Há uns dias fui a Mafra e experimentei vinhos locais (um deles já num restaurante de Sintra porque não consegui jantar em Mafra).
Quinta de Sant'Ana Branco (Fernão Pires) - excelente.
Manz Dona Fátima Cheleiros Branco (Jampal) - o tal que é único no mundo etc. Lá diferente, é.
Também bebi o DOC Arruda tinto que tinha comprado há uns tempos. É muito aromático, muito intenso, muito especiado. Mais parece um reserva. Quem diria.
Bebi o "Senhor d'Adraga" tinto e branco há coisa de um ano, e nenhum me deslumbrou. Pelo preço há bem melhor.
Esse Fernão Pires deve ser interessante.

Se um dia o vir, hei-de deitar-lhe a mão.

Quanto ao Arruda, parece que vou ter mesmo que o trazer da próxima vez que for ao Jumbo.

Está-me a deixar curioso.
Uma coisa é verdade: muitas vezes desdenha-se de um vinho só porque vem de uma adega cooperativa - e associa-se isso a vinho a granel, sem qualidade... a verdade é que há muitas adegas cooperativas a produzir vinhos de qualidade hoje em dia. E esses vinhos geralmente têm excelentes relações qualidade/preço - a maioria das adegas cooperativas não se pode dar ao luxo de fixar preços elevados, pois há que escoar stocks para pagar as contas...
Pois,mas beber um vinho a 20 graus até pode ser aceitável,agora no pico do inverno com temperaturas interiores de 12/13 graus e com o vinho a essa temperatura é que já não é tão aceitável.
O beber o vinho á temperatura ambiente pode ser aceitável dependendo a que temperatura está o ambiente...
Quanto à temperatura do vinho, acho importante, sim. Para beber, não, mas para apreciar um vinho, sim.

Penso que a temperatura influencia bastante os aromas e a percepção sensorial que o mesmo nos traz. Quer isto dizer que o mesmo vinho, bebido a temperaturas diferentes, vai-nos naturalmente dar sensações diferentes. Às vezes nem parece o mesmo.
Algo entre 15-17º para a maioria dos tintos parece-me ser o ideal na larga maioria dos casos. 20ºC já me parece demasiado, mas aqui ligeiro pormenor.
Agora fazer como fazem certos restaurantes, que servem tintos à temperatura ambiente no pino do verão, é que devia ser proibido...!
Quanto ao formato dos copos, desde que seja minimamente adequado, não me parece tão crucial. O decantar pode ajudar em alguns vinhos mais velhos, ou em vinhos jovens mais "fechados" (para libertar aromas) ou que tenham ainda alguma acidez, mas regra geral, não dou demasiada importância a isso, talvez erradamente, mas enfim.
Falando em vinhos velhos... qual é a longevidade que se pode esperar de um bom espumante?
Regra geral, e salvo algumas excepções, o espumante não será vinho de guarda... é comprar quando se quer consumir e pronto. Geralmente não ganha nada em ser guardado.
De resto, o que se bebeu por aqui ultimamente:
Trio Alentejano:
- Cartuxa Tinto Colheita 2011 - gostei, complexo q.b., com bastante garra ainda. Viveria mais uns anos em garrafa, mas deu grande prazer bebê-lo assim.
- Quinta do Carmo tinto 2012 - o que mais gostei deste trio. Muita fruta, mas sem ser cansativo devido à muita frescura que também tem, ligeiro abaunilhado da madeira, acidez no ponto. Like!
- Herdade dos Grous tinto 2013 - achei este um tanto ou quanto nhonho. Do trio, foi o que menos me impressionou. Um bom vinho, é verdade, mas um tanto sem alma, sem chama. Não encontrei nada que o distinguisse de outras ofertas a metade do preço. Achei um tanto ou quanto sobrevalorizado.
Notro registo mais em conta:
- Cabeça de Toiro Reserva 2011 (Caves Velhas/Enoport - DOC Tejo) - bons aromas de fruta madura, suave mas com frescura e garra ribatejana...

Por €5, é já um bom negócio, com as promoções frequentes com que se apresenta no mercado é uma oportunidade de arromba.
- Marquês de Marialva Arinto Reserva 2014 (Adega Cooperativa de Cantanhede - Bairrada) - Um bom branco, acidez típica da casta Arinto com alguma complexidade trazida por estágio em madeira. Acompanhou muito bem um arroz de peixe.

- Varandas branco 2014 (Adega Cooperativa de Almeirim - DOC Tejo) - Aromas citrinos, ligeiro aroma tropical, um belo branco 100% elaborado com Fernão Pires a um preço de arromba, inferior a €3. E acabo este post como comecei... a falar dessa casta tão característica do Ribatejo.
