Que vinho bebem?

Alguem está a pensar ir a Melgaço?

Eu. Mas não conta, porque moro cá.[:D] O estaminé já está montado. Vamos lá ver como corre o primeiro ano.

Aqui fica a lista dos espumantes presentes:

Soalheiro, Dona Paterna, Quintas de Melgaço, Quinta do Regueiro, Reguengo de Melgaço, Alvaianas, Terras da Aldeia, Adega do Sossego, Casa de Canhotos, Encostas da Cabana e Terras de Real.
 
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A adega do Sossego mudou de gerência, passou para o filho. Quando estava o pai à frente do negócio, o restaurante tinha imensa qualidade. Agora não sei, ainda não voltei, também a mudança ainda foi há uns 3/4 meses.

Quanto ao espumante Sossego, provei o primeiro que ele fez, naquela altura não passava de uma experiência dele, nem rótulo tinha. E gostei. Agora não sei como está.

O Soalheiro branco, na minha opinião tem muito gás, prova o Rosé deles, para mim é bem melhor. Qualidade preço continuo a preferir Regueiro.:) E contra a minha terra falo, mas para mim o melhor espumante Alvarinho, sem dúvida é Côto de Mamoelas da Provam. Simplesmente fantástico.
 
Já provei o Porca de Murça (ano 2013), a melhor definição que encontro para ele é que é um vinho muito fácil de beber, equilibrado qb sem atingir níveis de complexidade mais elevados. Por 2,65€ se voltar a encontrar do mesmo ano levo logo umas 4 garrafas.
 
Boas!
Em breve vou fazer o Chá do bebé, que vinho aconselham para acompanhar?
Não vou seguir a etiqueta, vou servir salgadinhos, queijos, bolos, etc... por isso quero tb servir vinho....
 
Boas!
Em breve vou fazer o Chá do bebé, que vinho aconselham para acompanhar?
Não vou seguir a etiqueta, vou servir salgadinhos, queijos, bolos, etc... por isso quero tb servir vinho....
Nunca provei chá de bebé, mas como isso soa a coisas de gajas (e tu foste um inocente arrastado na corrente), sugiro lambrusco e rosés para as senhoras ;)
 
Nunca provei chá de bebé, mas como isso soa a coisas de gajas (e tu foste um inocente arrastado na corrente), sugiro lambrusco e rosés para as senhoras ;)
O nome foi só para soar a algo mais chique [kiss]
E não vão ser só gajas LOL
 
Não percebi o que é um "chá de bebé" [:D]

De qualquer forma futsal, terás de definir uma gama de preços para alguém te poder dar sugestões.
 
Boas!
Em breve vou fazer o Chá do bebé, que vinho aconselham para acompanhar?
Não vou seguir a etiqueta, vou servir salgadinhos, queijos, bolos, etc... por isso quero tb servir vinho....

Nunca provei chá de bebé, mas como isso soa a coisas de gajas (e tu foste um inocente arrastado na corrente), sugiro lambrusco e rosés para as senhoras ;)

Serve leitinho quentinho! [:D]
Agora sem brincadeiras, vou ali também pelo Lambrusco como o Boxer. É leve e combina com a comida que vais apresentar.
 
Mais uma modernice importada.
Felizmente os meus amigos tiveram a decência de não alinhar nestas coisas quando estavam em vias de ser pais

É só mais uma desculpa para a malta se juntar e beber uns copos. Pelo menos o do meu filho foi assim [:D]
 
Bom... há várias razões para a aposta em castas estrangeiras, e o factor "exportação" até talvez nem tenha sido o mais forte.


São regiões que não tendo uma identidade vincada como tem o Douro ou o Dão, não têm uma casta emblemática como a Baga na Bairrada ou a Touriga Nacional no Dão ou no Douro (há excepções a isto, como o Arinto de Bucelas ou a Fernão Pires no Tejo, duas castas que são do melhor que cá temos no país no que respeita a brancas), tiveram que apostar em algo...


Ou seja, se a tradição destas zonas foi produzir vinho a granel, obviamente há que procurar alternativas...
(por exemplo, pouca gente sabe que no Ribatejo sempre se produziu mais branco que tinto, é uma das poucas regiões portuguesas onde ainda hoje tal acontece - devido a essa excelente casta chamada Fernão Pires, tantas vezes subvalorizada)


No Ribatejo, houve uma revolução muito radical nas vinhas. Dantes as vinhas eram plantadas nos solos mais férteis, de aluvião, no Vale do Tejo, talvez a região mais fértil do país. Assim, a vinha produzia imenso, mas o vinho resultante era pouco concentrado e de fraca qualidade. Desde há uns anos para cá as vinhas têm vindo a ser plantadas noutro tipo de solos - solos mais pobres e arenosos, onde a produção é bastante mais pequena, mas permite obter uvas e vinhos mais concentrados e de muito melhor qualidade.


Obviamente houve que procurar castas que se adaptassem bem a estas novas condições, e muitas das castas estrangeiras de que tanto se fala (Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Merlot, etc...) parecem feitas de propósito para este tipo de solos. E muitas destas castas "casam" muito bem com as castas portuguesas, daí haver mais uma razão para se apostar nelas ("casar" Arinto com Chardonnay, ou Touriga Nacional com Cabernet Sauvignon é tão "lógico" que já virou rotina!). Claro que (e falo no caso do Ribatejo) sempre houve por cá castas nacionais, como Castelão, Aragonez/Tinta Roriz e TN, e por cá continuam...


Na Estremadura aconteceu a mesma coisa, muita vinha foi reconvertida e plantada de novo. Ora numa região com um clima algo agreste e fortemente influenciada pelo Atlântico, é normal que se vão buscar castas do centro da Europa (leia-se França e Alemanha), pois são castas que naturalmente se prestam a esse tipo de clima...


Se a intenção fosse apenas a da exportação, então o que se faria mais seriam monovarietais - uma moda recente entre nós, também, essa não é a nossa tradição, o que mais se fazia na Europa eram os blends, muitas vezes com as castas misturadas na vinha e vinificadas em conjunto (obviamente há honrosas excepções a esta regra, como a Borgonha em França e Bucelas em Portugal)... Porque nos USA, não se compra um tinto, compra-se um Cabernet. A "moda" dos monovarietais é algo importado do Novo Mundo, de países como Austrália ou USA... :D


Quanto aos vinhos que referes, nunca provei os do Casal Santa Maria, mas nesse caso estamos a falar de Colares, uma região que é muito peculiar e afastada do mainstream - as vinhas ficam praticamente à beira-mar, aliás esse produtor tem a vinha mais ocidental da Europa continental, mesmo em cima da praia, e os vinhos na região são muito salinos e com acidez exarcebada, muito afastados das tendências actuais - em resumo, não são vinhos "fáceis de gostar". A vinha é muito jovem, foi plantada à pouco tempo, e são vinhos em que uns anos de estágio não só lhes faz bem como por vezes são mesmo necessários - e provavelmente ainda andam à procura de um modelo ou identidade própria.


Quanto ao Companhia das Lezírias tinto, até gostei de algumas colheitas desse vinho (o produtor tem loja própria em VFX e sou lá cliente habitual :P), mas é um vinho me parece ter sido feito para se beber novo, e não agora. Actualmente já não é produzido nem vão sair mais edições (a última colheita lançada foi a de 2011), pois o produtor apostou numa nova gama de vinhos (a Tyto Alba, que na minha opinião está noutro patamar). Ou quem sabe, talvez tenhas apanhado uma garrafa menos boa - às vezes as condições de armazenamento nos supers são deploráveis...

Mas por vezes o gosto pessoal de cada um também interfere com a avaliação que fazemos... eu, por exemplo, nunca tive sorte com os tintos da Ermelinda Freitas, nem dos Reserva consigo gostar, parece -me tudo exarcebado e a roçar o carrascão... mas ganham prémios e têm muitos seguidores fiéis. Mesmo ao lado, os da Adega de Pegões (terrenos mesmo ao lado e em que o enólogo até é o mesmo), parecem-me bem mais amigáveis... Mistérios do vinho! :D


Cada um destes textos do oversaturn é como uma lição para mim. :)


Respondendo só à parte que pus em negrito:


Fico com pena que tenham morto essa marca - na altura uma das razões para eu ter comprado o vinho foi precisamente o de dizer no rótulo "Companhia das Lezírias", que eu conhecia por atravessar a Recta do Cabo como passageiro no carro do meu pai há quase 30 anos atrás. Agora ficam com o Tyto Alba de que falaste e com a Herdade dos Carrapatos ou lá como aquilo se chama. Enfim. Eles é que têm os números do desempenho comercial das marcas.

O vinho (colheita 2011, que ainda se encontra no Continente) estava bem conservado (até hoje só apanhei vinhos estragados em restaurantes). Só achei agreste e pesado e uma mistela de castas, com o aroma da Touriga Nacional, o toque tascoso do Castelão e a aspereza das castas do blend alentejano a não conseguirem fazer um vinho coeso e com identidade.


Só para dizer ainda que:


As características que atribuis aos vinhos do Casal de Santa Maria são uma excelente descrição dos Colares, mas esse produtor para além dos DOC (que se vendem aí a 30€+ a garrafa) fazem outros vinhos. No vinho de que falei, acho que o aromático e frutado da Touriga Nacional não casam de todo com o especiado do Merlot, quanto mais não seja porque até um leigo como eu se apercebe logo disso.


Eh, eh... é sempre engraçado ver vinhos que nos são familiares e que vemos por aí nas prateleiras dos supermercados nesse tipo de listas :D
E se são acessíveis, tanto melhor.


Também me deu alguma satisfação ver o vinho do Douro mais vendido e também um dos mais baratos, que se encontra em qualquer tasca ou no Minipreço, aparecer na lista em vez de mais algum daqueles Premium Reserva Platinum Ultimate Selection de quinta/solar de agrobeto.
 
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Passei hoje à hora de almoço pelo Corte Inglês de Lisboa e estavam a vender Beaujolais Nouveau a 9 e 10 € cada garrafa. Está tudo doido.

Eu ontem até bebi - com agrado - a minha conta, ou bem mais do que a minha conta, de Beaujolais Nouveau, mas tenho a noção de que aquilo é para brincar e não mais do que isso. Pôr-lhe um selo destes... Que lata.
 
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Um sempre agradável Rothschild

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Cada um destes textos do oversaturn é como uma lição para mim. :)


Respondendo só à parte que pus em negrito:


Fico com pena que tenham morto essa marca - na altura uma das razões para eu ter comprado o vinho foi precisamente o de dizer no rótulo "Companhia das Lezírias", que eu conhecia por atravessar a Recta do Cabo como passageiro no carro do meu pai há quase 30 anos atrás. Agora ficam com o Tyto Alba de que falaste e com a Herdade dos Carrapatos ou lá como aquilo se chama. Enfim. Eles é que têm os números do desempenho comercial das marcas.

[...]


As características que atribuis aos vinhos do Casal de Santa Maria são uma excelente descrição dos Colares, mas esse produtor para além dos DOC (que se vendem aí a 30€+ a garrafa) fazem outros vinhos. No vinho de que falei, acho que o aromático e frutado da Touriga Nacional não casam de todo com o especiado do Merlot, quanto mais não seja porque até um leigo como eu se apercebe logo disso.

Pois, agora ficaram com a nova marca Tyto Alba e com a marca (Herdade do) Catapereiro.
Mas as garrafas têm ainda a designação "Companhia das Lezírias" no rótulo.
Já saiu até o novo "Catapereiro branco 2014", o rótulo veio renovado... na minha opinião, mais feio. :P

Quanto aos do Casal de Santa Maria, talvez um dia prove, mais não seja por curiosidade... o outro dia li uma reportagem acerca do dono da quinta e gostei de ler aquilo. 104 anos... and counting! [:D] É de se lhe tirar o chapéu.


Passei hoje à hora de almoço pelo Corte Inglês de Lisboa e estavam a vender Beaujolais Nouveau a 9 e 10 € cada garrafa. Está tudo doido.

Eu ontem até bebi - com agrado - a minha conta, ou bem mais do que a minha conta, de Beaujolais Nouveau, mas tenho a noção de que aquilo é para brincar e não mais do que isso. Pôr-lhe um selo destes... Que lata.

LOL
Qualquer dia a água-pé é produto de luxo também :sh)
 
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