Relação laboral

MPereira2014

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Recentemente fui a uma entrevista de emprego, em que as condições eram: oito horas e meia de trabalho por dia (segunda a sexta), sete horas e meia por dia (sábado), descanso semanal ao domingo, salário base 557 euros + subsídio de alimentação 4.52 euros. A minha pergunta é, por dia faria mais do que oito horas de trabalho e por semana mais do que quarenta horas, esta situação é legal? Estive a ver o código do trabalho e continuei com dúvidas, porque lá diz: "O período normal de trabalho não pode exceder oito horas por dia e quarenta horas por semana.", "O período normal de trabalho diário de trabalhador que preste trabalho exclusivamente em dias de descanso semanal da generalidade dos trabalhadores da empresa ou estabelecimento pode ser aumentado até quatro horas diárias, sem prejuízo do disposto em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho." e "O acordo pode prever o aumento do período normal de trabalho diário até duas horas e que o trabalho semanal possa atingir cinquenta horas, só não se contando nestas o trabalho suplementar prestado por motivo de força maior."
 
A minha interpretação destas coisas é simples: combinastes as condições X de horário por um valor Y de ordenado.

Tens a receber o que está combinado. É muito simples.

Se vais com conversa ou exigências de "o que eu tenho direito a tal tal, o código do trabalho e bla bla bla " levas um coice e a seguir vem outro para o teu lugar.

As condições combinam-se antes e não depois de acordo independentemente da forma como a entidade patronal emite o recibo de vencimento. Se não concordas: não aceitas. Se achas escandaloso ou inaceitável: faz queixa no ACT na polícia, como bem entenderes.

Mas a partir do momento em que concordas com condições , mesmo que sejam de legalidade duvidosa, isso é problema teu, tu só tens de assumir o que combinaste antes. É a tua palavra e honra que está em jogo.

Eu sou liberal nestas coisas. Com um código do trabalho da treta como o nosso, não me chocam acordos destes género que por vezes são única forma de manter certos negócios em funcionamento e garantir postos de trabalho em certos locais.
 
Portanto, 48 h por semana --> 550€ = Escravidão..

E ainda há aqui malta que pelos vistos está do lado destas empresas... :sh)
 
Recentemente fui a uma entrevista de emprego, em que as condições eram: oito horas e meia de trabalho por dia (segunda a sexta), sete horas e meia por dia (sábado), descanso semanal ao domingo, salário base 557 euros + subsídio de alimentação 4.52 euros. A minha pergunta é, por dia faria mais do que oito horas de trabalho e por semana mais do que quarenta horas, esta situação é legal? Estive a ver o código do trabalho e continuei com dúvidas, porque lá diz: "O período normal de trabalho não pode exceder oito horas por dia e quarenta horas por semana.", "O período normal de trabalho diário de trabalhador que preste trabalho exclusivamente em dias de descanso semanal da generalidade dos trabalhadores da empresa ou estabelecimento pode ser aumentado até quatro horas diárias, sem prejuízo do disposto em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho." e "O acordo pode prever o aumento do período normal de trabalho diário até duas horas e que o trabalho semanal possa atingir cinquenta horas, só não se contando nestas o trabalho suplementar prestado por motivo de força maior."

pelo descreves isso só pode ser algo relacionado com restauração, pois eles é que operam nessas condições, mas deixa que te diga, só um parvo é que vai nisso, trabalhar 6 dias por semana , com uma folga ao domingo e só pagarem isso de ordenado, só mesmo para quem não tem vida própria e gosta de ser explorado...
 
é a mentalidade do PREC. Após 40 anos ainda se vive essa praga.

operários vs patrões, escravidão, burguesia, enfim.

se querem ganhar mais dinheiro, ou arranjam skills que tenham mais procura no mercado nacional, ou vão para um país onde haja procura das skills que têm actualmente.



além disso, o PCP sempre preferiu ter desempregados do que empregados a ganhar mal.
 
Uma coisa é certa, puseram as cartas na mesa. Não é como muitas que é 40h semanais, e depois de lá estares mudam para 50h, com horas extras...
 
Onde anda o Jogador89 aka AndrePinto?

Está aqui mais um tópico à medida dele [:D]

Que queres que diga. Nos moldes que ele comenta mais provável é ser restauração. Mas há mais. A minha (motorista de pesados) é uma delas 9h de condução diárias (45m de pausa obrigatória no meio) entre trabalhos e condução pode-se fazer 12h (6+6 com 45m de pausa) e por dia temos amplitude de 15h para poder-mos encaixar 9h (minimas) de descanso.

E não, não penses que a gente tira um balurdio como antigamente. O base ronda os 600, depois prémios, subsidios, ajudas de custo, é que bate nos 1000 a passar.
 
Legal não é. O trabalho extraordinário é como o nome indica, para situações pontuais e remunerado como tal.


Cump.
 
como termo de comparação, na Irlanda, o número máximo de horas semanais são 48.

Em termos de comparação. O salário minimo na Irlanda ronda os 1500 (se já não aumentou entretanto).

Que mania tens tu de comparar Irlanda com Portugal. Quando são 2 países diferentes. Compara Portugal com Roménia
 
Em termos de comparação. O salário minimo na Irlanda ronda os 1500 (se já não aumentou entretanto).

Que mania tens tu de comparar Irlanda com Portugal. Quando são 2 países diferentes. Compara Portugal com Roménia


aquilo que pessoas como tu não percebem é que se calhar na Irlanda o ordenado mínimo é 1500 porque o máximo de horas por semana são 48, porque a legislação laboral é flexível, porque a grande maioria dos serviços estão privatizados e porque em 100 de história, a esquerda NUNCA ganhou as eleições.


mas continua a comparar-te com a roménia e a ter um ordenado de mínimo de 500 euros.
 
Recentemente fui a uma entrevista de emprego, em que as condições eram: oito horas e meia de trabalho por dia (segunda a sexta), sete horas e meia por dia (sábado), descanso semanal ao domingo, salário base 557 euros + subsídio de alimentação 4.52 euros. A minha pergunta é, por dia faria mais do que oito horas de trabalho e por semana mais do que quarenta horas, esta situação é legal? Estive a ver o código do trabalho e continuei com dúvidas, porque lá diz: "O período normal de trabalho não pode exceder oito horas por dia e quarenta horas por semana.", "O período normal de trabalho diário de trabalhador que preste trabalho exclusivamente em dias de descanso semanal da generalidade dos trabalhadores da empresa ou estabelecimento pode ser aumentado até quatro horas diárias, sem prejuízo do disposto em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho." e "O acordo pode prever o aumento do período normal de trabalho diário até duas horas e que o trabalho semanal possa atingir cinquenta horas, só não se contando nestas o trabalho suplementar prestado por motivo de força maior."

Que alguém vai aceitar não tenho dúvidas.

O triste é isto:

A minha interpretação destas coisas é simples: combinastes as condições X de horário por um valor Y de ordenado.

Tens a receber o que está combinado. É muito simples.

Se vais com conversa ou exigências de "o que eu tenho direito a tal tal, o código do trabalho e bla bla bla " levas um coice e a seguir vem outro para o teu lugar.

As condições combinam-se antes e não depois de acordo independentemente da forma como a entidade patronal emite o recibo de vencimento. Se não concordas: não aceitas. Se achas escandaloso ou inaceitável: faz queixa no ACT na polícia, como bem entenderes.

Mas a partir do momento em que concordas com condições , mesmo que sejam de legalidade duvidosa, isso é problema teu, tu só tens de assumir o que combinaste antes. É a tua palavra e honra que está em jogo.

Eu sou liberal nestas coisas. Com um código do trabalho da treta como o nosso, não me chocam acordos destes género que por vezes são única forma de manter certos negócios em funcionamento e garantir postos de trabalho em certos locais.

muito bem Pastis. Concordo a 100%! apr:)


50h de trabalho, 6 dias de trabalho, 557€ de salário, ou seja o salário mínimo nacional.
Isto não só é ilegal, como é desumano e mostra o quanto miseráveis certas pessoas são capazes de ser.

Ao jimbo só tenho a dizer, foi por coisas como esta que imigraste.
 
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