Deixem-me fazer uma análise muito breve à situação da TAP:
- Nos últimos 15 anos, o mercado da aviação transformou-se radicalmente e existem principalmente 2 áreas de negócio: o mercado low-cost e os vôos de longo curso. (Existem ainda outras áreas, mas para a discussão, vamos analisar somente estas)
- As grandes companhias aéreas a nível mundial adaptaram-se a estas áreas de negócio, sendo que muitas delas optaram pela divisão / reestruturação da companhia e pelas alianças estratégicas.
- Temos o exemplo dos grupos British Airways/Ibéria, Airfrance/KLM, Lufthansa/Swiss/SNBrussels(Antiga Sabena)/etc..., e o lançamento de várias companhias low-cost, umas nascidas do zero (Ryanair, Easyjet) e outras com o apoio/patrocínio de companhias maiores (Germanwings/Lufthansa, Iberia Express/Iberia).
- Nos últimos 5 anos, tivemos ainda a entrada de um novo concorrente com uma estratégia muito agressiva, para uma área de mercado específica (segmento médio/alto, para viagens de longo curso): a Emirates.
- Com esta concorrência tão grande nas 2 áreas de negócio referidas, a TAP está numa grande encruzilhada: Uma estrutura demasiado pesada e custos demasiado elevados para combater no segmento low-cost, e uma estrutura demasiado fraca, e aviões demasiado antiquados para fazer face aos grandes grupos que se formaram.
- Para a TAP sobreviver, necessita de ser reestruturada, e provavelmente será dividida para responder às 2 áreas de negócio referidas. Uma companhia mais pequena para o mercado low cost, e uma companhia com estrutura maior para o longo curso.
- Mas mesmo para isto, falta o mais importante à TAP: dinheiro...