PME Investe III

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O governo anunciou o programa PME Investe III com grande pompa, como se fosse um programa que ajuda-se as pequenas e micro empresas com os tais 400 milhões de euros disponíveis.

Tiro informações do site do governo http://www.governo.gov.pt/NR/rdonlyres/5CB769F6-1F01-4B7E-9B78-2F1E813F16E0/0/PME_Invest_III.pdf e vejo que preencho os requerimentos de micro empresa.

Dirijo-me ao banco para ver o que tenho de fazer para candidatar a minha micro empresa, eis que o gestor no BCP me diz que isto é só para empresas com o mínimo de 2 anos de existência, confirmo com outro banco (SANTANDER) e é a mesma resposta...
Ora aqui está uma bela maneira de fazer publicidade enganosa.
Então parece que temos empresas podem estar em dificuldades e outras não, ou seja o mercado não é o mesmo para todas. Aquelas que existem à mais tempo podem ter acesso aos fundos e as que existem à pouco tempo se fecharem as portas é porque a crise não é com elas.
Que m.... de país...

Condições exigíveis pelo estado para acesso ao programa:

"Micro e pequenas empresas com sede em Portugal, e que não tenham
incidentes não justificados ou incumprimento junto da Banca, e que não
estejam em classe de rejeição de risco de crédito, e tenham a situação
regularizada junto da Administração Fiscal e da Segurança Social "
 
Esse tipo de incentivo é tudo mas tudo absolutamente treta, é tapar o Sol com a peneira, é dar a imagem de que são bons e que ajudam.

Lembram-se do Qren?? Pois sim, há muitas empresas que investiram dinheiro nesses fundos e que ainda estão à espera, algumas estão com a corda na garganta pois forma muitos € investidos e agora não têm retorno e provavelmente não há nem nunca houve € para emprestar.

O mesmo se passa com essas ajudas às PME´s, eu também concorri, gastei muito dinheiro e no final nada de nada, fiquei com o prejuízo e ninguém assumiu a irresponsabilidade do modo como as coisas foram feitas.

É tudo muito bonito, mas neste pais nada que seja publico funciona.

Abraços

P.S. com 2 anos de activo consegues um bom empréstimo na banca, basta teres um balancete algo equilibrado, não precisas de ter tempo com essas porcarias.
 
Desculpem mas isso tem uma certa lógica pois caso contrário haveria risco acrescido de fraude. Agora com a empresa na hora bastaria dirigir-me a um balcão, criar uma empresa sem capitais e depois ir pedir dinheiro ao Estado para financiar a minha actividade. Ao restringir-se a empresas com um mínimo de dois anos de existência asseguramos que apenas projectos com alguma sustentabilidade serão financiados.

Para as iniciativas inovadoras de alto risco (business start-ups) existe um outro meio de financiamento que é o capital de alto risco. Existem muitos fundos de investimento a financiar essas actividades. Igualmente a Segurança Social pode apoiar algumas actividades.
 
Esse tipo de incentivo é tudo mas tudo absolutamente treta, é tapar o Sol com a peneira, é dar a imagem de que são bons e que ajudam.

Eu sei que até fica bem cascar sempre nos políticos e em tudo o que venha dessa gente, mas também não me parece que se deva fazer sempre tábua rasa das políticas públicas, e classificá-las a todas de inúteis.

Estas linhas PME Investe/QREN não são perfeitas e não estão isentas de falhas, mas o facto é que já permitiram a centenas de PME terem acesso a financiamentos para investimento e reforço de capitais permanentes, em condições que de outro modo nunca teriam. E quando digo "ter acesso", quero dizer que já receberam o dinheiro efectivamente creditado na suas contas.
É necessário, contudo, ter em atenção alguns pontos prévios, para evitar mal-entendidos e afirmações como a que fizeste.
1º Os fundos a emprestar às PME´s não são do Estado, mas sim dos Bancos. O que o Estado (IAPMEI) faz é bonificar as taxas de juro, ou seja, a PME vai pagar apenas Euribor-0,5% (para o caso das micro e pequenas empresas), em vez de pagar Euribor+3% ou 4%, caso fizesse a operação em negociação directa com o seu Banco.
2º Como se trata de dinheiro dos Bancos, é óbvio que estes fazem uma selecção rigorosa das PMEs às quais estão dispostos a emprestar. Nem outra coisa faria sentido, até porque estatisticamente verifica-se que financiar empresas de mau risco nunca dá um retorno para a Economia tão bom quanto financiar empresas de bom risco. Em suma, estes programas não são nenhum bodo aos pobres.
3º Estas linhas pretendem ser um mecanismo de, com um controlo e burocracia mínimas, injectar dinheiro na Economia, e têm-no conseguido de facto. Só para dar uma ideia, o PME Investe I permitiu que muitas empresas vissem a côr do dinheiro em menos de 60 dias após a candidatura, o que é excelente. E isto tudo sem dossiers de investimento, sem empresas de consultoria à mistura, nem nada.

A única falha que vejo nestes programas nem sequer tem nada que ver com a regulamentação propriamente dita, mas sim com a falta de seriedade de alguns bancos: É que as linhas PME Investe proíbem expressamente os Bancos de exigirem dos Clientes a substituição de operações de crédito antigas por operações ao abrigo do PME Investe, mas há alguns que o estão a fazer. Mas se isso acontecer as empresas devem denunciar as situações.
 
Como sempre continuamos no reino da palhaçada. E o que é giro é que até tomamos a coisa como importante, e como uma boa medida, etc. O burro come a palha toda, depende é como se dá.

Linha PME Investe - Não passa de um grande favor feito pelo governo aos bancos. Ainda não consegui descobrir qual é o Spread que o governo paga mas gostava de saber. Simultaneamente é feita uma campnha de marketing massiva, quase que nos convençemos que é brilhante. Num empréstimo de 100.000 euros há um benefício de cerca de 2000 ou 3.000 euros por ano. Não me parece que seja por aí. Há, e o risco é assegurado pela SGM's, ou seja Lisgarante e Norgarante.

Projectos "normais" do QREN. São fantásticos, porque asseguram que as empresas com situação financeira equilibrada façam uns investimentos que fariam quer houvesse subsídio quer não. Consegue-se assim legalmente transferir umas massas do Estado (e UE) para uns empresários brilhantes e brilhantemente contribuidores para o financiamento dos partidos. Há, quase que me esquecia, as empresas que efectivamente necessitam de auxílio e comprojectos válidos, não têm normalmente a situação finaceira equilibrada, por isso...

Relativamente às SCR, que normalmente são detidas pelos bancos, servem fundamentalmente para conceder crédito que os bancos não querem ver inscrito no seu balanço. Infelizmente ainda não um único caso de sucesso que envolva SCR, mas de certeza que os deve haver.
 
Como sempre continuamos no reino da palhaçada. E o que é giro é que até tomamos a coisa como importante, e como uma boa medida, etc. O burro come a palha toda, depende é como se dá.

Linha PME Investe - Não passa de um grande favor feito pelo governo aos bancos. Ainda não consegui descobrir qual é o Spread que o governo paga mas gostava de saber. Simultaneamente é feita uma campnha de marketing massiva, quase que nos convençemos que é brilhante.

Ora bem, spreads...
1) PME Investe I e PME Investe II
.Para a PME: -1,25% no caso da PME Inv.I e -0,5% no caso da linha PME Inv. II (spreads negativos)
.Para o Banco (é variável de acordo com o escalão de risco da PME - A,B ou C - risco crescente)
Se a PME é PME Líder: +1,25%
A: +1,375%
B: +1,5%
C: 1,875%

2) PME Investe III
2.a) linha para micro e pequenas empresas
. Para a Micro/pequena: -0,25%
. Para o Banco: 2,188%
2.b) Outras linhas (exportadoras, automóvel, turismo)
. Para a PME exportadora e ramo automóvel: +1%
. Para a PME ramo turismo: +1,5%
. Para o Banco: 2,115%; 2,125%; 2,25%; 2,625% (Líder, A, B, C)

É óbvio que ninguém dá nada a ninguém e que os bancos, que são os donos do dinheiro, iam exigir um pagamento pela sua intervenção, como é óbvio. Mas o que é verdadeiramente importante reter aqui é a vantagem para a PME.
Da maneira que as coisas actualmente andam, uma PME para conseguir um financiamento similar num banco teria que pagar spreads de pelo menos 2,5%, além da Comissão da garantia da Sociedade de Garantia Mútua, que deve rondar 1% sobre o montante da dita garantia (50% do financiamento, geralmente).

Ah, e o risco é assegurado pela SGM's, ou seja Lisgarante e Norgarante.

As SGMs (Lisgarante, Norgarante e Garval) nunca cobrem 100% do risco. Nestas linhas PME Investe a cobertura é de 50%. E não julguem que as SGM dão garantias à toa. São tão ou mais exigentes e rigorosas com as PME quanto os Bancos.

Num empréstimo de 100.000 euros há um benefício de cerca de 2000 ou 3.000 euros por ano. Não me parece que seja por aí.

Pensa antes em termos relativos. Se num financiamento que teria custos financeiros directos de 6%, só pagas 3%, então fizeste uma poupança de 50%. A mim parece-me muito significativo. Aliás, a mim e a toda a gente, tendo em conta que as empresas passam a vida a tentar cortar décimas de ponto percentual aos seus créditos. Grão a grão...

Projectos "normais" do QREN. São fantásticos, porque asseguram que as empresas com situação financeira equilibrada façam uns investimentos que fariam quer houvesse subsídio quer não. Consegue-se assim legalmente transferir umas massas do Estado (e UE) para uns empresários brilhantes e brilhantemente contribuidores para o financiamento dos partidos. Há, quase que me esquecia, as empresas que efectivamente necessitam de auxílio e comprojectos válidos, não têm normalmente a situação finaceira equilibrada, por isso...

Desculpa, mas é intelectualmente desonesto assumir que o valor dos subsídios do IAPMEI seja utilizado em benesses para os partidos ou outro tipo de maroscas. Porque não hão-de ser usados no investimento e no aumento do potencial de crescimento da empresa?! Porque razão se há-de estar sempre a tomar a parte pelo todo! Há muitas empresas e empresários sérios por este país fora, que estão mais interessados em fazer crescer os seus negócios do que em meter dinheiro ao bolso! Já cansa esta tendência judaico-cristã de diabolizar o patrão!

Relativamente às SCR, que normalmente são detidas pelos bancos, servem fundamentalmente para conceder crédito que os bancos não querem ver inscrito no seu balanço. Infelizmente ainda não um único caso de sucesso que envolva SCR, mas de certeza que os deve haver.

Há vários casos de sucesso, mas de facto é verdade que o capital de risco está muito pouco desenvolvido em Portugal. Geralmente é utilizado para socorrer empresas em dificuldades, quando deveria ser usado para apoiar projectos inovadores.
 
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Desculpa, mas é intelectualmente desonesto assumir que o valor dos subsídios do IAPMEI seja utilizado em benesses para os partidos ou outro tipo de maroscas. Porque não hão-de ser usados no investimento e no aumento do potencial de crescimento da empresa?! Porque razão se há-de estar sempre a tomar a parte pelo todo! Há muitas empresas e empresários sérios por este país fora, que estão mais interessados em fazer crescer os seus negócios do que em meter dinheiro ao bolso! Já cansa esta tendência judaico-cristã de diabolizar o patrão!
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Não se trata de diabolizar o patrão, trata-se de racionalizar os recursos.

O que eu tenho visto é que os beneficiários de subsídios, investiam com QREN ou sem QREN. Então porque é que se está a apoiar?
Existem muitas entidades com projectos válidos mas que lhe faltam os recursos necessários, estes não são apoiáveis porque não têm estrutura financeira adequada, têm dívidas em mora, etc., etc.. Também não estou a dizer que estas é que deviam ser apoiadas porque o risco de fraude é muito elevado. O que estou a dizer é esta figura de "subsídios" tem um efeito prático muito reduzido comparativamente aos recursos empregues, quer pelos montantes disponibilizados (reembolsáveis e não reembolsáveis) quer nas despesas de funcionamento das entidades gestoras.

Acho que seria muito mais eficiente o estado proporcionar condições reais de competitividade para as empresas. Não é preciso dizer o tempo que demora o licenciamento industrial, o tempo que demora a cobrança de uma dívida pela via judicial, o tempo que demora o Estado e entidades a ele pretencentes a pagarem, o problema que é despedir um trabalhador. Já para não falar de alguns sectores que funcionam em conluio em que a banca e os combustíveis são apenas dois exemplos.
 
Dirijo-me ao banco para ver o que tenho de fazer para candidatar a minha micro empresa, eis que o gestor no BCP me diz que isto é só para empresas com o mínimo de 2 anos de existência, confirmo com outro banco (SANTANDER) e é a mesma resposta...
Ora aqui está uma bela maneira de fazer publicidade enganosa.
Então parece que temos empresas podem estar em dificuldades e outras não, ou seja o mercado não é o mesmo para todas. Aquelas que existem à mais tempo podem ter acesso aos fundos e as que existem à pouco tempo se fecharem as portas é porque a crise não é com elas.
Que m.... de país...

Condições exigíveis pelo estado para acesso ao programa:

"Micro e pequenas empresas com sede em Portugal, e que não tenham
incidentes não justificados ou incumprimento junto da Banca, e que não
estejam em classe de rejeição de risco de crédito, e tenham a situação
regularizada junto da Administração Fiscal e da Segurança Social "

Então vou explicar-te porque é que não tens acesso - uma razão simples, que qualquer um dos teus bancos deveria ter explicado de imediato.

As linhas de financiamento PME Investe/QREN têm obrigatoriamente associada uma garantia mútua prestada pelas Sociedades de Garantia Mútua.

Este é um sistema mutualista em que o financiado se associa à Soc. Garantia Mútua (SGM) comprando acções dessa sociedade (1% do valor do financiamento) e contrata uma garantia bancária pelo valor de 50% do capital financiado pelo banco, para a qual paga ainda uma comissão anual sobre o valor garantido.
Esta garantia é prestada pela SGM a favor do Banco e serve para que este seja de imediato ressarcido de 50% do empréstimo em caso de incumprimento ou falència do cliente.
Desta forma, reduz o risco do banco, permitindo fazer menos provisoes e ter menores custos de capital.

A SGM funciona como uma espécie de cooperativa, em que o capital da sociedade responde pelas garantias prestadas aos seus accionistas.
É um sistema relativamente recente em Portugal e está a ser fortemente impulsionado pela UE, que financia as suas comissões através do QREN.

A questão, é que o sistema "clássico" de Garantia Mútua só serve empresas com pelo menos 2 exercícios contabilísticos fechados.
Ou seja, não serve empresas com menos de 2 anos de actividade.

Para essas, existe uma linha específica para start-ups, com capital limitado a 25.000€, salvo erro.
Só que esta linha não foi incluída no PME Investe.

É simples como água. [;)]
 
Então vou explicar-te porque é que não tens acesso - uma razão simples, que qualquer um dos teus bancos deveria ter explicado de imediato.

As linhas de financiamento PME Investe/QREN têm obrigatoriamente associada uma garantia mútua prestada pelas Sociedades de Garantia Mútua.

Este é um sistema mutualista em que o financiado se associa à Soc. Garantia Mútua (SGM) comprando acções dessa sociedade (1% do valor do financiamento) e contrata uma garantia bancária pelo valor de 50% do capital financiado pelo banco, para a qual paga ainda uma comissão anual sobre o valor garantido.
Esta garantia é prestada pela SGM a favor do Banco e serve para que este seja de imediato ressarcido de 50% do empréstimo em caso de incumprimento ou falència do cliente.
Desta forma, reduz o risco do banco, permitindo fazer menos provisoes e ter menores custos de capital.

A SGM funciona como uma espécie de cooperativa, em que o capital da sociedade responde pelas garantias prestadas aos seus accionistas.
É um sistema relativamente recente em Portugal e está a ser fortemente impulsionado pela UE, que financia as suas comissões através do QREN.

A questão, é que o sistema "clássico" de Garantia Mútua só serve empresas com pelo menos 2 exercícios contabilísticos fechados.
Ou seja, não serve empresas com menos de 2 anos de actividade.

Para essas, existe uma linha específica para start-ups, com capital limitado a 25.000€, salvo erro.
Só que esta linha não foi incluída no PME Investe.

É simples como água. [;)]

Boa caracterização dos principios de funcionamento do sistema de garantia mútua! Permite-me só introduzir 2 pequenas correcções: a pecentagem de capital mutuado a subscrever pela PME é de 2% do valor da garantia e não 1%; as SGM dão garantias até 75% e não necessariamente 50%.

Já quanto à impossibilidade de acesso das Start-Ups ao PME Investe III, discordo da tua explicação. Não há nenhuma limitação legal ou estatutária que impeça as SGM de conceder garantias a empresas com menos de 2 exercícios fechados. Prova disso foi a linha PME Investe I, de Julho passado, que exigia apenas um exercício fechado. Nota que nem era preciso ter um ano inteiro de actividade. Bastava por exemplo a empresa ter sido criada em Dez/2007 e ter apresentado contas desse exercício para se poder candidatar.
Por outro lado, as linhas PME Investe não exigem impreterivelmente a contratação de Garantia Mútua. Se o Banco decidir avançar sem pedir garantia SGM é livre de o fazer. Mas como é óbvio, nenhum o faz (seria estupidez completa, tendo em conta que o Estado paga as comissões das Garantias).
 
Permite-me só introduzir 2 pequenas correcções: a pecentagem de capital mutuado a subscrever pela PME é de 2% do valor da garantia e não 1%; as SGM dão garantias até 75% e não necessariamente 50%.

Estava a especificar o caso das linhas PME Investe.
Simplifiquei a percentagem de acções necessária para 1% do financiamento, já que a garantia é de 50%.
Logo, 2%x50% = 1% [;)]

Já quanto à impossibilidade de acesso das Start-Ups ao PME Investe III, discordo da tua explicação. Não há nenhuma limitação legal ou estatutária que impeça as SGM de conceder garantias a empresas com menos de 2 exercícios fechados. Prova disso foi a linha PME Investe I, de Julho passado, que exigia apenas um exercício fechado. Nota que nem era preciso ter um ano inteiro de actividade. Bastava por exemplo a empresa ter sido criada em Dez/2007 e ter apresentado contas desse exercício para se poder candidatar.

As SGMs podem enquadrar as empresas com menos de 2 exercícios fechados numa linha específica criada em 2006/07 destinada a startups - recordo-me que o montante da garantia tinha nestes casos um tecto mais baixo e o prazo máximo são 5 anos, ao contrário dos 10 estabelecidos.
O problema reside na adaptação dos montantes de financiamento aos limites da garantia proposta.

Apesar disto, sei que há uma resistência enorme por parte das SGMs em analisar casos de empresas sem histórico.
Daí que não tenha estranhado a recusa do financiamento no caso do Bond.

Por outro lado, as linhas PME Investe não exigem impreterivelmente a contratação de Garantia Mútua. Se o Banco decidir avançar sem pedir garantia SGM é livre de o fazer. Mas como é óbvio, nenhum o faz (seria estupidez completa, tendo em conta que o Estado paga as comissões das Garantias).

Tens toda a razão.
Mas neste momento os bancos não querem correr riscos e as garantias mútuas permitem poupar nos fundos destinados a provisões, o que neste momento de fraca liquidez dá muito jeito.
Por isso tornam obrigatória a adesão à garantia mútua. :)
 
Isto é tudo muito bonito mas quem acaba por pagar a factura é quem trabalha por conta de outrem.

A verdade é que à custa desta destes empréstimos milagrosos, um amigo meu que tem duas pequenas empresas (as quais nunca dão lucro!!!!), vai receber cerca de 50.000€. Dinheiro esse que será para utilizar na aquisição de um belo BMW descapotável.
Eu gostava era de saber quem é que vai "pagar" esta bonificação, já que ele não é de certeza, tendo em conta que nunca paga impostos sobre os lucros da empresa (dado que nunca existem lucros...).

Escusado será dizer que o carrito é para exclusivo uso pessoal nada tendo a ver com as actividades exercidas.

Enfim, é o país que temos. Anda metade a trabalhar e outra metade a roubar... [8b]
 
Isto é tudo muito bonito mas quem acaba por pagar a factura é quem trabalha por conta de outrem.

A verdade é que à custa desta destes empréstimos milagrosos, um amigo meu que tem duas pequenas empresas (as quais nunca dão lucro!!!!), vai receber cerca de 50.000€. Dinheiro esse que será para utilizar na aquisição de um belo BMW descapotável.
Eu gostava era de saber quem é que vai "pagar" esta bonificação, já que ele não é de certeza, tendo em conta que nunca paga impostos sobre os lucros da empresa (dado que nunca existem lucros...).

Escusado será dizer que o carrito é para exclusivo uso pessoal nada tendo a ver com as actividades exercidas.

Enfim, é o país que temos. Anda metade a trabalhar e outra metade a roubar... [8b]

Quando o teu amigo:
. receber a carta da Autoridade de Gestão do QREN a pedir as contas anuais e a justificação da aplicação do dinheiro - sujeita a apreciação e condicionada à devolução imediata do dinheiro com penalização;
. precisar dos 50.000€ para pagar aos fornecedores porque o seu principal cliente faliu na enxurrada de 2009;
. o banco lhe cortar as linhas de financiamento corrente e precisar do dinheiro para fazer face ao buraco financeiro que lhe vai aparecer á frente;
compras-lhe o BMW recém-estreado por 25.000€ e ele ainda te beija os pés. [:D]

A bonificação de juros é suportada pelos fundos do QREN. E a UE já mandou avisar que não vai haver regabofe.
O pessoal é que não aprende. E nem sequer vislumbra a borrasca que aí vem.
 
Pme invest

Pme invest

E no caso de uma empresa nao conseguir pagar esse emprestimo, quais as consequencias?
Empresa em dificuldades ou mesmo falir
 
Boas !

Desenterro este tópico pois tenho alguma duvidas sobre PME invest .

O PME Invest é renegociavel, por ex quem já pagou metade do PME invest, pode renegociar / prolongar a metade restante ?

UPDATE :

Quem tem um PME Invest a decorrer (neste caso contratado em 2011) , com a duração de 5 anos, pode ter uma extensão de +1 ano?

Pelo menos foi o que depreeendi desta noticia:

http://economico.sapo.pt/noticias/pme-investe-alarga-prazo-por-mais-um-ano_159880.html
e aqui: http://www.infofranchising.pt/newsdetail.aspx?menuid=19&eid=1087

Obrigado
 
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