Polémica Pichardo - Évora

Pneucareca

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E parece que o Pichardo se fartou.

Nélson Évora voltou a falar de Pedro Pablo Pichardo, no podcast ’40 minutos’, da Rádio Observador, e o atleta do Benfica, aparentemente farto, respondeu de forma arrasadora através das redes sociais.


Recorde-se, primeiro, o que disse Nélson Évora sobre Pichardo. «Não temos um atleta júnior que salte 16 metros, que possamos dizer que saltará 17 metros em sénior ou que possa ganhar uma medalha. Fico contente que ele trazer uma medalha, mas isto espelha o quê? Interesse de quem? Quem é que lucrou com isso? Foi Portugal! Claro, é bom, no curto prazo. Foi um investimento feito no curto prazo. Foi comprado um atleta para poder ter resultados a curto prazo. É uma referência. É como é! Não tenho nada contra ele e nunca tive. Estive 11 anos em Portugal, não competi por Cabo Verde e Costa do Marfim, e até me sinto envergonhado quando dou de caras com as federações das minhas origens. Até baixo a cabeça. São as minhas raízes mas não quis porque vim para cá com seis anos. Não sei nada sobre Cabo Verde e a Costa do Marfim. Tinha duas pessoas em casa que me deram educação conforme os costumes cabo-verdianos. À parte disso, todos os meus amigos são portugueses. Quando me foi dado a escolher em juvenil, eu recusei. Disse que não me ia sentir bem a vestir a camisola de um país no qual não me sentia.»




Eis então a resposta de Pichardo:


«Quando dizes que fu comprado estás a faltar-me ao respeito, não sou uma prostituta nem sou como tu que saíste a mal do clube porque te ofereceram mais. Não sei que problemas tens na cabeça ou se tens problemas com alguém que está no Benfica, mas não deves misturar as coisas e falar de mim (..) Saí de Cuba pelos problemas que toda a gente sabe, estava na Suécia e o Benfica fez-me uma proposta, como fizeram outros clubes de outros países. Cheguei a Portugal sem saber nada dos teus problemas, simplesmente focado na minha carreira. Até porque tu já eras campeão mas nunca me tinhas ganho, na tua carreira só me ganhaste duas vezes e a tua melhor marca, 17.74, eu salto mais do que isso de leggings compridas e de chapéu. Nunca foste a minha referência como atleta nem como pessoa. (…) Passar 11 anos para teres o documento português não te faz mais português do que ninguém, nenhum de nós nasceu cá. Dizes que não tens nada contra mim (…) mas sempre que tens uma oportunidade falas do Pichardo. Sê homem e fala diretamente para a pessoa ou para o clube com o qual tens problemas e pára de falar de mim que já pareces uma menina quando gosta de um rapaz (és bonito mas não sou gay). Sempre fiquei no meu cantinho, mas chega de humildade e ficar calado. Podes ter a tua história e ser o Nélson Évora, mas eu também tenho a minha e sou o Pichardo. Quando fores vencedor da Liga Diamante, quando saltares 18 metros e tiveres os meus títulos em um ano, então falamos de campeões. Sou melhor do que tu, aceita. Tu sabes», pode ler-se.

https://www.abola.pt/nnh/2023-03-12...rdo-farta-se-e-responde-a-nelson-evora/979880
 
Ainda não percebi onde o Évora quer chegar. Nesta entrevista foi claramente longe demais. Foi um completo anormal, mesmo quando o jornalista o tentou "corrigir" insistiu na barbaridade.
Pelo que percebo ele tem problemas com o Slb e destila ódio no Pichardo por ser atleta deles (ou algo deste género).

É a naturalização que foi rápida? Então se ele não iria competir por Cuba, fez muito bem Portugal em o naturalizar se ele manifestou interesse. Houve cunhas? Não conheço o funcionamento dos processos (já se discutiu isso por cá) Se sim, ainda bem. Deve ser o único melhor do mundo que aceitou e teve interesse em ser português. Se amanhã vier outro grande atleta, cientista, economista, médico de relevo internacional que queira ser português e levar o nome de Portugal por esse mundo fora, seja ele bem vindo.

Muito paciente tem sido o Picharda no meio disto.
 
Já vos ocorreu que ele até pode estar mesmo a colocar o dedo na ferida, embora de forma um pouco deselegante? [;)]

Ele está claramente a colocar o dedo na ferida. Mas de uma forma ressabiada e apenas porque perdeu protagonismo.
Porque é que fala do Pichiardo e não fala de outro atleta, ou gestor, ou varredor de rua?

E nisto de "comprar" atletas nós somos uns meninos... É ver nestes últimos europeus...
 
E nisto de "comprar" atletas nós somos uns meninos... É ver nestes últimos europeus...

Infelizmente não é só no comprar...
​​​Estão a matar a galinha dos ovos de ouro (formação) com a falta de investimento e a sangria que o Sporting e Benfica fazem nos restantes clubes.

Polémicas à parte, isto passa ao lado do problema.

Eu sou a favor que atletas como o Pichardo venham para cá e lhes dêem condições para darem o melhor, mas no mínimo exijo que invistam também nas escolas de formação e nos clubes pequenos, para poderem treinar os atletas com o mínimo de condições.
 
Eu sou a favor que atletas como o Pichardo venham para cá e lhes dêem condições para darem o melhor, mas no mínimo exijo que invistam também nas escolas de formação e nos clubes pequenos, para poderem treinar os atletas com o mínimo de condições.

Ou será que o problema é que as <baixas> verbas que existem para outros desportos, fica mais fácil comprar talentos do que os formar? Camadas jovens custa dinheiro e dá trabalho, algo que me parece difícil de conseguir em Portugal para atletas que não dão chutos num saco de ar.
 
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Ou será que o problema é que as <baixas> verbas que existem para outros desportos, fica mais fácil comprar talentos do que os formar? Camadas jovens custa dinheiro e dá trabalho, algo que me parece difícil de conseguir em Portugal para atletas que não dão chutos num saco de ar.

É claro que é mais fácil comprar que formar. Mais barato? Tenho dúvidas.

No futebol e nos clubes grandes sim, mas camadas jovens no atletismo, no geral não custa muito dinheiro, o problema é que não rende. Há clubes em que os treinadores trabalham de graça e os atletas nem pagam mensalidade.
A maioria dos clubes pequenos funciona apenas por amor ao desporto e pa"i"trocínio.
Comparado com o profissionalismo aqui ao lado, somos uma anedota.
 
Ele está claramente a colocar o dedo na ferida. Mas de uma forma ressabiada e apenas porque perdeu protagonismo.
Porque é que fala do Pichiardo e não fala de outro atleta, ou gestor, ou varredor de rua?


E nisto de "comprar" atletas nós somos uns meninos... É ver nestes últimos europeus...

Eu vi excerto da entrevista e ele falou mesmo de todos os imigrantes e do que passam para conseguirem a nacionalidade. Ele fala do Pichardo como exemplo mediático que é, e que por ser atleta de elite em poucos meses consegue a naturalização, quando existem muitos outros a penarem anos para o conseguir.

Aliás, o Nelson Évora foi bem claro no que afirmou, dizendo que não é nada pessoal contra pichardo mas sim como decorreu todo o processo, e que das duas uma, ou se criem regras iguais para todos se poderem naturalizar em poucos meses, ou então que não andem a "comprar" naturalizações atropelando o caminho normal de um mínimo de 5 anos de residência no país.

E a verdade é que o Pichardo foi naturalizado em apenas 9 meses com um qualquer regime de excepção (e daqui deve vir o "comprado"). É o que é e ele não deixa de ter razão no seu ponto de vista, com ou sem ressabiamento.
 
O Évora foi longe demais, na minha opinião. E não foi só agora. A forma como ele se tem referido ao Pichardo é inaceitável e mostra muito ressabiamento. Está frustrado por ter perdido protagonismo e não ser o melhor. Aliás, está muito longe da performance do Pichardo. A juntar isto, temos o tema dos clubes, pois ele saiu do Benfica porque queria mais dinheiro e o Benfica preferiu ficar com o Pichardo, com os resultados que sabemos.

Contudo, nada disto invalida que o Évora tenha razão em alguns pontos. De facto, naturalizar atletas em nada contribui para a evolução da modalidade, se não houver uma aposta na formação. Em Portugal, não existe um projeto olímpico e, por isso, naturalizar atletas já formadas é muito mais fácil e serve para mostrar que se trabalha bem. Ou fingir que, melhor dizendo.

E acho que o Évora também tem razão quando refere à rapidez com que se efetua o processo de naturalização quando são atletas de alta competição face ao que acontece com o comum cidadão. Mas esse é um tema político e, como tal, o Évora não deveria usá-lo para atacar o Pichardo. Podia até usar exemplos do futebol e continuaria a passar a sua mensagem e a dar sua opinião.
 
Eu vi excerto da entrevista e ele falou mesmo de todos os imigrantes e do que passam para conseguirem a nacionalidade. Ele fala do Pichardo como exemplo mediático que é, e que por ser atleta de elite em poucos meses consegue a naturalização, quando existem muitos outros a penarem anos para o conseguir.

Aliás, o Nelson Évora foi bem claro no que afirmou, dizendo que não é nada pessoal contra pichardo mas sim como decorreu todo o processo, e que das duas uma, ou se criem regras iguais para todos se poderem naturalizar em poucos meses, ou então que não andem a "comprar" naturalizações atropelando o caminho normal de um mínimo de 5 anos de residência no país.

E a verdade é que o Pichardo foi naturalizado em apenas 9 meses com um qualquer regime de excepção (e daqui deve vir o "comprado"). É o que é e ele não deixa de ter razão no seu ponto de vista, com ou sem ressabiamento.

Claro que é pessoal. Mais, é unicamente e só pessoal, nada mais que isso.
Achas mesmo que ele está preocupado com as naturalizações dos paquistaneses ou coisa do género?
Se o Pichardo foi naturalizado (e bem em minha opinião) num regime de exceção, é porque existe situações de excepção, não foi comprado, cumpriu a lei, mesmo que essa seja excepcional, logo onde é que está mesmo a razão dele?
Podia ter falado dos vistos gold por exemplo, isso sim seria comprar...
 
O Évora foi longe demais, na minha opinião. E não foi só agora. A forma como ele se tem referido ao Pichardo é inaceitável e mostra muito ressabiamento. Está frustrado por ter perdido protagonismo e não ser o melhor. Aliás, está muito longe da performance do Pichardo. A juntar isto, temos o tema dos clubes, pois ele saiu do Benfica porque queria mais dinheiro e o Benfica preferiu ficar com o Pichardo, com os resultados que sabemos.

Contudo, nada disto invalida que o Évora tenha razão em alguns pontos. De facto, naturalizar atletas em nada contribui para a evolução da modalidade, se não houver uma aposta na formação. Em Portugal, não existe um projeto olímpico e, por isso, naturalizar atletas já formadas é muito mais fácil e serve para mostrar que se trabalha bem. Ou fingir que, melhor dizendo.

E acho que o Évora também tem razão quando refere à rapidez com que se efetua o processo de naturalização quando são atletas de alta competição face ao que acontece com o comum cidadão. Mas esse é um tema político e, como tal, o Évora não deveria usá-lo para atacar o Pichardo. Podia até usar exemplos do futebol e continuaria a passar a sua mensagem e a dar sua opinião.
Por muito que nos custe aceitar os cidadãos não todos iguais, muito menos quando se fala em naturalizações. Não são em Portugal, nem são nos Eua nem em nenhum pais do mundo.
No futebol não tem havido naturalizações rápidas. (pelo menos que me lembre, penso que têm cumprido os 5 anos)

Estar a usar a naturalização do Pichardo para criticar a falta de formação, é simplesmente ridículo, toda a gente sabe que a formação em Portugal não existe, com ou sem Pichardo, não existe nem vai existir. Diria que atletas como Pichardo até ajudam a dar alguma visibilidade às modalidades que de outra forma não existiria.
 
Claro que é pessoal. Mais, é unicamente e só pessoal, nada mais que isso.
Achas mesmo que ele está preocupado com as naturalizações dos paquistaneses ou coisa do género?
Se o Pichardo foi naturalizado (e bem em minha opinião) num regime de exceção, é porque existe situações de excepção, não foi comprado, cumpriu a lei, mesmo que essa seja excepcional, logo onde é que está mesmo a razão dele?
Podia ter falado dos vistos gold por exemplo, isso sim seria comprar...

Discordo, o próprio Pichardo afirmou que teve proposta de diversos países para a naturalização, e foi o pai dele que até escolheu Portugal. É que nem sequer terá sido o próprio. Nem todas as compras precisam de envolver diretamente dinheiro, e neste caso ele terá sido mesmo comprado.

A única condição dele é de suposto refugiado de Cuba, mas até essa condição será de enquadramento duvidoso. E a lei de nacionalidade portuguesa nada refere quanto a refugiados. Refere os serviços prestados.

Repara que temos verdadeiros refugiados ucranianos em Portugal há mais de um ano, que praticam modalidades de alta competição e que ainda penam com processos de naturalização.

É que alegadamente o Governo tem realizado estas naturalizações de forma avulsa e com alegada excepção no nº 6 do art. 6ª da Lei da Nacionalidade. E claramente esta excepção remete para uma compra da nacionalidade, paga através de serviços. E como nem sequer é uma regra objectiva, fica completamente nas mãos dos decisores a atribuição de nacionalidade por naturalização.

6 - O Governo pode conceder a naturalização, com dispensa dos requisitos previstos nas alíneas b) e c) do n.º 1, aos indivíduos que, não sendo apátridas, tenham tido a nacionalidade portuguesa, aos que forem havidos como descendentes de portugueses originários, aos membros de comunidades de ascendência portuguesa e aos estrangeiros que tenham prestado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes ao Estado Português ou à comunidade nacional.
 
Discordo, o próprio Pichardo afirmou que teve proposta de diversos países para a naturalização, e foi o pai dele que até escolheu Portugal. É que nem sequer terá sido o próprio. Nem todas as compras precisam de envolver diretamente dinheiro, e neste caso ele terá sido mesmo comprado.

A única condição dele é de suposto refugiado de Cuba, mas até essa condição será de enquadramento duvidoso. E a lei de nacionalidade portuguesa nada refere quanto a refugiados. Refere os serviços prestados.

Repara que temos verdadeiros refugiados ucranianos em Portugal há mais de um ano, que praticam modalidades de alta competição e que ainda penam com processos de naturalização.

É que alegadamente o Governo tem realizado estas naturalizações de forma avulsa e com alegada excepção no nº 6 do art. 6ª da Lei da Nacionalidade. E claramente esta excepção remete para uma compra da nacionalidade, paga através de serviços. E como nem sequer é uma regra objectiva, fica completamente nas mãos dos decisores a atribuição de nacionalidade por naturalização.

6 - O Governo pode conceder a naturalização, com dispensa dos requisitos previstos nas alíneas b) e c) do n.º 1, aos indivíduos que, não sendo apátridas, tenham tido a nacionalidade portuguesa, aos que forem havidos como descendentes de portugueses originários, aos membros de comunidades de ascendência portuguesa e aos estrangeiros que tenham prestado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes ao Estado Português ou à comunidade nacional.

Tu respondeste a ti próprio. Não há nada de extraordinário nesta naturalização. Foi cumprida a lei para situações excecionais.
Os Ucranianos têm o país em Guerra neste momento, nem acho que faça sentido Portugal aproveitar-se dessa situação. (que em todo o caso desconheço). E como disse acima, cada caso é um caso. Nem todos são iguais.
Pichardo é um dos melhores atletas do mundo, é normal que depois de desertar de Cuba tenha tido diversas propostas. Acabou no Slb e optou por naturalizar-se português.
Excelente para Portugal.

O Évora (nem tu, nem ninguém) fala por exemplo da Dongmo, em 2017 ainda competia pelos Camarões, por isso é mesmo perseguição ao Pichardo.

Os serviços prestados não tem nada a ver com pagamentos, como é mais que óbvio. (aqui é um problema de português apenas e só)
Os militares são homenageados pelos serviços prestados ao país, ou seja por representarem o país no estrangeiro por exemplo. Os bombeiros também são homenageados pelos serviços prestados. Os desportistas a mesma coisa, sejam naturalizados ou não.


Edit: podemos discutir se Portugal deve ou não ter interesse em atletas, ou engenheiros ou cientistas de outros países naturalizados, mas estando previsto na lei não há muito para discutir.
Atletas de alta competição para ganhar medalhas não aparecem ou desaparecem por haver Pichardo ou não haver.
 
Última edição:
Tu respondeste a ti próprio. Não há nada de extraordinário nesta naturalização. Foi cumprida a lei para situações excecionais.
Os Ucranianos têm o país em Guerra neste momento, nem acho que faça sentido Portugal aproveitar-se dessa situação. (que em todo o caso desconheço). E como disse acima, cada caso é um caso. Nem todos são iguais.
Pichardo é um dos melhores atletas do mundo, é normal que depois de desertar de Cuba tenha tido diversas propostas. Acabou no Slb e optou por naturalizar-se português.
Excelente para Portugal.

O Évora (nem tu, nem ninguém) fala por exemplo da Dongmo, em 2017 ainda competia pelos Camarões, por isso é mesmo perseguição ao Pichardo.

Os serviços prestados não tem nada a ver com pagamentos, como é mais que óbvio. (aqui é um problema de português apenas e só)
Os militares são homenageados pelos serviços prestados ao país, ou seja por representarem o país no estrangeiro por exemplo. Os bombeiros também são homenageados pelos serviços prestados. Os desportistas a mesma coisa, sejam naturalizados ou não.


Edit: podemos discutir se Portugal deve ou não ter interesse em atletas, ou engenheiros ou cientistas de outros países naturalizados, mas estando previsto na lei não há muito para discutir.
Atletas de alta competição para ganhar medalhas não aparecem ou desaparecem por haver Pichardo ou não haver.

O que existe de extraordinário é a forma pouco objectiva como decorrem estas naturalizações. Especialmente para quem anda anos a penar, e até a contribuir para a imagem do país, e depois aparece um "turista" que nem falar português sabe e em dois dias é naturalizado.

E claro que tem a ver com pagamentos. Se não forem considerados serviços relevantes ao país, deixa de existir pagamento. Sobre militares e afins, ninguém é homenageado antes de fazer algo útil. E para receberem essa homenagem claro que têm de a pagar primeiro com os seus serviços.

E outro exemplo é a excepção existentes para os sefarditas. Obviamente que existe algo aqui a discutir, que é a própria lei, e a forma como é aplicada, especialmente nas excepções pouco objectivas e com interesses claramente materiais (no caso do Pichardo, com objectivo de ganho de notoriedade para o país). E isto é mais visível no desporto de alta competição, onde as selecções nacionais são cada vez mais estrangeiras. Pouco falta para as federações andarem activamente à procura de atletas no mercado internacional com a naturalização e outras ofertas em cima da mesa.

Mas se conheceres algum engenheiro, cientista, médico altamente especializado, ou quadro idêntico que também tenha conseguido a naturalização em poucos meses por serviços ao país, e que possas partilhar, enfio a viola no saco. Em todo o caso, não deixa de ser andarem a brincar às naturalizações, que considero algo sério, com excepções baseadas em razões pouco objectivas (ou pelo menos razões que podem suscitar dúvidas sobre a sua real relevância e pertinência).
 
Razões pouco objetivas?
Ter um dos melhores atletas de todos os tempos são razões pouco objetivas?
Cientistas e afins? Mas quem é que quer vir para Portugal? O problema está aqui. O problema não é o Pichardo, o problema é não haver centenas de Pichardos nas mais diversas áreas a quererem vir para Portugal.
Estranho é um Pichardo deste mundo ter-se naturalizado português.
A lei prevê por serviços relevantes prestados à nação ou que venham a prestar. Estes serviços não tem nada a ver com pagamentos, mas nem vou discutir isto, porque é apenas um problema de saber ler português e de saber o que são serviços prestados à nação.
Falar em pagamentos é simplesmente demente, nem sequer concebo esse pensamento tendo em conta que estamos perante um dos melhores atletas do mundo.
Pagamento significa dinheiro, significa comprar algo e não foi isso que aconteceu.
Não sei o que os sefarditas tem a ver com o assunto.
Como disse acima se quiserem discutir a lei, ok, discutir a naturalização não passa de uma perseguição.
Mais se Pichardo fosse um zero, tu, o Évora e outros estariam aqui a discutir o assunto? A resposta é um NÂO, por isso volto ao mesmo, trata-se apenas de perseguição e nada mais.

Andar a brincar às naturalizações? Quantas situações existem nestes anos todos?
 
Vinha escrever precisamente um ponto que o paulofer referiu: se ele queria falar de "compras" poderia perfeitamente falar da Dongmo.

No fundo é uma mistura mal disfarçada de ressabiamento com uma ponta de xenofobia
 
Eu vi excerto da entrevista e ele falou mesmo de todos os imigrantes e do que passam para conseguirem a nacionalidade. Ele fala do Pichardo como exemplo mediático que é, e que por ser atleta de elite em poucos meses consegue a naturalização, quando existem muitos outros a penarem anos para o conseguir.

Aliás, o Nelson Évora foi bem claro no que afirmou, dizendo que não é nada pessoal contra pichardo mas sim como decorreu todo o processo, e que das duas uma, ou se criem regras iguais para todos se poderem naturalizar em poucos meses, ou então que não andem a "comprar" naturalizações atropelando o caminho normal de um mínimo de 5 anos de residência no país.

E a verdade é que o Pichardo foi naturalizado em apenas 9 meses com um qualquer regime de excepção (e daqui deve vir o "comprado"). É o que é e ele não deixa de ter razão no seu ponto de vista, com ou sem ressabiamento.

É pessoal sim, já não é a primeira vez que o Évora fala do Pichardo e nunca é pelos bons motivos (que tem muitos)
 
No século XIX era a "questão social", agora são os trans uma coisa ou outra, no caso trans-portugueses [:p]

É chamar o Heidegger e o Sartre à televisão para explicar o que é uma coisa, e o ser e o nada, etc.
 
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