Que vinho bebem?

Foi uma pena terem acabado com esse vinho [8b]

Era um vinho que tinha vendas fraquíssimas, por competir directamente com o Padre Pedro, sendo inclusive um euro mais caro. Só se conseguiu vender bem quando estava em stock-off, as pessoas gostaram muito, muitas acharam melhor que o Padre Pedro, que valia bem mais um euro, mas já foi tarde de mais. Se tiverem curiosidade em provar mais algum vinho daquela casa, aconselho o Trincadeira Vinhas Velhas, um monovarietal soberbo que vale bem os cerca de 10 euros que pedem por ele!
 
Despedida de 2015:

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O vinho era um pouco adoçicado demais para o meu gosto, mas mesmo assim é um bom vinho.

Andas a beber champanhe da F1? Não admira que ficaste com a energia de despejar mais duas em cima dessa, estou. brincar, eu não tenho por hábito beber vinho tinto do Norte de Portugal, mas sei que tem melhorado muito nos últimos anos, do norte, ao branco ou verde, ainda não me acostumei ao tinto, arrumei 2 cartuxas tintas e uma de champanhe, tive sorte o controle da polícia não me mandou parar, só estava a tirar a velocidade às 2 da manhã.


Foi esta http://www.vinorema.com/upload/max/20100823162225.jpeg
 
Última edição:
Era um vinho que tinha vendas fraquíssimas, por competir directamente com o Padre Pedro, sendo inclusive um euro mais caro. Só se conseguiu vender bem quando estava em stock-off, as pessoas gostaram muito, muitas acharam melhor que o Padre Pedro, que valia bem mais um euro, mas já foi tarde de mais. Se tiverem curiosidade em provar mais algum vinho daquela casa, aconselho o Trincadeira Vinhas Velhas, um monovarietal soberbo que vale bem os cerca de 10 euros que pedem por ele!

Não sabia disso porque nunca precisei de comprar nenhuma, lol. Ontem abri um Tuísca e ficou aprovadissimo.
 
decantaste-a? se sim, durante quanto tempo?
Sim, decantei-a duas horas antes e pareceu-me ter mais resíduos que o habitual.
Entretanto, lembrei-me de um "pormenor" que pode ser importante. Durante os 5 anos que tive a garrafa, ela esteve sempre em "pé". Aliás, como não costumo guardar garrafas por muito tempo, apenas uma ou outra, costumo deixá-las ao alto. Não sei se será o mais correcto.
 
Sim, decantei-a duas horas antes e pareceu-me ter mais resíduos que o habitual.
Entretanto, lembrei-me de um "pormenor" que pode ser importante. Durante os 5 anos que tive a garrafa, ela esteve sempre em "pé". Aliás, como não costumo guardar garrafas por muito tempo, apenas uma ou outra, costumo deixá-las ao alto. Não sei se será o mais correcto.


Um vinho para guardar durante algum tempo precisa mesmo de ficar em contacto com a rolha, na horizontal, sem luz e sem alterações de temperatura.

O duas quintas até é um vinho muito tolerante.
 
Andas a beber champanhe da F1? Não admira que ficaste com a energia de despejar mais duas em cima dessa, estou. brincar, eu não tenho por hábito beber vinho tinto do Norte de Portugal, mas sei que tem melhorado muito nos últimos anos, do norte, ao branco ou verde, ainda não me acostumei ao tinto, arrumei 2 cartuxas tintas e uma de champanhe, tive sorte o controle da polícia não me mandou parar, só estava a tirar a velocidade às 2 da manhã.


Foi esta http://www.vinorema.com/upload/max/20100823162225.jpeg

Também bebi uma dessas no 24. Para mim, dentro dessa gama de champagne é o melhor.
Se bem que o Mumm é ligeiramente mais barato e também muito bom, talvez melhor que o M&C.

De tintos, em Portugal a primeira escolha recaí sempre para o Douro.
Embora desta vez só tenha trazido alentejanos. [:D]
 
Há uns dias fui a Mafra e experimentei vinhos locais (um deles já num restaurante de Sintra porque não consegui jantar em Mafra).

Quinta de Sant'Ana Branco (Fernão Pires) - excelente.

Manz Dona Fátima Cheleiros Branco (Jampal) - o tal que é único no mundo etc. Lá diferente, é.

Também bebi o DOC Arruda tinto que tinha comprado há uns tempos. É muito aromático, muito intenso, muito especiado. Mais parece um reserva. Quem diria.

Bom, aproveitei a tua dica e fui a um Aldi, mais concretamente o do Carregado... Acabei por trazer os tais "Senhor d'Adraga", um branco e um tinto, há que experimentar. O branco deve ser catita, vindo daquela zona... Não sei bem qual o "Nabais" que te referes, mas a descoberta, para mim, foi o "Vale de Nabais tinto Reserva 2011" (será este? - EDIT: já vi que não, o DOC é o "colheita seleccionada", os Reservas são VR Tejo). É que basicamente a descrição do vinho, desde as castas - Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon - até ao tempo de barrica e demais pormenores, é igual a este. Se for, como penso, o mesmo vinho, é um grande achado e um belíssimo preço, até porque esse Alorna Reserva é presença assídua cá em casa, geralmente fruto de umas passagens pela loja da Quinta, ali em Almeirim. Há que investigar...

Bebi o "Senhor d'Adraga" tinto e branco há coisa de um ano, e nenhum me deslumbrou. Pelo preço há bem melhor.
 
Última edição:
Estava por aqui a ver umas coisas relacionadas com vinhos, o que acham da abordagem aos detalhes externos quando se serve o vinho, acham que é preciosismo a mais ou faz sentido em alguns tipos de vinhos?

Copos diferentes para regiões diferentes:

AlentejoTintos.jpg


DouroTinto.jpg



Temperaturas:
Poderá ser considerado um preciosismo servir o vinho a determinada temperatura, mas na verdade pode transformar um vinho agressivo num vinho aveludado ou num vinho vivo e fresco num vinho sem alma.

Modo de servir, com o exemplo:
A garrafa deverá ser colocada 'ao alto' na véspera e aberta 2 a 3 horas antes de ser servido. Deve ser cuidadosamente aberto e decantado algumas
horas antes de ser consumido. Servir entre 16ºC-18ºC.


Acham que tudo faz sentido, ou há detalhes que não se deva dar tanta importância?
 
A temperatura é importante para qualquer vinho,o decantar tem a vêr com o facto de o vinho ser ou não "velho".
Se já tem uns anos em garrafa é normal que crie depósito e seja necessário decantar.
Penso eu de que...
 
A temperatura é importante para qualquer vinho,o decantar tem a vêr com o facto de o vinho ser ou não "velho".
Se já tem uns anos em garrafa é normal que crie depósito e seja necessário decantar.
Penso eu de que...

Por acaso em relação à temperatura dos tintos, prefiro bebê-los na ordem dos 20 ou 20 e pouco graus, mas lá está, aqui talvez a pouca diferença para a temperatura aconselhada não modifique a experiência da prova, e também está relacionado um pouco com o gosto pessoal.
O decantar é a tal coisa, uns decantam por tudo e por nada, outros só quando é estritamente necessário, quando há depósito e o vinho é daqueles mais velhos.
 
Pois,mas beber um vinho a 20 graus até pode ser aceitável,agora no pico do inverno com temperaturas interiores de 12/13 graus e com o vinho a essa temperatura é que já não é tão aceitável.
O beber o vinho á temperatura ambiente pode ser aceitável dependendo a que temperatura está o ambiente...
 
Eu decantar, só mesmo para vinhos velhos.
A temperatura sim, considero importante. Desde que ofereci a garrafeira electrica aos meus pais que notei uma grande diferença, e para melhor. Está ali estabilizada nos 17.

Os copos sei que existem variados para as várias regiões, pessolamente gosto dos para o Bordeaux

Riedel-vinum.jpg


wine-glasses.jpeg
 
Há uns dias fui a Mafra e experimentei vinhos locais (um deles já num restaurante de Sintra porque não consegui jantar em Mafra).

Quinta de Sant'Ana Branco (Fernão Pires) - excelente.

Manz Dona Fátima Cheleiros Branco (Jampal) - o tal que é único no mundo etc. Lá diferente, é.

Também bebi o DOC Arruda tinto que tinha comprado há uns tempos. É muito aromático, muito intenso, muito especiado. Mais parece um reserva. Quem diria.



Bebi o "Senhor d'Adraga" tinto e branco há coisa de um ano, e nenhum me deslumbrou. Pelo preço há bem melhor.

Esse Fernão Pires deve ser interessante. :) Se um dia o vir, hei-de deitar-lhe a mão. :)
Quanto ao Arruda, parece que vou ter mesmo que o trazer da próxima vez que for ao Jumbo. :P Está-me a deixar curioso.

Uma coisa é verdade: muitas vezes desdenha-se de um vinho só porque vem de uma adega cooperativa - e associa-se isso a vinho a granel, sem qualidade... a verdade é que há muitas adegas cooperativas a produzir vinhos de qualidade hoje em dia. E esses vinhos geralmente têm excelentes relações qualidade/preço - a maioria das adegas cooperativas não se pode dar ao luxo de fixar preços elevados, pois há que escoar stocks para pagar as contas... :P

Pois,mas beber um vinho a 20 graus até pode ser aceitável,agora no pico do inverno com temperaturas interiores de 12/13 graus e com o vinho a essa temperatura é que já não é tão aceitável.
O beber o vinho á temperatura ambiente pode ser aceitável dependendo a que temperatura está o ambiente...

Quanto à temperatura do vinho, acho importante, sim. Para beber, não, mas para apreciar um vinho, sim. :) Penso que a temperatura influencia bastante os aromas e a percepção sensorial que o mesmo nos traz. Quer isto dizer que o mesmo vinho, bebido a temperaturas diferentes, vai-nos naturalmente dar sensações diferentes. Às vezes nem parece o mesmo.

Algo entre 15-17º para a maioria dos tintos parece-me ser o ideal na larga maioria dos casos. 20ºC já me parece demasiado, mas aqui ligeiro pormenor.

Agora fazer como fazem certos restaurantes, que servem tintos à temperatura ambiente no pino do verão, é que devia ser proibido...!

Quanto ao formato dos copos, desde que seja minimamente adequado, não me parece tão crucial. O decantar pode ajudar em alguns vinhos mais velhos, ou em vinhos jovens mais "fechados" (para libertar aromas) ou que tenham ainda alguma acidez, mas regra geral, não dou demasiada importância a isso, talvez erradamente, mas enfim.


Falando em vinhos velhos... qual é a longevidade que se pode esperar de um bom espumante?


Regra geral, e salvo algumas excepções, o espumante não será vinho de guarda... é comprar quando se quer consumir e pronto. Geralmente não ganha nada em ser guardado.



De resto, o que se bebeu por aqui ultimamente:

Trio Alentejano:
- Cartuxa Tinto Colheita 2011 - gostei, complexo q.b., com bastante garra ainda. Viveria mais uns anos em garrafa, mas deu grande prazer bebê-lo assim.
- Quinta do Carmo tinto 2012 - o que mais gostei deste trio. Muita fruta, mas sem ser cansativo devido à muita frescura que também tem, ligeiro abaunilhado da madeira, acidez no ponto. Like!
- Herdade dos Grous tinto 2013 - achei este um tanto ou quanto nhonho. Do trio, foi o que menos me impressionou. Um bom vinho, é verdade, mas um tanto sem alma, sem chama. Não encontrei nada que o distinguisse de outras ofertas a metade do preço. Achei um tanto ou quanto sobrevalorizado.

Notro registo mais em conta:
- Cabeça de Toiro Reserva 2011 (Caves Velhas/Enoport - DOC Tejo) - bons aromas de fruta madura, suave mas com frescura e garra ribatejana... :D Por €5, é já um bom negócio, com as promoções frequentes com que se apresenta no mercado é uma oportunidade de arromba.
- Marquês de Marialva Arinto Reserva 2014 (Adega Cooperativa de Cantanhede - Bairrada) - Um bom branco, acidez típica da casta Arinto com alguma complexidade trazida por estágio em madeira. Acompanhou muito bem um arroz de peixe. :)
- Varandas branco 2014 (Adega Cooperativa de Almeirim - DOC Tejo) - Aromas citrinos, ligeiro aroma tropical, um belo branco 100% elaborado com Fernão Pires a um preço de arromba, inferior a €3. E acabo este post como comecei... a falar dessa casta tão característica do Ribatejo. :)
 
Regra geral, e salvo algumas excepções, o espumante não será vinho de guarda... é comprar quando se quer consumir e pronto. Geralmente não ganha nada em ser guardado.

Pois, isso eu sei. A questão é quando aparecem garrafas esquecidas :sh) Queria saber o que se pode esperar... 10 anos depois. Murganheira reserva... comprado in-loco, ainda me lembro disso :)

Já agora, aproveito para deixar o feedback de um branco: Tons Duorum, anda pelos 4 euros. Gostei bastante. Não sou grande apreciador de brancos mas este surpreendeu-me mesmo. Recomendo!
 
Pois, isso eu sei. A questão é quando aparecem garrafas esquecidas :sh) Queria saber o que se pode esperar... 10 anos depois. Murganheira reserva... comprado in-loco, ainda me lembro disso :)

Já agora, aproveito para deixar o feedback de um branco: Tons Duorum, anda pelos 4 euros. Gostei bastante. Não sou grande apreciador de brancos mas este surpreendeu-me mesmo. Recomendo!

O espumante não ganha nada com o envelhecimento, só perde. 4 anos se guardado na horizontal e em baixa temperatura já é muito. Por alguma razão o espumante nunca indica o ano da colheita. É coisa que não interessa! Esse Murganheira com 10 anos só por sorte não está já choco.
 
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