Referendo sobre o Aborto - Saiu hoje a legislação

Tuareg
E admitindo o facto de ser inferior não implica valer ZERO.
É por isso que a actual Lei é equilibrada.




Essencialmente de acordo mas a um grande desacordo:
Fico incrédulo quando ouço pessoas com "dois dedos de testa" a justificarem o aborto livre com a "saúde psíquica da mulher" e ...
O facto de ser psiquico não quer dizer que não seja grave.
Apesar de ter direito a uma alinea separada acho que o problema "violação" tb é esclarecedor de que a "saúde psiquica" existe. Pessoas com problemas de depressão graves é um dos casos que possivelmente seria contemplado.
A Lei deve ser suficientemente lata para os médicos intervirem.


pcnunes7
Então passa aí uma Lei a dar condições para os sem capacidades financeiras possam ir a Espanha tratarem-se de QQ DOENÇA como fazem os priveligiados. Seria uma Igualdade bem mais importante.
Falar de igualdade é uma hipocrisia como outra qq
 
citação:Originalmente colocada por rtavares

Mas alguém acredita mesmo que uma mulher na posse das suas faculdades mentais vai usar o aborto como método contraceptivo???

Já agora, ninguém leu a entrevista duma médica francesa de planeamento familiar (não me lembro do nome) que saiu na VISÃO há umas semanas? Entre outros dados interessantes, descobri que aqueles assassinos dos Franceses, que andam a "matar bebés" a pedido há 30 anos, têm a 2ª taxa de natalidade mais elevada da Europa. Que atentado à Vida e Natalidade que anda por aquelas bandas...
Se calhar em França não fecham Maternidades como em Portugal...

Porque por aqui, ironia das ironias, fecham-se Maternidades por não haver dinheiro...mas financiam-se abortos sem restrições...
 
Meu caro Tuareg só te falta um pequeno passo para considerares um embrião (não falo de disco embrionário!) como um ser humano, pois este está a desenvolver-se biológicamente para ser tal.
E o direito à vida (com um mínimo de condições) não se pode graduar, pois corremos o risco de entrar numa tirania eugénica!

Quanto a ti J.R., reafirmo o que disse sob a saúde psíquica da mulher: se tem um doença de foro mental/psíquico e a doença não coloca em risco directo a saúde do seu filho, ela não tem o direito de abortar.
Se sofreu uma violação tem o direito a usar de drogas abortivas (administradas por um médico/enfermeiro) enquanto o que tem dentro da barriga não passa de um nódulo de células, depois disso (quando já é um embrião) passa a ser um assassínio de um ser inocente.
 
citação:Originalmente colocada por Lukin

citação:Originalmente colocada por rtavares

Mas alguém acredita mesmo que uma mulher na posse das suas faculdades mentais vai usar o aborto como método contraceptivo???

Já agora, ninguém leu a entrevista duma médica francesa de planeamento familiar (não me lembro do nome) que saiu na VISÃO há umas semanas? Entre outros dados interessantes, descobri que aqueles assassinos dos Franceses, que andam a "matar bebés" a pedido há 30 anos, têm a 2ª taxa de natalidade mais elevada da Europa. Que atentado à Vida e Natalidade que anda por aquelas bandas...
Se calhar em França não fecham Maternidades como em Portugal...

Porque por aqui, ironia das ironias, fecham-se Maternidades por não haver dinheiro...mas financiam-se abortos sem restrições...

O que tem a ver o fecho de maternidades com a taxa de natalidade? Quando quiseres ter um filho, tu e a tua mulher vão desistir da ideia se por acaso a maternidade mais próxima estiver a 10, 30 ou 50 km? Mesmo numa situação irreal de apenas haver uma a 200 km, iam desistir de ter filhos?
 
Esse pequeno passo é uma IMPOSSIBILIDADE, já que o embrião define-se implicitamente como forma pré-humana e não como uma forma contida no nível humano (o nível humano obriga a uma especificidade que o embrião e as fases fetais primárias simplesmente não possuem).

O mesmo sucede durante a maior parte do desenvolvimento fetal, tanto que é durante a fase fetal que sucede a fronteira de passagem para o nível humano a partir da forma proto-humana consignada ao feto. Mas é por se reconhecer ao feto essa evolução de suceder «proto» e não meramente «pré», que se lhe faculta uma extensão de protecção baseada no ser-humano recém-nascido e não no embrião. Ou seja, garante-se uma protecção dita «por excesso» relativamente à aproximação real entre o feto e o ser-humano.

A gradação é necessária (as leis são essencialmente gradativas), já que o fenómeno do desenvolvimento da vida também o é.

As perspectivas das religiões das psicologias religiosas e místicas, é que tendem a prender-se (e a prender...) a leis supostamente imutáveis, finalistas, porque partem elas próprias de «imaginações» de imutabilidade, finalidade e transcendência: imaginam uma «alma», um propósito divino desde a fusão celular! Conferem mesmo um «proprietário» ao fenómeno da vida; um «dono», «guia», «pastor» e «senhor» à qual se deve submissão implícita pelo «dom» da vida... Vida essa que preferem convenientemente designar e encerrar no ocultismo do «mistério», na assepticidade moral...

A esta formatação existencial, mística e religiosamente espartilhada, compreendo eu que seja muito complicado qualquer passo num labirinto auto-armadilhado por tanta noção de transcendência, de presença e vontade divina...

Complicação tanto maior e irredutível, quanto e quando justapoem a noção de começo da vida com a de ser humano desde a concepção...
 
Exercício teórico: Se ocorresse um incêndio numa maternidade/instituição, em derrocada iminente, com uns 3000000 embriões congelados numa ponta do edifício e um funcionário preso pelas chamas noutra ponta do edifício. Quem tentariam salvar?
 
E é por o conhecimento da ciência e do deszemvolvimento intra-uterino ser cada vez mais avançado que essa gradação e protecção andam cada vez mais para trás.
E deve-se defender cada vez mais para tras o ser humano.

E copiar leis de outros países antigas de 15 ou 20 anos pouco acrescentam..... civilizacionalmente.

Qd os dois hemi-genoma se juntam no interior ovócito (poucas horas) temos um ser vivo autónomo, no plano bológico.
Irrepetível.

Essas defenições de pré-proto.... e outras belezas que ignoram as novas percepções permitidas pelo avanço da ciência são tão obscurantistas e absolutistas como a gozada e menosprezada "intervenção divina" e os pastores e tudo o mais.
Arrogância de quem se acha com a verdade absoluta.

Apenas e só no campo da ciência e da biologia, o ser humano unicelular é único.
É vida e é vida humana.
Tem direito à protecção que os mais fracos merecem.
E não ao quero posso e mando dos mais fortes.
 
citação:Originalmente colocada por rtavares

Exercício teórico: Se ocorresse um incêndio numa maternidade/instituição, em derrocada iminente, com uns 3000000 embriões congelados numa ponta do edifício e um funcionário preso pelas chamas noutra ponta do edifício. Quem tentariam salvar?

Naturalmente que a prioridade é o funcionário, único ser humano desse cenário.
 
Pois. Independentemente de todas as discussões filosóficas que se possam ter, o facto é que toda e qualquer pessoa iria salvar o funcionário.

Se na outra ponta do edifício estivessem não os embriões mas sim 2 ou 3 idosos, ou crianças, ou outros adultos, a escolha de "quem vou salvar" não é óbvia, e nem se pode dizer que haja uma escolha "certa" e uma "errada".

No momento passam 1001 coisas pela cabeça de quem tem de agir e algumas pessoas optariam por salvar o funcionário, outras optariam por salvar as crianças ou idosos ou seja o que for.

Mas no cenário de escolher o funcionário ou os embriões quem é q vai salvar os embriões? Penso que ninguém. É por causa de situações destas (da qual este incêndio é apenas um exemplo meio rebuscado) que relego as discussões filosóficas para trás. Palavras são palavras, actos são actos. E na hora de agir, os embriões acabam por ser preteridos instintivamente por qualquer "bombeiro de ocasião".

Com isto pretendo apenas rebater o típico "o embrião é um ser humano". A despenalização do aborto é uma discussão à parte.
 
Eu votei SIM porque para mim um ser humano só o é depois de nascer além disso como já li atrás é uma decisão que cabe só ao casal e não aos governantes que não os conhecem de lado nenhum...
 
citação:Originalmente colocada por rtavares

Com isto pretendo apenas rebater o típico "o embrião é um ser humano". A despenalização do aborto é uma discussão à parte.
Mas não rebates pq o teu exemplo não serve para nada.
Serviria para liberalizar o aborto em caso de perigo de vida da mulher se fosse essa a ESCOLHA.
Aí a vida da mulher seria comparada à do funcionário e a do "embrião" à dos "congelados.

Aí esse exemplo serve para qq coisa.


No caso em que funcionário-mulher nenhum está em perigo essa questão não se coloca.
 
Por isso é que eu disse q a discussão da despenalização do aborto é uma discussão à parte.

Mas no que respeita ao considerar um embrião um ser humano, penso que este exemplo tem a sua utilidade. Que ser humano é este que ninguém se predispõe a salvar?
 
Não serve para nada?!

O cenário proposto é de uma claridade inexcedível!

E dessa claridade decorre uma outra: o do natural e óbvio direccionamento de opções a tomar!

E isso, provavelmente, é que incomoda as contradições internas da tua postura.
 
citação:Originalmente colocada por rtavares

Por isso é que eu disse q a discussão da despenalização do aborto é uma discussão à parte.

Mas no que respeita ao considerar um embrião um ser humano, penso que este exemplo tem a sua utilidade. Que ser humano é este que ninguém se predispõe a salvar?
Já respondido em inúmeras intervenções minhas:).
Em caso de perigo de vida escolheria salvar a "funcionário-mulher".
Mas como essa dúvida não se coloca neste referendo pq isso já está previsto na actual lei, o que temos é:

Podemos sacrificar os embriões congelados pq os funcionários precisam da sala de congelação para um centro de squash ou um SPA?????

Razões materiais, tás a ver o avanço civilizacional???
 
Pronto, mas aí discordamos. Continuando a usar o exemplo em questão, a minha visão é: Em caso de vida ou morte, escolherei sempre o funcionário/mulher, já que não considero o embrião um ser humano.

Em casos sem ser de vida ou morte, acho que a situação "Squash/SPA" é tão rara (ninguém no seu perfeito juízo vai fazer abortos por ser divertido ou por dá-cá-aquela-palha) comparada com situações mais sérias (há 1001 razões para uma pessoa não querer ter um filho numa dada altura da vida), que não vejo razões para que a lei seja pensada tendo em conta pessoas que façam abortos por razões fúteis ou por terem alguma panca e achem divertido ir abortar.

Ou seja, para mim, não permitir a despenalização do aborto por haver quem o faça recorrentemente por razões fúteis é, para mim, como se decidisse acabar com as auto-estradas porque há malucos que lá gostam de andar em sentido contrário e matar famílias em colisões frontais. Lá diz o ditado "uma andorinha não faz a Primavera"... Do que vejo, uma mulher só vai fazer muitos abortos ou usar aborto como método contraceptivo se for chalada da cabeça ou inconsciente total. Há mulheres assim! Mas estar a limitar todas as outras mulheres na sua liberdade pessoal devido a esta meia-dúzia de inconscientes não me parece que seja a solução. Por isso votarei SIM, mais convicto ainda do que quando votei SIM em 98.
 
citação:Originalmente colocada por rtavares

Pronto, mas aí discordamos. Continuando a usar o exemplo em questão, a minha visão é: Em caso de vida ou morte, escolherei sempre o funcionário/mulher, já que não considero o embrião um ser humano.

Em casos sem ser de vida ou morte, acho que a situação "Squash/SPA" é tão rara (ninguém no seu perfeito juízo vai fazer abortos por ser divertido ou por dá-cá-aquela-palha) comparada com situações mais sérias (há 1001 razões para uma pessoa não querer ter um filho numa dada altura da vida), que não vejo razões para que a lei seja pensada tendo em conta pessoas que façam abortos por razões fúteis ou por terem alguma panca e achem divertido ir abortar.

Ou seja, para mim, não permitir a despenalização do aborto por haver quem o faça recorrentemente por razões fúteis é, para mim, como se decidisse acabar com as auto-estradas porque há malucos que lá gostam de andar em sentido contrário e matar famílias em colisões frontais. Lá diz o ditado "uma andorinha não faz a Primavera"... Do que vejo, uma mulher só vai fazer muitos abortos ou usar aborto como método contraceptivo se for chalada da cabeça ou inconsciente total. Há mulheres assim! Mas estar a limitar todas as outras mulheres na sua liberdade pessoal devido a esta meia-dúzia de inconscientes não me parece que seja a solução. Por isso votarei SIM, mais convicto ainda do que quando votei SIM em 98.

Grande argumento. Só queria complementá-lo com o seguinte: seria o mesmo que não construir auto-estradas, mas apenas caminhos de terra até à fronteira. Após atravessar a fronteira, já poderíamos então viajar pelas auto-estradas, mesmo correndo o risco de eventualmente aparecer alguém a conduzir de forma assassina.

Outra questão: recorrentemente ouço argumento, de quem defende o não, de que não aceita que os seus impostos sejam usados para fazer abortos. Corrijam-me se estiver enganado, mas penso que, a nível estatal, os abortos continuarão a ser efectuados apenas nos casos em que já são agora feitos. Vai é ser permitido que sejam feitas em clínicas privadas, correcto?
 
Não estou a par de como vai funcionar (Público? Privado? quem paga? há algum tipo de comparticipação?) caso o "sim" vença. Penso que não está ainda nada definido.

Isso de não usar impostos pra fazer isto ou aquilo também é um argumento engraçado...
Já agora propunha-se que na declaração de IRS acrescentem um Modelo novo para a pessoa pôr cruzinhas nos items em que concorda que o dinheiro do seu imposto seja usado. Eu se calhar não punha um X em estádios inúteis às moscas, tratar de drogados e fumadores de há 30 anos que tem agora cancro, streetracers que se espetam, reformas com 5 dígitos da CGD, etc, etc, etc, etc, etc
 
o Referendo sobre o IVG/Aborto veio, e ainda bem, alertar os perigos que existem à prática de abortos clandestinos. Mas se o quiser fazer, vai ter concerteza uma melhor assistência e não precisa de se deslocar ao país vizinho para o fazer, porque lá eles têm outras condições... Já chega de ouvir que os outros são melhores que nós.
Outro ponto que gostava de salientar, e que acho que nesta história toda é o mais relevante é que a mulher que pratica a interrupção voluntária da gravidez está sujeita a uma pena de 3 anos de prisão, porquê?
Como aqui neste fórum já foi dito, que o homem tb tem direito a dar o seu parecer sobre o o IVG/aborto da sua mulher, então porque é que só ela está sujeita a essa pena de prisão?
Será mesmo necessário expôr em praça pública uma mulher que decidiu interromper a sua gravidez? Porquê? para quê?
Se o Referendo for aprovado, só pratica o IVG/Aborto quem quiser, NÃO É OBRIGATÓRIO!!!
 
citação:Originalmente colocada por rtavares

Não estou a par de como vai funcionar (Público? Privado? quem paga? há algum tipo de comparticipação?) caso o "sim" vença. Penso que não está ainda nada definido.

Isso de não usar impostos pra fazer isto ou aquilo também é um argumento engraçado...
Já agora propunha-se que na declaração de IRS acrescentem um Modelo novo para a pessoa pôr cruzinhas nos items em que concorda que o dinheiro do seu imposto seja usado. Eu se calhar não punha um X em estádios inúteis às moscas, tratar de drogados e fumadores de há 30 anos que tem agora cancro, streetracers que se espetam, reformas com 5 dígitos da CGD, etc, etc, etc, etc, etc

Achas que o dinheiro dos impostos é mal empregue se fosse para tratar os toxicodependentes e pessoas com cancros? Onde usarias tu então esse dinheiro, se tivesses poder de o manusear?
 
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