Nthor
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É precisamente essa uma das criticas que tenho relativamente à moderação, a impunidade com que se flameja tópicos e se ofendem users por aqui.E pronto, já descambou...
E como acusam de perseguição quem os tenta por na ordem.
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É precisamente essa uma das criticas que tenho relativamente à moderação, a impunidade com que se flameja tópicos e se ofendem users por aqui.E pronto, já descambou...
Podem ler o resto aquiO Banco de Portugal, abandonou a independência e o rigor técnico a que está obrigado. No seu Boletim Económico – Primavera 2007 entrou na campanha de propaganda em curso para baixar ainda mais os salários, liberalizar os despedimentos individuais e reduzir a protecção aos desempregados. Para o Banco de Portugal (BP) a "rigidez salarial" passou a ser um obstáculo que impede que as empresas se adaptem à situação actual; os elevados subsídios de desemprego bem como a sua excessiva duração (?) são a causa do desemprego; e a insuficiente flexibilidade do mercado do trabalho constitui uma razão para a diminuição do investimento empresarial. Tudo isto, na linha do neoliberalismo puro e duro de importação que domina actualmente o pensamento económico oficial, foi depois multiplicado acriticamente pelos media afectos ao poder económico e politico como fosse uma verdade absoluta numa clara manipulação da opinião pública.
Num estudo recente do Banco Central Europeu (BCE), citado numa publicação do Ministério do Trabalho e da Segurança Social editada em 2006, sobre a rigidez salarial o BCE concluiu precisamente o contrário, ou seja que "o mercado de trabalho português está entre os menos rígidos da zona euro ao analisar a elasticidade dos salários reais no período de 1994-2001 relativamente à taxa de desemprego (-0,247)". De acordo com o próprio Boletim do Banco de Portugal os salários reais diminuíram -1% entre 2002 e 2006 (na Administração Pública a quebra foi muito maior). No entanto Victor Constâncio considera que é ainda insuficiente, e que a descida devia ser muito maior, e ser nos próprios salários nominais, ou seja, um "choque salarial" que foi defendido em Portugal, em Dezembro de 2006, pelo neoliberal Olivier Blanchard do MIT /USA.
Em relação à rigidez do mercado de trabalho português também criticada pelo BP, a análise da evolução da população activa em situação precária, no período 2001-2006, mostra que a rigidez do mercado de trabalho também não corresponde à verdade. A confirmar isso, está o aumento significativo da precariedade em Portugal. Entre 2001 e 2006, a população activa na situação de precariedade aumentou de 35,8% para 38,4% da população activa total, tendo alcançado 2.155.100 no fim do 4º Trimestre de 2006, o que mostra que o mercado de trabalho é flexível à custa da estabilidade do emprego dos trabalhadores.
Um dos argumentos mais utilizados para justificar a redução dos direitos aos trabalhadores tem sido a baixa produtividade do trabalho em Portugal. No entanto, fala-se sempre da baixa produtividade do trabalho, mas não se fala da baixa produtividade do capital, que é um dos problemas mais graves que o nosso País enfrenta actualmente, até devido à quebra acentuada do investimento verificada nos últimos 4 anos (-15%). Em relação à produtividade do capital o silêncio tem sido absoluto. E isto porque falar desta produtividade tornar-se-ia visível, a nível da opinião pública, a responsabilidade dos empresários. Entre 2000 e 2004, segundo o INE, a produtividade do capital diminuiu em Portugal nas empresas com menos de 100 trabalhadores em -36,8% e, nas com 100 ou trabalhadores, a quebra atingiu -43,2%. A produtividade do trabalho embora tenha aumentado pouco (0,6% ao ano), no entanto cresceu sempre.
Quando se fazem comparações internacionais sobre produtividade esquece-se de comparar as remunerações, porque se isso fosse feito as conclusões já seriam muito diferentes. Por ex., em 2005, de acordo com dados do Eurostat, a produtividade do trabalho media comunitária era superior à portuguesa em 51%, mas o custo da mão-de-obra médio comunitário era superior ao português em 74%. Pode-se assim dizer, para aquilo que os trabalhadores portugueses recebem, eles ainda têm uma produtividade superior à média comunitária.
A produtividade do trabalho é uma medida parcial como afirma a própria OCDE, porque nela se reflecte a influência de muitos outros factores (tecnologia, organização da empresa, etc.). A provar isso, está o facto de que num conjunto de 12 empresas pertencentes ao grupo das 500 maiores empresas que existem em Portugal, a produtividade na melhor (Petrogal) é superior em 24 vezes à verificada na última da escala (Yazaki). Fica assim claro que a produtividade do trabalho não depende fundamentalmente do trabalhador, porque se dependesse não se verificariam diferenças tão grandes na produtividade entre empresas que funcionam em Portugal como sucede.
Creio que os dados sobre o aumento da precariedade demonstram de facto que não é com leis de trabalho ainda mais flexíveis que se resolve o problema nacional da diminuição do investimento empresarial-AUMENTO SIGNFICATIVO DA PRECARIEDADE EM PORTUGAL
Contrariamente ao que afirma o Banco de Portugal, a rigidez do mercado do trabalho em Portugal não é elevada. O crescimento rápido da precariedade no nosso País prova isso. O quadro seguinte, construído com dados das Estatísticas do Emprego do INE, mostra o aumento significativo da precariedade em Portugal.
Entre 2001 e 2006, a população activa aumentou 4,9%, mas a população activa precária cresceu 14,6%, ou seja, percentualmente 3 vezes mais. Em valor absoluto, a população precária atingia, no fim de 2006, já 2.151.100 portugueses, o que correspondia a 38,4% da população activa total, tendo aumentado 3,3 pontos percentuais entre 2001 e 2006. Afirmar, como faz o Banco de Portugal, que "o quadro institucional caracteriza-se por uma insuficiente flexibilidade nos mercados do trabalho" é fechar os olhos e procurara branquear a realidade.![]()
O CUSTO DO TRABALHO E A PRODUTIVIDADE DO TRABALHO EM PORTUGAL E NA UE25
Para atacar os direitos dos trabalhadores, um dos argumentos mais utilizadas é a baixa produtividade do trabalho em Portugal quando se compara com a media comunitária. No entanto, nestas comparações esquece-se sistematicamente de comparar também as remunerações. O quadro seguinte, construído com dados publicados pelo Eurostat, mostra que a realidade é outra quando se compara simultaneamente produtividade do trabalho e custo da mão de obra de Portugal com a média comunitária.
Para anular os efeitos da diferença de preços que se verificam entre os diferentes países da União Europeia, utilizou-se valores PPC (Paridade Poder de Compra). E depois tomando como base Portugal (PT=100), os dados do Eurostat mostram que o custo de mão-de-obra (e tenha-se presente que este não inclui apenas as remunerações, mas sim todos os custos com o trabalho, remunerações e outras despesas); repetindo tomando como base o valores de Portugal, conclui-se que , em 2005, a produtividade média do trabalho na União Europeia era superior à portuguesa em 51%, mas o custo da mão de obra era maior do que o português em 74%. Idêntica relação se verifica relativamente a outros países também constantes do quadro anterior Portanto, em conclusão, para o que recebem os trabalhadores portugueses, a produtividade em Portugal até era superior à média comunitária.![]()
É precisamente essa uma das criticas que tenho relativamente à moderação, a impunidade com que se flameja tópicos e se ofendem users por aqui.
E como acusam de perseguição quem os tenta por na ordem.
Esta questão era para mim? É que se era.... não, não conheço... :sh) Isto é um bocado grande!conheces alguma estagiária vinda de aveiro aí?![]()
é...
e porque é que será (???)![]()
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Ainda não vi ninguém a "batalhar" numa guerra que não existe, muito menos por aqui.Porque o autor do tópico quer discutir um determinado assunto e os do costume (de ambas as partes) tratam logo de levantar a batalha campal dos "trabalhadores FP" versus "trabalhadores Privados".![]()