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Noutras o juri eram convidados ou que se tinham escrito para o concurso, pessoas normais que nada tinham a ver com especialistas em vinho
Este concurso aceita cerca de 50% de público em geral e 50% de especialistas. São provas com muita gente.
Não me espanta muito este tipo de resultado. Já me desiludi com vinhos pretensamente muito bons, e já encontrei boas surpresas em vinhos baratos e desconhecidos. Penso que isso acontece com toda a gente. A verdade é que a marca, a história, o grafismo, etc, vendem muito.
Convenhamos, é bastante fácil fazer um vinho muito razoável. Só cá em Portugal temos milhares de pequenos produtores que sabem fazer vinhos que não envergonham ninguém. A diferença entre o bom e o excelente é muitas ténue e subtil.
Neste caso em concreto, se de facto o vinho era mesmo mau, estamos na presença de um fenómeno de "o rei vai nu", fenómeno esse que é muito comum em sectores muito procurados por pedantes empertigados. Vinho, moda, arte, literatura, etc, são áreas que atraem muita gente que anda ali só para ser vista e no fundo do produto em concreto sabe pouco ou nada. Ou, mesmo sabendo, preferem sempre alinhar com os trend-setters porque no fundo o que procuram é unicamenete o reconhecimento das elites, e não dar a sua opinião genuína.