Problemas com heranças e partilhas. Soluções?

Mas em que sentido é que está a ter um "impacto negativo na tua paz de espirito"?
Não é um problema dos teus país?

Mas nunca houve partilhas? Os irmãos dos teu pai nunca registaram os terrenos e casas em nome deles?
 
percebo o que dizes e até te dou razão em parte..

Direitos preferenciais não digo, mas supõe que tens mais dois irmãos, e tu é que ficas responsável por fazer a velhice aos teus pais. Achas que não era justo ficares com 40% e o resto 30-30%?
Eu acho justo.

quanto a andar a saltar de semana eu até acho que é o mais correto, que assim todos sabem o que custa..

Quanto a serem dois ou três irmãos quererem, só posso dizer que mais tarde se irão arrepender e irão ver que o dinheiro/bens não irá compensar o trabalho, a não ser que os metam num lar claro.

Pode ser, pode não ser. Se estivermos a falar de um bolo de 100 milhões, são 10 milhões de diferença. Se estivermos a falar de 10k, pode nem dar para as despesas. É por isso que a "prestação do serviço" não deve ter ligação com a divisão do património (salvo algumas excepções). Minha opinião.
 
percebo o que dizes e até te dou razão em parte..

Direitos preferenciais não digo, mas supõe que tens mais dois irmãos, e tu é que ficas responsável por fazer a velhice aos teus pais. Achas que não era justo ficares com 40% e o resto 30-30%?
Eu acho justo.

quanto a andar a saltar de semana eu até acho que é o mais correto, que assim todos sabem o que custa..

Quanto a serem dois ou três irmãos quererem, só posso dizer que mais tarde se irão arrepender e irão ver que o dinheiro/bens não irá compensar o trabalho, a não ser que os metam num lar claro.

Normalmente quem fica com os pais acaba por ficar com mais também, é bastante comum o idoso reconhecer que quem ficou com ele merece mais e por isso acaba por deixar mais aquele filho.

Se é justo ou não, quem tem de decidir é o pai, não os filhos. [;)]
 
Normalmente quem fica com os pais acaba por ficar com mais também, é bastante comum o idoso reconhecer que quem ficou com ele merece mais e por isso acaba por deixar mais aquele filho.

Se é justo ou não, quem tem de decidir é o pai, não os filhos. [;)]

Isso seria "correcto" quando os pais possuem todas as faculdades mentais e o devido discernimento, o que não acontece na maioria dos casos que conheço, sendo facilmente influenciados. [;)]
 
Isso seria "correcto" quando os pais possuem todas as faculdades mentais e o devido discernimento, o que não acontece na maioria dos casos que conheço, sendo facilmente influenciados. [;)]

Já ouvi por diversas vezes idosos a referirem que o filho que tomar conta deles é que levará as coisas, a questão é que normalmente os outros filhos como foi dito e não escrito, não atribuem grande relevância.

Só interessa o que está escrito, mas como sabemos, não é bem assim.
 
se já passaram alguns anos, a única forma que tens de ter paz é esquecer.

é um assunto que devia ter sido resolvido no momento, agora pode ser tarde.

presumo que os teus Pais não tenham convido muito com os teus avós nos últimos tempos e quem deles cuidou tratou de se organizar.

da vida dos nos Papás dó devemos esperar carinho, educação e se possível formação.

para mim é só isso que importa.

felizmente na família pensamos todos por igual e quando perdemos o nosso Pai nunca dividimos nada, até porque pouco havia e a nossa mãe ainda está viva.

quando não estiver cá será partilhado com quem tem menos ou precisar mais.

se eu estivesse no teu lugar esquecia o assunto e deixava o que foi feito para trás.

muito sinceramente não consigo perceber como é que famílias deixam de se falar por causa de dinheiro.

a culpa disto não foi, exclusivamente, vossa.

quem chupou tudo que viva com isso.

se decidirem avançar com algo a nível legal, tens de estar preparado para uma batalha legal que vai trazer custos altos a todos os níveis sendo que o familiar não tem preço.

boa sorte e coragem.

Á uns anos anos atrás quando os meus avós morreram os irmãos do meu pai juntaram-se e 'ficaram' com tudo. Terrenos, casa (onde um deles ja residia), levantaram todo o dinheiro dos bancos, joias e outros objectos pessoais. Inclusive até fizeram obras nas terras e anexaram ás propriedades deles.

Como na altura eles se mostraram indisponiveis para dialogar, com a excepçao de insultos e outras baixarias. E como os meus pais nao quiseram prosseguir para tribunal, cortaram-se todos os contactos e ficou-se por ai.

No entanto, e ás luz de outros acontecimentos, eu vim a a descobrir que esse problema mal resolvido está a ter um impacto negativo na minha paz de espirito.

Sendo assim o que eu vinha aqui perguntar por soluções. Inclusive ja pensei, na falta de melhor, em os meus pais venderem os direitos deles á herança (nao sei se é posssivel) ou mesmo doar a alguma fundaçao ou organizaçao social. Eu digo isto, porque a nao ser que voces saibam de algo que eu nao sei (dai o tópico), e optar pela via judicial, eles vao arrastar o processo por um tempo indefinido de tempo sem fazer conta a despesas. Nem eu nem os meus pais temos tempo ou paciência para isso, dai ter ficado tudo em águas de bacalhau da primeira vez.

Estou aberto a sujestões. Obrigado por lerem.
 
Já ouvi por diversas vezes idosos a referirem que o filho que tomar conta deles é que levará as coisas, a questão é que normalmente os outros filhos como foi dito e não escrito, não atribuem grande relevância.

Só interessa o que está escrito, mas como sabemos, não é bem assim.

Exactamente. A doação de bens móveis não sujeitos a registo pode ser verbal. E muitas vezes assim acontece. Obviamente que essas doações não podem ofender a legítima dos herdeiros, caso esta exista.
 
Exactamente. A doação de bens móveis não sujeitos a registo pode ser verbal. E muitas vezes assim acontece. Obviamente que essas doações não podem ofender a legítima dos herdeiros, caso esta exista.

Depois. Quando se abre a sucessão.

Entretanto sabe-se lá o que se tinha, foi doado ou não.

Aliás "dado" - nem se usa essa palavra de doação. Por vezes é simplesmente levado ou "emprestadado".

As pessoas nem costumam pensar no assunto. Nem costumam falar com advogados. Pelo pouco que sei de conversas (aqui nas aldeias)... costuma ser tudo à sorte.

Muitos nem sabem disso da legitima, nem como doar da parte disponível ou não, nada declaram. Deserdam "de boca, do nada", chateiam-se, continuam a não ligar a nada.

Por vezes andam à batatada e é assim.

Na minha família também tem negócios estúpidos. Porque na altura não se falava com advogados. Era tipo o costume... faziam-se as coisas à sorte na boa.

Hoje em dia existe mais informação... Internet e tal. Alguns lembram-se do que se passou... que não devia ter sido assim. Tarde de mais.
 
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