Programa SuperNanny da SIC - a controvérsia.

Cada vez mais me convenço que, excepto situações patológicas, o mau comportamento dos filhos é o reflexo da educação dada pelos adultos que se encontram em redor.

Quanto à religião. Tenho uma parte da família que é católica devota, e não se conformam com a liberdade de escolha que quero proporcionar aos meus filhos. De vez em quando levam um aviso mais ríspido para pararem com as influências. parece quase coisa de seita [:vm)]... Sou ateu e a minha mulher agnóstica.
 
Última edição:
Cada vez mais me convenço que, excepto situações patológicas, o mau comportamento dos filhos é o reflexo da educação dada pelos adultos que se encontram em redor.

Quanto à religião. Tenho uma parte da família que é católica devota, e não se conformam com a liberdade de escolha que quero proporcionar aos meus filhos. De vez em quando levam um aviso mais ríspido para pararem com as influências. parece quase coisa de seita [:vm)]... Sou ateu e a minha mulher agnóstica.

Do adultos e das crianças. Eles vêm um puto aos berros com o pai ou a mãe, e estes não reagem, vão pensar que também podem fazer (depois corre-lhes mal)...
 
A minha mãe era divorciada, trabalhava até tarde, crescemos num dos bairros com pior fama da Margem Sul e nem por isso ela deixava de nos disciplinar.

O ter jeito para educar/disciplinar nada tem a ver com dinheiro ou classe social se quisermos. Tem mesmo a ver com cada pessoa.

Aliás todos nós tivémos professores na escola em que alguns davam um grito mais alto e calava-se tudo e outros era a mesma coisa mas não metiam respeito nenhum.
 
Na Internet, aqueles que mais percebem de parentalidade são os que não têm filhos.
São esses em particular que defendem "eu levei muita porrada dos meus pais quando era puto e nunca me fez mal nenhum".
Vai-se a ver e afinal não é bem assim.

Eu levei a minha dose de porrada dos meus pais quando era criança, quando me portava mal. Isso só servia pra alimentar o meu sentimento de revolta.
Hoje que sou adulto e tenho filhos, sinto zero amor pelos meus pais.

Certamente não se pode generalizar, há casos e casos né.

Já agora muitas vezes quem diz palmada diz tambem dar 1 grito mais autoritário para impor respeito. A questão centra-se mais em pais que não sabem impor respeito.
 
Na minha opinião, podem metê-los na catequese católica. Mas também têm de os meter na catequese judaica, na catequese mulçumana, na catequese budista, etc., para que comparem e escolham. Caso contrário estás simplesmente a enfiar as tuas preferências religiosas pelas goelas abaixo do teu filho.

Sim, e nada de aprender português desde pequeninos. Também devem ser expostos ao inglês, francês, alemão, chinês (cada vez mais importante), italiano e por aí fora. Mas não é preciso ser fundamentalista: dialectos regionais são desnecessários.
 
Os meus pais não tinham o hábito de bater nos filhos... Eu também nunca bati nos meus... Sim, é possível educar filhos sem ser com recurso à pancada.

Já agora muitas vezes quem diz palmada diz tambem dar 1 grito mais autoritário para impor respeito.
Não é a mesma coisa.

edit: Uma vez chateei tanto o meu avô que, em pleno restaurante, ele deu um murro na mesa. Na mesa, não no neto! :)
 
Última edição:
Sim não é a mesma coisa, mas é como se diz, uma palmada no rabo em situações específicas não fez mal a ninguem embora quem não as tenha levado não significa que tenha tido má educação.

Não é uma ciência exacta.

Cada adulto a educar é diferente e cada cirança tambem é diferente e não há formulas mágicas.
 
Na Internet, aqueles que mais percebem de parentalidade são os que não têm filhos.
São esses em particular que defendem "eu levei muita porrada dos meus pais quando era puto e nunca me fez mal nenhum".
Vai-se a ver e afinal não é bem assim.

Eu levei a minha dose de porrada dos meus pais quando era criança, quando me portava mal. Isso só servia pra alimentar o meu sentimento de revolta.
Hoje que sou adulto e tenho filhos, sinto zero amor pelos meus pais.
Eu levei alguns "sacode o pó" da minha mãe e avó, e duas palmadas a sério do meu pai, e nenhuma delas foi mal dada ou me fez pensar dessa forma... (nem sei como lhe chamar).
Levei algumas reguadas da minha professora primária e todas elas merecidas também.

Os meus pais são uns dos pilares da minha vida, assim como a minha mulher e a minha filha.

Esse teoria da revolta a mim não me convence, a não ser que seja um lar disfuncional e que a porrada seja o lema.
Autoridade, respeito e amor para mim são os fundamentos de qualquer lar.
Até uma determinada idade os pais têm que ser isso mesmo, pais, e não os amiguinhos.
 
Eu levei alguns "sacode o pó" da minha mãe e avó, e duas palmadas a sério do meu pai, e nenhuma delas foi mal dada ou me fez pensar dessa forma... (nem sei como lhe chamar).
Levei algumas reguadas da minha professora primária e todas elas merecidas também.

Os meus pais são uns dos pilares da minha vida, assim como a minha mulher e a minha filha.

Esse teoria da revolta a mim não me convence, a não ser que seja um lar disfuncional e que a porrada seja o lema.
Autoridade, respeito e amor para mim são os fundamentos de qualquer lar.
Até uma determinada idade os pais têm que ser isso mesmo, pais, e não os amiguinhos.

Agora tocaste no ponto mais importante.
A minha mãe até aos meus 17 anos dizia sempre "eu não sou vossa amiga, sou vossa mãe".

 
Na minha opinião, podem metê-los na catequese católica. Mas também têm de os meter na catequese judaica, na catequese mulçumana, na catequese budista, etc., para que comparem e escolham. Caso contrário estás simplesmente a enfiar as tuas preferências religiosas pelas goelas abaixo do teu filho.

É isso e os pais que a 1ª fotografia tipo-passe da criança não é para o cartão de cidadão, mas sim para o cartão de sócio do Benfica, ainda a criança nem teve alta da maternidade.
Mas que drama.. ainda se lhe tivessem feito uma tatuagem,mas agora meter o filho sócio de um clube ou baptizado? Isso são coisas sem importância,inofensivas e revertiveis
 
Mas que drama.. ainda se lhe tivessem feito uma tatuagem,mas agora meter o filho sócio de um clube ou baptizado? Isso são coisas sem importância,inofensivas e revertiveis

Reversíveis...

Achas mesmo que um pai que mete o puto com dias de vida como sócio de um clube, aceita que ele mude? Mais depressa aceitava uma mudança de religião ou de sexo...
 
Mas que drama.. ainda se lhe tivessem feito uma tatuagem,mas agora meter o filho sócio de um clube ou baptizado? Isso são coisas sem importância,inofensivas e revertiveis

É engraçado alguns aludirem aos filhos crescerem livres, dando-lhes acesso tudo, o que corroboro na plenitude, mas, depois quando há certos assuntos, vade retro. Enfim, contradições.
 
É um pouco off-topic, mas sim. O baptismo e a catequese deviam ser proibidos.
Nenhuma criança devia ser exposta a religião por vontade dos pais. Quando a criança já não for criança e tiver plena consciência do que representa determinada religião (católica, protestante, judaica, etc.), então pode optar por seguir uma dessas religiões se assim o entender. Em circunstância alguma a religião deve ser forçada ou imposta pelos pais.

Discordo com isto.

Eu fui baptizado e abomino qualquer tipo de religião!

Acho que quando chegamos a adultos, fazemos as nossas escolhas e damos às coisas o valor que queremos.

No meu caso, esse baptismo não passou dum velho a meter-me água na cabeça. Ponto.[;)]
 
E nome, deste nome aos teus filhos? Em circunstância alguma o nome deve ser forçado ou imposto pelos pais. Era chamar "criança 1", "criança 2" e por aí fora. Quantas crianças não vemos agora tristes porque os pais tiveram a infelicidade de lhes chamar nomes parvos?



PS: Estou no gozo...

Conheço uma pessoa que se chama Francisco Fezes!

Ninguém merece ser chamado de Francisco...[:D]
 
e novidades, há?

FactsAboutTheFatherless-01.jpg


Children-Living-with-Mother-Only.jpg


já agora só para guardar a coisa:
https://thefatherlessgeneration.wordpress.com/statistics/

Estas a culpar as mães que fazem o melhor que conseguem ou os pais que saltam fora??
 
Pois ClioII, não percebi qual era o ângulo.

Neste fim de semana, a Raquel Varela (não gozem já!!) dizia que há vários anos, e eu por acaso lembro-me desse tempo, todo e qualquer adulto se interessava pelas crianças, com zelo.
Via-se uns miúdos a fazer umas tropelias e gritava-se "oh menino, não faças isso!", porque os miudos andavam pelas ruas e porque não se corria o risco de aparecerem pais desvairados a gritar connosco como se estivessemos a maltratar o "piqueno".

Eu assiso a pais em caixas de supermercado com miudos de rojo e as pessoas impávidas, porque ou não se interessam, ou receiam intrometer.se.

Esse lado da individualização do ser humano na sociedade é, quanto a mim, triste.
 
Pois ClioII, não percebi qual era o ângulo.

Neste fim de semana, a Raquel Varela (não gozem já!!) dizia que há vários anos, e eu por acaso lembro-me desse tempo, todo e qualquer adulto se interessava pelas crianças, com zelo.
Via-se uns miúdos a fazer umas tropelias e gritava-se "oh menino, não faças isso!", porque os miudos andavam pelas ruas e porque não se corria o risco de aparecerem pais desvairados a gritar connosco como se estivessemos a maltratar o "piqueno".

Eu assiso a pais em caixas de supermercado com miudos de rojo e as pessoas impávidas, porque ou não se interessam, ou receiam intrometer.se.

Esse lado da individualização do ser humano na sociedade é, quanto a mim, triste.

Acho que é mais por aí...

Vais opinar, e sujeitas-te a ser insultado (ou pior).
 
Do ponto de vista educativo, o programa pode ter algumas dicas interessantes para os pais. Tudo o resto é abominável...
A começar com as crianças que são agredidas na sua intimidade em momentos de fragilidade.
Depois todo o programa é nada mais que uma fórmula de entretenimento fantasiosa, basta ver que todos os programas são gravados durante 2 semanas e com intervalos pelo meio. Os 2 que já deram tiveram o mesmo enredo e todos os outros lhe seguirão o exemplo, uma introdução, uma crise na família para acomodar as regras e um desfecho feliz. Isto NÃO É REAL, é impossível ocorrer sempre desta forma, e portanto, apesar das dicas, está a passar uma mensagem irreal sobre a parentalidade.
O conceito televisio, o enredo, é igual a tantos outros reality shows sobre outros temas.
A SIC está a aproveitar a polémica para faturar e deveria ser punida pelo o que está a fazer a estas crianças e estas famílias.
Estás famílias devem ser escrutinadas pela cpcj e deverão ser tomadas medidas em conformidade, pois os pais, deveriam ser os primeiros a proteger as crianças.
Duvido que alguma destas famílias possa estar melhor que antes, depois desta exposição, depois desta mediatização e aproveitamento da polémica, pior ainda.
 
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