Possibilidades dos Suvs - Fotos Incluídas

O conceito (ou mesmo o significado) da sigla SUV mudou muito com os anos (como já expliquei noutro tópico) basta explorarem um pouco a Wikipédia ou sites de outros paises sobre TT, vão ver que também muda muito de país para país e vão ver que em Portugal somos um pouco extremistas, pois parte do que consideramos SUV's são meros Crossover's...
Se estiver errado, agradecia a correcção, sou aberto a todas as opiniões, e até porque odeio ter conhecimentos errados... [8)]

Cump's;)
 
A propósito deste tema meto aqui um artigo que saiu à uns tempos na publicação "Land Rover Monthly", e que foi objecto de um tópico no Fórum Land Rover.

http://www.lrm.co.uk/archive/Freelander/smalltough.htm



Este artigo relata uma expedição que foi feita às Montanhas do Atlas com um Land Rover Freelander,

e cuja tradução (em baixo) foi feita por um user do fórum land rover



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O Freelander aparece cada vez mais na imprensa de 4x4 e o modelo começa a ser levado a sério como um todo terreno competente, no seu próprio direito. Ouvimos tudo sobre os novos modelos, lemos os testes e até o Bob Morrison (da LRM) está entre os que, cada vez mais, louvam as capacidades fora de estrada deste relativamente recém chegado à gama Land Rover.

Mas, não seria interessante ver, seguindo a tendência actual para fazer preparações para expedições, como é que o Freelander se comportaria como um veiculo de expedições? Tal como muitos puristas, tinha rotulado o Freelander como um carro de cabeleireiros, por isso foi com alguma hesitação que concordei dar assistência a um grupo (Atlas Overland Adventure Tour) que se dirigiu a algumas zonas com terreno extremamente difícil em Marrocos, o­nde se incluíam alguns Freelanders.


Sem problemas

Após conhecer o grupo pela primeira vez em Portsmouth, tornou-se obvio que o veiculo pertencente a Peter Girling é um Freelander muito especial. O peter tinha sido proprietário de um Freelander Td4 SW, com o qual tinha dado um grande passeio pela Europa. Ele achou que seria necessário um veiculo mais robusto que o tradicional carro familiar para lidar com as condições que iria encontrar nas estradas da Europa de Leste. Revelou-se ser uma decisão acertada e ele completou em seis meses as 12.500 milhas da viagem, sempre transportando uma caravana com 17 pés. Durante a viagem, não teve quaisquer problemas com o Freelander, que era um carro de serviço, ficando tão impressionado, que comprou o seu próprio Freelander Td4 Kalahari ES em Maio deste ano.

Uma viagem de um dia até Tanger, durante a sua viagem pela Europa, deu ao Peter um gosto por Marrocos e o desejo de levar o seu novo Freelander a locais mais ambiciosos. Assim, ele aproveitou a oportunidade de se juntar à Atlas Overland Tour.

Com muito poucos Freelanders equipados para expedições disponíveis para tirar ideias, o Peter usou as suas capacidades como engenheiro e designer, para preparar ele próprio o seu veiculo de acordo com as suas especificações. Removeu os bancos traseiros e construiu um novo pavimento em contraplacado, cobrindo-o com uma borracha aderente. Construiu também uma estrutura para suportar o novo piso e fez aberturas para permitir o acesso aos ganchos e à tampa que existem no piso do porta bagagens. Uma grade de transporte para dois jerry cans da Hannibal foi fixada no novo piso por trás do banco do condutor, de forma a ficar perto do centro de gravidade e sendo de fácil acesso através da porta lateral traseira. No outro lado, um foi montado um frigorifico de 40l, necessário para manter os alimentos frescos no Sahara. Este foi colocado de forma a manter o peso distribuído da forma mais equilibrada possível.


Todo equipado

Com todos estes objectos pesados na traseira, surgiu a necessidade de montar uma boa antepara por trás dos assentos da frente. O Peter construiu uma antepara resistente, usando a metade superior da de um Discovery comercial. A antepara apenas necessitava de ter a altura dos ombros, o que significa que não foi necessário fazer furos no forro do veiculo.

O Peter reconhece o valor de uma boa noite de sono numa tenda adequada, por isso optou por montar uma tenda no tejadilho. Escolheu uma tenda e armação da Hannibal, que fixou nos suportes de tejadilho do Freelander. O Peter testou este sistema em viagens à Escócia e a França durante o verão e acredita que foi a primeira vez que um conjunto destes foi montado num Freelander.

O Peter utiliza um fogão a gás de dois bicos, montado no interior da porta traseira, o­nde o revestimento de plástico também foi substituído por contraplacado. O fogão é muito funcional e fácil de usar e deu bastante jeito nas paragens para chá. Obrigado Peter.

Todo o restante equipamento e itens pessoais se encontram armazenados em contentores Wolf, que estão localizados na traseira do veiculo e devidamente seguros.

Além dos equipamentos anteriormente referidos, a única alteração que o Peter fez ao veiculo foi substituir os pneus e jantes originais de baixo perfil por um conjunto de jantes de 15”, com pneus BF Goodrich AT na medida 195/75r15.

Estou certo de que o mérito do Freelander como veiculo de expedição irá ser discutido ao pormenor, mas não restam duvidas de que para condução rápida em auto estrada é verdadeiramente excelente. O Peter estava a conseguir fazer 39mpg (milhas por galão) em velocidades de auto estrada, carregado e com a tenda de tejadilho, o que é impressionante para um Land Rover preparado para expedições. A tenda de tejadilho não provoca quaisquer ruídos aerodinâmicos e apenas se ouve um ligeiro ruído, que não incomoda, vindo dos pneus.


Estilos de condução

O nosso percurso levou-nos através de Espanha e Marrocos, atravessando as montanhas Atlas e os desertos do sul. Com muita chuva no inicio do ano, verificámos que as estradas do alto do Atlas tinham desaparecido, o que nos obrigou a atravessar leitos de rios e percursos de água. Viajando no Defender, fiquei preocupado com a forma como os Freelanders iriam lidar com este tipo de terreno.

O estilo de condução varia bastante entre os veículos do grupo, mas não precisava de me ter preocupado com os Freelanders. O Peter achou que era necessário deixar uma boa distância até ao veiculo da frente, de forma a ter sempre espaço para planear a subida para não esforçar a embraiagem. O controlo de tracção ajudou-o a manter o ritmo de ascensão e intervinha apenas em situações extremas. O mesmo se passou com o controlo de descida, que raramente era necessário (embora estivesse engrenado) uma vez que o motor era suficiente para travar o veiculo. É de salientar a coragem do condutor quando confrontado com este tipo de situações em locais a uma distância considerável das estradas de alcatrão.

Conforme nos íamos deslocando mais para sul, em direcção ao Sahara, o terreno alterou-se completamente e passou a exigir um estilo de condução bastante diferente. Tanto nas pistas como no deserto, era necessário manter uma velocidade elevada de forma a fazer uma viagem suave. O Freelander era confortável entre as 40 e 50 milhas por hora e, o mais importante, dava uma sensação de segurança, com o peso baixo a proporcionar uma viagem suave e estável, permitindo fazer pequenas correcções com a direcção e os travões.

A articulação dos eixos não é muito importante neste tipo de condições, mas a pouca distância ao solo era por vezes um problema quando seguiam trilhos de outros veículos. O Peter tinha de evitar passar com as rodas no local o­nde os outros haviam passado, mas por vezes falhava e as rochas raspavam no fundo do veiculo. Embora o ruído soasse doloroso, não provocou qualquer estrago no Freelander.


Atacar as dunas

Nenhuma viagem ao Sahara estará completa sem aproveitar para circular nas dunas. É aqui que o peso reduzido do Freelander é uma vantagem, especialmente quando é inevitável parar. Para retomar o andamento, o Peter usava a embraiagem para acelerar até ás 3000rpm e desenterrava-se. Tudo se tornava mais fácil quando não havia a necessidade de parar. O Peter também notou que após vazar um pouco os pneus (21psi) que o comportamento do veiculo melhorou. Na areia mais mole, por vezes era necessário engatar primeira e usar o motor de arranque para retomar o andamento.

Com uma diferença de terreno tão grande em Marrocos, desde estradas de montanha com pedras até areia, é inevitável que nenhum veiculo seja perfeito em todas as condições. Contudo, o Freelander lidou com estas condições admiravelmente e acompanhou o resto do grupo que era constituído por Defenders 90, um Discovery e um par de Mitsubishis. Sentimo-nos culpados depois da viagem por termos duvidado das capacidades deste 4x4 pequeno e resistente.

O Peter está bastante satisfeito com a performance e capacidade de carga do veiculo e está muito orgulhoso com o que o seu Freelander conseguiu fazer durante a viagem. Quando voltou a casa, depois de desmontar o equipamento de expedição, o Peter não se apercebeu de barulhos parasitas ou de algo anormal com o veiculo, apesar da distância e do tipo de terreno por o­nde passou.

Esta experiência provou que o Freelander é um veiculo de expedições credível e capaz, que merece ser levado muito a sério no futuro. O Peter está a considerar levantar o veiculo 2 polegadas e várias formas de melhorar a distribuição do peso. Torna-se claro que ele decidiu que esta foi a primeira de muitas expedições para o seu Freelander.
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Eu suv... se o dinheiro pude-se falar mais alto... era um Cayenne ou um Tuaregue (ambos a mesma plataforma) são os únicos que me deixam a torcer pescoço... O Murano é outro que gosto também bastante... que foi lançado para competir directamente com o Lexus...
Dos mais "Baratos"... adorei a imponencia de ver ao vivo e a cores um Freelander que não me passava pela cabeça existir por cá... V8 e passa todos os dias por Vialonga...
 
citação:Originalmente colocada por Gonsax


Dos mais "Baratos"... adorei a imponencia de ver ao vivo e a cores um Freelander que não me passava pela cabeça existir por cá... V8 e passa todos os dias por Vialonga...

Não quererás dizer V6 ?
 
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