Superstições e crenças diversas

Charger144

Well-known member
Tenho bastante curiosidade em perceber o que leva algumas pessoas a acreditar em coisas completamente sem sentido, ou em certos casos claramente falsas.

Acredito que, na sua generalidade, o nível de superstição de uma pessoa é inversamente proporcional ao seu nível de instrução, mas isto está longe de ser uma verdade para toda a gente.

Conheço pessoas muito bem formadas, muito cultas, que acreditam em horóscopos, numerologias, cartas de tarot, leitura das mãos, enfim... uma série de coisas que não fazem o mínimo sentido, e que são explicáveis por estatística (ou desonestidade em alguns casos), mas por algum motivo irracional, essas pessoas continuam a acreditar.

O caso mais recente que tive conhecimento foi de um casal, ambos com formação superior e bastante esclarecidos, que tiveram um filho há pouco tempo, e tinham escolhido um nome, mas desistiram e colocaram outro, porque o nome original, conjugado com os apelidos de ambos, segundo umas contas baseadas em "não sei o quê", traria má sorte à criança. Tiveram de abrir uma app especializada no tema, para encontratem nomes adequados aos sobrenomes dos pais, para que, quando transformados em números e somados, trouxessem sorte ao filho.

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Alguém daqui tem alguma crença "só porque sim?".... E já agora, essas crenças afetam o vosso dia a dia, como no caso que descrevi acima?
 
Tenho bastante curiosidade em perceber o que leva algumas pessoas a acreditar em coisas completamente sem sentido, ou em certos casos claramente falsas.

Acredito que, na sua generalidade, o nível de superstição de uma pessoa é inversamente proporcional ao seu nível de instrução, mas isto está longe de ser uma verdade para toda a gente.

Conheço pessoas muito bem formadas, muito cultas, que acreditam em horóscopos, numerologias, cartas de tarot, leitura das mãos, enfim... uma série de coisas que não fazem o mínimo sentido, e que são explicáveis por estatística (ou desonestidade em alguns casos), mas por algum motivo irracional, essas pessoas continuam a acreditar.

O caso mais recente que tive conhecimento foi de um casal, ambos com formação superior e bastante esclarecidos, que tiveram um filho há pouco tempo, e tinham escolhido um nome, mas desistiram e colocaram outro, porque o nome original, conjugado com os apelidos de ambos, segundo umas contas baseadas em "não sei o quê", traria má sorte à criança. Tiveram de abrir uma app especializada no tema, para encontratem nomes adequados aos sobrenomes dos pais, para que, quando transformados em números e somados, trouxessem sorte ao filho.

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Alguém daqui tem alguma crença "só porque sim?".... E já agora, essas crenças afetam o vosso dia a dia, como no caso que descrevi acima?

Tive, até há poucos anos, de não tomar banho após uma refeição. Neste momento já passou para trás. Faço exceção com água fria (piscinas ou água do mar), pois já cheguei a ficar mal disposto, mas antes era incluindo tomar banho de chuveiro, mesmo.

Quando era criança, após comer um pêssego, a minha mãe não me deixava beber água, pois dizia que fazia mal. (Eu ficava naquela, que o pêssego era quase só água, mas prontos) Essa, mal cresci resolvi o problema.

Havia o não beber leite quando se comia uma laranja, e na realidade, quando se mistura sumo de laranja com leite aquilo fica tipo natas.
 
Sendo um gajo da ciência, tento não acreditar em algumas coisas que as chamadas "bruxas" fazem, mas depois há coisas que elas fazem que eu não consigo arranjar explicações na ciência...

Superstições puras e duras não tenho nenhuma.
 
Tive, até há poucos anos, de não tomar banho após uma refeição. Neste momento já passou para trás. Faço exceção com água fria (piscinas ou água do mar), pois já cheguei a ficar mal disposto, mas antes era incluindo tomar banho de chuveiro, mesmo.

Quando era criança, após comer um pêssego, a minha mãe não me deixava beber água, pois dizia que fazia mal. (Eu ficava naquela, que o pêssego era quase só água, mas prontos) Essa, mal cresci resolvi o problema.

Havia o não beber leite quando se comia uma laranja, e na realidade, quando se mistura sumo de laranja com leite aquilo fica tipo natas.


Sim, mas isto não são bem superstições ou crenças. Eu diria que são mitos antigos equivalentes às "fake news" atuais, que certas pessoas começaram a espalhar, e que se incorporaram na cultura, e passaram a ser aceites como verdades.
 
Não tenho esse tempo de crenças, que não passam na verdade de mitos urbanos. Por acaso até sou ateu. Mas, e em contrassenso, até sou bastante espiritual.
 
Tenho bastante curiosidade em perceber o que leva algumas pessoas a acreditar em coisas completamente sem sentido, ou em certos casos claramente falsas.

Acredito que, na sua generalidade, o nível de superstição de uma pessoa é inversamente proporcional ao seu nível de instrução, mas isto está longe de ser uma verdade para toda a gente.

Conheço pessoas muito bem formadas, muito cultas, que acreditam em horóscopos, numerologias, cartas de tarot, leitura das mãos, enfim... uma série de coisas que não fazem o mínimo sentido, e que são explicáveis por estatística (ou desonestidade em alguns casos), mas por algum motivo irracional, essas pessoas continuam a acreditar.

O caso mais recente que tive conhecimento foi de um casal, ambos com formação superior e bastante esclarecidos, que tiveram um filho há pouco tempo, e tinham escolhido um nome, mas desistiram e colocaram outro, porque o nome original, conjugado com os apelidos de ambos, segundo umas contas baseadas em "não sei o quê", traria má sorte à criança. Tiveram de abrir uma app especializada no tema, para encontratem nomes adequados aos sobrenomes dos pais, para que, quando transformados em números e somados, trouxessem sorte ao filho.

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Alguém daqui tem alguma crença "só porque sim?".... E já agora, essas crenças afetam o vosso dia a dia, como no caso que descrevi acima?

A insegurança perante a vida e o desconhecido levam as pessoas a agarrarem a algo que lhes dê algum conforto mental. Vimos isso na religião. Esse comportamento de insegurança existiu desde o surgimento da humanidade. Por isso motivo, os homens poderosos aproveitaram para manipular o povo para realizar os seus feitos. Manipulação das massas pelos seus líderes, insegurança perante o desconhecido, fruto da ignorância, tudo faz sentido.
 
Por outro lado, os meus pais eram pessoas simples e havia aquela coisa da digestão e esperar 3 horas depois das refeições para tomar banho ou ir à água, cortar o cabelo ou fazer jardinagem em certas fases da lua, a tradição de não comer carne na quaresma e, o mais engraçado era aquele de ter de dar um beijinho ao pão antes de o mandar ao lixo.
De certeza que haverá muitos mais mas de momento lembrei-me destes.
 
Last edited:
Lembro-me de algumas superstições dos meus familiares de mais idade, como por exemplo de não se poder passar um bebé por cima da mesa, de não se poderem sentar 13 pessoas ao mesmo tempo, do padrinho ou madrinha de uma criança ter de ser do sexo oposto (caso seja o primeiro afilhado), de não se deixar portas dos armários abertas, chinelos virados com a sola para cima...


Mas há casos e casos. Algumas pessoas levam isto realmente a sério. Uma vez num jantar de família, uma das minhas tias estava constantemente a levantar da mesa, e ninguém percebia porquê. Depois lá perguntaram,e ela disse que estávamos 13, e que só se podia sentar quando alguém levantasse. [:D][:D]
 
Tive uma ex sogra que quando não encontravamos algo murmurava uma especie de reza enquanto dava o nó num pano para 0 objeto "perdido" aparecer, chava-se algo tipo atar o diabo ou atar o rabo do disbo.
Coincidência ou não o objecto aparecia rapidamente na maioria das vezes mesmo quando já andava há dias a vasculhar no mesmo local da casa.😱😱😱😱🤔
 
porque o nome original, conjugado com os apelidos de ambos, segundo umas contas baseadas em "não sei o quê", traria má sorte à criança.

Provavelmente isto: https://www.google.com/search?q=kabbalah+numerology

o mais engraçado era aquele de ter de dar um beijinho ao pão antes de o mandar ao lixo.

Essa não conhecia, mas está bem visto - uma demonstração de respeito ao trabalho posto no alimento. Até uma espécie de contra-parte à libação clássica: deitar um pouco da bebida no chão, em oferta aos deuses, antes de beber.

Vistas ao vivo: não abrir guarda-chuvas dentro de casa, pendurar um alho do lado de dentro da porta como protecção.

Havia as superstições clássicas muito usadas nas bandas desenhadas do século passado: dava azar partir espelhos, passar debaixo de escadas, cruzar com gatos pretos, número 13, etc.

Por falar em números, os chineses gostam do 8 (abriram as olimpíadas de Pequim a 8 de Agosto de 2008 às 20h) e evitam o 4 - em Macau os portugueses num prédio provavelmente estariam no 4º ou 14º andar, porque não se importavam [:p]
 
Tenho uma sobrinha grávida e pela epoca do natal lá andaram as gerações mais velhas a fazer aqueles testes medico-cientificos tipo a linha com a agulha na palma da mão para descobrir o sexo do bebé

Entretanto lá fez o exame médico e como é obvio o resultado tinha de coincidir com alguns dos vários metodos supersticiosos usados[:D][:D][:D]
 
  • Fazer caretas ao espelho aparecia o diabo. Um dia, já pai, estava com o meu mais velho no wc e contei-lhe essa história enquanto fazíamos caretas. A certa altura fingi estremecer e ele soltou um grito.
  • Passar por cima de uma criança fazia com que deixasse de crescer. Uma tarde andei a passar por cima da minha irmã, só pelo gozo. Ela hoje tem mais de 1.70.
  • Não se podia comer laranjas à noite. Era morte garantida.
  • Engolir uma pastilha elástica fazia colar os intestinos e era preciso uma cirurgia para os "descolar"
Entretanto sou capaz de me lembrar de mais alguns...
 
Não sei se é crença ou não, mas quando como (excepto coisas muito leves como uma peça de fruta), não vou à água durante as 2h30 seguintes.

Isto é válido para também para bebidas frias, e aplica-se a água da praia ou do banho.

Já falei informalmente com uma médica sobre o tema que me disse que, embora cientificamente seja absurdo, para o continuar a fazer. A cabeça manda bastante no corpo e é bastante possível que caso eu contrarie esta “crença” possa ter algum tipo de reaccao que vou subconscientemente associar a uma paragem de digestão.
 
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