Proposta de erradicação da ébola
Vírus Ébola: o embuste
Tem tanto de extraordinária como de caricata a histeria que vai por esse mundo por causa da “catástrofe” provocada pelo vírus Ébola.
A imprensa internacional fala de 1229 mortos entre Março e Agosto de 2014. Ora bem, se consultarmos a página da OMS sobre este assunto, veremos que na realidade foram 788 os casos de óbito formalmente identificados como causados pelo vírus Ébola, um número bem inferior aos 1,2 milhões de mortes causadas pela malária (paludismo). O número remanescente limitou-se a traduzir os casos “suspeitos” ou “prováveis”.
As imagens televisivas com que fomos recentemente presenteados, mostrando-nos técnicos de saúde, quais marcianos envergando complexas máscaras junto de doentes suspeitos, são totalmente insensatas e dignas de um mau filme de ficção científica.
É importante saber-se que o vírus Ébola não se transmite com facilidade. Para haver transmissão do vírus, tal como acontece com o vírus da SIDA - o VIH - é necessário um contacto direto com um líquido biológico do doente, como o sangue, as fezes ou o vómito.
O vírus Ébola é sobretudo perigoso quando mal acompanhado. Como os doentes infetados morrem de desidratação ou de hemorragias, então o tratamento consiste logicamente na hidratação e/ou transfusão sanguínea, e não na administração de uma qualquer vacina ou hipotético medicamento.
Como a solução contra a epidemia consiste essencialmente em respeitar medidas simples usando o bom senso - higiene, boa nutrição, vitaminas C e D nas doses adequadas -, a verdadeira prioridade nos países tocados pelo flagelo, deveria ser criar infra-estruturas médicas de forma a fornecer aos doentes os cuidados médicos de base.
Seria bom que se soubesse que não há qualquer transmissão por via aérea, ou seja, quando uma pessoa fala ou tosse, não vai espalhar o vírus pelo espaço aéreo circundante.
Assim sendo, ao contrário da ideia com que se fica pela leitura da imprensa, não existe qualquer razão para recear que o vírus Ébola se possa transformar numa pandemia à escala mundial.
Semear o pânico pode ser um negócio muito lucrativo que importa desmontar.
Veja-se o que se passou ainda recentemente (2005) com a “pandemia eminente” da “gripe das aves”. Através da sábia manipulação da opinião pública, a consequência foi uma totalmente desnecessária vacinação em massa da população com o consequente enriquecimento de alguma indústria farmacêutica por um lado, e esvaimento dos cofres públicos em muitos milhares de euros em vacinas usadas e… não usadas, por outro. O antiviral “milagre” Tamiflu limitou-se tão-só a reduzir a duração dos sintomas em menos de um dia, sem conseguir limitar minimamente as hospitalizações.
Os títulos sensacionalistas martelados por alguma imprensa nas últimas semanas não fazem qualquer sentido. Importa que não nos deixemos submergir pela informação viciada e pela mentira. A reação totalmente excessiva face a este problema corre o risco de provocar uma catástrofe humanitária de dimensões bem superiores à provocada pelo próprio vírus Ébola. A medida tomada recentemente pelo governo da Serra Leoa, que interditou o albergue e os cuidados dados a estes doentes – única forma de os salvar -, mimoseando com a pena de dois anos de prisão os seus infractores, bem como uma outra tomada pelo governo da Libéria, ordenando aos soldados que atirassem a matar sobre as pessoas que procurassem passar a fronteira como forma de impedir a propagação da epidemia, é inacreditável. O mito dum passageiro africano infetado pela doença, no avião, que poderia infetar o país europeu onde desembarcasse é da mesma forma totalmente irrealista e traduz uma total ignorância sobre a realidade do vírus Ébola.
À semelhança do que se passou com a “gripe das aves” importa não enviar camiões de vacinas ou medicamentos para África ou para onde quer que seja. Tal servirá unicamente para enriquecer alguns laboratórios farmacêuticos.
A psicose informativa vigente, reprimindo as populações e isolando dezenas de milhares de infelizes criaturas, homens, mulheres e crianças, postos em quarentena na Libéria com medo dum contágio que nunca acontecerá se não houver contacto direto com os líquidos orgânicos do portador da doença, tem de ser urgentemente desmontado e desmascarado.
Não podemos aceitar a reedição dum negócio das arábias à custa da boa fé ingénua e da desinformação do incauto cidadão.
Médico, doutorado em Ciências da Educação
Vírus Ébola: o embuste - PÚBLICO
Bem, eu agora até vou dar uma arrogante porque não trabalho na área, mas eu acho que este médico não sabe bem do que fala. E sim, eu sei que esta afirmação parece estranha vinda de um leigo.
Mas daqui... talvez já não.
"O caso da auxiliar de enfermagem espanhola infectada com ébola não é surpreendente para Peter Piot, um dos maiores especialistas no vírus e conselheiro da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Espanha há mais uma profissional de saúde a apresentar sintomas, que deu entrada no hospital na madrugada desta quarta-feira.
“O erro mais simples pode ser fatal”, disse o especialista à BBC, dando exemplos aparentemente insignificantes, como um simples coçar de um olho, como suficientes para que haja infecção.
Muitas das vítimas do ébola foram profissionais de saúde a trabalhar em condições precárias na África Ocidental e a crença dominante era a de que em hospitais com infra-estruturas modernas e com protocolos de segurança homologados a probabilidade de contrair o vírus seria altamente reduzida. Mas o caso da auxiliar espanhola, que a imprensa espanhola se diz chamar Teresa Romero, veio alertar para a força contagiosa do ébola.
“Por exemplo, um momento muito perigoso é quando se sai da unidade de isolamento e se tira o equipamento de protecção – quando se encontra cheio de suor”, explicou Peter Piot. O especialista belga fez parte da equipa que em 1976 identificou pela primeira vez o vírus no Zaire (actual República Democrática do Congo).
Agora, no papel de conselheiro da OMS, Piot afirma não ter ficado surpreendido com a infecção da auxiliar espanhola – uma das que tratou os dois missionários infectados e que morreram no Hospital Carlos III de Madrid. A facilidade com que o vírus pode penetrar no organismo leva o especialista a prever que mais casos se vão suceder, embora a propagação não venha a ter as proporções que tem em África.
As declarações do virologista coincidem com a descrição da própria auxiliar que, numa pequena entrevista ao jornal El Mundo, garantiu ter seguido todos os procedimentos. “Não tenho ideia”, disse a funcionária quando questionada sobre a forma como poderá ter contraído o vírus."
http://www.publico.pt/ciencia/notic...-surpreendido-com-infeccao-em-espanha-1672227
Ou seja, assim por alto este senhor está a dizer que a malária matou muito mais gente... boa, e em quantos anos?? E fala ele de desinformação... já agora só falta comparar o número de mortes de ébola com os da gripe ou com o de acidentes de viação como eu já vi pela net...
Comparar a gripe das aves com o ébola? Ok...
Não é preciso andar com fatos, máscaras, etc? O ébola não se transmite facilmente? Pois não, vê-se. Basta ler a entrevista de um maiores experts na matéria, que diz que uma pequena distração, como coçar o olho, pode ser fatal. Mas este também não deve perceber nada disto ou então deve trabalhar para as farmacêuticas com certeza...
Vamos ser sensatos, nem tanto ao mar nem tanto à terra. Obviamente que o povo entra em histeria e os boatos são uma realidade neste tipo de temas, mas choca-me mais que haja alguém com formação na área que venha dizer estas barbaridades só para ser "do contra". Porque a ideia que o texto passa é essa, é de alguém do contra. Se a opinião pública fosse completamente contrária e descontraída em relação ao ébola, o texto seria ao contrário, virado para o alarmismo.