Presidenciais Americanas - Obama eleito

Presidenciais Americanas - Obama eleito

  • Barack Obama

    Votos: 167 89,3%
  • John McCain

    Votos: 13 7,0%
  • Ralph Nader

    Votos: 7 3,7%

  • Total de eleitores
    187
  • Sondagem encerrada .
A meu ver o Clinton e a Clinton são 2 políticos completamente diferentes. Se tivesse de comparar candidatos a Bill Clinton em termos de personalidade diria que Obama é muito mais parecido ao Bill Clinton do que a sua esposa.

Eu acho que o Obama tem muito mais carisma, carácter e qualidade para ser presidente. E isso ve-se pela maneira como ele se relaciona com os jovens e como os inspira. Tem um discurso muito abrangente e muito "bla bla bla mudança bla bla bla" (o tal discurso "dandi"), mas para uma América que tem feito erros atrás de erros (devido à administração que lá está), que mudou de imagem em 2 ou 3 anos... esse discurso é necessário. É necessária a mudança drástica na América... e a mim parece-me que só Obama faz realmente notar isso no seu discurso.

O Obama inspira as pessoas como há muito tempo alguém não fazia na América.

Antonio Guterres tambem tinha esse discurso, carisma e caracter, e no fim foi o que se viu.
 
O Obama tenta buscar o eleitorado afro-americano para o lado dele. Já foi confrontado inúmeras vezes com o passado dele e ele lá conseguiu responder à letra. A Oprah, parecendo que não, dá-lhe uma força imensa. Só por muito azar é que ele perde para a Clinton.
 
As primárias dos Estados Unidos

"Ganhe quem ganhar haverá retirada de tropas do Iraque"

Especialista do German Marshal Fund dos Estados Unidos, Michael Werz comentou ao Expresso o resultado da Super Terça-Feira.


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Os candidatos democratas não saíram eleitos desta Super Terça-Feira. O que podemos esperar que venha a determinar a escolha entre eles?

É uma boa pergunta, porque a distância que separa Hillary Clinton de Barack Obama é pequena: Clinton elegeu 845 delegados e Obama elegeu 765. Há ainda 80 delegados de diferença entre eles de um total de 2,025 de que precisam para obterem maioria na Convenção Democrática. Não há maneira de prever a direcção que a votação seguirá. Há primárias agendadas nos restantes estados entre 9 de Fevereiro e 12 de Julho, o que significa que, teoricamente, a corrida do lado democrático pode continuar pelo menos até Março. Os dois picos das primárias são 9 de Fevereiro e 4 de Março, com as primárias de Ohio e do Texas que somam 265 delegados.

Qual poderá ser o factor determinante para mudar o rumo dos resultados?

É difícil dizer porque dependerá da região de que estivermos a falar. Hillary Clinton é uma candidata muito forte entre mulheres brancas e tem um apoio muito consistente por parte dos hispânicos, o que foi muito claro no Nevada, há uma semana, e também na Califórnia, ontem. A Califórnia é muito importante porque é um estado enorme que elege muitos delegados. Obama tem uma situação ligeiramente diferente, é largamente apoiado por pessoas com idades abaixo dos 44 anos, também tem um grande apoio entre as pessoas com formação superior da classe média, por isso é fascinante ver como ele conquistou o Conneticut e Delaware, que são regiões basicamente de classe média educada branca. O mais surpreendente para mim, já que toda a gente dizia que ele obteria óptimos resultados no sul, no Alabama, onde há uma comunidade negra muito grande, Obama conseguiu 60% no North Dakota, que é 92% branco. O género e a raça têm um papel importante, mas não é o único. A sociedade americana, pelo menos do lado democrático, está a movimentar-se para lá da linha da cor. Vêem-se brancos da classe média a votar em Obama e negros a votar na Hillary Clinton. Por isso não há maneira de prever como decorrerão as próximas primárias porque depende completamente das decisões que as pessoas tomarem entretanto.

Estamos a falar de personalidades, de personalidades políticas com apoio de partidos?

O sistema político americano é muito diferente do do continente europeu e os partidos não representam grande papel. As campanhas são ganhas pelos candidatos que têm de angariar fundos da ordem dos vários milhões de dólares para as campanhas. Têm também de ter verdadeiras organizações. Obama, por exemplo, tinha 31 sedes integralmente equipadas no Ohio só para o primeiro congresso que lá decorreu, e estamos a falar de um estado que tem pouco mais de três milhões de pessoas. É uma operação tremenda que os candidatos gerem. Hillary Clinton argumenta que tem mais experiência e Obama argumenta que tem os jovens com ele e que é o candidato da mudança, num país que está extremamente dividido depois de sete anos de administração Bush.

Os Estados Unidos estão há anos sob a influência de duas famílias políticas - os Bush e os Clinton. Será uma vantagem para Hillary Clinton?

Não tenho a certeza. Há muita discussão à volta disso e houve até um site onde havia um artigo divertido em que previa a filha dos Clinton e dos Bushs a liderar os Estados Unidos até 2084! Mas não acho que seja uma questão só vantajosa. Por vezes é desvantajoso para a Hillary Clinton ter o apoio de uma figura tão dominante como Bill Clinton, o ex-Presidente. E pode ser vantajoso porque ele é um orador extraordinário que é capaz de mobilizar as pessoas. Mas toda a gente que conhece minimamente a política americana sabe que a diferença entre George Bush pai e George Bush filho é tremenda e que as diferenças entre as políticas de Bill e de Hillary Clinton são substanciais. Neste sentido, falar de dinastias e duas famílias a governar os Estados Unidos está já gasto e não terá impacto real nos resultados.

Qual é então a questão de Barack Obama?

Quanto ao Obama, a questão é saber se ele conseguirá ganhar os votos alargados da classe média, estando ele a confiar muito nos votantes mais jovens e nas minorias, excepto os hispânicos, que estão maioritariamente com Hillary. Ele precisa de se dirigir ao coração da sociedade, democratas, classe média, pessoas que vivem nos subúrbios das cidades, estas são as pessoas que ele tem de conquistar, especialmente quando falamos das primárias em estados como Maryland e Virgínia, Ohio e Texas, que vão ser muito importantes para ele.

Existe a ideia de que Hillary Clinton agrada ao "establishment" em todas as suas expressões. Concorda?

Acho que há um núcleo de verdade nessa afirmação, mas é simplista. Se olharmos para a sua biografia política, ela esteva nas lutas estudantis nos anos 60 e lutou fortemente ao lado de Bill Clinton nos anos 90. Hillary tem uma biografia mais anti- "establishment" que Barack Obama. Ele frequentou a faculdade, teve uma óptima carreira como dinamizador de massas em Chicago e tornou-se muito cedo um político de sucesso no estado de Illinois. E foi um dos mais jovens senadores de sempre a ser eleito para o Senado. O argumento do "establishment" não cobre tudo. Mas é verdade que Hillary Clinton tem estado exposta à política de Washington há muito tempo. Dá-lhe a desvantagem de as pessoas dizerem que ela é menos criativa e menos voluntariosa a quebrar com as tradições, mas dá-lhe a vantagem do conhecimento de Washington, um local muito complexo do ponto de vista político.

Parece-lhe possível o cenário de Hillary Clinton Presidente dos Estados Unidos e Barack Obama o seu vice-presidente?

Isso foi muito discutido na semana passada a propósito do debate democrata na televisão. Não me parece concebível Hillary Clinton ser vice-presidente... para ela é tudo ou nada.

Estava a falar da hipótese de Hillary Clinton Presidente e Obama vice-presidente.

É mais realista. Se Obama tivesse a experiência de oito anos de Casa Branca seria um candidato muito difícil de bater, mas o contra argumento é que o casal Clinton teria um papel vital na Casa Branca e seria fraca ideia Obama ser um vice-presidente simbólico enquanto o casal Clinton daria as cartas todas. É uma combinação pouco provável.
Há ainda o facto que pode ser invisível visto do exterior: até certo ponto, e por muito que isso desagrade às pessoas, Dick Cheney estabeleceu standards como vice-presidente. Ele é um espantoso manipulador de redes e foi o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos a ter três gabinetes, um na Casa Branca, um no Congresso e um no Senado. Isto significa que está ligado às instituições políticas de Washington e que trabalha por trás de cena como muitos poucos vice-presidentes o fizeram antes. É claro que o próximo Presidente terá de ter um vice que seja muito versátil a puxar os cordelinhos em Washington. Dick Cheney trabalha muito e muito eficazmente nos bastidores. Obama só tem um ano de Senado e não tem virtualmente nenhuma experiência de Washington.

Vamos aos republicanos, parece que estamos todos só a discutir o resultado das primárias democratas e não das eleições para a presidência dos EUA. É uma surpresa a distância que John McCain ganhou dos outros candidatos?

Não é surpreendente depois das últimas duas semanas, em que ele ganhou um tremendo protagonismo, mas se nos lembrarmos que a campanha dele abriu falência no Verão passado, que teve de desistir dos aviões privados para a campanha e que teve de viajar em classe turística em voos comerciais, foi obrigado a despedir pessoas que não podia pagar, que não tinha acesso nem aos grandes jornais nem aos canais de TV mais importantes, em Agosto e Setembro toda a gente dizia que McCain tinha morrido! Em estilo Lázaro - é engraçado porque os cartazes da campanha diziam agora "Mac is back" -, esta é uma história de absoluto sucesso. Ele é claramente o preferido e ontem declarou-se que ele ia continuar a corrida. McCain é um problema do lado republicano, se olharmos para as análises dos seus apoiantes, ele é muito forte entre republicanos moderados, muito forte entre republicanos que dizem ser moderadamente conservadores, mas é muito forte entre os independentes, que é cerca de um terço da população dos Estados Unidos (as pessoas que não se registam nem como votantes republicanos nem como votantes democratas). Talvez ele não tivesse tido tão bom resultado nas primárias de ontem se não houvesse dois candidatos democratas.

Quais crê que venham a ser as diferenças na política externa norte-americana para a próxima administração, seja ela democrata ou republicana?

Haverá alterações independentemente de quem ganhar a presidência. Se acabarmos com um confronto entre Hillary Clinton e John Mccain, acho que as políticas externas serão muito semelhantes. A nova Casa Branca fará definitivamente alterações, já há muitas estratégias a serem desenvolvidas para ver como se poderá encerrar Guantánamo o mais depressa possível, como abordar as alterações climáticas e o Protocolo de Quioto, as instituições que vão lidar com estas questões dados que, até agora, os Estados Unidos lhes têm sido tão renitentes.

A abertura a esses temas foi o grande momento destes últimos meses da administração Bush...

Absolutamente, e isso vai alterar-se a muitos níveis. Isso será também verdade para a relação dos Estados Unidos com as Nações Unidas. No caso da Europa, a relação será de algum modo mais difícil porque se ganhar o candidato democrata ele virá à Europa no princípio do Verão de 2009, pedirá muito mais apoio para o esforço norte-americano no Afeganistão e no Iraque; assumindo-se como tendo, à partida, sido contra a invasão, vão argumentar que a situação existe e tem de ser solucionada, que toda a região é de interesse estratégico para a Europa e está muito mais perto da Europa que dos Estados Unidos...

Grande argumento!

É, até porque, ganhe um democrata ou um republicano, vai haver uma enorme dinâmica de retirada de tropas do Iraque rapidamente e nenhum político poderá resistir a essa tendência, nem mesmo o John McCain. Hillary Clinton deixou já claro que tentará retirar tropas num período de 18 meses, deixando apenas contingentes no norte do país por causa do problema do Curdistão. Se isso acontecer, é absolutamente claro que a reconstrução, treino e até algum apoio militar, terão de ser garantido pelos europeus.

Há uma estratégia de mudança de cenário político que faz emergir no Afeganistão e desaparecer o Iraque?

Sem dúvida, nos "think tanks" todos dizem que o Afeganistão é importante não só porque está à beira de se desintegrar e que os Estados Unidos têm de reiterar o seu fortíssimo apoio a Hamid Karzai, mas um argumento de política externa que penso ser muito forte é que o futuro da NATO está ligado ao sucesso do Afeganistão. O Afeganistão é uma missão da NATO e é essencial que esta consiga controlar a situação, ajudar a estabilizar o futuro na região. Não nos esqueçamos que a NATO é ainda a mais importante aliança transatlântica que tem sido fortemente politizada nos últimos anos. Não é só militar, mas tornou-se uma instituição de decisão política. Da perspectiva norte-americana também é uma instituição importante porque a Turquia é membro e a Turquia é um dos pilares da política externa norte-americana relativamente à Europa, mesmo que a Europa não queira ter a Turquia como membro da União. O Afeganistão é um problema de charneira.

Como classifica a herança de George W. Bush?

Até os republicanos admitem que esta pode ser vista historicamente como uma das piores presidências da história dos Estados Unidos. Há tremendos problemas, falámos das questões de política internacional, mas há o terrível facto de a América ter alienado tantos dos seus amigos e apoiantes em todo o mundo. Mais dramático ainda é a situação interna, e é a razão pela qual Bush perdeu tanto apoio interno nestes últimos meses. A Casa Branca publicou, na segunda-feira, o novo orçamento para 2009, um orçamento de dois biliões de euros (três biliões de dólares) e o défice é de 271 milhares de milhões (400 milhares de milhões de dólares). O défice é várias vezes o orçamento de Portugal, imagino. É tão incrivelmente perigoso em termos da situação fiscal, está fora de controlo, e há ainda a questão da dívida dos cartões de créditos e dos créditos hipotecários. O bem-estar da economia norte-americana será a enorme tarefa. A Hillary Clinton disse que tinha sido preciso um Clinton para limpar a Casa depois do primeiro Bush e que parece que é preciso um segundo Clinton para limpar a seguir ao segundo Bush.

Não sendo já a política externa, quais são as questões que identifica como prioritárias para o americano médio?

Essa é uma novidade que emergiu nas últimas oito semanas desde o Natal: a política externa ainda é uma grande questão implicitamente, mas as pessoas começaram a preocupar-se com a economia e toda a gente fala da recessão dos Estados Unidos, tornou-se o tema esmagador da campanha: as pessoas falam da economia, da crise e da criação de empregos, mais o garantir que não entrem tantos imigrantes ilegais no país. A segunda grande questão é a assistência médica ligada à situação económica. Há mais de 40 milhões de americanos que não têm seguro de saúde e ambos os candidatos democratas têm sofisticados programas de saúde que garantem que quase toda a gente terá a sua cobertura de saúde.

Tanto para democratas como republicanos?

Estas têm sido as duas grandes questões para os democratas. Para os republicanos é ligeiramente diferente porque uma vez que o John McCain é um liberal republicano, as pessoas que o apoiam estão mais interessada em política externa e segurança. Republicanos como Mitt Romney e Mike Huckabee estão mais interessados em valores conservadores, como a questão do aborto e dos direitos dos homossexuais e o bem-estar económico. O lado republicano é ligeiramente diferente também porque o John McCain é o único republicano que não é contra a imigração, o que lhe tem feito perder muitos votos, mas também ganhar muito respeito.

Concorda que não é difícil encontrar um presidente mais razoável que George W. Bush?

É uma conclusão a priori, e não só entre republicanos liberais ou democratas progressistas. George W. Bush despareceu da arena política, ninguém fala sobre ele. Quando ele fez o discurso anual do Estado da Nação há duas semanas, o "Washington Post" escreveu "George Bush está a tentar provar que ainda anda por aí". É espantoso ver que as pessoas estão só à espera que ele se reforme e saia em Fevereiro 2009.

Em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/235108

Gráfico com todos os resultados da super terça-feira em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/234873
 
Infelizmente qualquer um deles vai dar em vitória fácil para os Republicanos.

Um preto ou uma mulher! Carne para canhão!

John McCain é o próximo presidente dos EUA.
 
Resultados das eleições de sábado

Partido Republicano

Kansas: John McCain 24%
Mike Huckbee 60%

Lousiana: John McCain 42%
Mike Huckbee 43%

Washington (ainda em contagem dos votos): John McCain 26%
Mike Huckbee 24%

Partido Democrata

Lousiana: Barack Obama 57%
Hillary Clinton 36%

Nebraska:
Barack Obama 68%
Hillary Clinton 32%

Washington:
Barack Obama 68%
Hillary Clinton 31%

Em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/238167
 

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Obama retoma as rédeas da corrida


HELENA TECEDEIRO

Presidenciais nos EUA. Vencedor no Nebrasca, Washington e Luisiana, Obama espera manter esta dinâmica até Março. O Texas, no dia 4, é mais favorável a Hillary. Do lado republicano, Huckabee venceu no Kansas e na Luisiana, surgindo como hipótese para vice-presidente

"Vencemos no Norte, vencemos no Sul, vencemos no Centro. E acredito que podemos vencer na Virgínia se acreditarem na mudança." Foi assim que Barack Obama se dirigiu aos apoiantes que lhe deram a vitória nas primárias de sábado e começou a preparar o próximo duelo com Hillary Clinton. Após a vitória da senadora na superterça-feira - por margem mínima -, o senador do Ilinóis retomou as rédeas da corrida democrata à Casa Branca. E, a acreditar nas sondagens, prepara-se para vencer todos os escrutínios até ao próximo grande teste: o Texas, a 4 de Março

Impulsionado pelo voto negro na Luisiana e pelo voto jovem no Nebrasca e Washington, Obama promete continuar a disputar a nomeação democrata estado a estado. E começou já ontem com os caucus do Maine. Uma campanha longa que poderá levar os democratas à convenção de Denver, em Agosto, sem um vencedor claro - uma situação que não acontece desde 1952.

Apesar de não garantirem a nomeação - longe disso -, as vitórias de Obama devolveram-lhe a dinâmica de vencedor que espera manter até Março. Mas os estados que votam até lá representam menos delegados do que Texas e Pensilvânia juntos (cerca de 600). E aí, as coisas não deverão ser fáceis para o senador do Ilinóis, que quer ser o primeiro negro a chegar à Casa Branca.

A senadora anunciou que irá disputar todas as primárias, mas a verdade é que Hillary já tem os olhos postos nas grandes batalhas de Março e Abril. Tanto o Ohio (4 de Março) como a Pensilvânia (22 de Abril) são estados industriais, fortemente preocupados com as ameaças de crise económica. Por isso deverão estar mais sensíveis à maior experiência de Hillary nas questões económicas.

O Texas, por seu lado, com um grande número de eleitores hispânicos, também constitui terreno propício para Hillary.

Com os preparativos para as próximas batalhas já a decorrer, a campanha de Hillary não escondeu, contudo, a sua desilusão no sábado à noite. Sem outros motivos para festejar, a equipa da senadora foi dizendo que já recolheu dez milhões de dólares, doados por mais de cem mil pessoas, desde a superterça-feira 5 de Fevereiro. Ao que a campanha de Obama se apressou a responder que recebeu dinheiro de mais de 350 doadores desde o início do ano.

Com menos de cem delegados a separá-los, os candidatos democratas à Casa Branca prometem lutar até ao fim. A perspectiva de uma batalha longa, cara e desgastante está a assustar alguns democratas que temem que esta mine as hipóteses de o partido vencer em Novembro.

E se nenhum dos dois conseguir a maioria antes da convenção, a corrida pode ainda ser marcada por processos menos claros. É o caso do destino dos delegados da Florida e do Michigan. Proibidos de irem à convenção de Agosto por os seus estados terem antecipado as primárias, poderão acabar por participar, o que favorecerá Hillary, vencedora em ambos. Ou estes podem repetir a votação, o que os analistas dizem ser favorável a Obama.

Enquanto esperam que um deles ganhe vantagem, Hillary e Obama vão tentando conquistar o maior número possível de superdelegados (ao todo são 796). Estes membros do partido com cargos públicos - senadores, congressistas, etc. - são livres de votar em quem quiserem na convenção, o que os pode tornar decisivos em caso de empate entre os candidatos.|

Em http://dn.sapo.pt/2008/02/11/internacional/obama_retoma_redeas_corrida.html
 
Eu "apoio" o Obama porque considero que a ruptura social necessária para se ter um presidente americano preto é mais profunda do que aquela que é necessária para se ter uma presidenta mulher.
Como sou socialmente progressista e liberal, ficaria mais contente com o avanço social que o Obama significaria. Mas mesmo que o Obama ganhe as primárias, não ponho as mãos no fogo pelo eleitorado americano. Temo que, à boca das urnas, os ecos do conservadorismo falem mais alto...
 
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