RTP prepara série sobre o regicídio

Porque sendo efectivamente o parlamento democrático a governar, servido apenas a monarquia de símbolo e de representante sem poder executivo, totalmente passivos nos destinos dos respectivos países, não vejo a necessidade de manter e de sustentar tamanhas regalias, regime, e quantidade directa e indirecta de pessoas não produtivas á nação...
Já se falou neste fórum das brutais diferenças entre os gastos da nossa Presidência e os da Casa Real Inglesa... [;)]

Se é para símbolo, se é para representar, que seja escolhido por quem vai ser representado.
Eu diria que se é para ser símbolo que seja um símbolo legitimado pela História do país!

Não há correlação entre a existência/actividade da monarquia, e a melhoria dos povos...
Pode ser, mas de igual modo não me parece haver correlação entre a existência/actividade da República e a melhoria das condições de vida dos povos por ela regidos, embora o contrário seja evidente, como temos vindo a constatar!...
a correlação não é pelo regime monárquico, é pela educação do povo, e a educação de um povo é algo que pode ser alcançada qualquer que seja o regime vigente...basta existir a vontade politica, oportunidade, legislação, e democratização deste DIREITO....
Então não excluis a Monarquia, por essa lógica!
 
"Acomodar democrático", essa é a expressão do momento! [;)]

Volto a perguntar de um modo muito directo e honesto, se actual situação se pode resumir a um "acomodar democrático" segundo diz o Pé Leve[;)] , onde está a iniciativa, o quebrar da rotina, os valores, a dinâmica do bloco monárquico, que em última análise ponham os Portugueses a pensar de um modo sério sobre a aplicação do sistema democrátcio mas de matriz diferente da actual.

A questão é que este bloco (difícil de admitir) é marginal/reduzido na exposição e participação activa na sociedade para o comum dos cidadãos da República que só o observa em acção em datas muito particulares do ano (exemplos claros são a data do 1º de Dezembro/Restauração da Independência, data do acto do Regicídio)

Não cativa nem consegue conquistar o essencial de sobrivivência ou de afirmação de qualquer movimento/bloco politico, as grandes e anónimas massas de cidadãos que constituem a população Portuguesa.
 
Exactamente.

Aquela era uma época de convicções e vontades fortes, de um forte, chamar-lhe-ía, romantismo na defesa das causas e o acreditar solidamente nas respectivas convicções...

Agora perdeu-se todo o encanto e o tal romantismo, tudo trocado pelo sofisma e pela falta de noção da honra e da palavra dada!...

Todas as épocas são de euforia, convicções fortes, honra, romantismo e de todos os sinónimos honestos que se queiram aplicar, desde que os Homens o queiram!
 
Volto a perguntar de um modo muito directo e honesto, se actual situação se pode resumir a um "acomodar democrático" segundo diz o Pé Leve[;)] , onde está a iniciativa, o quebrar da rotina, os valores, a dinâmica do bloco monárquico, que em última análise ponham os Portugueses a pensar de um modo sério sobre a aplicação do sistema democrátcio mas de matriz diferente da actual.
O acomodar democrático tem a ver com um exercício da Democracia que me parece muito aquém do que deveria.

E começa logo por nós, que gostamos pouco da participação política efectiva e rejeitamos frequentemente os actos de Democracia Directa que temos ao nosso alcance. Veja-se a participação em Referendos, por exemplo!

Depois, no reverso da medalha, esse acomodar democrático gera um sentimento de não necessidade, quase, de se justificarem as atitudes, as medidas políticas e o não cumprimento das promessas eleitorais. Não é quase preciso explicar nada e vêem-se, com demasiada frequência, figuras públicas a dizerem baboseiras e darem "erros de palmatória" e a serem mantidas nas suas posições por simples teimosia... E isto acontece há décadas, não é de hoje!...

Digerimos, enquanto povo, muito mal esta coisa da Liberdade e da Democracia e não as sabemos usar com cidadania.

A questão é que este bloco (difícil de admitir) é marginal/reduzido na exposição e participação activa na sociedade para o comum dos cidadãos da República que só o observa em acção em datas muito particulares do ano (exemplos claros são a data do 1º de Dezembro/Restauração da Independência, data do acto do Regicídio)
Exactamente.

Não cativa nem consegue conquistar o essencial de sobrevivência ou de afirmação de qualquer movimento/bloco politico, as grandes e anónimas massas de cidadãos que constituem a população Portuguesa.
Claro que não, precisamente pelo tal acomodar democrático que nos leva a agir quase como "zombies", andando por cá à espera das próximas eleições, crendo das palavras falsas dos políticos e, de novo, atribuindo maiorias, por comodismo. "Ah e tal, não sei em quem votar ainda...", frase muito ouvida à boca das eleições!...
 
O acomodar democrático tem a ver com um exercício da Democracia *que me parece muito aquém do que deveria.

E começa logo por nós, que gostamos pouco da participação política efectiva e rejeitamos frequentemente os actos de Democracia Directa que temos ao nosso alcance. Veja-se a participação em Referendos, por exemplo!

***Depois, no reverso da medalha, esse acomodar democrático gera um sentimento de não necessidade, quase, de se justificarem as atitudes, as medidas políticas e o não cumprimento das promessas eleitorais. Não é quase preciso explicar nada e vêem-se, com demasiada frequência, figuras públicas a dizerem baboseiras e darem "erros de palmatória" e a serem mantidas nas suas posições por simples teimosia...E isto acontece há décadas, não é de hoje!...

**Digerimos, enquanto povo, muito mal esta coisa da Liberdade e da Democracia e não as sabemos usar com cidadania.

*Correcto, mas a não participação activa na vida politica por parte do cidadão faz parte digamos do seus direitos nas regras do jogo democrático em vigor, o que deve ser muito ponderado e pensado é as eventuais vantagens (?) da não participação activa em todos os segmentos da sociedade em que este se observa diáriamente envolvido.

Todos nós enquanto simples cidadãos também temos (os que observam!) a noção das actuais condicionantes que afectam a nossa vida diária e que tem uma influência directa na dita participação activa!

**Diria que essa situação sempre aconteceu em Portugal enquanto nação livre e independente, pode ser mesmo encarado em termos históricos como o legado cultural do povo nas suas mais diversas áreas de actuação e interacção, que por sua vez levam à existência de situações como a que o Pé Leve descreve acima no parágrafo central.(***).

Citação:
A questão é que este bloco (difícil de admitir) é marginal/reduzido na exposição e participação activa na sociedade para o comum dos cidadãos da República que só o observa em acção em datas muito particulares do ano (exemplos claros são a data do 1º de Dezembro/Restauração da Independência, data do acto do Regicídio) .

*Exactamente.

*Neste ponto, penso que mesmo a República e os cidadãos da mesma podem perder algo com esta fraca participação activa na sociedade do bloco monárquico.

Mais uma vez penso que este parágrafo do texto aqui já citado pelo Pé Leve é interessante de se ler e tentar compreender o seu alcance!

Sinceramente, tenho saudades do parlamentarismo português pós-revolucionário, um manancial fervoroso de ideários, um alfobre de descobertas, de discussões elevadas, de honra e de glória cheio de pessoas cultas do melhor da nossa intelectualidade política. Naquele tempo, ser deputado era uma honra e conferia um prestígio considerável. Hoje, afora algumas honrosas excepções o Parlamento está obstipado com deputados imberbes recém-saídos do colégio ou outros que da vida, apesar de viajados, têm a cosmovisão intelectualmente paroquial, doméstica e rural do bairro onde nasceram ou da aldeia que os pariu, e cuja sapiência cabe perfeitamente num papel de formato A4 e letra Times New Roman, corpo 12, mas cujas mordomias eu pago sem que ninguém me explique o porquê da (fraca) qualidade do seu desempenho.

Em http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/235902
 
Claramente demonstrativo do que se tornou a bipolarização, e o acomodar democrático em Portugal.

A esta designada bipolarização actual do partido que ocupa o governo e o dito acomodar democrático, já se tinham revelado na Monarquia e em certa medida acelarou o seu descrédito junto da população, o chamado rotativismo politico e as suas particularidades!
 
Publicaram-se e reeditaram-se bastantes livros, muito bons alguns deles. Aliás, os livros saíram-se infinitamente melhor do que qualquer outro suporte de informação e conhecimento, nesta comemoração do centenário do assassínio do rei e do príncipe herdeiro.

Mas enquanto ainda há lembrança e curiosidade, a exibição, na Cinemateca, da reportagem cinematográfica anónima Funeraes do Rei D. Carlos e Príncipe Herdeiro, a abrir o ciclo 'Regicídios', deixou-me curioso sobre se haveria registos sonoros do nosso penúltimo monarca. Como seria a sua voz? Como falaria D. Carlos? Perguntei a um amigo que sabe destas coisas de arquivos. Segundo ele, havia na antiga Emissora Nacional gravações da voz de D. Carlos. Foram destruídas depois do 25 de Abril, juntamente com muitas horas de programas. E assim se mata um rei duas vezes: primeiro em pessoa, depois em memória sonora.

A perda (absurda!) de mais uma peça de elevado valor histórico!

Em http://dn.sapo.pt/2008/02/09/dngente/ainda_a_proposito_100_anos_regicidio.html
 
Última edição:
OK, Foliv, então pensa assim: nos actuais regimes Republicanos comparados com os actuais regimes Monárquicos quais são os países mais bem sucedidos?...

Pergunta interessante Pé Leve, mas o engraçado é que no actual G8 (antigo G7), designação dada aos países (8) mais desenvolvidos e industrializados do planeta Terra, cinco (5) deles são Repúblicas perfeitamente estabelecidas.

E mais engraçado ainda, é que dos ditos países que estão em vias de integrar o dito grupo (G8), todos eles tem como matriz politica em vigor a nível interno, a República.
 
D. manuel II, o último rei de Portugal

Segunda-feira 25 de Fevereiro
21:00h
Terça-feira 26 de Fevereiro
05:00h , 13:00h

ID102HPI.jpg

Neste programa, falaremos da vida e do reinado de D. Manuel II, último rei de Portugal. Recorrendo às fontes de investigação, dar-lhe-emos a conhecer o 35º Rei de Portugal cujo destino foi traçado pelas vicissitudes da História. Será referida a época controversa em que viveu, com a sua vida política e económica, com as grandes revoluções sociais, a profunda crise do país, e com as suas complexas relações com a política internacional. Veremos a história do jovem príncipe desde o seu nascimento e a relação que teve com os seus pais, Dona Amélia de Orleães e Bragança, e o Rei Carlos I; e com o seu irmão, o Príncipe herdeiro Luís Filipe, o qual foi alvejado num atentado, acabando por falecer. Este acontecimento é descrito pelo próprio D. Manuel, no seu Diário, onde, apesar da nobre coragem com que recorda a cena, deixa transparecer o profundo desgosto que o marcou para sempre no seu papel de Rei e na sua vida em exílio.

Em http://www.canalhistoria.com/pt/012ficha_programa.php?housenumber=ID102HPI
 
D. manuel II, o último rei de Portugal

Segunda-feira 25 de Fevereiro
21:00h
Terça-feira 26 de Fevereiro
05:00h , 13:00h

ID102HPI.jpg

Neste programa, falaremos da vida e do reinado de D. Manuel II, último rei de Portugal. Recorrendo às fontes de investigação, dar-lhe-emos a conhecer o 35º Rei de Portugal cujo destino foi traçado pelas vicissitudes da História. Será referida a época controversa em que viveu, com a sua vida política e económica, com as grandes revoluções sociais, a profunda crise do país, e com as suas complexas relações com a política internacional. Veremos a história do jovem príncipe desde o seu nascimento e a relação que teve com os seus pais, Dona Amélia de Orleães e Bragança, e o Rei Carlos I; e com o seu irmão, o Príncipe herdeiro Luís Filipe, o qual foi alvejado num atentado, acabando por falecer. Este acontecimento é descrito pelo próprio D. Manuel, no seu Diário, onde, apesar da nobre coragem com que recorda a cena, deixa transparecer o profundo desgosto que o marcou para sempre no seu papel de Rei e na sua vida em exílio.
Em http://www.canalhistoria.com/pt/012ficha_programa.php?housenumber=ID102HPI


Bem lembrado !

Afinal sempre é história de Portugal.

[;)]


 
Pergunta interessante Pé Leve, mas o engraçado é que no actual G8 (antigo G7), designação dada aos países (8) mais desenvolvidos e industrializados do planeta Terra, cinco (5) deles são Repúblicas perfeitamente estabelecidas.

E mais engraçado ainda, é que dos ditos países que estão em vias de integrar o dito grupo (G8), todos eles tem como matriz politica em vigor a nível interno, a República.
Nós também...
 
Teoricamente...


Excepto o Mário Lino[:D]


Pois não. Excepto o Alberto João. Quanto aos demais há alternância: ora tu, ora eu...


Agora a discriminação faz-se envenenando a opinião pública através dos media, quando se quer atacar uma classe.


Ai não? Quem decretou sobre as mordomias dos autarcas em 2005, sobre as mordomias dos gestores públicos? Está tudo em letra de lei...


Nota-se. Aquele anuncio colocado num centro de saúde, fotografado por zeloso seguidor deu no quê?
O Charrua falou e...toma lá! Caluda e cara alegre!
O blog doportugalprofundo teve liberdade de falar, mas está com processo no lombo.
O caso Rodrigues dos Santos é conhecido. O do Marcelo, quando estava na tvi, também...


Como é?... O que está a ser feito não é o que foi prometido. Com papas e bolos...


Não, não...É vê-los a escovar as botas do chefe...


Dever, não deve. Mas já sabemos como é!


Esta era para rir se tivesse piada. O património nacional está a servir para alimentar as vaidades e as fortunas de uns quantos. Todos sabemos disso.
É ver os negócios ruinosos que têm sido concretizados: prédios que se valorizam de forma astronómica de manhã para a tarde, aceitação do autódromo do estoril como forma de pagamento de dívidas de um grupo conhecido ( o que tem vindo a revelar um poço de despesas) etc etc etc




Agora...:confused:

Excelente visão.

Apesar de parecer que em República todos temos os mesmos direitos, o que sucede é que alguns "temos" os mesmos direitos.

Em monarquia todos temos efectivamente os mesmos direitos.
É que apesar de, em República e em TEORIA, todos podermos ser chefes de estado, nem todos podemos vir a sê-lo, logo é um direito inútil e além do mais a chefia do estado em monarquia não é um direito mas sim um dever e representa TODOS os cidadãos e não apenas os que votaram no candidato mais votado.
Deixo aqui a pergunta: quem não votou em Cavaco Silva sente-se sinceramente representado por ele ou obrigatoriamente representado por ele?
Não precisam de responder, apenas reflictam.
 
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