Solidão

ok.. simplificar.. 1 pouco
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quem está em solidão está em medo
quem tem medo é porque valoriza algo como sendo superior a si (entrega poder a algo "mentalmente")

---- em polaridade com

quem tem amigos (geralmente) acha que "vive é bem", que "é melhor" "mais positivo" "saúdável" do que estar só,
provoca o oposto porque;
alguem tem de ser percepcionado como estando "só" --- e então "sentir só" e "estár só" é visto e sugerido a todos como sendo algo negativo


ciclo vicioso ----

solidão É aceite por todos (os que estao "sós" e "acompanhados") como sendo negativo - porque todos são viciados no positivo - todos querem o positivo.

se solidão é negativo entao a ordem (damente) é ... rejeite-se e esconda-se.
se estar acompanhado é julgado como positivo entao os seres autovalidam-se com isso e promovem-o para todos entre todos... todos sao.. os que estão "sós" ou "acompanhados" n importa.

mas....

(por exemplo) como há quem não tenha estilo.. ou nao se ache com estilo para estar acompanhado
e como o que é promovido como sendo positivo... é o que todos querem...é + e + energia
sempre positivo seja no que for .... (neste caso estimulo visual) esses poucos colocam-se a si mesmos em solidão por nao se verem como tendo os requisitos para estarem acompanhados (ter estilo e poder estimular os outros)


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esse será exemplo será aplicavel aos "mais novos" (seres) crianças ou adolescentes ou jovens adultos, em adultos é parecido muito similar embora os contextos a usar não sao bem os ligados á palavra "estilo".

mas seja como for é transversal em termos de idade. Porque, solidão é um ponto em que, o ser humano simplesmente - não cresce. Tanto se aplica a crianças como adultos. Isto é;
No evolução humana. solidão não é algo que, com o passar das decadas, seja observado entendido e direccionado (ou eliminado como problema), etc, conforme seja ou nao prático ter isso presente para uma vida estabilidade em igualdade entre todos.

É algo em que; a ciencia académica não tem qualquer papel de relevo, porque apenas deixa os casos serem ou nao resolvidos há medida que aparecem...E faze-lo tratando o sintoma, nunca a causa. Nunca estabelecendo ou leccionando principios - Injectando conhecimento na sociedade de forma a que a Solidão pare de ser um "monstro" que assombra a sociedade. Como sociedade adulta e responsável, solidão ser um tema - assumido, digerido, analisado e direccionado da "melhor" maneira ao ponto de deixar de ser conhecido/visto como problema "premente"/aleatório/incomodo.

Responsabilidade. A sociedade... tem alguma? A "sociedade" sabe dar respostas definitivas ás questões que a assombram? Não, la que aprendemos uns com os outros pode-se dizer. É válido para alguns apenas até ver.

Sociedade - porque está habituada assim e nunca conheceu algo diferente - prefere viver em "crenças" - e acreditar que "ah! é mesmo assim, não ha nada a fazer!"

"Conforma-te"
lol "CON-forma-te" ... Forma-te em CONsciencia... CONned é assim que te querem.
"Forma-te na consciencia daquilo que vez apenas, e nunca procures soluções."
(é o código-fonte que essa palavra contêm.)

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mais simples assim? (^^,)

Eu não concordo nada.

E destrinçando o seu texto: Em primeiro o sentimento de solidão depende em muito das expectativas que o indíviduo tem em relação aos outros (entenda-se por outros, as figuras de vinculação que podem ser familia, contactos, redes sociais. A solidão é um sentimento intrínseco e depende em muito das caracteristicas da personalidade de cada um, embora o meio possa desplotar este sentimento, mas em acontecimentos pontuais. Outro factor a ter em conta é que segundo alguns estudos é na adolescência que se sente mais solidão. Logo o ter uma vida social mais activa não é um factor protector.
É na adultez que este sentimento é mais marcante, associado á reforma, á saída dos filhos de casa (síndrome do ninho vazio), á perda do companheiro/a.
Agora ter solidão é ter medo? não vejo porque motivo.
 
Solidão procura solidão e, quanto mais uma pessoa se isola, à medida que o tempo vai passando, mais isolada quer estar. Quando as pessoas se apercebem que a solidão é a sua companhia, o rosto entristece, a alma desvanece, um forte pesar parece invadir o pensamento. O cenário torna-se deprimente. O futuro sem esperança.
O número de pessoas que vivem sozinhas, sem família ou companheiro(a) é cada vez maior nas grandes cidades da Europa e da América. Segundo alguns psicólogos, este grupo está mais exposto a sofrer de doenças físicas e psíquicas, o seu sistema imunológico mostra-se menos estável, menos forte e mais propício a contrair doenças crónicas.
Os homens divorciados contraem três vezes mais doenças do que os casados e o índice de mortalidade masculina depois da viuvez regista um aumento de 40 por cento, segundo revela a revista austríaca Medizin Populaer, sendo o enfarte a causa mais comum. Entre as viúvas, a principal causa de morte é o cancro e muitas morrem no ano seguinte ao falecimento do cônjugue. O extremo stress que representa a perda do cônjugue faz com que muitos percam a alegria de viver. Além disso, muitas pessoas deprimidas alimentam-se mal e algumas, em especial os homens, procuram consolo no consumo excessivo de álcool.
De acordo com Georg Gaul, da Sociedade Austríaca de Cardiologia, citado pela agência Efe, o risco de morte das pessoas que vivem sozinhas é o dobro das que permanecem acompanhadas. Perante o seu isolamento, muitos acomodam-se e acabam por adoecer com frequência, vitimados por úlcera no estômago, problemas no fígado e no aparelho digestivo, associados a uma crónica dor de cabeça.
Hans Joachim Fuchs, especialista austríaco em clínica geral, garante que vê diariamente pacientes vítimas de síndromes de solidão e de problemas de convivência, entre cujas causas está o prolongado período que viveram «debaixo das saias da mãe», o que os leva a uma maior dependência emocional dos seus pais e a uma maior dificuldade em se atirarem para o mundo de uma forma mais independente.
CONCEITO VAGO. Mas o que é, afinal, a solidão? Para a psicóloga Paula Marques, «a solidão é um conceito vago que se reveste de muitos significados». E adianta: «Weiss (1973) afirma que a solidão não é apenas um desejo de relação mas da relação certa, podendo ocorrer concomitantemente com actividades sociais». Já «para Perlman e Peplau (1982), é 'uma experiência desagradável que ocorre quando a rede de relações sociais de uma pessoa é deficiente nalgum aspecto importante, quer quantitativa quer qualitativamente'».
«O âmago da solidão», acrescenta Paula Marques, «é a insatisfação em relação ao relacionamento social, não obrigatória nem necessariamente relacionada com o isolamento objectivo. Mesmo a própria noção de isolamento abrange formulações distintas como em termos de tempo passado só, falta de relações sociais, falta de contactos com familiares e existência ou não de um 'confidente'». Assim sendo, «a solidão reflecte essencialmente uma discrepância subjectiva entre os níveis de contactos sociais desejados e realizados, podendo atingir dimensões psicopatológicas».
«O meio urbano, ao gerar diferentes dinâmicas de relacionamento entre os indivíduos, tende a marginalizar os mais fracos, incapazes de manter o seu ritmo e a apagá-los, retirando-lhes qualquer visibilidade social. Envelhecer na cidade é arriscar-se a acabar os seus dias cada vez mais só. Os idosos já não ocupam o lugar que tinham há sessenta anos. O respeito tornou-se menos profundo. Tem-se experiência mas é-se ultrapassado pelos jovens em matéria de conhecimentos; daqui advém o preconceito que nutrem os chefes de pessoal contra a colocação ou permanência no trabalho de um quinquagenário deixando caminho aberto à sensação de inutilidade», frisa.
«Apesar da boa vontade, os filhos não têm hoje as mesmas possibilidades que antigamente de tomar a seu cargo os pais idosos tanto mais que, na cidade, existe frequentemente o problema do alojamento. Em Paris, por exemplo, muitas mulheres idosas vivem nos últimos andares de prédios muito antigos (80% construídos antes de 1914) o que em parte explica o seu isolamento. Estas mulheres evitam a todo o custo subir e descer escadas ou utilizar os meios de transporte concebidos apenas para pessoas ágeis», refere .
«Para muitos idosos, as redes sociais de apoio são frágeis, cenário porventura agravado pelo suporte familiar insuficiente, quando não perturbador», adverte. «A intervenção formal do Estado e autarquias, nas suas vidas, limitou-se com frequência à criação de novos espaços residenciais que não reflectem as necessidades e valores das pessoas a que se destinam. Não houve criação de equipamentos e serviços e, muito menos, a implementação de uma nova pedagogia de convivência que provocasse uma mudança de cultura, promovendo outras solidariedades», refere Paula Marques.
«Face à ruptura de equilíbrios tradicionais, em que o cuidar dos idosos constituía uma das responsabilidades das famílias e o envelhecer era um processo integrado num ciclo de vida/trabalho, bem mais curto e simples, será necessário intervir para encontrar novos equilíbrios adequados à situação actual», defende. «Nos anos mais próximos haverá várias gerações de idosos, com elevados índices de analfabetismo e afastamento face aos progressos tecnológicos e sociais do presente, que exigirão um esforço redobrado de apoio».
Mas quem são, afinal, as principais vítimas da solidão? «Se bem que alguns estudos mostrem uma maior associação da solidão a faixas etárias jovens, não se pode excluir a importância desta temática nos idosos, até pelo crescente envelhecimento das populações ocidentais acompanhado pela degradação das condições deste grupo numa sociedade que tem por arquétipos a juventude e a produtividade».
Ainda segundo Paula Marques, «por exemplo, Barreto (1984), num estudo com cerca de 300 idosos realizado em Matosinhos, concluiu que o processo de desligamento social é mais frequente nos casados e acompanha-se, regra geral, de um reforço da ligação ao cônjuge, que no homem toma frequentemente a forma de dependência em relação à mulher. Já, paradoxalmente, a mulher que vive só mantém as suas ligações sociais até bastante tarde, ao contrário da que vive com a família».
Barreto refere ainda os níveis mais elevados de solidão em classes mais baixas por haver poucos interesses específicos bem como uma baixa capacidade de ocupação em actividades de satisfação pessoal. Tal poderá estar relacionado com a sua fraca instrução escolar ou a falta de experiência anterior na ocupação de tempos livres.

Solidão (também) mata... não só idosos como jovens - dn - DN
 
Sabem o que é a solidão? É estar rodeado de muita gente e sentires-te só...

É teres uma mulher e um filho fantástico e sentires-te só...

Ando-me a sentir assim estes dias!
 
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