Seg. B semi-novo - 15-16k

Etcetera

Well-known member
Bons dias,

Espero que tenham passado um Excelente Natal junto das vossas famílias.

A minha mãe vai precisar de trocar o seu Peugeot 207 1.4 vti que, nunca tendo sido bom, está a tornar-se insuportável em termos de fiabilidade.

O meu pai tem carro de serviço, pelo que este carro será essencialmente para a minha mãe andar nas voltinhas.

Nota importante: são percursos muito, muito curtos - 3 ou 4 kms de cada vez, ocasionalmente 15 a 20 kms em AE.

O substituto terá de ser um segmento B, e a fiabilidade é fator MUITO importante dada a má experiência anterior.

A minha mãe adora o Clio 1.0 tce, e está pouco aberta a outras opções. Tentei introduzir o Polo 1.0 tsi, porque tenho boa opinião da fiabilidade deste último.

O Yaris era um bom candidato, mas a gasolina (não híbrido) só tem o 1.0 de 70cv, que será muito curto. O híbrido extravasa o orçamento.

Coreanos não adora, e tudo o que é 1.2 Puretech está obviamente excluído por questões de fiabilidade.

Reforçando o tipo de utilização que o carro vai ter, o que sugerem? O motor 1.0 da Renault é um valor seguro?

Será para durar alguns anos, ou seja, para acompanhar a reforma da minha mãe, que tem neste momento 62 anos.

Obrigado!
 
Last edited:
O Yaris sendo um motor aspirado e de injeção indirecta é um excelente candidato a essa utilização. O motor é curto para AE, mas de resto chega para as encomendas. E nessa utilização de trajectos curtos não vejo melhor, no que respeita a fiabilidade. Mas se está fora, não há muito a fazer.

Pessoalmente tentaria encontrar algo simples a nível mecânico, o que não é tão fácil assim, diga-se. Nada de turbos, injeção directa, e se, possivel, sem filtro de partículas. Estive nesse dilema e consegui o que queria, mas comprei um modelo de 2018 por metade desse orçamento.
 
Também não deixaria, pelo menos, de experimentar o Yaris, se surgir essa possibilidade. E ser experimentado, sobretudo, por quem o vai conduzir diariamente, ou seja, pela tua própria mãe. [;)]
 
Sim, vai ser sempre testado pela utilizadora.

A questão é mais recolher feedback do ponto de vista da fiabilidade.

Entretanto, lembrei-me de um tema poucas vezes debatido - face ao cenário de utilização severo para qualquer motor (mesmo a gasolina) faz sentido optar por um VE pela ausência quase total de manutenção?

Há onde carregar (moradia) e há mais carros para viagens maiores.

É que embora o 207 não tenha sido exemplar mesmo desde novo, o cenário de utilização também não lhe deu grande saude.
 
Se é só mesmo pra essas voltinhas e visto que há onde carregar , talvez faça sentido um electrico, mas nao tenho bem noçao dos valores e depois também depende do que se entende por " semi novo " e isto inclui tambem os gasolina.

Tanto o 1.0 TSI como o 1.0 TCE sao muito fiáveis ao que sei.

O TCE é mais recente mas tem tecnologia mais antiga, no caso, injecção electrónica multiponto vulgo " indirecta " mas ainda assim , nao sendo um 1.0 TSI no refinamento , tem consumos bons.

O diferencial que há entre esses 2 motores ( que há ) parece-me, dado o contexto, ser pouco relevante.

É certo que na fiabilidade ficaria à partida melhor servida com um atmosférico mais modesto, mas.....só ela experimentando.

Os carros modernos de 70cv são tão filtrados que parecem ter 20cv :sh)
 
Face ao tipo de utilização, também me faz bastante sentido optar por um full electric. Algo tipo Renault Zoe, por exemplo.
 
O Yaris sendo um motor aspirado e de injeção indirecta é um excelente candidato a essa utilização. O motor é curto para AE, mas de resto chega para as encomendas. E nessa utilização de trajectos curtos não vejo melhor, no que respeita a fiabilidade. Mas se está fora, não há muito a fazer.

Pessoalmente tentaria encontrar algo simples a nível mecânico, o que não é tão fácil assim, diga-se. Nada de turbos, injeção directa, e se, possivel, sem filtro de partículas. Estive nesse dilema e consegui o que queria, mas comprei um modelo de 2018 por metade desse orçamento.

Não é bem o que se pretende.

O meu pai até queria um carro novo, que eu indiquei não fazer sentido face ao tipo de utilização esperada.

Ainda assim, penso que o que pretendem será sempre um carro de serviço (no caso da Renault, o programa Renew) e de 2023 no máximo.

Idealmente ainda com garantia de fábrica.

O peugeot veio desde novo e tem vários traumas associados que esta compra tem de fazer um reset total. O meu pai começou a conversa com “então agora vou desfazer-me deste e meter-me num carro usado que pode estar igual e ainda vou pagar por isso?”, portanto a procura requer alguma cautela.

O mesmo para a potência - embora a minha mãe não seja de corridas, eu diria que o standard do 207 (que, quando anda, tem alguma genica) será sempre o mínimo olímpico.

O 1.0 do Yaris que conheço bem do C1 da minha namorada já é exasperante neste último, pelo que adicionar-lhe o peso inerente a um segmento acima não correrá bem.
 
Sim, os VE eu próprio falei nisso acima e parece-me bem.

Mas há aqui algo nas pesquisas que não estou a entender.

Em novos, as vendas de VE ja tem alguma substância, mas em usados há aqui um fenómeno qualquer esquisito. Dos carros vendidos pelas marcas (os tais “de serviço”) vejo o mercado inundado de Dacia Spring.

De resto, nada.

95% dos elétricos a venda são de stands com aspeto algo duvidoso, importados e sem grande historial.

Tirando as vantagens fiscais (para os stands) na importação de elétricos, há alguma explicação para isto? Porque é que não há Zoe’s no programa Renew, por exemplo?
 
Sim, os VE eu próprio falei nisso acima e parece-me bem.

Mas há aqui algo nas pesquisas que não estou a entender.

Em novos, as vendas de VE ja tem alguma substância, mas em usados há aqui um fenómeno qualquer esquisito. Dos carros vendidos pelas marcas (os tais “de serviço”) vejo o mercado inundado de Dacia Spring.

De resto, nada.

95% dos elétricos a venda são de stands com aspeto algo duvidoso, importados e sem grande historial.

Tirando as vantagens fiscais (para os stands) na importação de elétricos, há alguma explicação para isto? Porque é que não há Zoe’s no programa Renew, por exemplo?
Porque o programa Renew é de viaturas maioritariamente provenientes de rent a car. E não há praticamente Zoes nesse âmbito.

Aí as locadoras devem ter mais opções em EV. Há uns bons anos estique quase a comprar um Zoe com 8 mil km, na ALD Car Market.
 
Se é só mesmo pra essas voltinhas e visto que há onde carregar , talvez faça sentido um electrico, mas nao tenho bem noçao dos valores e depois também depende do que se entende por " semi novo " e isto inclui tambem os gasolina.

Tanto o 1.0 TSI como o 1.0 TCE sao muito fiáveis ao que sei.

O TCE é mais recente mas tem tecnologia mais antiga, no caso, injecção electrónica multiponto vulgo " indirecta " mas ainda assim , nao sendo um 1.0 TSI no refinamento , tem consumos bons.

O diferencial que há entre esses 2 motores ( que há ) parece-me, dado o contexto, ser pouco relevante.

É certo que na fiabilidade ficaria à partida melhor servida com um atmosférico mais modesto, mas.....só ela experimentando.

Os carros modernos de 70cv são tão filtrados que parecem ter 20cv :sh)

Tenho ideia que o tce de injeção indirecta era o 0.9 e que este 1.0 já é de injeção directa.

Cada pessoa terá a sua ideia do que é suficiente para um carro do segmento B, mas 70 cv para um citadino deste segmento para andar em voltinhas é o bastante. Andei com um alugado com 5 pessoas durante uma semana e nada a apontar. Mas apenas a minha opinião. Pena tenho que já não se venda em novo.
 
se calhar um elétrico realmente poderia fazer jeito, algo ali a rondar os 250 a 400kms de autonomia, que se calhar iria ser carregado 1x a cada semana e meia ou 2 semanas. desde os mini e 500 a kauai, passando pelos zoes, mg, etc...

deixo aqui algumas ideias:

 
Porque o programa Renew é de viaturas maioritariamente provenientes de rent a car. E não há praticamente Zoes nesse âmbito.

Aí as locadoras devem ter mais opções em EV. Há uns bons anos estique quase a comprar um Zoe com 8 mil km, na ALD Car Market.

Podes pf. partilhar de onde obtiveste essa informação sobre o facto de serem carros provenientes de RaC os do programa Renew?

Tenho visto alguns e são versões bastante equipadas, tinha ideia que RaC seriam sempre versões mais despidas, pelo menos do que vou vendo.
 
Tenho ideia que o tce de injeção indirecta era o 0.9 e que este 1.0 já é de injeção directa.

Cada pessoa terá a sua ideia do que é suficiente para um carro do segmento B, mas 70 cv para um citadino deste segmento para andar em voltinhas é o bastante. Andei com um alugado com 5 pessoas durante uma semana e nada a apontar. Mas apenas a minha opinião. Pena tenho que já não se venda em novo.

O 1.0 continua a ser injecçao indirecta, tal como o 0.9.

Mas sim concordo que os 70cv do segmento B chegam para cidade ou mesmo EN, sendo a sua limitaçao mais AE, embora até 120 também nao seja nada de critico.

No entanto eu habituei-me ao degrau superior dos turbinados de 90 a 120cv que já é outro mundo e mando os atmosféricos pro lixo :mad:
[:D]

E tu dizes " mas 100cv pra fazer 4 KM " e eu desarmo-me já, hehe.

aliás eu tinha aqui 64cv pra fazer total de 7 km/dia mas depois passaram a ser uns 50 e arranjei o 1.0T90 do corsa pra minha maria, n a quis com um 1.2 70 porque ela há uns anos conduziu um Punto Evo 1.2 69cv e assustou-se porque dizia que aquilo parecia não andar [:D]

O carro era amorfo sim mas pa quem nao tá habituado pode estranhar.
 
Tenho ideia que o tce de injeção indirecta era o 0.9 e que este 1.0 já é de injeção directa.

Cada pessoa terá a sua ideia do que é suficiente para um carro do segmento B, mas 70 cv para um citadino deste segmento para andar em voltinhas é o bastante. Andei com um alugado com 5 pessoas durante uma semana e nada a apontar. Mas apenas a minha opinião. Pena tenho que já não se venda em novo.

Sem querer dar uma de SalvadorP, para quem a potência nunca é suficiente, eu acho que para o peso dos segmentos B atuais, o sweet spot anda nos 105-115 cv.

Já na altura da compra do Corsa te tinha também dado essa opinião.

É verdade que eu próprio referi que o carro vai andar em voltinhas, mas também é verdade que não há necessidade de estarmos a “cortar” as portas a que no futuro o carro venha a ter outro tipo de uso e se venha a tornar curto.

Um segmento B de hoje pesa o mesmo que um segmento C de há 15 anos, em que havia o clássico 1.5/1.6 diesel de 110 cv e estavam longe de ser carros despachados.

O C1 1.0 para mim está abaixo dos mínimos olímpicos e o meu Classe A180d em cidade também cumpre só pelo mínimo, por culpa do escalonamento longo da caixa das 3 primeiras relações.

Embora a minha mãe não seja de andar rápido, acho que pelo budget vs segmento também não há necessidade de se andar a alinhar pelo mínimo e discutir se chega ou não.

Eu pelo menos em tudo na vida tento ter alguma folga.
 
O que importa mais é a relação motor/caixa e não só motor, daí que caixas longas matam motores mais fracos. Em alguns casos na variante auto , melhora muito.

No caso dos segmentos actuais B, um 70cv é já curto pelo menos no contexto que referes de no futuro poder ser mais polivalente.

Eu até já nos 1.0T 90 confio, andam mt mais que os atmosfericos de 70 e consomem o mesmo e nalgumas situaçoes até menos.

Há inclusive versoes de 90 que tem o mesmo binário dos de 100 ou 110 / 115. e portanto no dia a dia nem se dá pela diferença.
 
O 1.0 continua a ser injecçao indirecta, tal como o 0.9.

Mas sim concordo que os 70cv do segmento B chegam para cidade ou mesmo EN, sendo a sua limitaçao mais AE, embora até 120 também nao seja nada de critico.

No entanto eu habituei-me ao degrau superior dos turbinados de 90 a 120cv que já é outro mundo e mando os atmosféricos pro lixo :mad:
[:D]

E tu dizes " mas 100cv pra fazer 4 KM " e eu desarmo-me já, hehe.

aliás eu tinha aqui 64cv pra fazer total de 7 km/dia mas depois passaram a ser uns 50 e arranjei o 1.0T90 do corsa pra minha maria, n a quis com um 1.2 70 porque ela há uns anos conduziu um Punto Evo 1.2 69cv e assustou-se porque dizia que aquilo parecia não andar [:D]

O carro era amorfo sim mas pa quem nao tá habituado pode estranhar.

Consegues encontrar um link que diga que o 1.0 TCE actual é de injeção indirecta? O que pesquisei dizem o contrário.

Em relação às performances, confunde-se muita coisa, inclusive a subjectividade. Não faz sentido estarmos a dizer que um carro com 70 cv é amorfo e o de 90 cv é um canhão, porque a seguir vem alguém habituado a um carro de 200 cv e diz que o de 90 cv é um pastelão. A seguir vem um piloto habituado a 500 cv ea dizer que o de 200 cv parece que não anda. Eu é que quando comecei a conduzir andava num carro muito lento, sabia disso, notava isso especialmente em estrada. Estes segmentos B na casa dos 70 cv têm performances melhores que os da minha altura, talvez isso me faça ter uma visão diferente. No fundo são opiniões e opções. Nada contra.
 
Sem querer dar uma de SalvadorP, para quem a potência nunca é suficiente, eu acho que para o peso dos segmentos B atuais, o sweet spot anda nos 105-115 cv.

Já na altura da compra do Corsa te tinha também dado essa opinião.

É verdade que eu próprio referi que o carro vai andar em voltinhas, mas também é verdade que não há necessidade de estarmos a “cortar” as portas a que no futuro o carro venha a ter outro tipo de uso e se venha a tornar curto.

Um segmento B de hoje pesa o mesmo que um segmento C de há 15 anos, em que havia o clássico 1.5/1.6 diesel de 110 cv e estavam longe de ser carros despachados.

O C1 1.0 para mim está abaixo dos mínimos olímpicos e o meu Classe A180d em cidade também cumpre só pelo mínimo, por culpa do escalonamento longo da caixa das 3 primeiras relações.

Embora a minha mãe não seja de andar rápido, acho que pelo budget vs segmento também não há necessidade de se andar a alinhar pelo mínimo e discutir se chega ou não.

Eu pelo menos em tudo na vida tento ter alguma folga.
Não é só peso, como certamente sabes. Há tanta coisa mais…mas a bold lá está o que dizia antes. Opiniões. Para uns era um foguete, para outros não andavam nada (é mesmo factual, já ouvi as 2 versões).
 
Consegues encontrar um link que diga que o 1.0 TCE actual é de injeção indirecta? O que pesquisei dizem o contrário.

Em relação às performances, confunde-se muita coisa, inclusive a subjectividade. Não faz sentido estarmos a dizer que um carro com 70 cv é amorfo e o de 90 cv é um canhão, porque a seguir vem alguém habituado a um carro de 200 cv e diz que o de 90 cv é um pastelão. A seguir vem um piloto habituado a 500 cv ea dizer que o de 200 cv parece que não anda. Eu é que quando comecei a conduzir andava num carro muito lento, sabia disso, notava isso especialmente em estrada. Estes segmentos B na casa dos 70 cv têm performances melhores que os da minha altura, talvez isso me faça ter uma visão diferente. No fundo são opiniões e opções. Nada contra.

https://www.ultimatespecs.com/car-specs/Dacia/123178/Dacia-Sandero-2021-TCe-90.html

Nota: 1.0 TCE 90 ou 100 é a mesma coisa, mas o 100 é o bi-fuel.

O que eu quis dizer é que os turbos de 90 e 100cv dá para uma utilização muito polivalente, dá para ir a 120 ou 130 sem o motor ir a roncar, dá para não ficar aflito com 5 pessoas e AC, agora claro, isto tudo é sempre muito relativo do que se precisa.

Um bom escalonamento de caixa não compromete nada um segmento B fraquinho, já se a caixa for má, fica dificl e portanto só testando.

E nestes motores fraquinhos as coisas podem mudar consideravelmente entre marcas/modelos.
 
Consegues encontrar um link que diga que o 1.0 TCE actual é de injeção indirecta? O que pesquisei dizem o contrário.

Em relação às performances, confunde-se muita coisa, inclusive a subjectividade. Não faz sentido estarmos a dizer que um carro com 70 cv é amorfo e o de 90 cv é um canhão, porque a seguir vem alguém habituado a um carro de 200 cv e diz que o de 90 cv é um pastelão. A seguir vem um piloto habituado a 500 cv ea dizer que o de 200 cv parece que não anda. Eu é que quando comecei a conduzir andava num carro muito lento, sabia disso, notava isso especialmente em estrada. Estes segmentos B na casa dos 70 cv têm performances melhores que os da minha altura, talvez isso me faça ter uma visão diferente. No fundo são opiniões e opções. Nada contra.

E vice-versa. [;)]

Quando o meu pai passou de um Ibiza 1.0 de 1999 com 50 CV para um Polo 1.0 de 2015 com 75 CV, o entusiasmo era indisfarçável! [:D]
 
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