[Sociedade] Portugueses continuam a casar menos e a ter menos filhos

jomaso

Well-known member
Os problemas demográficos continuam a ser os mesmos em Portugal. Em 2014, o número de nascimentos voltou a cair, assim como o número de casamentos. Saldo natural foi ligeiramente menos negativo.

No ano passado, nasceram 82.367 crianças em Portugal, menos 420 do que em 2013 (-0,5%). Um novo ano de quebra, mas, ainda assim, menor do que em anos anteriores (-4,5% em 2011, -7,2% em 2012 e -7,9% em 2013), mostram os dados publicados hoje, 30 de Abril, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"Em 2014 realizaram-se em Portugal 31 478 casamentos, menos 520 (1,6%) do que em 2013 (31 998). No período de 2009 a 2014, a maior quebra do número de casamentos verificou-se de 2010 para 2011, com uma taxa de variação negativa de 9,9%", escreve o INE.

Nos últimos cinco anos, Setembro tem sido o mês em que mais crianças nascem, o que aponta para uma concepção em Dezembro. Por outro lado, Fevereiro tem sido o mês com menor número de nados vivos (concepção em Maio).

Os dados do INE mostram também que, em breve, a maior parte dos nascimentos ocorrerá "fora do casamento". No ano passado, 49% das crianças já eram filhas de casais que não estavam casados. Em 2009, essa percentagem estava apenas nos 38,1%. Entre os nascimentos que estão fora do casamento, destaca-se o crescimento dos casos em que os pais nem sequer moram juntos que, nos últimos cinco anos, passou de 7,9% para 15,8% do total de nascimentos.

No que diz respeito à idade das mães, continuou a tendência de queda do número de mães com menos de 20 anos (está agora nos 3%) e aumentou a proporção daquelas que têm mais de 35 anos (28,4%). Os restantes 68,5% estão nas idades entre os 25 e os 34 anos.

Ainda em 2014, o número de óbitos caiu diminuiu 1,6%, num total de 106.545, com especial incidência, como tem sido normal, nos meses de Inverno.

Basta olhar para este valor de óbitos – e para os nascimentos – para perceber que continuaram a morrer mais pessoas do que a nascer em Portugal. No entanto, graças ao abrandamento dos óbitos no ano passado, o saldo natural está ligeiramente menos negativo, nos -22.423.

Menos casamentos

Os casamentos tiveram uma variação semelhante aos nascimentos, com a realização de 31.478, menos 520 do que 2013.

"Dos casamentos celebrados em 2014 em Portugal, 31.170 realizaram-se entre pessoas de sexo oposto e 308 entre pessoas do mesmo sexo (305 em 2013) – 181 casamentos entre homens e 127 casamentos entre mulheres (207 e 98, respectivamente, em 2013)", refere o INE. "Do total de casamentos entre pessoas de sexo oposto, 11.178 (35,9%) foram celebrados pelo rito católico, 19.816 (63,6%) realizados só na forma civil (casamentos civis) e 176 (0,6%) segundo outras formas religiosas."

Este foi também o primeiro ano em que a maior parte dos casamentos foi antecedido de uma experiência de vida conjunta na mesma casa. 51,7% dos casais já viviam juntos antes.

http://www.jornaldenegocios.pt/econ...inuam_a_casar_menos_e_a_ter_menos_filhos.html

Na minha opinião, este é um problema gravísssimo, cujo grau só será perceptível dentro de algumas décadas.
Eu faço parte dos casais que têm filhos e não são casados. Faço parte também dos 15,8% em que os pais nem sequer moram juntos. Vamos ter a segunda criança em Agosto e por exigências da vida, não vivemos juntos nenhuma das gravidezes.
 
Toda a gente fala em problemas demográficos mas num mundo em que:
- os recursos são finitos e estão sobre-explorados;
- a população aumenta cada vez mais pondo pressão no eco-sistema;
- a automação será cada vez maior e se traduzirá em menor nº de empregos;
Será que não será uma coisa menos má ou até desejável haver um "controlo" demográfico?
E por favor não analisem isto à luz do "e quem me vai pagar a reforma"!
 
Toda a gente fala em problemas demográficos mas num mundo em que:
- os recursos são finitos e estão sobre-explorados;
- a população aumenta cada vez mais pondo pressão no eco-sistema;
- a automação será cada vez maior e se traduzirá em menor nº de empregos;
Será que não será uma coisa menos má ou até desejável haver um "controlo" demográfico?
E por favor não analisem isto à luz do "e quem me vai pagar a reforma"!
Questões colocadas há muitas décadas atrás e que continuarão a ser colocadas nas próximas décadas.

Estamos ainda muito longe de atingir o limite de capacidade.
 
Menos. Sobram mais empregos. Assim como assim o pessoal precisa de sair para arranjar onde trabalhar...
 
Mas por exemplo, num futuro próximo, será positivo para Portugal haver mais ou menos habitantes?


Portugal terá sensivelmente os mesmos habitantes, serão é habitantes diferentes. A população está em mutação constante, não é positivo nem negativo, é o que é. Pragmatismo acima de tudo. Pensem no que era o planeta há 400 anos atrás, imaginem como será daqui a 400 anos...
 
Mas por exemplo, num futuro próximo, será positivo para Portugal haver mais ou menos habitantes?

Isso é quase como aquela questão filosófica do deputado que disse que os portugueses estavam pior mas o país estava melhor... afinal... o que é o país?

Respondendo concretamente à tua pergunta, vivemos numa economia de mercado. Economicamente são mais viáveis os países com mercados maiores, mais consumidores, maior escala, etc.

Se abrires uma loja de borboletas de plástico em Cucujães não te safas. Em Lisboa talvez. Em Londres deves ter mercado para sobreviver.
 
É difícil perceber a verdadeira relação destes dados com a conjuntura económico-social que vivemos, porque a tendência em países civilizados é para acontecer precisamente isso: menos nascimentos e casamentos. Por isso, numa primeira análise o que podemos dizer é que Portugal é um país civilizado e segue essa tendência.
 
É difícil perceber a verdadeira relação destes dados com a conjuntura económico-social que vivemos, porque a tendência em países civilizados é para acontecer precisamente isso: menos nascimentos e casamentos. Por isso, numa primeira análise o que podemos dizer é que Portugal é um país civilizado e segue essa tendência.

Não me canso de dizer que a última vez que Portugal teve saldo natural foi....em 1982. Desse ano para cá o país atravessou o seu melhor período económico de sempre e nem assim houve inversão nessa tendência. Isto é pelo simples facto de que, se se analisar a natalidade por comparação com a economia não se chega a conclusão nenhuma. Há um sem número de factores que têm de ser tidos em conta (especialmente grandes mudanças da mentalidade social).
 
Enquanto a sociedade não se convencer que o futuro passa por todos nós trabalharmos menos horas isto não vai para a frente. Seria a solução para muitos problemas.
 
Um país no qual o aborto é totalmente comparticipado pelo Estado e onde famílias numerosas não têm ajudas nem benefícios fiscais nenhuns é um país que se suicida todos os dias. A esquerda está a arrasar com toda a Europa.
Até já vêo comentários neste tópico a questionar se o controlo demográfico não será positivo. Obviamente que sim, mas na Ásia e em África.
 
Questões colocadas há muitas décadas atrás e que continuarão a ser colocadas nas próximas décadas.

Estamos ainda muito longe de atingir o limite de capacidade.

Não, não estamos.

Falando numa escala global a pressão que o ser humano exerce sobre os recursos do planeta está cada vez mais perto do limite.

Viste o documentário cowspiracy ? É um bom exemplo do quão insustentável é o "nosso" (falo por mim e pela maioria das pessoas que vive em países desenvolvidos e que não é vegan hippei etc. e tal) modo de vida.

Acho que estamos mais perto do limite do que muitos acham. Estamos a caminho dos 7,5 mil milhões de pessoas neste planeta, o que segundo alguns especialistas é mais do que o desejável.
 
Enquanto a sociedade não se convencer que o futuro passa por todos nós trabalharmos menos horas isto não vai para a frente. Seria a solução para muitos problemas.

Esta é a verdade. Já nem falo em trabalhar menos horas, bastava cumprir o horário.
 
Nos tempos que correm , acho uma opção sensata.
Casar ? acho muito compromisso , é melhor juntar-se se ocorrer mal, cada que para seu lado sem muitas chatices .
Filhos ? com esta crises ? mas vale ficar quieto.
 
Enquanto a sociedade não se convencer que o futuro passa por todos nós trabalharmos menos horas isto não vai para a frente. Seria a solução para muitos problemas.

Penso que isso ja foi previsto a muito tempo. Até andou aí um artigo que falava que ha mais de 30 anos se pensou nisso, mas a quantidade de tempo livre que as pessoas teriam tornar-se-ia numa ameaça aos estados.
 
Não, não estamos.

Falando numa escala global a pressão que o ser humano exerce sobre os recursos do planeta está cada vez mais perto do limite.

Viste o documentário cowspiracy ? É um bom exemplo do quão insustentável é o "nosso" (falo por mim e pela maioria das pessoas que vive em países desenvolvidos e que não é vegan hippei etc. e tal) modo de vida.

Acho que estamos mais perto do limite do que muitos acham. Estamos a caminho dos 7,5 mil milhões de pessoas neste planeta, o que segundo alguns especialistas é mais do que o desejável.

O planeta encontra sempre o seu equilíbrio, que é como quem diz, quando se esgotarem determinados recursos a população decresce que é uma maravilha. [;)]
 
Eu percebo que se acabe por falar sobre isto numa questão global porque o mundo hoje é globalizado.
Mas ao trazer esta discussão para uma dimensão maior, aumentamos também o nível de incertezas, incapacidades e até o da especulação. É difícil fazê-lo.
Agora se limitarmos estes dados ao nosso país, parece-me sem sombra de dúvidas um grave problema ao qual os nossos governantes continuam a assobiar para o lado.
Penso que onde se nota menos esta situação é na zona de Lisboa.
Na zona norte eu diria que se vê a "olho" a falta de crianças.
 
Back
Top