Clio GT em análise
Clio GT em análise
+
Excelente
handling
Tecnologia
–
Caixa
Veredicto:
Tentando traduzir/resumir um pouco o teste:
O Clio GT tem como objectivo atribuir um desenho e uma condução mais próxima do topo da gama, o RS, mantendo ainda assim custos de manutenção e consumos mais baixos que os deste último. Na Inglaterra é £400 mais caro que um Fiesta ST!
Fazendo uso de um motor de 4 cilindros em linha e 1197 cc com turbo, a Renault anuncia 120 cv de potência máxima às 4900 rpm e 190 Nm de binário máximo às 1750 rpm. Os 100 km/h são alcançados em pouco mais de 9 segundos e a velocidade máxima é de quase 200 km/h.
A caixa de velocidades é a nossa conhecida EDC, presente no RS, embora tenha relações diferentes de caixa, de modo a ser mais focado em economia.
A suspensão é McPherson à frente e eixo de torção atrás, tendo sido mexida pela Renault Sport, tem amortecedores 40% mais duros que as versões normais. Incluído no carro está um botão 'RS Drive' que alterna entre os modos Normal e Sport, alterando a resposta do motor, direcção e ESP.
A nível de condução, o carro é impressionante, ainda para mais com os toques da divisão desportiva da marca francesa. O
chasssis é excelente, apurado, firme e com um excelente controlo, dando permissão ao condutor para brincar com o seu balanço, dançando ele ao ritmo que lhe for imposto.
Resiste à subviragem bastante mais do que os seus rivais, quando atingimos o limite, o carro permite corrigir a trajectória apenas levantando o pé do acelerador ou dando um toque no travão.
É reactivo e brincalhão, embora não tão bom quanto um Fiesta ST, merece os logótipos RS.
O motor parece fraco, com a caixa a merecer críticas, pois mais parece uma caixa automática do início do século do que uma de dupla embraiagem de 2013, mostrando-se relutante a fazer a passagem de mudanças.
A direcção ganha firmeza quando se pressiona o botão RS Drive, é precisa, porém desprovida de qualquer
feeling. As mudanças de relação parecem mais rápidas. No modo D, a caixa é imprevisível e é melhor não deixar a tarefa de passar mudanças para o carro. Passando a modo manual, o tacto das patilhas atrás do volante não é grande coisa. A caixa do Ibiza Cupra está milhas acima da disponibilizada no Clio.
Apesar de todas as críticas, os talentos do Clio conseguem brilhar, podendo ser considerado um carro agradável e inteligente.
A ruína do Clio... é o Fiesta. O 1.0 EcoBoost é um carro económico e muito divertido, embora com menos
gadgets que o Renault. Pior ainda para o Clio: o Fiesta ST é mais barato (
no Reino Unido). O Ford pode não ter patilhas, mas tem uma caixa manual decente.
Outros:
O R-Sound é engraçado... nos primeiros cinco minutos. Numa estrada rápida e com curvas "troca-se todo".
A nível de aspecto, o GT é bastante bom a parecer um RS, podendo fazer os donos do topo de gama sentir-se ofendidos. Até olharmos para os travões: discos pequenos à frente, tambores atrás. Um caso clássico de aplicação de grandes jantes a um carro cujo aspecto é mais poderoso que a mecânica.