Protesto em Valença com bandeiras espanholas

O acordo de cooperação sanitária transfronteiriça, assinado pelos Governos de Portugal e Espanha na Cimeira Ibérica de Zamora, entra em vigor a 24 de Abril, informou hoje o secretário-geral do Eixo Atlântico, uma associação de municípios que integra 17 cidades do Norte de Portugal e 17 da Galiza.


“Na prática, as comunidades autónomas poderão estabelecer acordos em matéria de saúde com as suas homólogas regionais portuguesas de forma sistemática e sem ter de pedir autorização, caso a caso, como acontece actualmente”, explicou Xoan Mao.

Para o secretário-geral do Eixo Atlântico, este acordo poderá ser a solução, por exemplo, para o problema de Valença, onde em finais de Março fechou o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) e cujos habitantes já manifestaram vontade de se socorrerem nas Urgências de Tui, na Galiza.

“Neste caso concreto, a Direcção-Geral de Saúde de Portugal e a Conselheira de Saúde da Xunta da Galiza poderão, se assim o entenderem, estabelecer acordos para que o Serviço de Urgências de Tui se converta no centro de referência de Valença, de forma sistemática, sem recurso ao cartão europeu de seguro de saúde, concebido para usos pontuais”, referiu.

Os cinco municípios portugueses do Vale do Minho – Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura – também já manifestaram vontade de ter em Vigo o seu hospital de referência.

Xoan Mao disse ainda que este acordo “abre caminho a possibilidades mais ambiciosas, como a planificação conjunta de recursos sanitários transfronteiriços e a optimização dos recursos existentes, com os centros de saúde galegos a darem atenção à população portuguesa e vice-versa, em zonas limítrofes”.

Acrescentou que abre também a possibilidade, ambicionada pelo Eixo Atlântico, de “promover um complexo hospitalar transfronteiriço, a partir dos hospitais existentes em Chaves e Verín”.

A comissão criada para avaliar o custo económico dos serviços que se intercambiem “já tem os seus trabalhos muito avançados”.

“Este trabalho é fundamental, já que a colocação em prática do acordo exige a quantificação dos custos que cada país deverá assumir pelos serviços que o outro preste à sua população, como já acontece com o caso da maternidade de Badajoz, que é a referência para as portuguesas de Elvas”, salientou Xoan Mao.

Em http://www.publico.pt/Sociedade/cooperacao-transfronteirica-na-saude-entra-em-vigor-a-24-de-abril_1431892

Pois.
 
(...),

é isso que interessa nu fundo, alternativas[;)]

só com a apresentação de alternativas, por mais bacocas que pareçam, se poderá chegar a algum lado.

fica o desafio, para quem o quiser aceitar[;)]

(...)

As Autonomias Espanholas que históricamente fazem fronterira com os distritos Portugueses, bem como as respectivas populações locais aceitam a cooperação a todos os níveis e reforçam os seus laços de vizinhança, perante o óbvio, digamos, [;)]
 
Hoje, no programa Prós e Contras, està a discutir-se o fecho do Sap. Muito do que lá se tem dito tb já aqui se referiu. A disputa autárquica mais que as necessidades reais, a sensação de segurança na população mais que a procura efectiva. De facto, segundo números do sec. Estado, a média de utentes no período nocturno é de 1,7 utentes por noite! Mesmo que seja a média de 4 utentes por noite referida pelo presidente da Câmara! Como é possível rentabilizar recusos, com médias destas? Sabendo que o médico que esteve a fazer noite não trabalha no dia seguinte e tem ainda direito a gozar uma folga. Ora é médico de família de n doentes que não vão ser vistos em horário normal diurno pq médico està de folga. Hipotéticamente 10-15 utentes não serão observados pq o médico esteve de plantao durante a noite para ver 1,7 utentes.
E fica tb provado que as situações realmente urgentes que recorriam ao SAP são residuais. 6 em 4 meses!
 
Mais uma lógica da batata:
há RX e lab de análises no SAP de Valença, dizem os defensores do Sap.
E està aberto, funciona durante a noite, se fôr necessário? Pergunta a jornalista.
-Não.
Elucidativo...
 
"Esses locais não têm condições e meio adequados para atender pessoas!"

Mas alguém já pensou em criar estas condições?

"Mas não compensa porque tem poucas pessoas a ir lá à noite!"

Mas como é que se seguram pessoas no interior? Se não há escolas, se não há médicos, se não há uma mínima urgência?

Estas políticas solicialistas...[8b]
 
As Autonomias Espanholas que históricamente fazem fronterira com os distritos Portugueses, bem como as respectivas populações locais aceitam a cooperação a todos os níveis e reforçam os seus laços de vizinhança, perante o óbvio, digamos, [;)]

Sem querer desprestigiar os laços de boa vizinhança, não esqueçamos que o Estado português paga cerca de 150 euros ao Estado espanhol por cada consulta de cidadão nacional em Espanha, através do cartão europeu de saúde. Logo, uma consulta de clínica geral que é paga ao nível de uma de especialidade mas de professor catedrático. Portanto, não me surpreende tanta boa vontade e acolhimento fraterno...
 
Sem querer desprestigiar os laços de boa vizinhança, (...)

Acreditamos que sim [:D] , mesmo o raciciocinio oposto seria irrelevante para o desenvolvimento das diversas situações de relações económico, sociais e politicas de âmbito tranfronteireiço que existem no terreno por imperativo das populações locais.
 
“Neste caso concreto, a Direcção-Geral de Saúde de Portugal e a Conselheira de Saúde da Xunta da Galiza poderão, se assim o entenderem, estabelecer acordos para que o Serviço de Urgências de Tui se converta no centro de referência de Valença, de forma sistemática, sem recurso ao cartão europeu de seguro de saúde, concebido para usos pontuais”, referiu.

No artigo acima citado.
 
VALENÇA DO MINHO E AS ELITES PORTUGUESAS (não esquecendo Elvas

VALENÇA DO MINHO E AS ELITES PORTUGUESAS (não esquecendo Elvas

VALENÇA DO MINHO E AS ELITES PORTUGUESAS (não esquecendo Elvas)
As elites portuguesas têm um problema. Não confiam no povo de que são
filhas. Lamentam
o "baixo nível" do seu próprio povo. Nem sequer entendem que, agindo
assim, e sendo elas
por definição os "melhores" de entre o seu povo, e aqueles que, até
certo ponto, devem
dar o exemplo, estão a passar um atestado de incompetência a elas próprias.
No fundo, as elites têm horror a misturar-se com o povo de que são
filhas. E lamentam
não viver noutro País, onde as populações não sejam tão rudes.
Ao longo da História, as elites portuguesas têm metido os seus conterrâneos em
aventuras de vários tipos... incluindo tentativas de se subordinarem
ou unirem a outros
Estados que não o Português. Estados onde, curiosamente, vivem
populações bem menos
acomodatícias que a portuguesa à tradicional prepotência dos "grandes"
da Lusitânia.
Curiosamente também, o povo português tem reagido, e destroçado as
mesmas elites.
Todavia, parece haver aqui um ciclo infinito. As novas elites que,
após as muitas
revoluções que Portugal conheceu, substituem as antigas, acabam por as
imitar na forma
como se vêem e vêem o seu povo. Em pouco tempo, os vícios ressurgem.
Não me refiro apenas a nobres ou a burgueses. As elites intelectuais
têm seguido o
mesmo percurso. Volta e meia, temos os mesmos discursos descrentes e
pessimistas. Foi
assim no final do Século XIX, e de novo no início do século XX. A
ditadura salazarista
incompatibilizou estas elites com muitos aspectos da vida portuguesa.
O mais curioso é que esta tendência se renova nos finais do século XX
e começos do
XXI. E é ver escritores (começando pelo genial Nobel Saramago,
convencido de que a sua
atitude é original...), de vários quadrantes, a lamentar não terem
nascido num País maior
e que lhes reconheça a sua "infinita grandeza" ( que marcha a par,
demasiadas vezes com
uma infinita presunção ), mas também economistas, grandes empresários,
políticos, e,
pior, governantes, a pronunciarem-se da mesma forma. Discretamente,
neste último caso,
claro. Mas com muita eficácia.
Durante séculos, o povo rude ficava longe destes procedimemtos.
Todavia, e felizmente,
a instrução popular tem progredido. As elites são agora mais imitadas,
mais ouvidas, ou
desprezadas com maiores conhecimentos. Instintivamente, o povo revê-se até na
mediocridade das mesmas elites. Para sua desgraça.
Assim se chega a situações com a de Valença do Minho, com bandeiras
espanholas içadas
pelas populações. As elites aplaudirão ( "nós não dizíamos? Este povo
não tem capacidade
para sobreviver de forma independente; Portugal vai acabar..."), ou
abanarão a cabeça com
desgosto, e dirão: "Triste povo o nosso; nem patriotas são; isto só lá
vai, mesmo, com
uma ditadura".
Afinal, os habitantes de Valença do Minho nem se apercebem que, com o
seu protesto,
estão a ajudar e a dar razão a quem lhes quer tirar direitos. Num País
onde as elites
mantêm uma das mais altas taxas de desigualdade social da Europa, e
consideram isso
natural, o povo, a eterna vítima, em vez de exigir uma melhor
repartição de riqueza, em
vez de lhes exigir que abdiquem do muito que têm para que os serviços
básicos (saúde,
educação) não sejam afectados, mas antes melhorados, os "populares"
entregam a resolução
do problema ao vizinho espanhol. Que alívio para essas mesmas
elites... em que se
incluem os políticos governamentais e muitos dos que os apoiam.
Não me posso esquecer do encerramento da Maternidade de Elvas a favor
de nascimentos
em Badajoz. Um precedente perigoso. Quantas pessoas terão consciência
DE que, daqui a
trinta e poucos anos, nenhum elvense se poderá candidatar a Presidente
da República por
não ter nascido em Portugal, conforme determina a Constituição? Onde
está a garantia, por
parte do Estado, do direito de cidadania para toda a população? Quanto
sentido de
irresponsabilidade...
Estas não são soluções. A sujeição a estranhos nunca foi solução. Como
os portugueses
compreenderam em 1383/85, ou 1640, ou em 1808. E fizeram as elites
pagar pelos seus
erros, pela sua cobardia, pela sua falta de patriotismo.
Talvez seja altura de o Povo se assumir como elite de si próprio. Ou
de vigiar mais
atentamente, e de forma muito, mas muito mais exigente, quem dirige a
sociedade.
Eu preferia a primeira opção. Mas a segunda já pode ser um progresso.
Valença do Minho e as bandeiras espanholas podem ser uma lição. Já
chega uma Olivença,
na qual se esmagou uma cultura, uma língua, uma história, e se deteve
o progresso durante
um século. Situação que as elites actuais, económicas, políticas, e
culturais (ou
intelectuais) evitam abordar. Ou de que troçam, muitas vezes por
ignorância, outras vezes
por comodismo.
A República faz cem anos. Como republicano, aplaudo. Como cidadão,
acuso quem nos
governa de estar a matar essa mesma República, e com ela Portugal!!!
Estremoz, 09 de Abril de 2010
Carlos Eduardo da Cruz Luna
10 de Abril de 2010 13:02
 
pois, vi uma boa parte do programa, mas muita coisa ficou pelas meias verdades...

vou aguardar pelas soluções que vão ser propostas lá para a minha terrinha...

também reconfirmei que temos um país a duas/três velocidades.
tanto dentro do que já foi alterado, como dentro do que ainda não foi.

não refiro que uns foram e outros não, pois compreendo e aceito que não é possível mudar tudo ao mesmo tempo.

por curioso que seja, a idade das pessoas e a sua formação (compreender o que lhe dizem via telefone do centro do 112), foi sempre atirado para o lado (pelo menos durante o que vi), o que será feito para apoiar estas pessoas na sua solidão, etc.

talvez dando alguma formação e um telele, nem que seja somente para efectuar a ligação para o 112, como fizeram por causa dos fogos [;)]

gostei de ver que já há novamente carrinhas a dar apoio pelas aldeias, coisa que já por aqui referi, faz tempo, pois desde 74 e durante uns anos, lá na terrinha isso existiu. o motivo que levou a acabar, foi a ambulância (VW pão de forma) ter tendência para pegar fogo. encostaram a carrinha e nunca mais se preocuparam com o assunto...

deviam fazer novo programa daqui por 3 meses...
 
pois, vi uma boa parte do programa, mas muita coisa ficou pelas meias verdades...

vou aguardar pelas soluções que vão ser propostas lá para a minha terrinha...

também reconfirmei que temos um país a duas/três velocidades.
tanto dentro do que já foi alterado, como dentro do que ainda não foi.

não refiro que uns foram e outros não, pois compreendo e aceito que não é possível mudar tudo ao mesmo tempo.

por curioso que seja, a idade das pessoas e a sua formação (compreender o que lhe dizem via telefone do centro do 112), foi sempre atirado para o lado (pelo menos durante o que vi), o que será feito para apoiar estas pessoas na sua solidão, etc.

talvez dando alguma formação e um telele, nem que seja somente para efectuar a ligação para o 112, como fizeram por causa dos fogos [;)]

gostei de ver que já há novamente carrinhas a dar apoio pelas aldeias, coisa que já por aqui referi, faz tempo, pois desde 74 e durante uns anos, lá na terrinha isso existiu. o motivo que levou a acabar, foi a ambulância (VW pão de forma) ter tendência para pegar fogo. encostaram a carrinha e nunca mais se preocuparam com o assunto...

deviam fazer novo programa daqui por 3 meses...

Pois, seria curioso vêr a evolução da situção.
 
Primeira notícia. Na passada semana os portugueses ficaram a saber que o Governo vai encerrar mais 701 escolas básicas. Serão dez mil crianças que, não tendo mais de oito ou nove anos de idade, se vêem forçadas a ser deslocadas para centros escolares.

Tudo porque têm o azar de frequentar uma escola com menos de 21 alunos. Tudo porque entraram no sistema de ensino com um primeiro-ministro que nos últimos cinco anos já mandou encerrar mais de 3.200 das 5.250 escolas existentes.

Segunda notícia. Ontem, os portugueses ficaram a saber que Portugal está na cauda da Europa quando se contabiliza o número de crianças que nascem todos os anos. Uma situação que se tem vindo a agravar ao longo da última década.

No caso do encerramento das escolas, o Governo garante que a opção que tomou não resulta de uma política economicista. Antes tem por objectivo melhorar as condições de ensino e, assim, o sucesso escolar.

Quanto aos baixos índices de natalidade, o Governo pouco ou nada fez ao longo dos últimos cinco anos. Instituiu um cheque-bebé, que abandonou sem que nunca tenha sido implementado, e criou incentivos fiscais para as famílias mais numerosas. Mas os números mostram que as medidas têm sido, no mínimo, insuficientes.

Apesar de o Governo o negar, tanto num caso como no outro é fácil compreender o critério economicista que resulta da necessidade de poupar, poupar e voltar a poupar. Mais difícil será para qualquer pai ou mãe compreender que o país precisa de mais crianças e ao mesmo tempo perceber que não é garantido que junto a si haja uma escola para essas mesmas crianças. Mais difícil ainda, é perceber que estas medidas sejam tomadas por um Governo que se indigna quando alguém sugere retirar da Constituição o princípio da gratuitidade do ensino e da educação. Ou que estas medidas venham de um primeiro-ministro que ultimamente, pelo menos ao nível do discurso, parece ter reencontrado a ideologia social.
Não tenho conhecimentos sobre política de educação que me permitam tomar uma opção clara entre aqueles que, como o Governo, defendem o encerramento destas escolas em nome da melhoria das condições dos alunos; ou os que consideram esta política um erro. Mas é fácil perceber que sem inverter a tendência de descida da natalidade, o Governo continuará a ter escolas para encerrar. E por cada escola que encerrar, mais o País se desertifica e se concentra em grandes centros urbanos, tendencialmente mais próximos do litoral. E assim sucessivamente até que só haja centros escolares e que, de entre estes, se comecem a fechar os mais pequenos.

Com os índices de natalidade que apresentamos e com as políticas de educação que seguimos, Portugal arrisca-se a ter no futuro apenas uma escola. Será gigante; permitirá poupanças significativas para o Orçamento do Estado; situar-se-á, muito provavelmente, em Lisboa; e pode já ser baptizada como a grande escola do engenheiro José Sócrates

Em http://economico.sapo.pt/noticias/a-grande-escola-de-socrates_95627.html

É a reorganização, melhor a debandada geral das hostes, a todos os niveis, alguém, pessoas ou estado, autonomias irão ocupar o espaço vazio no interior, com cores, dialectos diferentes do habitual, :rolleyes:
 
pois, vi uma boa parte do programa, mas muita coisa ficou pelas meias verdades...

vou aguardar pelas soluções que vão ser propostas lá para a minha terrinha...

também reconfirmei que temos um país a duas/três velocidades.
tanto dentro do que já foi alterado, como dentro do que ainda não foi.

não refiro que uns foram e outros não, pois compreendo e aceito que não é possível mudar tudo ao mesmo tempo.

por curioso que seja, a idade das pessoas e a sua formação (compreender o que lhe dizem via telefone do centro do 112), foi sempre atirado para o lado (pelo menos durante o que vi), o que será feito para apoiar estas pessoas na sua solidão, etc.

talvez dando alguma formação e um telele, nem que seja somente para efectuar a ligação para o 112, como fizeram por causa dos fogos [;)]

gostei de ver que já há novamente carrinhas a dar apoio pelas aldeias, coisa que já por aqui referi, faz tempo, pois desde 74 e durante uns anos, lá na terrinha isso existiu. o motivo que levou a acabar, foi a ambulância (VW pão de forma) ter tendência para pegar fogo. encostaram a carrinha e nunca mais se preocuparam com o assunto...

deviam fazer novo programa daqui por 3 meses...

Pois, seria curioso vêr a evolução da situção.

Se fosse feito, (o programa), [:D] [;)]
 
Para evitar problemas no Inverno, o transporte escolar pode circular por Espanha - o percurso pelas estradas do país vizinho é mais rápido.

"A minha maior preocupação [com o encerramento da escola de Tourém] sempre foi o transporte até Montalegre. As crianças eram pequeninas de mais para madrugar tanto e andar a mudar de autocarros. O que mais me sossegou foi quando arranjámos o transporte directo", garante Fátima Carneiro.

E se, no seu papel de presidente da junta, Paulo Barroso lamenta o fim da escola básica -"É mau, é péssimo, porque é mais uma porta fechada no interior do país" -, também entende que, "se não há garotos, não há caso para haver escola" e que outros serviços fazem muito mais falta: por exemplo, um sinal que permitisse aos residentes de Tourém usar telemóveis portugueses ou aceder à Internet.

Artigo completo em http://jornal.publico.pt/noticia/29-08-2010/em-tourem-a-escola-era-boa-mas-a-de-montalegre--tem-muito-mais-para-dar-as-criancas-da-aldeia-20101628.htm

É nestas situações concretas que os aprendizes de burocratas e afins fixados nas aéras suburbanas de duvidoso planeamemto urbanistico não se manifestam, mas em contrapartida se as populações reclamam, é um verdadeiro atentado algures no país!, [:D] :sh)
 
VALENÇA DO MINHO E AS ELITES PORTUGUESAS (não esquecendo Elvas)

As elites portuguesas têm um problema. Não confiam no povo de que são
filhas. Lamentam
o "baixo nível" do seu próprio povo. Nem sequer entendem que, agindo
assim, e sendo elas
por definição os "melhores" de entre o seu povo, e aqueles que, até
certo ponto, devem
dar o exemplo, estão a passar um atestado de incompetência a elas próprias.

No fundo, as elites têm horror a misturar-se com o povo de que são
filhas. E lamentam
não viver noutro País, onde as populações não sejam tão rudes.
Ao longo da História, as elites portuguesas têm metido os seus conterrâneos em
aventuras de vários tipos... incluindo tentativas de se subordinarem
ou unirem a outros
Estados que não o Português. Estados onde, curiosamente, vivem
populações bem menos
acomodatícias que a portuguesa à tradicional prepotência dos "grandes"
da Lusitânia.

Curiosamente também, o povo português tem reagido, e destroçado as
mesmas elites.
Todavia, parece haver aqui um ciclo infinito. As novas elites que,
após as muitas
revoluções que Portugal conheceu, substituem as antigas, acabam por as
imitar na forma
como se vêem e vêem o seu povo. Em pouco tempo, os vícios ressurgem.
Não me refiro apenas a nobres ou a burgueses. As elites intelectuais
têm seguido o
mesmo percurso. Volta e meia, temos os mesmos discursos descrentes e
pessimistas. Foi
assim no final do Século XIX, e de novo no início do século XX. A
ditadura salazarista
incompatibilizou estas elites com muitos aspectos da vida portuguesa.
O mais curioso é que esta tendência se renova nos finais do século XX
e começos do
XXI. E é ver escritores (começando pelo genial Nobel Saramago,
convencido de que a sua
atitude é original...), de vários quadrantes, a lamentar não terem
nascido num País maior
e que lhes reconheça a sua "infinita grandeza" ( que marcha a par,
demasiadas vezes com
uma infinita presunção ), mas também economistas, grandes empresários,
políticos, e,
pior, governantes, a pronunciarem-se da mesma forma. Discretamente,
neste último caso,
claro. Mas com muita eficácia.
Durante séculos, o povo rude ficava longe destes procedimemtos.
Todavia, e felizmente,
a instrução popular tem progredido. As elites são agora mais imitadas,
mais ouvidas, ou
desprezadas com maiores conhecimentos. Instintivamente, o povo revê-se até na
mediocridade das mesmas elites. Para sua desgraça.
Assim se chega a situações com a de Valença do Minho, com bandeiras
espanholas içadas
pelas populações. As elites aplaudirão ( "nós não dizíamos? Este povo
não tem capacidade
para sobreviver de forma independente; Portugal vai acabar..."), ou
abanarão a cabeça com
desgosto, e dirão: "Triste povo o nosso; nem patriotas são; isto só lá
vai, mesmo, com
uma ditadura".
Afinal, os habitantes de Valença do Minho nem se apercebem que, com o
seu protesto,
estão a ajudar e a dar razão a quem lhes quer tirar direitos. Num País
onde as elites
mantêm uma das mais altas taxas de desigualdade social da Europa, e
consideram isso
natural, o povo, a eterna vítima, em vez de exigir uma melhor
repartição de riqueza, em
vez de lhes exigir que abdiquem do muito que têm para que os serviços
básicos (saúde,
educação) não sejam afectados, mas antes melhorados, os "populares"
entregam a resolução
do problema ao vizinho espanhol. Que alívio para essas mesmas
elites... em que se
incluem os políticos governamentais e muitos dos que os apoiam.
Não me posso esquecer do encerramento da Maternidade de Elvas a favor
de nascimentos
em Badajoz. Um precedente perigoso. Quantas pessoas terão consciência
DE que, daqui a
trinta e poucos anos, nenhum elvense se poderá candidatar a Presidente
da República por
não ter nascido em Portugal, conforme determina a Constituição? Onde
está a garantia, por
parte do Estado, do direito de cidadania para toda a população? Quanto
sentido de
irresponsabilidade...
Estas não são soluções. A sujeição a estranhos nunca foi solução. Como
os portugueses
compreenderam em 1383/85, ou 1640, ou em 1808. E fizeram as elites
pagar pelos seus
erros, pela sua cobardia, pela sua falta de patriotismo.
Talvez seja altura de o Povo se assumir como elite de si próprio. Ou
de vigiar mais
atentamente, e de forma muito, mas muito mais exigente, quem dirige a
sociedade.
Eu preferia a primeira opção. Mas a segunda já pode ser um progresso.
Valença do Minho e as bandeiras espanholas podem ser uma lição.
chega uma Olivença,
na qual se esmagou uma cultura, uma língua, uma história, e se deteve
o progresso durante
um século. Situação que as elites actuais, económicas, políticas, e
culturais (ou
intelectuais) evitam abordar. Ou de que troçam, muitas vezes por
ignorância, outras vezes
por comodismo.
A República faz cem anos. Como republicano, aplaudo. Como cidadão,
acuso quem nos
governa de estar a matar essa mesma República, e com ela Portugal!!!

Estremoz, 09 de Abril de 2010
Carlos Eduardo da Cruz Luna
10 de Abril de 2010 13:02

Pois, post que foca áreas interessantes.
 
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