Por um lado, evolução expectável, dado ser o ícone que é.
Por outro, algumas opções estiliticas são bastante discutiveis, para não dizer ridiculas.
Facilmente seria de esperar a manutenção dos contornos gerais, mesmo que notando-se um aumento de diagonais ou maior acentuação das mesmas, sobretudo quando nos focamos nos pilares.
Permite aliviar o estilo vertical, arquitectónico e brutalista da geração anterior, e, esperemos, conseguir alguns benefícios aerodinâmicos no processo.
O que acaba por entrar em conflito, é a mistura de influências entre o que conhecíamos do Range Rover e o Evoque.
O resultado final acaba por ficar em terra de ninguém. Nem é verdadeiramente um Evoque XL, nem é verdadeiramente um Range Rover, perdendo alguma pose autoritária e majestosa.
É na definição dos elementos estilisticos que este novo Range perde a vários niveis quando comparado com o antecessor.
Historicamente, o Range Rover identificava-se por um estilo tendencialmente funcional. Ou seja, tudo o que surgia na carroçaria era realmente necessário. Não havia rasgos estilisticos.
Este muda isso ao ponto de cair no absurdo.
Se os prolongamentos dos grupos ópticos ainda se tolera (será que integram algum tipo de luzes de presença, como é obrigatório nos EUA), a desgraça épica que acontece na porta dianteira, é digno dos gostos de um oligarca russo ou xeique árabe.
Vai completamente contra os principios fundamentais que regeram a criação do próprio Range Rover.
Simulação de saídas de ar... nas portas? É mesmo caso para um WTF???
Se era para acrescentar guelras, ao menos que as colocassem em posição mais convincente (à frente das portas), ou então eliminá-las de vez, já que não são necessárias.
E se algo não é necessário, logo não faz sentido ter na carroçaria de um Land/Range Rover.
Sou um fã do desenho do seu antecessor.
Imponente, arquitectónico, digno dos templos da Antiguidade Clássica.[

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Superfícies planas e depuradas. Os elementos ganharam alguma complexidade visual com as pequenas actualizações que foi sofrendo, recorrendo a têxturas mais detalhadas e trabalhadas, mas na sua essência, ainda era criatura majestosa e imponente, com estilo próprio, sem cair nas malhas do decorativismo, evocando as origens mais utilitárias que não têm espaço para essas futilidades.
Mesmo com a subida de posicionamento, não percebo a necessidade de adicionar uma série de elementos "posh" ou pormenores decorativos desnecessários. Será para justificar um preço maior? Para o provável cliente olhar e conseguir "ver" melhor para onde está a ir o dinheiro que está a dar pela criatura?
Pontos positivos, sem dúvida, e saíndo das malhas da estética, é a enorme redução de peso.
Diga-se de passagem que ainda é um mastodonte, com pesos a rondar as 2.2/2.3 toneladas.
Até menos 420kg é bastante substancial (os V8 parece que ficam-se por 370-380kg a menos).
Apesar do salto tecnológico, é uma pena terem-se perdido na definição do estilo, sobretudo na necessidade de preencher espaço.