Que vinho bebem?

Hoje é para o suminho, não apetece nada elaborado.

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Possivelmente, feito com uvas ca de casa [:cool:]
 
Principalmente no verão sou um adepto do verde branco e rosé.
Gosto bastante desse quinta da lixa mas claro que o dia seguinte é sempre pior do que se for com um vinho maduro
 
Não acho os do Dao carrascões... mas são muito diferenciados. Diria que estão nos antípodas dos vinhos alentejanos... que, sendo óptimos, às vezes nota-se um pouco demais o sol que levam, na minha opinião claro. Por isso é que também tendo a a fugir para o Douro.

Provem o ladeira da Santa, do dão! :)
 
Principalmente no verão sou um adepto do verde branco e rosé.
Gosto bastante desse quinta da lixa mas claro que o dia seguinte é sempre pior do que se for com um vinho maduro
É devido ao gás artificial que algumas quintas optam por colocar nos verdes. Se gostas de verdes brancos, procura comprar direto num agricultor da zona maiorzito, que engarrafe mas não rotule. Cá em casa compramos desse, porque a família aprecia verdes mas não gosta deles demasiado trabalhados na adega. Esses não te darão a tal dor de cabeça no dia seguinte [:D]
 
Muito estranho. Se há coisa que aprecio no Morgado é precisamente a suavidade e até alguma doçura.

Mas confesso que sou tudo menos expert de vinhos, ainda que por acaso tenha começado a beber este a conselho de um amigo, verdadeiro expert de vinhos, que até já foi júri em vários concursos.

Pode contudo ser como dizes, gostos diferentes. [;)]

Por acaso gosto muito de branco e já tenho algum conhecimento, por ordem são as minhas zonas preferidas:
Douro
Alentejo
Península Setúbal
 
É devido ao gás artificial que algumas quintas optam por colocar nos verdes. Se gostas de verdes brancos, procura comprar direto num agricultor da zona maiorzito, que engarrafe mas não rotule. Cá em casa compramos desse, porque a família aprecia verdes mas não gosta deles demasiado trabalhados na adega. Esses não te darão a tal dor de cabeça no dia seguinte [:D]
JK mode on
A dor de cabeça não é por causa do tipo de vinho é pela quantidade ingerida
JK mode off
Por norma tenho bebido quinta da Lixa, terras de Felgueiras ou de um produtor de Sto Adrião em Vizela que conheço por Costa não sei se conheces
 
D
Ironia ON

Esse vinho leva uvas ?

Ironia OFF


Ps: estou a brincar

A brincar que o digas, também não sei. Vinho que leva pouca uva é o muralhas, não fosse ele igual ano sim ano sim.
Esse que colocaram é dos piorzitos da QL. Se as minhas uvas fossem fracas, é possível que lá estivessem. Eles fazem uma seleção à entrada do mosto que vai das quintas forncededoras e depois trabalham-no na adega de acordo com a qualidade. Têm um tracking de onde está cada uva recebida e para onde foi, se Polónia Alemanha etc. Há 4 anos ele disseram-me que a uva cá da quinta era 5* e que integrou um reserva deles qualquer. Fiquei contente [:cool:]
 
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A dor de cabeça não é por causa do tipo de vinho é pela quantidade ingerida
JK mode off
Por norma tenho bebido quinta da Lixa, terras de Felgueiras ou de um produtor de Sto Adrião em Vizela que conheço por Costa não sei se conheces

Apesar de vender para essa zona, sou de longe daí. Apenas vendo porque o Sr Oscar, dono da quinta da lixa é a pessoa que mais honra os compromissos e valoriza melhor a uva no produtor.
Tambem há a Aveleda, mas não paga tão bem. E depois há umas quintas mais pequenas que compram uva também mas é comum pagarem muito tarde ou nem pagarem.
 
Sugestão para quem não tem muito para gastar: vamos listar aí uns low-cost?

Sou confesso apreciador do vinho tinto maduro. Vinho branco maduro dá-me uma ressaca daquelas de dor de cabeça... vinho branco verde, gosto, sobretudo da terra do lado do meu falecido pai, Ponte de Lima, tenho um primo que faz colheita todos os anos e é muito bom. Vinho tinto verde dispenso, claramente. Há uns anos, quando casei, gostava muito de Tapada dos Monges, mas encontro pouco ou nada agora.

Pronto, primeira sugestão low-cost, para quem gosta de um vinho branco verde frisante, o "Crista de Galo", costumo encontrar no Continente, bem fresquinho, é uma maravilha.

Tinto Maduro, gosto do marca própria do Pingo Doce, o Alentejo mais suave, o Setúbal com um pouco mais de "final" na boca.
 
Sugestão para quem não tem muito para gastar: vamos listar aí uns low-cost?

Sou confesso apreciador do vinho tinto maduro. Vinho branco maduro dá-me uma ressaca daquelas de dor de cabeça... vinho branco verde, gosto, sobretudo da terra do lado do meu falecido pai, Ponte de Lima, tenho um primo que faz colheita todos os anos e é muito bom. Vinho tinto verde dispenso, claramente. Há uns anos, quando casei, gostava muito de Tapada dos Monges, mas encontro pouco ou nada agora.

Pronto, primeira sugestão low-cost, para quem gosta de um vinho branco verde frisante, o "Crista de Galo", costumo encontrar no Continente, bem fresquinho, é uma maravilha.

Tinto Maduro, gosto do marca própria do Pingo Doce, o Alentejo mais suave, o Setúbal com um pouco mais de "final" na boca.

Ponte lima é conhecida por ter excelentes loureiros, e vinhos tipicamente baratos. Grande parte dos verdes são inferiores a 5€/gf
 
D

A brincar que o digas, também não sei. Vinho que leva pouca uva é o muralhas, não fosse ele igual ano sim ano sim.
Esse que colocaram é dos piorzitos da QL. Se as minhas uvas fossem fracas, é possível que lá estivessem. Eles fazem uma seleção à entrada do mosto que vai das quintas forncededoras e depois trabalham-no na adega de acordo com a qualidade. Têm um tracking de onde está cada uva recebida e para onde foi, se Polónia Alemanha etc. Há 4 anos ele disseram-me que a uva cá da quinta era 5* e que integrou um reserva deles qualquer. Fiquei contente [:cool:]

Não é bem assim....São vinhos que são mais trabalhados do ponto de vista tecnológico, tal como um Mateus ou um Planalto. São vinhos que são fermentados ao longo de todo o ano e não apenas na altura da vindima. Os mostos são "amuados", i.e, usando frio/filtrações tangenciais/sulfuroso impede-se que os mostos entrem em fermentação. Depois, ao longo do ano, são fermentados com leveduras selecionadas, produtoras de compostos aromáticos secundários em grandes quantidades. Os vinhos saem sempre frescos, jovens e muito aromáticos. Nada disto implica que não sejam feitos de uva. Os vinhos que indiquei são de produtores de renome e com antiguidade no mercado.
 
Ponte lima é conhecida por ter excelentes loureiros, e vinhos tipicamente baratos. Grande parte dos verdes são inferiores a 5€/gf

Ponte de Lima tem vinho excelente. Há castas e anos de menor qualidade, é certo, mas regra geral, o meu primo já o tem reservado para venda antes de estar pronto.
Terra de bem beber e bem comer. Arrependi-me há uns anos de não ter ficado lá com um terreno e casa do meu falecido avô. Hoje está lá uma excelente vivenda e a custo que é uma pechincha tendo em conta muitas outras regiões do país.
Gosto muito da cidade e tranquilidade. Foi numa freguesia de lá também que comecei a dar aulas. Fiquei mal habituado. Crianças simpáticas, bem comportadas e amorosas. Hoje em dia, se arranjar um escape da profissão, vou-me embora assim que possível.

Bem, voltando aos vinhos, só em condições especiais dou 4 ou 5€ por uma garrafa de vinho. Já acho bem caro. Se me falarem num bom whisky, aí muda de figura. Mas ainda assim, sendo que consumo vinho só à refeição e só numa das principais refeições, tento manter um patamar em encontrar vinhos que não são maus abaixo dos 2€.
 
Não é bem assim....São vinhos que são mais trabalhados do ponto de vista tecnológico, tal como um Mateus ou um Planalto. São vinhos que são fermentados ao longo de todo o ano e não apenas na altura da vindima. Os mostos são "amuados", i.e, usando frio/filtrações tangenciais/sulfuroso impede-se que os mostos entrem em fermentação. Depois, ao longo do ano, são fermentados com leveduras selecionadas, produtoras de compostos aromáticos secundários em grandes quantidades. Os vinhos saem sempre frescos, jovens e muito aromáticos. Nada disto implica que não sejam feitos de uva. Os vinhos que indiquei são de produtores de renome e com antiguidade no mercado.

Estou ciente disso. Estou e trabalho em parte nesse mercado. Muitos desses vinhos são até feitos com uva madura e com mostos espanhóis que de castas de vinho verde nada têm. Há uma máfia do caraças nas grandes quintas e quem está no mercado sabe bem o que acontece.

O que tu referes e chamas de ponto de vista tecnológico, eu chamo de química pura e dura, na medida em que vais sempre manipular fortemente as verdadeiras características da produção colhida daquele ano. O mateus é sempre igual, o muralhas também... É química a trabalhar. Claro que levam mosto, mas é um mosto indiferenciado, são os restos das boas produções porque depois é "martelado" na adega.
Eu não tenho nada contra isso, eles saem com bons resultados aos olhos de quem os compra e há imenso mercado para eles. O mateus é best seller e o muralhas também.

Eu já pensei em criar uma marca de vinho até, mas para compensar a sério e poder fazer disso vida teria de ser capaz de engarrafar 100 000 gf e não tenho area para tal. Teria de arranjar um mercado de nicho, e sendo vinho verde, ainda mais complicado se torna porque é sempre associado à zurrapa de portugal.
Portanto até lá, mantemo-nos produtores de uva e fazemos uma pequena quantidade para casa vizinhos e amigos - não rotulado, mesmo tendo adega para vinificar mais de 100 pipas.
 
Vamos nessa! [br:)]



Tal como tinha dito também gostei e não é um vinho caro.
Engraçado como os gostos vão mudando, eu dantes só apreciava vinhos alentejanos, pois achava-os mais suaves, agora ando numa fase em que adoro os vinhos do Douro e alguns do Dão que são mais "carrascões".

E para acrescentar mais uma região que ultimamente tenho gostado bastante,sendo menos falada.Trás os Montes.
Quinta de Sobreiró de Cima reserva,Quinta de Arcossó e Encostas do Rabaçal reserva.Gostei muito de todos eles.
 
Ponte de Lima tem vinho excelente. Há castas e anos de menor qualidade, é certo, mas regra geral, o meu primo já o tem reservado para venda antes de estar pronto.
Terra de bem beber e bem comer. Arrependi-me há uns anos de não ter ficado lá com um terreno e casa do meu falecido avô. Hoje está lá uma excelente vivenda e a custo que é uma pechincha tendo em conta muitas outras regiões do país.
Gosto muito da cidade e tranquilidade. Foi numa freguesia de lá também que comecei a dar aulas. Fiquei mal habituado. Crianças simpáticas, bem comportadas e amorosas. Hoje em dia, se arranjar um escape da profissão, vou-me embora assim que possível.

Bem, voltando aos vinhos, só em condições especiais dou 4 ou 5€ por uma garrafa de vinho. Já acho bem caro. Se me falarem num bom whisky, aí muda de figura. Mas ainda assim, sendo que consumo vinho só à refeição e só numa das principais refeições, tento manter um patamar em encontrar vinhos que não são maus abaixo dos 2€.

Comer é no Minho, isso concordo :)
A nível de vinhos, a melhor região para mim é o Douro.
 
Estou ciente disso. Estou e trabalho em parte nesse mercado. Muitos desses vinhos são até feitos com uva madura e com mostos espanhóis que de castas de vinho verde nada têm. Há uma máfia do caraças nas grandes quintas e quem está no mercado sabe bem o que acontece.

O que tu referes e chamas de ponto de vista tecnológico, eu chamo de química pura e dura, na medida em que vais sempre manipular fortemente as verdadeiras características da produção colhida daquele ano. O mateus é sempre igual, o muralhas também... É química a trabalhar. Claro que levam mosto, mas é um mosto indiferenciado, são os restos das boas produções porque depois é "martelado" na adega.
Eu não tenho nada contra isso, eles saem com bons resultados aos olhos de quem os compra e há imenso mercado para eles. O mateus é best seller e o muralhas também.

Eu já pensei em criar uma marca de vinho até, mas para compensar a sério e poder fazer disso vida teria de ser capaz de engarrafar 100 000 gf e não tenho area para tal. Teria de arranjar um mercado de nicho, e sendo vinho verde, ainda mais complicado se torna porque é sempre associado à zurrapa de portugal.
Portanto até lá, mantemo-nos produtores de uva e fazemos uma pequena quantidade para casa vizinhos e amigos - não rotulado, mesmo tendo adega para vinificar mais de 100 pipas.

O Muralhas foi responsável por muitas dores de cabeça que tive na vida.
Fazia/faço (agora menos) animação musical de casamentos e em grande parte deles chegava a meio da tarde com a cabeça a latejar. Associado ao cansaço, trabalho respiratório de cantar, muitas horas acordado e de pé, comecei a filtrar algumas coisas e apercebi-me que o Muralhas não me caía nada bem... veneno...[:D]
 
Não acho os do Dao carrascões... mas são muito diferenciados. Diria que estão nos antípodas dos vinhos alentejanos... que, sendo óptimos, às vezes nota-se um pouco demais o sol que levam, na minha opinião claro. Por isso é que também tendo a a fugir para o Douro.

Qualquer dia e com a quantidade de quintas que,"alegadamente" lá tem,a Isabel dos Santos também. [:D]
 
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