação do papa, porém D. Urraca, que casara contra vontade, tomou o partido contrário ao do marido, que pretendia despojá-la dos seus estados. Estabeleceu-se a guerra civil e D. Henrique tomou a defesa da cunhada. Indo depois a Astorga, ali adoeceu e morreu. O seu corpo foi trasladado para Braga, e sepultado numa capela da sé. Em 1512 o arcebispo. D. Diogo de Sousa o transportou para a capela-mor da mesma igreja, onde se tem conservado. Por morte de seu marido, ficou D. Teresa governando o condado de Portucale na menoridade de seu filho D. Afonso Henriques, que apenas contava três anos de idade.
 
José Félix Henriques Nogueira, republicano. Uma das figuras mais influentes do republicanismo, municipalismo e federalismo em Portugal
José Félix Henriques Nogueira - Wikipédia, a enciclopédia livre

Afonso Costa. Nasceu lá na terra (Seia). Republicano
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Santos, António de Almeida. Este nasceu na minha terra. Cabeça, concelho de Seia.
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E sem esquecer as mulheres.
Carolina Beatriz Ângelo. Aprimeira mulhera votar em Portugal graças a um vazio na Constituíção de 1911
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E a primeira mulher a ser doutorada numa universidade portuguesa. Universidade de Coimbra
Carolina Michaelis de Vasconcelos
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MICHAEL COLLINS

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Michael John ("Mick") Collins (em irlandês: Mícheál Seán Ó Coileáin, Cloich na Coillte, 16 de Outubro de 1890 — Béal na mBláth, 22 de Agosto de 1922) foi um líder revolucionário irlandês, que agiu como Ministro das Finanças da República Irlandesa, foi Director dos Serviços Secretos do Exército Republicano Irlandês (IRA) e membro da delegação irlandesa que negociou o Tratado anglo-irlandês, tendo sido também Presidente do Governo Provisório da Irlanda do Sul e Comandante-Chefe do Exército Nacional.

Foi assassinado no dia 22 de Agosto de 1922 durante a Guerra Civil Irlandesa. Michael Collins é venerado por muitos dos partidos políticos irlandeses, mas são os membros e partidários do Fine Gael os que mantêm um particular respeito pela sua memória.


Michael John ("Mick") Collins nasceu em Sam's Cross, perto de Clonakilty, no Condado de Cork, em 1890. Várias biografias indicam a sua data de nascimento como 16 de Outubro de 1890 mas no seu epitáfio está assinalada como data do seu nascimento o dia 12 de Outubro de 1890.

A sua família teve certos títulos nobres ("Senhores de Uí Chonaill"), perto de Limerick, mas como outros muitos irlandeses, foram desapossados deles e relegados ao status de simples camponeses. Contudo, a sua granja os enriqueceu e viveram mais comodamente do que a maioria dos granjeiros irlandeses de finais do século XIX. Durante esse relativo bem-estar, nasceu Michael Collins. A irmá máis velha de Michael (conhecida como Irmá Maria Celestina) era enfermeira e trabalhou como mestra de escola em Londres.

O pai de Michael, que também se chamava Michael, chegou a ser membro da Irmandade Republicana Irlandesa quando era jovem, mas o deixou pelas suas obrigações na granja. O velho Michael Collins tinha sesenta anos quando se casou com Marianne O'Brien, quem na altura tinha 23. O casal teve oito filhos, incluído “Mick” Collins. O já idoso pai morreu quando Michael era apenas um menino de seis anos.

Desde criança, Michael Collins mostrou ser um menino brilhante e precoce, com um forte temperamento e apaixonado nacionalismo, estimulado pelo ferreiro local, James Santry, e mais tarde na Escola Nacional de Lisavaird, pelo reitor Denis Lyons, um membro da Irmandade Republicana Irlandesa (uma organização da qual Collins no futuro seria líder). Collins era alto, desportista, algo que não ensombreceu seu desenvolvimento intelectual ou seus extraordinários instintos.

Depois de deixar a escola quando tinha quinze anos, Michael seguiu os passos de muitos irlandeses, especialmente da zona de Clonakilty e mudou-se a Londres onde trabalhou como carteiro desde o mês de Julho de 1906. Durante seus anos em Londra viveu com a sua irmá Johanna (“Hannie”).

Afiliou-se à associação local Atlética Gaélica e por meio desta, à Irmandade Republicana Irlandesa, uma organização secreta que defendia a independência de Irlanda. Sam Maguire, um protestante republicano de Dunmanway (Condado de Cork), introduziu o jovem Collins de dezenove anos no HRI, organização onde com a passagem do tempo desempenharia um papel fulcral.

Revolta da Páscoa

Michael Collins começou a ser conhecido durante a Revolta de Páscoa de 1916. Era um competente organizador e estava dotado duma inteligência superior, era muito respeitado no IRB. Tanto foi assim que foi nomeado Conselheiro financeiro do conde Plunkett, pai dum dos organizadores do levantamento de 1916, Joseph Plunkett.

No momento da insurreição, Collins combateu junto de Patrick Pearse e dos seus homens no Posto de Correios de Dublin. A insurreição foi um desastre militar. Apesar de que numerosos independentistas celebraram o "sacrifício de sangue" e pensavam que a insurreição teve o mérito de existir e criar mártires, Collins criticou o amadorismo e a falta de organização e por eleger objectivos como o Posto de Correios, um prédio impossível de defender e do que toda retirada era também impossível. Collins organiza uma guerra de guerrilhas nos que as tropas ultramóveis podiam atacar em qualquer parte, podendo-se retirar rapidamente com um mínimo de baixas mas com um máximo de eficácia.

Como muitos dos insurgentes, Collins foi arrestado e enviado ao campo de internamento de Frongosh no País de Gales. No momento da libertação dos insurgentes, ele converte-se num dos líderes do Sinn Féin, um pequeno partido nacionalista (culpado injustamente pelos ingleses da rebelião de Páscoa) o qual é infiltrado rapidamente pelos veteranos do levantamento de 1916. Desde outubro de 1917 Collins é membro da executiva do partido e director da Organização dos Voluntários Irlandeses, enquanto Éamon de Valera é o presidente dos dois movimentos.
 
peço aos moderadores que não me dêem nas orelhas por colocar aqui este post, posso ser acusado de estar a fazer publicidade, mas acho que se integra perfeitamente no tópico. é que o círculo de leitores está precisamente a apresentar uma série de 6 livros intitulada "homens que mudaram o mundo". pode ser interessante para quem gosta de biografias. além disso tem uma grande oferta- "quem é quem- portugueses célebres".

Circulo de Leitores

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