Presidenciais Americanas - Obama eleito

Presidenciais Americanas - Obama eleito

  • Barack Obama

    Votos: 167 89,3%
  • John McCain

    Votos: 13 7,0%
  • Ralph Nader

    Votos: 7 3,7%

  • Total de eleitores
    187
  • Sondagem encerrada .
Obama não tem a mesma conversa. Vai daí, a ascensão meteórica de um profundo desconhecido.

Há uma coisa que é perfeitamente sintomática da mudança. O modo como tem obtido financiamento para a sua campanha.

O modo é semelhante à candidatura rival da campanha nestas eleições e anteriores, ou seja: donativos, angariação de fundos para a campanha em actividades sociais em que o candidato apareça e discurse, voluntariado na máquina eleitoral de cada candidato, estas as principais.

O que pode fazer a diferença é a quantificação em dólares e em esforço dado ou obtido por cada partido para a sua campanha.
 
Fiz o sacrifício de ver o ultimo debate entre os candidatos à eleição para o emprego mais poderoso do mundo.

Este foi realmente um debate com um McCain a queimar os ultimos cartuchos e ao ataque e um Obama à defesa e a ser mto cerebral perante os ataques. (O pedido de ar condicionado pelas duas campanhas aqui compensou!). Foi um debate interessante e valeu a pena o ficar ate tarde para ver os candidatos pois sempre se aprendem umas coisas.. Qto mais nao seja da para ver que rumo se pode esperar que a america tome depois das eleicoes.

Na minha perspectiva, o McCain tentou vestir a pele do que a maioria dos americanos querem. Um "maverick" aos tiros e falador. Desde o primeiro debate que tenho esta ideia, qq q seja o prox presidente, os USA e o mundo ficam bem servidos.
 
qq q seja o prox presidente, os USA e o mundo ficam bem servidos.
Eu também tenho essa ideia, mas prognósticos... só no fim [:D]

Ambas as candidaturas, principalmente a do McCain, têm forças poderosas por trás que vão querer cobrar os apoios que deram [;)]

Neste aspecto, o McCain está mais refém desses poderosos lobbies. E claro, do pentágono [;)]

Eu ainda tenho medo que alguma coisa aconteça ao Obama... os fanáticos dos EUA vão tolerar um Presidente que acredita na teoria da evolução, que acha que a diplomacia é melhor que tiros e bombas, e que... é negro ?
 
Última edição:
O Obama provem de outra america.. Da "thinking America".. Infelizmente esta é minoria, e de certa forma e desprezada pela "real America".

Eu tb tenho essa noção, de que mtos dos q dizem Obama nas sondagens, cheguem a mesa de voto e tenham segundos pensamentos.

O que tb aprendi ontem, e q as eleições presidenciais nao sao um tema tao importante como sao as eleicoes na Europa.
 
Vi o debate. E na CNN eles davam em split screen, com os dois candidatos sempre no ar.
Era um bocado confrangedor olhar pró McCain qd o outro falava. Parecia que ia rebentar, que tava numa aula de anger management.
Parecia um bocado on the brink. E o pior é que se rebenta, qd estiver na presidência, fica lá a outra senhora.

A política dos Rep é sempre cut taxes, não falam de mais nada. Os Dems é sempre a justificar que não vai engrossar o governo federal, isto raramente muda. E qd muda é a national security. Parece uma telenovela mexicana, sempre no mesmo.

Nao entendo a ideia do McCain ao dizer que quer construir 45 centrais nucleares.
Já todos sabemos que isso demora anos e anos a construir ( até 10 ), custa um balúrdio e custa 3 balúrdios pra desmantelar e têm uma vida média relativamente curta, ttendo em conta os prós e contras.

Por outro lado a star is born: Joe the plummer !!! Deve ser amigo do Zé do nosso Zé Manel.
"Joe The Plumber" Speaks: "It's Pretty Surreal"


Quanto ao tão falado "Bradley effect", a verdade é que na Europa, tão cultural e socialmente evoluída não há pretos a mandar.
Alguém consegue dizer qd é o próximo presidente francês vai ser magrebino, ou o próximo português vai ser preto????

E nas últimas eleições para o congresso ( há 2 anos )os pretos que iam à frente nas sondagens ganharam. Nao houve effect.
 
Quanto ao tão falado "Bradley effect", a verdade é que na Europa, tão cultural e socialmente evoluída não há pretos a mandar.
Alguém consegue dizer qd é o próximo presidente francês vai ser magrebino, ou o próximo português vai ser preto????

E nas últimas eleições para o congresso ( há 2 anos )os pretos que iam à frente nas sondagens ganharam. Nao houve effect.

Penso que esse efeito so se verificou numa eleição num estado.. Será dificil ocorrer numa diferença enorme entre estados tao dispares.. no entanto... Ele existe..
 
Vi o debate. E na CNN eles davam em split screen, com os dois candidatos sempre no ar.
Era um bocado confrangedor olhar pró McCain qd o outro falava. Parecia que ia rebentar, que tava numa aula de anger management.
Parecia um bocado on the brink. E o pior é que se rebenta, qd estiver na presidência, fica lá a outra senhora.

A política dos Rep é sempre cut taxes, não falam de mais nada. Os Dems é sempre a justificar que não vai engrossar o governo federal, isto raramente muda. E qd muda é a national security. Parece uma telenovela mexicana, sempre no mesmo.

Nao entendo a ideia do McCain ao dizer que quer construir 45 centrais nucleares.
Já todos sabemos que isso demora anos e anos a construir ( até 10 ), custa um balúrdio e custa 3 balúrdios pra desmantelar e têm uma vida média relativamente curta, ttendo em conta os prós e contras.

Mas eles não têm outra hipótese (por enquanto, pelo menos)! Eles tiveram a dormir durante décadas no que toca a política energética, um país que consome entre 18 e 20 milhões de barris de petróleo por dia nos tempos que corre pode, de um momento para o outro, ficar muito fragilizado. Isto já devia ter sido feito há mais tempo, isso sim. Com o consumo que eles têm, é melhor que procurem alternativas bem rápido...

Além disso, o nuclear está cada vez melhor (reciclagem de resíduos, segurança, manutenção, etc...)!
 
Face invisível e mau presságio

Face invisível e mau presságio

Por Olavo de Carvalho (*)





George F. Will, um dos mais renomados colunistas do campo conservador, não está satisfeito com a tônica da campanha republicana, segundo a qual “não são tanto as idéias de Obama que são ruins - ele é que é má pessoa”. No instante em que milhões de americanos estão sendo lesados nas suas contas de aposentadoria, afirma Will no seu artigo do dia 9 no Washington Post, “o esforço de McCain-Palin para fazer o eleitorado focar os olhos nas ligações que Obama teve em Chicago parece surrealista”. O argumento não difere muito do de E. J. Dionne – um obamista - que comentei dias atrás: o público não quer saber do passado dos candidatos, mas de como eles vão governar o país e resolver os problemas do presente.


Ambos os colunistas apóiam-se numa regra de etiqueta - um lugar-comum da retórica tradicional - segundo a qual debates devem concentrar-se em idéias e deixar intactas as pessoas. Mas lugares-comuns são argumentos padronizados aplicáveis a uma multiplicidade de situações diversas, cuja diferença específica, por isso mesmo, lhes escapa. Uma idéia só pode ser discutida “em si mesma”, sem menções à pessoa do seu emitente, quando sua formulação é intelectualmente completa o bastante para garantir que ela não muda de significado quando troca de porta-voz ou de contexto. Isso só acontece com teorias científicas e filosóficas altamente abstratas. Com opiniões de políticos, jamais. A rigor, o único sentido que uma declaração de palanque pode ter é a história pregressa do seu emitente, que ela prolonga e esclarece no contexto atual, com graus variados de coerência e credibilidade conforme a situação. A necessidade de referir as palavras à pessoa que as profere torna-se ainda mais patente numa disputa eleitoral, quando não se trata de escolher entre idéias abstratas, mas de preencher um cargo: cargos não são ocupados por idéias, mas por pessoas. Uma vez empossado, o candidato vencedor pode mudar de idéia, mas não de caráter. As propostas de governo que ele apresente durante a campanha não são teorias que possam ser julgadas em si mesmas, porém indícios do seu caráter e da sua capacidade – indícios que, precisamente, só podem ser avaliados em função do seu passado.


No caso de Obama, examinar a pessoa, o passado e as associações torna-se ainda mais obrigatório por dois motivos incontornáveis. Primeiro: Seu discurso de campanha contrasta de tal maneira com todas as suas ações e palavras anteriores, que ninguém pode votar nele com consciência de causa sem ter primeiro esclarecido se ele mudou de idéia sinceramente ou se o novo make-up com que ele se apresenta é apenas um disfarce. Muitos adeptos de Obama – e alguns dos mais entusiásticos entre eles, como por exemplo Louis Farrakhan (v. http://wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=77539) – não escondem que lhe dão apoio precisamente em razão das idéias radicais que ele defendeu outrora (e daquelas mesmas associações comprometedoras que agora ele nega), e não do seu discurso moderado de hoje, que aceitam apenas como concessão tática provisória. Alguém no campo obamista deve estar enganado a respeito do seu candidato: ou os que o aplaudem por ser um esquerdista fanático, pró-terrorista e anti-americano (como o indicam seus votos no Senado e suas ligações com William Ayers, Raila Odinga, Jeremy Wright, Louis Farrakhan e similares), ou os que confiam nele por ser moderado e patriota como seu discurso eleitoral sugere. Os dois lados não podem ter razão ao mesmo tempo. Fugir dessa questão e concentrar o debate tão-somente no conteúdo do discurso eleitoral é fazer desse discurso um fetiche hipnótico em vez de tentar compreendê-lo no seu sentido real e concreto.



Segundo: Obama é um recém-chegado, sua carreira política a mais curta e sua biografia a mais obscura e duvidosa que um candidato à Presidência americana já apresentou ao público. O próprio Obama não faz o menor esforço para esclarecer seu passado, antes busca encobri-lo por meio de subterfúgios e mentiras já várias vezes desmascaradas. Por exemplo, ele disse que jamais militou num partido socialista: já apareceram as provas de que militou em dois (v. http://newsbusters.org/blogs/p-j-gl...-report-obama-membership-socialist-new-party). Ele disse que mal conhecia William Ayers: já está claro que foi nomeado por Ayers para a ONG Chicago Annenberg Challenge e ambos juntos arrecadaram um bocado de dinheiro para organizações esquerdistas.


As associações que um político tenha forjado ao longo da sua carreira não são detalhes externos que em nada afetem a hipotética pureza das suas convicções pessoais: são a substância mesma do esquema de poder que lhe dá sustentação política e financeira e cujos anseios e interesses pesarão muito mais sobre a conduta dele no cargo do que as meras idéias que ele possa ter na cabeça, idéias que, se vierem a se opor aos ditames do esquema, só condenarão seu agente ao isolamento e ao fracasso. Essa conduta já é suspeita o bastante, mas o respaldo solícito que ela recebe uniformemente da grande mídia chega a ser assustador, denotando uma fraude jornalística geral e organizada, muito mais temível, pelo alcance universal das suas conseqüências, do que a ocultação da existência do Foro de São Paulo pela mídia brasileira (se eu não tivesse visto este último episódio com os olhos da cara não acreditaria no que eles estão me mostrando agora).


Episódios essenciais, não só da biografia pessoal de Obama, mas da sua militância política, são omitidos sistematicamente pelos jornais e pela TV ou só saem em versão expurgadíssima, higienizada e embelezada, contrastando com a espetaculosa exibição dos menores detalhes íntimos da vida da família Palin, apresentados sempre com vagas insinuações de escândalo precisamente porque em si mesmos nada têm de escandaloso ou relevante. Alguns daqueles episódios, bastante recentes aliás, de 2006 e 2007, mostram um Obama tão diferente daquele que aparece nos debates, que nenhum observador isento pode deixar de notar o contraste e perguntar se a imagem de bom menino veiculada pela propaganda eleitoral do candidato, com a ajuda cúmplice da grande mídia, não é antes uma farsa sinistra destinada a colocar na Presidência dos EUA, sob pretextos calmantes, um revolucionário odiento e pelo menos tão anti-americano quanto Hugo Chávez e Ahmadinejad.
Pelo menos uma das faces de Obama que os eleitores americanos não conhecem é tão repugnante que, ao tomar conhecimento dela, você perde na hora todo interesse pelas “propostas de governo” que ele tenha a apresentar, e começa a se perguntar quanto o senso de moralidade dos dirigentes democratas precisou baixar para que aceitassem sepultar fatos tão essenciais e construir em cima do sepulcro a imagem integralmente postiça de um candidato confiável e tranqüilizante, do qual nada mais restasse a discutir senão suas “idéias”.


Essa face, invisível ao povo americano pelo menos até o último dia 10, quando o WorldNetDaily publicou as provas cabais da sua existência (v. http://wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=77508), é a mais visível no Quênia, país onde Obama teve uma atuação política cem vezes mais decisiva, em escala local, do que jamais teve na América até o início da presente campanha eleitoral. Essa atuação consistiu em apoiar abertamente o líder queniano Raila Odinga e em tentar manipular em favor dele o próprio Senado americano. Odinga não é só um notório comunista e agitador anti-americano. É culpado de assassinato em massa. Em 2007, tendo perdido as eleições para presidente, ele desencadeou uma onda de violência, dirigida especialmente contra cristãos, mandando queimar mais de oitocentas igrejas, algumas com gente dentro, matando mais de mil pessoas e expulsando de suas casas aproximadamente quinhentas mil. A matança só parou quando Odinga foi nomeado primeiro-ministro. Obama não lhe negou apoio antes, durante ou depois desses acontecimentos.
Will e Dionne chamariam isso de “velhas ligações do tempo de Chicago”? Diriam que responsabilizar Obama por suas próprias ações em favor de Odinga é “inculpação por associação”, “insulto pessoal”, argumentum ad hominem? Achariam “surrealista” que alguém visse nessas ações um indício mais significativo da índole política e do caráter de Barack Hussein Obama do que suas promessas de campanha? Não sei, mas sei o que eu diria no lugar deles: o destino que Obama prenuncia para a América não está nas suas promessas de futuro, mas nos fatos do seu passado. Não chega a ser maravilhoso que um político tão enfatuado das suas “raízes africanas” se esmere tanto em esconder o mais importante episódio africano da sua biografia, que até hoje lhe rende a gratidão e o respeito dos seguidores de Odinga, ao ponto de prenderem e expulsarem do Quênia o repórter do WorldNetDaily, Jerome Corsi, enviado ao país para investigar o que Obama andara fazendo por lá?


Publicado pelo Diário do Comércio em 17/10/2008
(*) Fonte: http://www.midiasemmascara.org/?p=297#more-297
 
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