A Scania introduziu um novo motor diesel de 13 litros, denominado Scania Super, que permite uma redução do consumo em 8% em associação com as novas caixas de velocidades Opticruise e novo eixo traseiro de redução simples R756.
A Scania reivindica ter apresentado a “cadeia cinemática mais sustentável do mundo com um motor de combustão” e promete uma melhoria no consumo de combustível de, pelo menos, oito por cento. Numa homenagem à sua herança, a linha motriz, que consiste num novo motor de seis cilindros em linha, caixa de velocidades e eixo traseiro, será identificada como Scania Super Powertrain.
O bloco DC13, que contribui para cinco por cento na melhoria do consumo de combustível, possui uma árvore de cames dupla e um sistema duplo de doseamento de AdBlue, ambos estreados no mais recente motor V8.
O motor de 12,7 litros será proposto em níveis de potência de 420 cv (2300 Nm), 460 cv (2500 Nm) e 560 cv (2800 Nm). Todas as motorizações estão preparadas para utilizarem HVO e as duas primeiras foram adaptadas por funcionarem com biodiesel cem por cento renovável.
O motor Scania Super de 13 litros está acoplado as caixa de velocidades automatizadas Opticruise, G33CM e G25CM, recentemente lançadas. Estas transmissões contribuem para uma melhoria de um por cento no consumo. Uma redução adicional de um por cento é assegurada pela nova ponte traseira R756 de redução simples e baixa fricção, que foi desenvolvida pela MAN.
Esta é a primeira cadeia cinemática comum da Traton e apesar de ser lançada inicialmente pela Scania também estará disponível na Navistar em 2023 e na MAN em 2024.
A Scania também lançou um novo modelo flexível de chassis, denominado MACH (Chassis de Arquitetura Modular da Scania), que oferece um novo conjunto de regras para furos de estruturas, dispondo de orifícios dedicados para a montagem de peças tanto no interior como no exterior da estrutura. Segundo a marca sueca, esta solução permite aumentar exponencialmente o número teórico de modelos de chassis.
A Scania desenvolveu ainda uma nova gama de depósitos de gasóleo, com capacidades dos 165 aos 700 litros. A oferta compreende três tamanhos (S, M e L) que também têm comprimentos diferentes.
Além dos emblemas e gráficos “Super” não são visíveis outras modificações externas na cabina. O mesmo se passa no habitáculo que apresenta como principais novidades esquemas de cores adicionais e novos tapetes.
A Scania também aproveitou para lançar a sua câmara exterior, que substitui os espelhos retrovisores convencionais. As imagens captadas pelo SMVC (Scania Mirror View Camera) são transmitidas a ecrãs de 12,3 polegadas, posicionados no pilar A para que sejam necessários apenas alguns movimentos oculares para se obter a imagem completa.
Aqui podemos encontrar outra novidade na nomenclatura do modelo R, que à semelhança do modelo S, passa a ter em primeiro lugar a designação numérica da cavalagem e por último a designação do modelo R.
A Scania além de ter apresentado os seus novos motores em linha, bem como outros componentes dentro da gama Super, apresentou também o seu sistema de "Câmeras-espelhos", que vinha a ser desenvolvido desde 2017.
Ao contrário do que a Scania testou no modelo Streamline, a posição final escolhida para colocar as câmeras, foi a base dos espelhos tradicionais e não a lateral da pála-do-sol ou a parte superior da cabine, à semelhança da Mercedes.
As câmeras ficam assentes na base dos espelhos e a parte inferior das mesmas é em tudo semelhante ao formato inferior do espelho.
A Scania afirma que foi o melhor local que testaram e o mais acertado, pois além de ser possível ver as câmeras e os seus extremos, podendo assim o motorista calcular a passagem por espaços apertados, será também possível o seu rebatimento de forma manual.
Embora tenhamos visto as primeiras fotos de camiões camufladas há dois anos, continuamos sem conhecer o novo Scania. Entretanto, os testes de pré-lançamento estão a todo o vapor, mais uma vez capturados na China.
Um Scania Série R fortemente camuflado, foi visto à porta da nova unidade de produção chinesa em Rugao, que será responsável pelo fornecimento de camiões aos mercados asiáticos. O veículo lembra claramente o seu antecessor em termos de carroçaria geral, mas por baixo da camuflagem existe uma dianteira claramente redesenhada, provavelmente mais aerodinâmica. O tablier e até as tampas dos pilares interiores também estão camuflados, sugerindo planos para inúmeras alterações no interior.