Serão as listas de supranumerários feitas à toa?..

Oh Pé Leve... Mas mais uma vez eu não entendo...

Os supranumerarios neste momento não é suposto ser um local de passagem, ou seja, o vaso comunicante entre organismos diferentes?

É que eu saiba, ainda não foi feita nenhuma reforma suficientemente seria para tornar os supranumerarios num receptaculo de desnecessarios..
 
citação:Originalmente colocada por André

Eu, sinceramente, acho os supranumerários uma aberração, não pelas mesmas razões do senso comum.

Basicamente são o reflexo de um empregador que não tem qualquer possibilidade de flexibilidade em relação à sua massa laboral, que tem que a manter caso precise e caso não precise.

Daí que ache que os supra nunca vão funcionar bem, nem com justiça, nem com qualquer tipo de lógica racional, porque no fundo representam uma irracionalidade.

Mas já estou a mudar de assunto ;)
Sim, é uma aberração existirem supranumerários, como sempre o foi!

Há 30 anos os supranumerários foram todos aqueles trabalhadores que regressaram, ou imigraram, de África e entraram na função pública portuguesa precisamente por essa porta, pois que não havia outra que pudessem usar! Serviu, portanto, essa figura para entrar na função pública, ao passo que, agora, será a porta de saída!...

O problema, quanto a mim, é que os que entraram desse modo foram precisamente os que alegaram já exercer funções no Estado lá, nas ex-colónias, coisa que, supõe-se, poderá não ter sido bem assim para muitos, sendo que, agora, não são esses os que irão preferencialmente para os quadros de supranumerários! E nem podiam ser, pois a grande maioria desses que entraram assim, reformou-se já e pesa, agora, na nossa Segurança Social...
 
citação:Originalmente colocada por mundano

Oh Pé Leve... Mas mais uma vez eu não entendo...

Os supranumerarios neste momento não é suposto ser um local de passagem, ou seja, o vaso comunicante entre organismos diferentes?

É que eu saiba, ainda não foi feita nenhuma reforma suficientemente seria para tornar os supranumerarios num receptaculo de desnecessarios..
Na prática, e como acima refiro, não será um local de passagem entre funções, pois que, parece-me, maioritariamente será um local de passagem precisamente para fora da função pública!;)

Mas nem é isso que eu acho incorrecto! O que eu acho incorrecto é que o erro, que agora se verificou num funcionário apenas, poderá, como vimos, vir a acontecer a um lote maior ou menor, consoante o lote de funcionários que estiver em análise!
 
citação:Originalmente colocada por André

Eu, sinceramente, acho os supranumerários uma aberração, não pelas mesmas razões do senso comum.

Basicamente são o reflexo de um empregador que não tem qualquer possibilidade de flexibilidade em relação à sua massa laboral, que tem que a manter caso precise e caso não precise.

Daí que ache que os supra nunca vão funcionar bem, nem com justiça, nem com qualquer tipo de lógica racional, porque no fundo representam uma irracionalidade.

Mas já estou a mudar de assunto ;)

São o reflexo de uma má gestão da força laboral, ao longo destes anos.... (por parte de todos os organismos do estado)

Se centrarmos as atenções apenas nas autarquias, verificamos que a paga de favores com empregos nas camaras levou ao aumento exponêncial do número de efectivos.
Convém referir que esse número de efectivos é, em muitos casos, pouco proporcional às necessidades da autarquia.(geralmente têm a mais....)
 
citação:Originalmente colocada por 3com


São o reflexo de uma má gestão da força laboral, ao longo destes anos.... (por parte de todos os organismos do estado)

Se centrarmos as atenções apenas nas autarquias, verificamos que a paga de favores com empregos nas camaras levou ao aumento exponêncial do número de efectivos.
Convém referir que esse número de efectivos é, em muitos casos, pouco proporcional às necessidades da autarquia.(geralmente têm a mais....)

E as autarquias continuam a "contratar" mais gente!
 
citação:Originalmente colocada por 3com

citação:Originalmente colocada por André
Basicamente são o reflexo de um empregador que não tem qualquer possibilidade de flexibilidade em relação à sua massa laboral, que tem que a manter caso precise e caso não precise.

São o reflexo de uma má gestão da força laboral, ao longo destes anos.... (por parte de todos os organismos do estado)

Isso são tretas.

Os supranumerários são uma aberração simplesmente porque o Estado não tem qualquer possibilidade de regular a sua massa laboral, tão simples e só.

Se um indíviduo entra, é como nos casamentos de antigamente, é até à morte [}:)]

O resto é irrelevante, a má gestão sempre existiu e existe porque o Estado não tem controlo sobre si, não há patrão, não há ninguém que tenha interesse em trabalhar melhor porque é tratado quer trabalhe quer não trabalhe, os "chefinhos" mudam a cada legislatura etc etc etc etc etc

Já todos sabemos isto, há séculos.

O esquema de organização do Estado está todo errado DESDE O INÍCIO.

Mai nada.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve
Sim, é uma aberração existirem supranumerários, como sempre o foi!

Há 30 anos os supranumerários foram todos aqueles trabalhadores que regressaram, ou imigraram, de África e entraram na função pública portuguesa precisamente por essa porta, pois que não havia outra que pudessem usar! Serviu, portanto, essa figura para entrar na função pública, ao passo que, agora, será a porta de saída!...

O problema, quanto a mim, é que os que entraram desse modo foram precisamente os que alegaram já exercer funções no Estado lá, nas ex-colónias, coisa que, supõe-se, poderá não ter sido bem assim para muitos, sendo que, agora, não são esses os que irão preferencialmente para os quadros de supranumerários! E nem podiam ser, pois a grande maioria desses que entraram assim, reformou-se já e pesa, agora, na nossa Segurança Social...

Os supranumerários não eram só esses casos, a maioria eram pessoas com problemas bem...há que dizê-lo...mentais.
 
citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por 3com

citação:Originalmente colocada por André
Basicamente são o reflexo de um empregador que não tem qualquer possibilidade de flexibilidade em relação à sua massa laboral, que tem que a manter caso precise e caso não precise.

São o reflexo de uma má gestão da força laboral, ao longo destes anos.... (por parte de todos os organismos do estado)

Isso são tretas.

Os supranumerários são uma aberração simplesmente porque o Estado não tem qualquer possibilidade de regular a sua massa laboral, tão simples e só.

Se um indíviduo entra, é como nos casamentos de antigamente, é até à morte [}:)]

O resto é irrelevante, a má gestão sempre existiu e existe porque o Estado não tem controlo sobre si, não há patrão, não há ninguém que tenha interesse em trabalhar melhor porque é tratado quer trabalhe quer não trabalhe, os "chefinhos" mudam a cada legislatura etc etc etc etc etc

Já todos sabemos isto, há séculos.

O esquema de organização do Estado está todo errado DESDE O INÍCIO.

Mai nada.
Eu falo em gestão, tu falas em constituição:D[:p]


Por a constituição não o permitir, é que temos que ter uma gestão cuidada da força laboral!
Afinal é o que está a acontecer!

O estado está de mãos atadas no que se refere a despedimentos...
 
citação:Originalmente colocada por André

Por a constituição não o permitir, é que é impossível o Estado funcionar bem :D
Por isso é que a gestão tem que tentar remediar, capisce ?
O problema é que durante este anos todos nunca se tentou remediar os problemas que a constituição provoca... e fomos deixando o monstro engordar!
 
citação:Originalmente colocada por André

Isso são tretas.

Os supranumerários são uma aberração simplesmente porque o Estado não tem qualquer possibilidade de regular a sua massa laboral, tão simples e só.

Se um indíviduo entra, é como nos casamentos de antigamente, é até à morte [}:)]

O resto é irrelevante, a má gestão sempre existiu e existe porque o Estado não tem controlo sobre si, não há patrão, não há ninguém que tenha interesse em trabalhar melhor porque é tratado quer trabalhe quer não trabalhe, os "chefinhos" mudam a cada legislatura etc etc etc etc etc

Já todos sabemos isto, há séculos.

O esquema de organização do Estado está todo errado DESDE O INÍCIO.

Mai nada.

O patrão é o interesse público, o bem comum... Que a sociedade portuguesa faz tábua rasa. Se nos países nórdicos a mera suspeição de fraude leva à demissão voluntária... Aqui até uma pena cumprida as pessoas não têm dignidade de largar o tacho.

Os cargos de responsabilidade são cargos onde se ganha muito dinheiro, tem-se muito poder para nomear mais cargos, mas no fundo quando é para assumir culpas esse cargo já não tem esse efeito. Sai de um cargo político e vai para outro como nada se tivesse passado.
 
citação:Originalmente colocada por André

Por a constituição não o permitir, é que é impossível o Estado funcionar bem :D

Isso não é bem verdade... Basta que haja criterios exigentes de gestão...

Só a titulo de exemplo, o Paulo Teixeira Pinto, no seu catolicismo ferrenho também afirma a sete ventos que no BCP, tirando os casos de justa causa (roubos e afins) ninguém é despedido.. E que se saiba não é mesmo despedido ninguém..

E não é por isso que eles são menos eficientes do que outros bancos, nem é por isso que eles deixaram de reduzir os efectivos de 18 para 11 ou 12 mil em 4 ou 5 anos...

Basta haver vontade e exigencia na gestão..
 
citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por Pé Leve
Sim, é uma aberração existirem supranumerários, como sempre o foi!

Há 30 anos os supranumerários foram todos aqueles trabalhadores que regressaram, ou imigraram, de África e entraram na função pública portuguesa precisamente por essa porta, pois que não havia outra que pudessem usar! Serviu, portanto, essa figura para entrar na função pública, ao passo que, agora, será a porta de saída!...

O problema, quanto a mim, é que os que entraram desse modo foram precisamente os que alegaram já exercer funções no Estado lá, nas ex-colónias, coisa que, supõe-se, poderá não ter sido bem assim para muitos, sendo que, agora, não são esses os que irão preferencialmente para os quadros de supranumerários! E nem podiam ser, pois a grande maioria desses que entraram assim, reformou-se já e pesa, agora, na nossa Segurança Social...

Os supranumerários não eram só esses casos, a maioria eram pessoas com problemas bem...há que dizê-lo...mentais.
Sim, mas esses eram casos inexpressívos e perfeitamente maginais para os números que estamos aqui a considerar!;)
 
citação:Originalmente colocada por 3com
Por isso é que a gestão tem que tentar remediar, capisce ?
O problema é que durante este anos todos nunca se tentou remediar os problemas que a constituição provoca... e fomos deixando o monstro engordar!

Meu amigo, isto é uma coisa básica que os anglo-saxónicos e os povos do Norte há muito que têm como norma para a sua sociedade.

Os sistemas e as regras devem ser simples e eficazes e servem para ajudar e não para atrapalhar.

A Constituição atrapalha neste ponto, tu ainda acreditas ser possível alterar a situação sem mudá-la, como todos os outros que ao longo dos tempos quiseram pôr o sistema vide o Estado a funcionar.

A questão é que ele está morto, para mim está morto. Não acredito nele entendes? Simplesmente porque ele nunca vai funcionar já que...não foi feito para funcionar. Simplesmente não foi.

Claro que podemos continuar com remendos, aliás, andamos a fazer isso há anos [:p]

Por isso é que os supra nunca vão funcionar, por isso é que não deixam de ser uma aberração. Os supra são um compromisso, demonstram que existe gente a mais e que o Estado não pode resolver essa situação. Está atado.

Já agora, durante todos estes anos não se tentou resolver a situação, tipo, continua a não querer-se resolver a situação, marketing à parte, até agora nada</u> está feito. Nada. Vamos lá ver, mas se até meados de 2007 não começar a surgir algo de concreto, não será depois disso que aparece.
 
citação:Originalmente colocada por mundano

citação:Originalmente colocada por André

Por a constituição não o permitir, é que é impossível o Estado funcionar bem :D

Isso não é bem verdade... Basta que haja criterios exigentes de gestão...

As coisas têm que funcionar bem à partida, têm de ter condições à partida.

A Constituição não nos faz um favor, ela está lá para fazer algo de útil, supostamente.

"Basta que haja critérios exigentes de gestão..." <--- balelas

Tão simples e são. Basicamente está a dizer, ah tipo temos ali um cancro, mas se fizermos bem a quimioterapia a coisa talvez se safe...

Sim...talvez...daqui a muiiiiitooosss anos...mediocremente.

Pois...simplesmente...não temos mais tempo. Estamos sem tempo.
 
citação:Originalmente colocada por mundano
Só a titulo de exemplo, o Paulo Teixeira Pinto, no seu catolicismo ferrenho também afirma a sete ventos que no BCP, tirando os casos de justa causa (roubos e afins) ninguém é despedido.. E que se saiba não é mesmo despedido ninguém..

E não é por isso que eles são menos eficientes do que outros bancos, nem é por isso que eles deixaram de reduzir os efectivos de 18 para 11 ou 12 mil em 4 ou 5 anos...

Basta haver vontade e exigencia na gestão..

Opus Dei POWA [}:)]
 
citação:Originalmente colocada por mundano

citação:Originalmente colocada por André

Por a constituição não o permitir, é que é impossível o Estado funcionar bem :D

Isso não é bem verdade... Basta que haja criterios exigentes de gestão...

Só a titulo de exemplo, o Paulo Teixeira Pinto, no seu catolicismo ferrenho também afirma a sete ventos que no BCP, tirando os casos de justa causa (roubos e afins) ninguém é despedido.. E que se saiba não é mesmo despedido ninguém..

E não é por isso que eles são menos eficientes do que outros bancos, nem é por isso que eles deixaram de reduzir os efectivos de 18 para 11 ou 12 mil em 4 ou 5 anos...

Basta haver vontade e exigencia na gestão..

Ngm é despedido... mas alguns despedem-se mas sem terem para onde ir pq será.... [|)]
 
citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por mundano
Só a titulo de exemplo, o Paulo Teixeira Pinto, no seu catolicismo ferrenho também afirma a sete ventos que no BCP, tirando os casos de justa causa (roubos e afins) ninguém é despedido.. E que se saiba não é mesmo despedido ninguém..

E não é por isso que eles são menos eficientes do que outros bancos, nem é por isso que eles deixaram de reduzir os efectivos de 18 para 11 ou 12 mil em 4 ou 5 anos...

Basta haver vontade e exigencia na gestão..

Opus Dei POWA [}:)]
É curioso que vinha a responder a outra coisa, com essa palavra da Obra na cabeça...
Não, o BCP é uma grande máquina..., de devorar pessoas.

A questão é, tal como na FP são bem remuneradas (na FP não é tão bem) e alvo de regalias que não encontram cá fora. Daí, o facto de estar cheio de quadros com mais de 50 anos, altamente válidos, mas a coçá-los à espera da reforma e que as acções do BCP não despenquem...
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Há 30 anos os supranumerários foram todos aqueles trabalhadores que regressaram, ou imigraram, de África e entraram na função pública portuguesa precisamente por essa porta, pois que não havia outra que pudessem usar! Serviu, portanto, essa figura para entrar na função pública, ao passo que, agora, será a porta de saída!...

O problema, quanto a mim, é que os que entraram desse modo foram precisamente os que alegaram já exercer funções no Estado lá, nas ex-colónias, coisa que, supõe-se, poderá não ter sido bem assim para muitos, sendo que, agora, não são esses os que irão preferencialmente para os quadros de supranumerários! E nem podiam ser, pois a grande maioria desses que entraram assim, reformou-se já e pesa, agora, na nossa Segurança Social...
A mim parece que tens algo contra os ex-funcionários do ultramar que vieram compôr o QGA (Quadro Geral de Adidos).
Nas tuas sábias referências, todos eles (quantos?) vieram para funções para as quais não estavam habilitados.
O que te leva a pronunciar tão douta afirmação?
 
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