Gmigas
Well-known member
Boa noite ilustres!
Ultimamente deambulo pelo Fórum e sinto alguma nostálgia de outros tempos, aqueles tempos em que tópicos enchiam-se páginas à chapada uns com os outros, mas que no fundo eram um entretenimento. [
] Hoje em dia vejo tudo tão cinzento e aborrecido (kwh e o caraças)… Mas isto de queixar-se e não fazer nada é para fracos, bora lá falar de brinquedos para adultos!
Como alguns membros deste fórum sabem, nos últimos anos passei para os Roadster a gasolina, tendo tido um Z4 M40i e actualmente sou proprietário de um Audi TT-RS 8S.
Acontece que tive o meu carro na Audi a fazer uma intervenção e aqui na minha cidade, a Porsche e a Audi sâo do mesmo grupo e coladas parede com parede, sendo que até devem partilhar algumas coisas internamente. No dia que fui buscar o carro, o consultor de serviço pediu-me para esperar uns 10-15 min e aproveitei para deitar um olho na Porsche e curiosamente vejo uma frente com o tapa-matriculas a dizer Approved, Carmin Red, Sport Design, comecei logo a ficar “quente”, vi logo que era um GTS porque dizia GTS nos encostos de cabeça, aproximo-me e reparo que é mesmo um 718 GTS, pela matricula era de 23/24, até que quebrei o gelo a perguntar se era um 2.5 ou um 4.0 (afinal o carro podia ser importado nao é?).
A partir daí desenrolou-se uma conversa com o comercial muito tranquila e a parte engraçada foi quando ele me perguntou que carro eu tinha e eu “Tenho um TT-RS, vim buscar agora o carro” e ele “Pois…” ahahaha, “Mas sabe, este é um carro com outro tipo de sensações” e aquela conversa toda do motor central e blábláblá, em certa parte ele não deixa de ter razão, mas ele percebeu logo que as minhas expectativas já vinham bem carregadas.
Eu fui franco e disse que na pirâmide dos Roadsters, trocar o TT-RS só por um GTS 4.0, não há nenhum Roadster de 2 lugares (sem ir a coisas exóticas) que consiga superar o que o TT-RS ofereça. Aqui fui convidado para um Test-Drive, que aconteceu dois dias depois.
O carro é Carmin Red, com as jantes Carrera Sport, pacote interior GTS com presponto a contraste, ou seja, no capitulo da configuração estética o carro estava no ponto, eu pessoalmente aprecio estes carros em tons vivos e configurações loucas, deixem as cores aborrecidas para os Macan (toma André).
O carro a nível de extras tinha os mínimos olímpicos pra mim, que é o som (BOSE), faróis (Bi-Xenón) e bancos (Bancos Plus), também tinha Keyless, mas depois tinha uns glitches na configuração que não fazem sentido: Bi-Xenon em vez de LED, falta do retrovisor interior anti-encandeamento e - mais flagrante - a falta de comandos no volante. :sh) Mas depois tinha PASM e Navegação Nativa.
De resto o GTS já dá o Sport Chrono, Sport Exhaust, Suspensão rebaixa (ou PASM), Sport Design exterior, etc.
Entro dentro do carro e se o TT já era mais claustrófobico que o Z4, este ainda fica um degrau acima, não há espaço para quase nada, carteira, telemóvel e caixa dos oculos tudo para as bolsas das portas (que são duas, bem esgalhado), o telemóvel neste carro tem de ir sempre em cima do banco do pendura se o quisermos ter acessível, nesse aspecto o TT é o melhor Roadster que já tive; a posição de condução é à prova de criticas (bancos manuais, o TT e o Z4 com electricos, que no Z4 tinham memória), contudo o design interior já acusa o peso dos anos, relembremos que o 718 é um 981.2, que é um projecto de 2012.
Não existe quadrante digital, e a interface do PCM é meio antiquada, mesmo o próprio PCM está longe de ser uma grande coisa, cumpre, sem mais. O BOSE é fraco para um sistema de som assinado e completamente arrasado pelo Bang & Olufsen.
Aliás, este carro em tecnologia é um bocado “lol” mas aqui ja sou eu a ser mauzinho.
Num carro tão pequeno, as coisas estão todas à mão, e ainda existem botões para praticamente tudo, mais uma vez aquela ergonomia mais à antiga, mas que eu até gosto e vivia facilmente.
O quadrante tinha o fundo do conta rotações a vermelho e tem aquele ecrã digital que engloba todas as informações necessárias, incluindo um minia-mapa do GPS, mas é impossível ter coisas em simultâneo. Nota positiva para o sistema de manetes, muito intuitivo de usar.
O pacote interior GTS mete Alcântara em todo o lado, o que dá um ar bastante desportivo, mas o volante estava em péssimo estado, por falar em volante, note-se que estou habituado a eles grossos (Vários BMW M e Audi), aqui é mais fininho! Os bancos por si só são os Plus e são bons, mas o TT tem mais regulações e são uns bancos mais “cheios”.
Arranco e vejo logo duas coisas: Aquela programação HORRÍVEL do pedal do acelerador do Audi aqui não existe, os VAG recentes têm um mapa de acelerador que nos primeiros mm aquilo não faz nada, depois parece que vem tudo, é estranho, aqui não, não existe delay nenhum, o que é excelente. A direção tem aquele peso mais forte à la BMW, que também gosto.
Os primeiros kms são em estradas municipais onde não dá para extrair muito, até pq eram 17h e o trânsito aqui na Costa del Sol nesta época é terrível… A suspensão é dura, não é seca, mas é dura, mais dura que o Audi, aliás, diria que este carro com o PASM desligado é equivalente ao Audi em Dynamic, eu achava que o Audi era duro, mas este consegue ser mais duro.
Neste registo a PDK é à prova de críticas, previligiando sempre circular a baixas rotações, esta caixa está e sempre estará um nível acima do que se faz na concorrência. O motor é atmosférico e não há delays nem lags. O barulho é discreto no habitáculo e circula-se com tranquilidade. Mas neste registo calmo, acho o TT um carro mais amigável, a suspensão é menos dura e a direção é mais leve.
Começo então a imprimir mais acelerador e passo para modo Sport, aproveito algumas curvas e rotundas a chegar a Alhaurin de la Torre e aqui o carro começa a transformar-se, sem esgaçar rotação, já se nota que existe um barulho de indução fortíssimo, não sei se a admissão está ali naquelas entradas de ar junto das portas, mas é notório, fazendo lembrar até um carro com ITBs, o comportamento do motor é linear e a caixa continua formidável. No que toca ao chassis, como disse, começa a transformação, é um carro muito menos filtrado que o Audi e mais telepático, não esgacei à louco, mas sente-se o carro muito mais teso (desculpem o termo [
]), muda de direção rápidamente e sente-se tudo mais. Dizem que é um carro muito cirúrgico, como um bisturi, mas não pude espremer.
Chego então à minha parte favorita, como bom proprietário de um TT-RS: Entro na auto-estrada, tudo em Sport Plus, que abre o escape e activa o PASM e vá de sapatada à bom animal, esta caixa é violentíssima e reduz de 7.ª para 2.ª como se não houvesse amanhã, não meus amigos, não houve pontapé nas costas, mas o carro começa a gritar como se não houvesse amanhã, o barulho dentro do habitáculo é altíssimo e extremamente metálico, diria que é quase impossível falar com o pendura num tom normal, deixo a caixa trocar e a verdade é que é um motor que faz rotação, existe aquela sede por altas rotações natural de um motor atmosférico, mas contrariamente ao 3.4 da geração 981, já não tem o drama do 3.4, as últimas 2000/2500 rotações do 3.4 são absolutamente extraordinárias (o Boxster S 981 está seguramente no meu top 3 de carros que mais gostei de conduzir), este 4.0 é um motor mais cheio mas ao mesmo tempo mais plano, não digo que não haja emoção, mas não notei nenhum “VTEC” ali, o que existe é aquela “abertura” de admissão que depende mais do pedal do acelerador (o tal barulho tipo ITBs), mas não me pareceu dependente da rotação. Não obstante, o carro anda bem, afinal são 400cv e o velocímetro sobe com alegria, a caixa continua fabulosa. Não obstante, o Audi não só dá a sensação de andar mais, como anda mais, é muito contundente aquele 2.5 TFSI de 5 cilindros.
Um dado curioso neste carro é que noto zero, repito, zero diferenças dentro do habitáculo com o escape aberto ou fechado, o som de indução e da própria mecânica é tão forte que abafa o escape, do lado de fora será certamente diferente. Provavelmente de capota aberta nota-se mais, mas estavam 42 graus, a capota foi sempre fechada!
Em AE a circular depressa continuei a achar o carro super teso (desculpem), voltei a sair da AE e meti a caixa em manual, adoro as patilhas (melhores que coisas de plástico do Audi) e o carro é todo ele muito telepático, sobretudo em condução desportiva.
Voltei para o stand e foram 15kms com uma média de 16 litros.
Gostei muito do carro, acho que é o topo da cadeia alimentar nesta categoria de carros e fiquei com vontade de o comprar, é certo que não vim para casa completamente louco (como vim do TT, as expectativas já começam a ficar elevadas…), mas trocava bem pelo GTS! Não comprei por um simples motivo: O delta de valores entre a avaliação do TT e o valor final do 718 é exagerado para aquilo que o 718 oferece a mais, achei a proposta comercial fraca e nem pouco mais ou menos consigo justificar a troca (como eu gostava de ter dinheiro [
]), até porque onde o 718 se destaca é em condução faça nos dentes e em autódromo deve ser um escândalo, mas isso representa muito pouco do meu uso, e eu não vou para a pista!
Achei o Boxster como Sport Car um patamar acima do RS, tem uma arquitectura mais exótica (não é um Volkswagen Golf cheio de Tuning) e claramente uma ligação homem-máquina mais vincada, e é um carro ligeiramente mais especial que o RS só e apenas pela afinação de chassis, motor central e motor atmosférico, mas tampouco é que o TT seja um carro completamente descafeinado e o 718 um poço de adrenalina, nada disso.
O RS por sua vez é um carro mais amigável no dia a dia, tem um interior claramente mais moderno com um design intemporal, equipamento e tecnologia a rodos, e a cereja no topo do bolo é aquele motor 2.5 se 5 cilindros com tração Quattro que faz de ele uma arma muito séria. Acho que é um carro que merecia mais protagonismo na car scene porque é um carro cheio de personalidade, tem uma arquitectura que nenhum outro Roadster tem (é o único Roadster que deixou de lado o dogma da tração traseira) e não é por isso que é um carro mau de se conduzir, esta geração 8S MQB não só é excelente como este modelo em específico tem alguns detalhes técnicos como o motor puxado mais para a frente e a direção só com 2 voltas de topo a topo, para dar alguns exemplos!
Posto isto, vim para casa muito muito feliz com o meu carro, acho que é um prato cheio por ~60 mil €. O Boxster são ~100 mil €, mas é um carro mais especial.
Outras conclusões:
Como nota final, sei que este post pode ser algo polémico: Eu, como pessoa que gosta de carros, gostava de ter um Porsche e este 718 é uma excelente porta de entrada no mundo Porsche: É um carro recente, com garantia Approved, um Roadster de 2 lugares com tudo o que é essencial e dos poucos carros atmosféricos recentes que é possível ter. Porém, não me considero Porsche fan boy nem pouco mais ou menos, nem tenho aqueles dogmas na cabeça de “Porsche é Porsche”, acho que é uma marca fantástica com carros fantásticos, mas acho 100 mi € um valor agridoce por este carro usado de 2023, aqui se vê o peso do logo, imagem de marca e valor intangível, mas acho que a passar para Porsche necessito de trabalhar mais uns anos e ir para outra coisa, porque este 718 GTS não me leva 100 mil €, levava eventualmente 80, ou será que tenho as expectativas demasiado elevadas? :sh)
Abraços!
Ultimamente deambulo pelo Fórum e sinto alguma nostálgia de outros tempos, aqueles tempos em que tópicos enchiam-se páginas à chapada uns com os outros, mas que no fundo eram um entretenimento. [
Como alguns membros deste fórum sabem, nos últimos anos passei para os Roadster a gasolina, tendo tido um Z4 M40i e actualmente sou proprietário de um Audi TT-RS 8S.
Acontece que tive o meu carro na Audi a fazer uma intervenção e aqui na minha cidade, a Porsche e a Audi sâo do mesmo grupo e coladas parede com parede, sendo que até devem partilhar algumas coisas internamente. No dia que fui buscar o carro, o consultor de serviço pediu-me para esperar uns 10-15 min e aproveitei para deitar um olho na Porsche e curiosamente vejo uma frente com o tapa-matriculas a dizer Approved, Carmin Red, Sport Design, comecei logo a ficar “quente”, vi logo que era um GTS porque dizia GTS nos encostos de cabeça, aproximo-me e reparo que é mesmo um 718 GTS, pela matricula era de 23/24, até que quebrei o gelo a perguntar se era um 2.5 ou um 4.0 (afinal o carro podia ser importado nao é?).
A partir daí desenrolou-se uma conversa com o comercial muito tranquila e a parte engraçada foi quando ele me perguntou que carro eu tinha e eu “Tenho um TT-RS, vim buscar agora o carro” e ele “Pois…” ahahaha, “Mas sabe, este é um carro com outro tipo de sensações” e aquela conversa toda do motor central e blábláblá, em certa parte ele não deixa de ter razão, mas ele percebeu logo que as minhas expectativas já vinham bem carregadas.
Eu fui franco e disse que na pirâmide dos Roadsters, trocar o TT-RS só por um GTS 4.0, não há nenhum Roadster de 2 lugares (sem ir a coisas exóticas) que consiga superar o que o TT-RS ofereça. Aqui fui convidado para um Test-Drive, que aconteceu dois dias depois.
O carro é Carmin Red, com as jantes Carrera Sport, pacote interior GTS com presponto a contraste, ou seja, no capitulo da configuração estética o carro estava no ponto, eu pessoalmente aprecio estes carros em tons vivos e configurações loucas, deixem as cores aborrecidas para os Macan (toma André).
O carro a nível de extras tinha os mínimos olímpicos pra mim, que é o som (BOSE), faróis (Bi-Xenón) e bancos (Bancos Plus), também tinha Keyless, mas depois tinha uns glitches na configuração que não fazem sentido: Bi-Xenon em vez de LED, falta do retrovisor interior anti-encandeamento e - mais flagrante - a falta de comandos no volante. :sh) Mas depois tinha PASM e Navegação Nativa.
De resto o GTS já dá o Sport Chrono, Sport Exhaust, Suspensão rebaixa (ou PASM), Sport Design exterior, etc.
Entro dentro do carro e se o TT já era mais claustrófobico que o Z4, este ainda fica um degrau acima, não há espaço para quase nada, carteira, telemóvel e caixa dos oculos tudo para as bolsas das portas (que são duas, bem esgalhado), o telemóvel neste carro tem de ir sempre em cima do banco do pendura se o quisermos ter acessível, nesse aspecto o TT é o melhor Roadster que já tive; a posição de condução é à prova de criticas (bancos manuais, o TT e o Z4 com electricos, que no Z4 tinham memória), contudo o design interior já acusa o peso dos anos, relembremos que o 718 é um 981.2, que é um projecto de 2012.
Não existe quadrante digital, e a interface do PCM é meio antiquada, mesmo o próprio PCM está longe de ser uma grande coisa, cumpre, sem mais. O BOSE é fraco para um sistema de som assinado e completamente arrasado pelo Bang & Olufsen.
Aliás, este carro em tecnologia é um bocado “lol” mas aqui ja sou eu a ser mauzinho.
Num carro tão pequeno, as coisas estão todas à mão, e ainda existem botões para praticamente tudo, mais uma vez aquela ergonomia mais à antiga, mas que eu até gosto e vivia facilmente.
O quadrante tinha o fundo do conta rotações a vermelho e tem aquele ecrã digital que engloba todas as informações necessárias, incluindo um minia-mapa do GPS, mas é impossível ter coisas em simultâneo. Nota positiva para o sistema de manetes, muito intuitivo de usar.
O pacote interior GTS mete Alcântara em todo o lado, o que dá um ar bastante desportivo, mas o volante estava em péssimo estado, por falar em volante, note-se que estou habituado a eles grossos (Vários BMW M e Audi), aqui é mais fininho! Os bancos por si só são os Plus e são bons, mas o TT tem mais regulações e são uns bancos mais “cheios”.
Arranco e vejo logo duas coisas: Aquela programação HORRÍVEL do pedal do acelerador do Audi aqui não existe, os VAG recentes têm um mapa de acelerador que nos primeiros mm aquilo não faz nada, depois parece que vem tudo, é estranho, aqui não, não existe delay nenhum, o que é excelente. A direção tem aquele peso mais forte à la BMW, que também gosto.
Os primeiros kms são em estradas municipais onde não dá para extrair muito, até pq eram 17h e o trânsito aqui na Costa del Sol nesta época é terrível… A suspensão é dura, não é seca, mas é dura, mais dura que o Audi, aliás, diria que este carro com o PASM desligado é equivalente ao Audi em Dynamic, eu achava que o Audi era duro, mas este consegue ser mais duro.
Neste registo a PDK é à prova de críticas, previligiando sempre circular a baixas rotações, esta caixa está e sempre estará um nível acima do que se faz na concorrência. O motor é atmosférico e não há delays nem lags. O barulho é discreto no habitáculo e circula-se com tranquilidade. Mas neste registo calmo, acho o TT um carro mais amigável, a suspensão é menos dura e a direção é mais leve.
Começo então a imprimir mais acelerador e passo para modo Sport, aproveito algumas curvas e rotundas a chegar a Alhaurin de la Torre e aqui o carro começa a transformar-se, sem esgaçar rotação, já se nota que existe um barulho de indução fortíssimo, não sei se a admissão está ali naquelas entradas de ar junto das portas, mas é notório, fazendo lembrar até um carro com ITBs, o comportamento do motor é linear e a caixa continua formidável. No que toca ao chassis, como disse, começa a transformação, é um carro muito menos filtrado que o Audi e mais telepático, não esgacei à louco, mas sente-se o carro muito mais teso (desculpem o termo [
Chego então à minha parte favorita, como bom proprietário de um TT-RS: Entro na auto-estrada, tudo em Sport Plus, que abre o escape e activa o PASM e vá de sapatada à bom animal, esta caixa é violentíssima e reduz de 7.ª para 2.ª como se não houvesse amanhã, não meus amigos, não houve pontapé nas costas, mas o carro começa a gritar como se não houvesse amanhã, o barulho dentro do habitáculo é altíssimo e extremamente metálico, diria que é quase impossível falar com o pendura num tom normal, deixo a caixa trocar e a verdade é que é um motor que faz rotação, existe aquela sede por altas rotações natural de um motor atmosférico, mas contrariamente ao 3.4 da geração 981, já não tem o drama do 3.4, as últimas 2000/2500 rotações do 3.4 são absolutamente extraordinárias (o Boxster S 981 está seguramente no meu top 3 de carros que mais gostei de conduzir), este 4.0 é um motor mais cheio mas ao mesmo tempo mais plano, não digo que não haja emoção, mas não notei nenhum “VTEC” ali, o que existe é aquela “abertura” de admissão que depende mais do pedal do acelerador (o tal barulho tipo ITBs), mas não me pareceu dependente da rotação. Não obstante, o carro anda bem, afinal são 400cv e o velocímetro sobe com alegria, a caixa continua fabulosa. Não obstante, o Audi não só dá a sensação de andar mais, como anda mais, é muito contundente aquele 2.5 TFSI de 5 cilindros.
Um dado curioso neste carro é que noto zero, repito, zero diferenças dentro do habitáculo com o escape aberto ou fechado, o som de indução e da própria mecânica é tão forte que abafa o escape, do lado de fora será certamente diferente. Provavelmente de capota aberta nota-se mais, mas estavam 42 graus, a capota foi sempre fechada!
Em AE a circular depressa continuei a achar o carro super teso (desculpem), voltei a sair da AE e meti a caixa em manual, adoro as patilhas (melhores que coisas de plástico do Audi) e o carro é todo ele muito telepático, sobretudo em condução desportiva.
Voltei para o stand e foram 15kms com uma média de 16 litros.
Gostei muito do carro, acho que é o topo da cadeia alimentar nesta categoria de carros e fiquei com vontade de o comprar, é certo que não vim para casa completamente louco (como vim do TT, as expectativas já começam a ficar elevadas…), mas trocava bem pelo GTS! Não comprei por um simples motivo: O delta de valores entre a avaliação do TT e o valor final do 718 é exagerado para aquilo que o 718 oferece a mais, achei a proposta comercial fraca e nem pouco mais ou menos consigo justificar a troca (como eu gostava de ter dinheiro [
Achei o Boxster como Sport Car um patamar acima do RS, tem uma arquitectura mais exótica (não é um Volkswagen Golf cheio de Tuning) e claramente uma ligação homem-máquina mais vincada, e é um carro ligeiramente mais especial que o RS só e apenas pela afinação de chassis, motor central e motor atmosférico, mas tampouco é que o TT seja um carro completamente descafeinado e o 718 um poço de adrenalina, nada disso.
O RS por sua vez é um carro mais amigável no dia a dia, tem um interior claramente mais moderno com um design intemporal, equipamento e tecnologia a rodos, e a cereja no topo do bolo é aquele motor 2.5 se 5 cilindros com tração Quattro que faz de ele uma arma muito séria. Acho que é um carro que merecia mais protagonismo na car scene porque é um carro cheio de personalidade, tem uma arquitectura que nenhum outro Roadster tem (é o único Roadster que deixou de lado o dogma da tração traseira) e não é por isso que é um carro mau de se conduzir, esta geração 8S MQB não só é excelente como este modelo em específico tem alguns detalhes técnicos como o motor puxado mais para a frente e a direção só com 2 voltas de topo a topo, para dar alguns exemplos!
Posto isto, vim para casa muito muito feliz com o meu carro, acho que é um prato cheio por ~60 mil €. O Boxster são ~100 mil €, mas é um carro mais especial.
Outras conclusões:
- Agora percebo porque é que o TT-RS vendeu tão pouco em novo, custando os dois o aproximadamente o mesmo novos eu trazia o 718!
- Trocar o TT-RS vai ser uma dor de cabeça, se não meter um camião de dinheiro em cima então é algo difícil, o carro parece um mini 911 Turbo.
Como nota final, sei que este post pode ser algo polémico: Eu, como pessoa que gosta de carros, gostava de ter um Porsche e este 718 é uma excelente porta de entrada no mundo Porsche: É um carro recente, com garantia Approved, um Roadster de 2 lugares com tudo o que é essencial e dos poucos carros atmosféricos recentes que é possível ter. Porém, não me considero Porsche fan boy nem pouco mais ou menos, nem tenho aqueles dogmas na cabeça de “Porsche é Porsche”, acho que é uma marca fantástica com carros fantásticos, mas acho 100 mi € um valor agridoce por este carro usado de 2023, aqui se vê o peso do logo, imagem de marca e valor intangível, mas acho que a passar para Porsche necessito de trabalhar mais uns anos e ir para outra coisa, porque este 718 GTS não me leva 100 mil €, levava eventualmente 80, ou será que tenho as expectativas demasiado elevadas? :sh)
Abraços!
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