Tive a oportunidade de fazer um
test drive a um 1.5 dCi de 90 cv, ainda no ano passado. Era preto, tinha o tecto panorâmico que lhe retirava um pouco de espaço em altura (nada de grave, penso eu) e que inundava o habitáculo com luz.
No desenho exterior, o ponto menos bom é a percepção de pouca largura em relação à altura que os faróis frontais lhe dão, ao contrário da traseira que, com os faróis horizontais lhe atribui uma pose que me agrada.
Tinha as jantes de 16" polegadas que aparecem nas fotos do carro desse teste que postei há bocado, mas de cor normal, não são umas jantes com um desenho extraordinário, porém não são desagradáveis. O melhor no desenho exterior, para mim, é aquele ombro que o carro faz na lateral, o preto esconde um bocado este pormenor ao contrário do vermelho que estava lá ao lado que fica fantástico. [br

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No interior, não me recordo se os materiais eram ranhosos, se eram fofinhos, se eram isto ou aquilo até porque não ligo muito (ou nada mesmo [

]) a isso. Se bem me recordo, a montagem estava em bom plano, em mau piso também não me lembro de ouvir barulhos. No geral, o desenho agrada-me, sendo as saídas de ar centrais o ponto negativo. O plástico lacado no volante também era perfeitamente dispensável, tanto a nível visual, como a conduzir, não gosto. O painel de instrumentos, embora pareça meio confuso pelo desenho que apresenta (aquela intercepção dos dois círculos e da elipse), é de fácil leitura.
Quanto a conforto a nível acústico, suspensão/bancos e espaço, tanto atrás como à frente me parece aceitável. Atrás do banco do condutor (e, provavelmente, atrás do lugar do pendura também) é curto se forem a conduzir pessoas com mais de 1.80 (eu tenho +- 1.83, quem ia a conduzir quando me sentei atrás manteve a regulação do banco que deixei). No banco do pendura, a pessoa que ia era um bocado mais baixa e o espaço era perfeitamente aceitável. Não tenho em memória o espaço em altura no banco de trás, mas acho que não andei às cabeçadas ao tecto [

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Passando ao banco do condutor, a posição de condução está uns furos acima daquela a que estou habituado num Clio II (dCi 65), apesar de não ter mexido em todas as regulações, no IV, tenho ideia de o volante ser mais pequeno e de este estar numa posição mais vertical, pormenores que me agradam, tal como a pega do mesmo. Outro pormenor que me agrada: o banco também estava numa posição mais baixa (ou então era uma sensação que tive, noutro carro que conduzo de quando em vez e que permite regular a altura do banco, vai todo para baixo :sh)). No entanto, faltava claramente apoio lateral, o banco é demasiado plano.
Os comandos são todos muito leves, a direcção, a embraiagem, tudo leve. Ponto negativo, na minha opinião a leveza da direcção, a do II deve ser a mais pesada que tive oportunidade de utilizar e já a acho leve. Esta é tão leve como a do Auris da escola de condução, parece um volante de jogos, não me agrada, embora tivesse mais
feedback. A leveza da embraiagem conjugada com a minha aselhice levaram-me a fazer a proeza de o deixar ir abaixo logo no início [8b].
Bom rolamento em estrada nacional: boa estabilidade, o carro respondia bem ao comando do pé direito, não transmitia grandes trepidações para o volante. Hora de atacar uma estradita com umas curvas: peixe na água, diria eu, embora se note que tem mais peso que um II comercial. Não fui a puxar muito uma vez que o carro não é meu, também não fiz a estrada à velhote, tentando por uma ou duas vezes provocá-lo e o carro nunca perdeu a compostura. Adornava um pouco, embora nada de significativo.
Não andei a mexer no ecrã e o som do rádio ia baixo, por isso não deu para perceber se era bom ou não. A nível de consumos, estava em valores algures nos 4.7 ou 4.8 aos 100 km. Não achei mau para um carro de
test drive.
Posso dizer que correspondeu às expectativas que tinha do carro.
Quanto a essa carrinha aí em cima, se vier incluída com a rapariga que está ao lado, eu e ela podemos averiguar o espaço do banco de trás.