Tecnologia e ciência-O Tópico

:sh) :sh) :sh) ao menos não passaste vergonha...
Podias dizer as maiores barbaridades que ficavas sempre bem na fotografia...mas tb acido ascorbico é parecido com acetilsalicílico. e se for a aspirina vitamina C então era metade verdade...
Naquele tempo ainda não havia disso :).

Mas era um pouco isso....
 
Artigos publicados na "Science"
Cientistas apresentam uma explicação para a sensação de estar fora do próprio corpo
24.08.2007 - 10h58 Teresa Firmino

Não faltam filmes a ficcionar o fenómeno, nem relatos reais. Alguém, acordado, sente que está fora do próprio corpo e até o vê noutro sítio, por exemplo deitado. Estarão estas experiências fora do corpo para lá das leis da natureza? Ou têm uma explicação mundana, que ainda não foi encontrada? É tudo criado no cérebro, garantem hoje duas equipas de cientistas na revista "Science".

Estas experiências têm sido relatadas por doentes com epilepsia ou que tiveram acidentes vasculares cerebrais. A toxicodependência e acidentes já motivam relatos. Pessoas saudáveis dizem ter sentido o mesmo.

Entre as várias hipóteses estão a falta de oxigénio no cérebro ou um funcionamento cerebral diferente. Há ainda quem diga que é imaginação, tal como há quem lhe atribua um cariz sobrenatural. Mas há cientistas a procurar uma justificação a nível cerebral. Para tal, é preciso não só conceber uma experiência que leve alguém a sentir-se fora do seu corpo, como esses resultados têm de ser reproduzidos por outras equipas.

Foi o que fizeram as duas equipas, com recurso a técnicas de realidade virtual para confundir os sentidos de pessoas saudáveis. Henrik Ehrsson, do University College em Londres e do Instituto Karolinska, na Suécia, testou 12. A equipa de Olaf Blanke, da Escola Politécnica de Lausana e do Hospital Universitário de Genebra, na Suíça, testou 14.

Os participantes recebiam, em óculos especiais, imagens de vídeo, a três dimensões, dos seus corpos filmados de costas. Depois, os cientistas simulavam que lhes tocavam nas costas "virtuais" com uma varinha de plástico, enquanto tocavam de facto noutra parte do corpo.

Foi o primeiro teste a induzir uma mudança na percepção do local onde se encontra o "eu" em relação ao corpo físico, conclui Ehrsson. "Antes, não havia maneira de induzir experiências fora do corpo em pessoas saudáveis, tirando os relatos por fundamentar da literatura sobre ocultismo."

Na experiência de Blanke, em que os participantes se viam a si próprios pelas costas, vários relataram sensações "estranhas". Nenhum fez as descrições clássicas da sensação de estar fora do corpo, mas, quando os levavam de olhos tapados para outro sítio e lhes pediam para voltar à posição original, alguns punham-se no local do seu holograma.

Para as duas equipas, a sensação de estar fora do corpo resulta de um conflito entre a informação recebida no cérebro pelos vários sentidos, neste caso entre a da visão e a do tacto.

"A perspectiva visual é crucial na experiência de fora do corpo. Sentimos que o nosso "eu" está localizado onde se encontram os olhos", diz Ehrsson, num comunicado. "Disfunções cerebrais que interfiram na interpretação de sinais sensoriais podem causar alguns casos clínicos de experiências fora do corpo", acrescentou. "Se todas têm a mesma causa, ainda está em aberto."

Este trabalho pode ter várias implicações, começando pelas neurociências. "Interessa-me saber por que razão nos sentimos dentro do nosso corpo. A filosofia discute-o há séculos, mas é difícil de abordar experimentalmente", disse Ehrsson. "Se conseguirmos projectar pessoas numa personagem virtual, para que se sintam e respondam como se fossem reais numa versão virtual de si próprias, imaginem-se as implicações. Os videojogos podem atingir um novo nível, mas pode ir muito além disso. Um cirurgião pode fazer uma operação remota, através do controlo do seu "eu" virtual num local diferente."


Em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1303088&idCanal=13
 
Great 'cosmic nothingness' found

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The result comes from a sky survey by the VLA in New Mexico
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'It's hard to picture'

Astronomers have found an enormous void in space that measures nearly a billion light-years across.
It is empty of both normal matter - such as galaxies and stars - and the mysterious "dark matter" that cannot be seen directly with telescopes.
The "hole" is located in the direction of the Eridanus constellation and has been identified in data from a survey of the sky made at radio wavelengths.
The discovery will be reported in a paper in the Astrophysical Journal.
Previous sky surveys that have traced the large-scale structure of the nearby Universe have long shown, for example, how the clustering of galaxies is strung into vast filaments and sheets that are separated by great gaps.
But the void discovered by a University of Minnesota team is about 1,000 times the volume of what would be expected in typical cosmic gaps.
"It's hard even for astronomers to picture how big these things are," conceded Minnesota's Professor Lawrence Rudnick.
"If you were to travel at the speed of light, it would take you several years to get to the nearest stars in our own Milky Way galaxy; but if you were to go to this hole and enter one side, you'd have to travel for a billion years before you would get to the other side," he told BBC News.
The void is roughly 6-10 billion light-years away and takes a sizeable chunk out of the visible Universe in its direction.
Dark evidence
The team used data from the US National Radio Astronomy Observatory's VLA Sky Survey (NVSS) to make its discovery. The VLA - which stands for Very Large Array - is a collection of 27 radio telescopes in New Mexico.
The finding is said to fit neatly with observations of the Universe's "oldest light" - the famous Cosmic Microwave Background (CMB) radiation, the study of which has earned several scientists the Nobel Prize.
This is the radiation that comes from just 380,000 years after the Big Bang when the Universe had cooled to such a degree that hydrogen atoms could exist. Before that time, scientists say, the Universe would have been so hot that matter and light would have been "coupled" - the cosmos would have been opaque.
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THE CMB - OLD AND COLD
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Nasa Probes have mapped the Cosmic Microwave Background which is all around us in space
This radiation from the infant Universe shines at weak radio (microwave) wavelengths
The maps show up tiny temperature fluctuations - the mottled colours above
These fluctuations correspond to the early distribution of matter in the fledgling cosmos
Nasa's WMap satellite sees a cold spot lying in the path of the newly found void

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'Ancient light' takes Nobel

Today, this light shines at microwave wavelengths at a frigid -270C; and observations of the CMB made by Nasa's Wilkinson Microwave Anisotopy Probe show a particular "cold spot" in the direction of the newly identified void.

The explanation for this may lie in the enigmatic "dark energy" that scientists know so little about but which is said to be accelerating the expansion of the Universe.
Light particles passing through the void would be expected to lose a little more energy than those passing through space cluttered with matter - if dark energy is stretching the Universe apart at a faster and faster rate.
Scientists refer to this as the Integrated Sachs-Wolfe Effect and a corresponding "warm spot" in the CMB associated with an area of space dominated by a supercluster of galaxies was identified some years ago.
"In essence, this latest study gives us a very elegant demonstration of the existence of dark energy in a way which is very convincing," commented Professor Carlos Frenk, the director of the Institute for Computational Cosmology at Durham University, UK.
"We keep getting evidence for dark energy, this component of the Universe which is so dominant, and yet we still have only a tiny glimmer of what it could be."
The reason the void exists is not known. "That's going to be a challenge for people that work on the development of structure in the Universe. It's a very hot topic in the cosmology right now," said Professor Rudnick.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/6962185.stm
 
Diamond record of ancient Earth

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The ancient zircons crystals include even smaller diamonds

Tiny diamonds found in Australia suggest the early Earth was not a hellish world for as long as previously supposed, the journal Nature reports.
The miniature gems, from Jack Hills in the west of the country, are encased in zircon crystals that have been dated up to 4.25 billion years ago.
Scientists say their analysis of the diamonds suggests the planet had cooled sufficiently by then to form a crust.
This shell may even have been moving and exchanging material with the deep.
In other words, the diamonds could be the earliest evidence for plate tectonics, the theory used today to explain how the continents drift across the surface of the globe and rocks are recycled into the interior.
"We have compared these diamonds with known diamonds and so far it seems like the most similar diamonds are ultra-high pressure diamonds which form in a subduction process," explained Martina Menneken from Westfalische-Wilhelms University in Muenster, Germany.
"Today these form in plate tectonics surroundings. The implication is: did we have plate tectonics at this early stage of the Earth? I still think this is controversial; we cannot prove it and we need to do further research," she told the BBC's Science In Action Programme.
Rock survivors
Scientists describe the first phase in Earth history as the Hadean, when the planet would have begun its existence nearly 4.6 billion years ago as a sphere of molten rock circling the proto-Sun.
The traditional view was that it took several hundred million years for the Earth to cool enough for a crust to form and for oceans to condense out of a thick atmosphere.
That view has been challenged in the past 20 years with the discovery of zircons in Western Australia. These minute crystals - made of zirconium, silicon and oxygen, among other elements - are the tough remnants of ancient rocks that have long since disappeared. Today, these crystals are incorporated into more recent rocks, such as those at Jack Hills.
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A seething, molten sphere: How quickly did things cool down?

Scientists have used radioactive dating to put some of the zircons' formation as far back as 4.4 billion years ago; and it has become clear from these crystals' geochemistry that the Earth would also have had to have been cooler and wetter much earlier because they show evidence of growing out of low-temperature magma that had been in contact with water.

The new analysis by Menneken and colleagues looks at the diamond inclusions in the zircons.
It is not clear how the diamonds got into the zircons. Normally, diamonds will form under intense pressure, from deep burial or perhaps from meteoroid impacts.
The team says that from its examination, deep burial looks the more obvious contender - and that supports the notion of a crust that was re-cycled deep within the Earth.
Geoscience 'presents'
This suggestion is problematic, however, for some commentators, who point out that the zircon crystals themselves show no signs of being exposed to very high pressures.
Dr Ian Williams, of the Australian National University, says this conundrum could in fact lead some to take diamond analysis as support for a hotter early Earth.
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"If the evidence of the diamonds is correct and the Hadean zircons did crystallise from magmas at high pressure, then those magmas could not have been crustal melts," he tells Nature.

This would undermine other inferences about the zircons, he said, in particular that they formed at lower temperatures and at shallower depths within the Earth.
What is certain, say researchers, is that the tiny zircons - they are about 0.3mm across - continue to give fascinating insights into the Earth's beginnings.
"Any information about the very early Earth is fantastic; it's like a Christmas present for geoscientists," said Dr Martin Van Kranendonk, a senior geologist with the Geological Survey of Western Australia.
"[The Nature study] provides a new constraint for geoscientists to consider how the Earth formed into the planet it is today. It's another piece in the early Earth puzzle."
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/6959224.stm


A Terra pode de facto ter arrefecido mais cedo do que se pensava, mas, será que já havia tectónica de placas a mudar a face de Terra e será que teve influência na rapidez com que a terra arrefeceu?
 
Cientistas descobrem novas espécies na Amazônia; veja fotos
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Inseto homóptero. Foto: Pedro Lage Viana/Geoma/Divulgação

Uma expedição de cientistas realizada este ano revelou novas espécies de animais na região do interflúvio dos rios Purus e Madeira, na região amazônica do Brasil.
Segundo os especialistas, foram achados pelo menos quatro novas espécies de aves e uma nova de macaco.
Além disso, eles identificaram diversos tipos diferentes de insetos e plantas, que ainda estão sendo analisados para se descobrir se são espécies novas ou não.

Veja fotos das espécies diferentes encontradas
"É muito cedo para saber quantas espécies novas nós encontramos", disse à BBC Brasil o biólogo Mario Cohn-Haft, do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA), que liderou a expedição.
"O que nós sabemos de cara é que encontramos um macaco novo, que vai ser descrito como uma subespécie por uma tecnicalidade taxonômica, mas que pode também ser considerado uma espécie nova. Ele foi avistado com outro macaco, quase certamente uma espécie nova, mas cujos dados não foram coletados."
"Além disso, foram encontradas na região pelo menos quatro espécies novas de aves."
Grande biodiversidade
Os cientistas divulgaram imagens feitas durante as duas expedições, realizadas em abril e julho deste ano. As imagens da nova subespécie de macaco não foram reveladas, pois devem ser divulgadas apenas após a publicação de artigos científicos.
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Um urutau "mãe-da-lua". Foto: Mario Cohn-Haft/Geoma/Divulgação
Segundo Cohn-Haft, a região do interflúvio Purus-Madeira é uma área de grande biodiversidade dentro da Amazônia, pois possui diversos tipos diferentes de ambientes – desde florestas, campos naturais não-florestais e regiões de bambus.
"Essa heterogeneidade (de ambientes) leva a uma biodiversidade muito grande, porque cada ambiente tem espécies novas. Além disso, há poucos estudos anteriores. É uma parte da Amazônia quase inexplorada."
O Projeto Geoma que promoveu as expedições é formado por entidades científicas de diversas áreas diferentes, entre elas o Inpa, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
Além do financiamento do ministério de Ciência e Tecnologia do governo brasileiro, através da rede Geoma, os cientistas também fizeram parceria com a Petrobras, que cedeu um helicóptero para uso do projeto.
Os cientistas planejam voltar para a região, mas ainda não organizaram uma nova expedição.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070815_amazonia_especies_dg.shtml


Vejam as fotos são fantásticas.
 
É impressão minha ou isto vai interessar muito a quem convenha que certas testemulhas esqueçam o que viram ou ouviram? :sh)
Ou aos políticos, para esquecerem, e desculparem-se com isso, as promessas eleitorais, se é que precisam...
 
Nasa apresenta telescópio que vai substituir Hubble
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Protótipo em tamanho natural do JWST é exibido em WashingtonA Agência Espacial Americana (Nasa) apresentou um novo telescópio espacial que deve substituir o Hubble, lançado há 17 anos.
Medindo 24 metros de comprimento por 12 de altura, e ainda com um espelho de 6,5 metros de diâmetro, o novo equipamento será quase três vezes maior que o Hubble, e segundo cientistas, terá capacidade de "enxergar" até os limites do Universo.
O telescópio, com custo estimado de US$ 4,5 bilhões, foi batizado de James Webb Space Telescope (JWST), em homenagem a um antigo diretor da Nasa.
Um protótipo em escala natural está sendo exibido no Smithsonian National Air and Space Museum em Washington.
Lançamento
De acordo com a Nasa, o JWST deverá ser lançado em junho de 2013 e será posicionado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
Até lá, o Hubble vai continuar em atuação, com uma missão de reparos programada para 2008.
Instalado em 1990, ele foi responsável por imagens inéditas do Sistema Solar, de estrelas e planetas distantes, e até de galáxias remotas formadas logo após o Big Bang.
Mas cientistas argumentam que o JWST vai permitir que eles observem o espaço mais a fundo, e esperam conseguir mais dados sobre a origem do Universo.
"Precisamos de um telescópio muito maior para 'voltar no tempo' e observar o nascimento do Universo", disse Edward Weiler, diretor do Goddard Space Flight Centre da Nasa.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/05/070511_telescopionasaml.shtml
 
Aquecimento global não é provocado pelo Sol, diz estudo
Richard Black

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A actividade do Sol passa por ciclos, dizem os cientistas


Um novo estudo científico concluiu que mudanças na actividade do Sol não podem estar causando mudanças climáticas no mundo moderno.

Ele mostra que nos últimos 20 anos a actividade do Sol diminuiu, embora temperaturas na Terra tenham aumentado.
O estudo mostra ainda que as temperaturas modernas não são determinadas pelo efeito do sol em raios cósmicos (um tipo de radiação emitida por estrelas e galáxias), como foi alegado.
Por esta teoria, os raios cósmicos ajudam a formação das nuvens ao fornecer pequenas partículas em torno das quais o vapor d'água pode se condensar.
De maneira geral, nuvens resfriam a Terra.
Durante certos períodos de atividade solar, raios cósmicos são bloqueados parcialmente pela maior intensidade do campo magnético do Sol. A formação de nuvens diminui e a Terra se aquece.
Em artigo na revista científica da Sociedade Real Proceedings A, os pesquisadores dizem que raios cósmicos podem ter afetado o clima no passado, mas não no presente.
"Isto deve resolver o debate", disse Mike Lockwood, do Laboratório Rutherford-Appleton, na Grã-Bretanha, que realizou o novo estudo juntamente com Claus Froehlich, do World Radiation Center, na Suíça.
Lockwood iniciou o estudo em parte como resposta ao documentário exibido na televisão britânica em meados do ano The Great Global Warming Swindle (A Grande Enganação do Aquecimento Global), que apresentou a hipótese dos raios cósmicos.
"Todos os gráficos que eles mostraram paravam por volta de 1980, e eu sei por que - é porque as coisas mudaram depois daquilo", disse Lockwood.
"Não se pode ignorar dados de que não se gosta", afirmou.
Tendência
A principal abordagem dos cientistas nesta nova análise é simples: observar a atividade do sol e a intensidade dos raios cósmicos nos últimos 30 ou 40 anos, e comparar estas tendências com o gráfico para média global das temperaturas da superfície, que aumentou cerca de 0,4ºC nesse período.
O Sol varia em um ciclo de cerca de 11 anos entre períodos de atividade intensa e baixa.
Mas este ciclo ocorre junto com outras tendências de longo-prazo e a maior parte do século 20 viu um aumento leve, mas persistente, da atividade solar.
Mas por volta de 1985, esta tendência parece ter se revertido, com a atividade solar diminuindo.
Apesar disso, neste período temperaturas subiram tão depressa, ou talvez até mais depressa, do que qualquer época nos cem anos anteriores.
"Este estudo reforça o fato de que o aquecimento nos últimos 20 ou 40 anos não pode ter sido causado por atividade solar", disse Piers Forster, da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, um dos principais cientistas que contribuíram para a avaliação científica do clima feita pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês).
O relatório do IPCC apresentado em fevereiro concluiu que gases do efeito estufa eram cerca de 13 vezes mais responsáveis do que as mudanças no Sol pelo aumento das temperaturas na Terra.
Mas a organização foi criticada em algumas áreas por não levar em conta a hipótese dos raios cósmicos, desenvolvida por, entre outros, Henrik Svensmark e Eigil Friis-Christensen, do Centro Espacial Nacional da Dinamarca.
A análise de Mike Lockwood parece ter colocado um grande fim nesta hipótese intrigante.
"Eu acho que há um efeito dos raios cósmicos sobre a cobertura oferecida por nuvens. Funciona no ar marítimo limpo, onde não há muito mais onde o vapor d'água pode se condensar", afirmou.
"Pode até ter tido um efeito significativo no clima pré-industrial. Mas não se pode aplicar isto ao que estamos vendo agora, porque estamos em uma situação completamente diferente."
Svensmark e Friis-Christensen não foram encontrados para comentar o caso.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070711_solaquecimento.shtml
 
Pesquisador 'acha cidade submersa'; assista
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Acadêmicos contestam; construção teria 4 mil anos.


Uma expedição de um instituto de pesquisa japonês disse ter encontrado vestígios de uma civilização antiga na costa da ilha de Yonaguni, no sul do Japão.
Há muito tempo se procura uma cidade submersa conhecida como Mu ou Lemuria, que teria desaparecido no Oceano Pacífico 4 mil anos atrás.
O professor Masaaki Kimura vem tentando provar a teoria há décadas, apesar de enfrentar o ceticismo de muitos colegas acadêmicos.
"Pela disposição das ruínas, ela pode ter sido parecida com uma cidade romana antiga," diz o especialista.
Ele acredita que havia um "arco do triunfo" ao lado de um coliseu e um santuário no topo de uma colina.
Veja a reportegem.
Várias peças foram resgatadas no local, avistado pela primeira vez por turistas em 1985.
Kimura disse que está quase convencido de que "esta é uma civilização misteriosa que submergiu depois de um terremoto. A cidade não é o que os ocidentais descrevem como Mu, mas Mu ou o continente perdido da Atlântida poderiam ter sido moldados nela."
O acadêmico japonês está determinado a continuar com suas expedições para desvendar os mistérios das rochas da costa de Yonaguni.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070824_underwater_texto.shtml
 
'Atlântida' pode ter sido destruída por tsunami, diz geólogo
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Desenho de como pode ter sido a lendária Atlântida

Uma ilha submersa que pode ter originado o mito da cidade perdida de Atlântida foi atingida por um forte terremoto e tsunamis há 12 mil anos, de acordo com um geólogo francês.

A Ilha de Spartel fica no Estreito de Gibraltar, a uma profundidade de 60 metros, mas há especialistas que acreditam que ela já esteve acima do nível do mar.
A descoberta reforça a hipótese de que a ilha pode ter inspirado a lenda relatada pelo filósofo Platão há mais de 2 mil anos.
As evidências são resultantes de uma pesquisa feita no leito do mar e incluída em artigo de Marc-André Gutscher, da Universidade da Bretanha Ocidental, em Plouzané, na França, publicado na revista especializada Geology.
Durante a pesquisa foi encontrado um depósito sedimentar que tem uma espessura de 50 a 120 centímetros e pode ter se formado depois de um tsunami.


Terremoto

Gutscher disse que a destruição descrita por Platão é consistente com um grande terremoto seguido de tsunamis, semelhantes aos que afetaram a capital portuguesa, Lisboa, em 1755, gerando ondas de até 10 metros de altura.
Os depósitos de sedimentos datam de cerca de 12 mil anos atrás, que é o período em que Platão indicou ter ocorrido a destruição de Atlântida, disse Gutscher no artigo da Geology.
A ilha de Spartel, no Golfo de Cádiz, foi apresentada como um provável local para Atlântida em 2001 pelo geólogo francês Jacques Collina-Girard.
Ela fica "na frente dos Pilares de Hércules", ou Estreito de Gibraltar, como dizia Platão.
O filósofo disse que a ilha onde existia uma lendária civilização foi destruída da noite para o dia, desaparecendo sob as águas.
Estudo do solo revelou que eventos como o terremoto de 1755 que afetou Lisboa ocorrem no Golfo de Cádiz em intervalos de 1.500 a 2.000 anos.
Mas o mapeamento da ilha realizado por Gutscher não revelou nenhuma estrutura construída pelo homem e revelou que a ilha é muito menor do que se acreditava, o que diminui a probabilidade de que ela tenha abrigado uma civilização.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/08/050815_tsunamiatlantis.shtml
 
Estudo sugere que 1º ancestral humano viveu há 7 milhões de anos
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Cientistas simularam a aparência de Tumai com base no fóssil

Pesquisadores que descobriram um fóssil de um crânio de 7 milhões de anos dizem ter provas confiáveis de que ele pertencia ao mais antigo ancestral do homem.

O crânio - batizado de Toumai - foi encontrado no Chade, na região central da África, em 2002, mas os cientistas disseram inicialmente que ela se parecia demais com um crânio de macaco para ter pertencido a um ancestral humano.
Agora pesquisadores na Suíça e na França disseram que novas imagens mais precisas do fóssil mostram que a criatura andava ereta e que seu rosto era muito mais achatado do que o de um macaco.
A equipe, que divulgou suas conclusões na revista científica Nature, disse que o crânio pode ser o elo perdido entre a espécie humana e os macacos.


Semelhanças
Além do crânio quase completo, a equipe liderada pelo francês Michael Brunet, da Universidade de Poitiers, na França, analisou pedaços de mandíbula e vários dentes encontrados em 2002.
Eles acreditam que o Toumai seja da época em que, de acordo com informações genéticas, os ancestrais dos homens e dos macacos se dividiram.
Os fósseis combinam traços primitivos, com um cérebro do tamanho de um macaco, com rosto e dentes mais humanóides.
Os autores do estudo publicado na Nature dizem que os fósseis têm semelhanças com os fósseis hominídeos e divergem claramente dos macacos africanos.
Em um outro estudo, uma equipe que incluía o próprio Brunet e o cientista Christoph Zollikofer da Universidade de Zurich, na Suíça, apresentou uma reconstrução tridimensional do crânio, que foi encontrado bastante danificado.
A simulação também confirmou as características hominídeas de Tumai.
Um dos argumentos apresentados pelos pesquisadores é que a cavidade por onde passa a espinha dorsal é similar às dos humanos, o que sugere que a criatura era bípede e ficava ereta, como nós.
Mas Martin Pickford, do Museu de História Natural de Paris, não se convence. "(O Tumai) pode ter dado origem a hominídeos bípedes, mas não era ainda um hominídeo bípefe", disse o cientista à BBC.
Zollikofer diz que as divergências vêm do fato de que o fóssil estava muito distorcido para que as suas características humanóides fossem reconhecidas.
Se Toumai realmente pertencer à família humana no processo evolutivo, cientistas terão de rever alguma suposições sobre a nossa pre-história,
Os fósseis foram encontrados a cerca de 2,5 mil quilômetros de um vale na África que era considerado o berço da espécie humana devido ao grande número de fósseis humanos descobertos ali.
A confirmação de que um Tumai era um ancestral humano implicaria que os hominídeos estavam presentes numa área muito maior do Leste da África e que existiram muito antes do que se acreditava.
Além disso, seria a prova de que os hominídeos evoluíram dos macacos muito mais cedo que se imaginava.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/04/050406_fossil.shtml
 
Jóia de Tutancâmon 'pode ser resultado de meteorito'
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Pedra do centro é fragmento de vidro do deserto do Egito

Em 1996, no Museu Egípcio na capital do País, Cairo, o mineralogista italiano Vincenzo de Michele viu uma pedra verde e amarela incomum no meio de um dos medalhões do antigo faraó Tutancâmon.


A jóia foi examinada e constatou-se que se tratava de vidro, mas que, surpreendentemente, era mais velho do que a mais antiga civilização no Egito.
Trabalhando com o geólogo egípcio Aly Barakat, eles descobriram que ele era parte de inexplicáveis fragmentos de vidro espalhados na areia em uma remota região do deserto do Saara.
Mas a presença de vidro, em si, já é um enigma para a ciência. Como ele foi parar lá e quem o produziu?
O programa sobre assuntos científicos Horizon, exibido pela BBC, noticia a existência de uma nova teoria ligando a jóia de Tutancâmon à queda de um meteoro.
Sem cratera
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Aly Barakat com um dos pedaços de vidro do deserto.
Segundo um químico austríaco, Christian Koeberl, o vidro tinha sido formado por uma temperatura tão elevada que só pode haver uma causa conhecida: o impacto de um meteorito na Terra. Mesmo assim, não há sinal da formação de uma cratera, mesmo depois de examinadas imagens feitas por satélites.
O geofísico americano John Wasson é um outro cientista interessado na origem do vidro. Para explicar o fenômeno, ele sugeriu uma teoria que remete diretamente às florestas da Sibéria.
Em 1908, uma poderosa explosão destruiu 80 milhões de árvores em Tunguska, na Sibéria.
Embora não existam sinais do impacto de um meteorito, agora os cientistas acham que um objeto extraterrestre de algum tipo deve ter explodido sobre Tunguska. Wasson perguntou-se se uma explosão semelhante não poderia ter produzido calor suficiente para transformar o solo em vidro no deserto do Egito.


Júpiter

A detonação da primeira bomba atômica em Trinity, no Novo México, em 1945, criou uma fina camada de vidro na areia. Mas a área com fragmentos de vidro no deserto egípcio é muito maior.
O que quer que tenha acontecido no Egito deve ter sido muito mais forte do que uma bomba atômica.
Não se pensava na possibilidade da ocorrência de uma explosão natural desta magnitude até que, em 1994, cientistas observaram o cometa Shoemaker-Levy chocar-se com o planeta Júpiter.
O cometa explodiu na atmosfera do planeta e o telescópio Hubble registrou a maior bola de fogo já vista despontando do horizonte em Júpiter.
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Boslough é especialista em simulação de impactos.
Mark Boslough, especialista em fazer modelos de grandes impactos em supercomputadores, criou uma simulação de um impacto semelhante na Terra.
A simulação revelou que um impacto desse tipo poderia realmente gerar uma bola de fogo que produzisse temperaturas de até 1,8 mil graus centígrados, deixando para trás um campo de vidro.
Boslough enfatizou que seria algo muito maior em termos de energia do que testes atômicos. "Dez mil vezes mais poderoso", afirmou.
No Sudeste da Ásia, John Wasson descobriu vestígios de algo ocorrido há 800 mil anos muito mais forte e destruidor do que o evento no deserto do Egito; foram produzidas várias bolas de fogo e formou-se vidro em mais de centenas de milhares de quilômetros quadrados, sem sinais de uma cratera.
"Nesta região, certamente todos os seres humanos teriam morrido. Não haveria esperança de sobrevivência para nada", disse ele.
De acordo com Boslough e Wasson, eventos semelhantes ao de Tunguska poderiam acontecer com uma freqüência de até cem em cem anos, e o efeito de uma explosão, mesmo que pequena, seria comparável a várias bombas de Hiroshima.
Tentar explodir um asteróide a caminho da Terra, aos moldes do que se faz no cinema, pode piorar a situação ao aumentar o número de impactos devastadores.
"Há centenas de vezes mais asteróides pequenos do que grandes", disse Mark Boslough. "Haverá um outro impacto na Terra. É só uma questão de tempo."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/07/060720_museu_cairo.shtml
 
Antiga civilização mexicana usou escrita há 2 mil anos
Helen Briggs

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O bloco contém um sistema de escrita nunca visto antes

Civilizações antigas no México desenvolveram um sistema de escrita há 2 mil anos, dizem pesquisadores.


A descoberta de um bloco gravado com símbolos no Estado de Veracruz deixou antropólogos boquiabertos.
Os pesquisadores disseram à publicação científica Science Magazine que acreditam que este é o mais antigo exemplo de escrita no Novo Mundo.
Os antropólogos acreditam que as inscrições foram feitas pelos olmecas, conhecidos por criarem grandes estátuas representando cabeças.
A descoberta é uma indicação de que os povos do Novo Mundo desenvolveram um sistema de escrita cerca de 400 anos antes dos ocidentais.
Um dos pessquisadores, Stephen Houston, da Brown University, em Rhode Island, nos Estados Unidos, disse que a descoberta é surpreendente.
"Acho que este pode ser o início de uma nova era na qual o foco estará na civilização olmeca", disse Houston.
"(A descoberta) está nos dizendo que os registros provavelmente existem e ainda podem ser encontrados. Se nós pudermos decodificá-los, as vozes das antigas civilizações americanas vão falar conosco hoje."


Obra do Acaso
A placa data do começo do primeiro milênio AC. Ela parece ter sido feita pela civilização olmeca da Mesoamérica, uma região geográfica situada entre o vale do rio Sinaloa, no norte do México, e o Golfo do Fonseca, ao sul de El Salvador.
A área, habitada pelos astecas, maias e seus predecessores, cobre grande parte do México, Guatemala, Belize, El Salvador e o oeste de Honduras.
Os olmecas apareceram na costa do Golfo do México por volta de 1 e 200 anos AC. Eles são conhecidos por ter gravado hieróglifos - símbolos que representam uma letra, um som ou uma palavra - desde cerca de 900 anos AC.
Mas até agora os especialistas não haviam decidido se as inscrições podiam ser classificado como um sistema de escrita.
A placa de pedra, batizada de "bloco Cascajal", foi encontrada por um grupo de trabalhadores que fazia uma excavação em Cascajal, nos arredores de San Lorenzo, na década de 90.
Ela pesa cerca de 12 quilos e mede 36 centímetros de comprimento, 21 de largura e 13 de espessura.
O texto contém 62 símbolos e alguns deles são repetidos até quatro vezes.
Os arqueólogos mexicanos Carmen Rodriguez e Ponciano Ortiz foram os primeiros a reconhecer a importância da descoberta. A placa foi examinada por especialistas internacionais no início deste ano.


Objeto Precioso
A equipe diz que o texto "mantém todas as características da escrita".
Comentando a descoberta, Mary Pohl, da Florida State University, disse que os pesquisadores parecem ter um bom argumento.
"Acho que esta é uma descoberta muito importante e simbólica", disse Pohl à BBC. "São mais evidências de que os olmecas tinham escrita e tinham texto".
O conteúdo é indecifrável, mas os cientistas esperam que mais excavações revelem mais pistas. Eles acreditam que se trate de um objeto sagrado, usado para rituais.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/09/060914_ancientwritingmv.shtml
 
Fóssil etíope pode ser 'elo perdido' da evolução humana
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Os fósseis preenchem lacuna na teoria da evolução humana


Cientistas norte-americanos acreditam ter descoberto fósseis de um ancestral direto do ser humano, que teria vivido mais de 4 milhões de anos atrás, mapeando um trecho desconhecido da evolução humana.

Segundo a matéria divulgada na publicação científica Nature, os fósseis achados pertencem à espécie Australopithecus anamensis, um gênero de hominídeo aceito como um ancestral do homem.
A importância do achado está no fato de relacionar o Australopithecus com hominídeos bípedes mais primitivos, fazendo uma ponte crucial para a compreensão da evolução como um todo.
Comparado com outros fósseis da mesma região da Etiópia, o anamensis, de cerca de 4,1 milhões de anos, parece estabelecer uma sucessão evolutiva com espécimes anteriores e posteriores a ele.


Preenchendo as lacunas

“O fato do anamensis estar entre hominídeos de diferentes períodos é muito significativo para esta seqüência etíope”, disse o professor Tim White, da Universidade da Califórnia, um dos cientistas que descobriram os fósseis em pesquisas na Etiópia.
Com o achado do anamensis, diminuiria a lacuna no mapa da evolução, entre o Ardipithecus Ramidus, de cerca de 4,4 milhões de anos e o Australopithecus afarensis, que data de cerca de 3,4 milhões de anos atrás.
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O Australopithecus Anamensis viveu há 4,1 milhões de anos
A primeira possibilidade levantada pelos cientistas é a de que uma espécie teria simplesmente evoluído da anterior, mas não está descartada a hipótese de que elas tenham coexistido por um determinado período.
Contudo, a descoberta não elimina todas as dúvidas sobre a evolução do Ardipithecus para o Australopithecus.
“Os buracos na teoria não foram completamente preenchidos, você preenche um, mas cria dois outros menores”, explicou o professor White.
“Agora queremos saber o que aconteceu entre 4,4 milhões e 4,1 milhões de anos. São 300 mil anos. Um período longo para a evolução humana”, disse.


Vivendo em florestas

Os fósseis encontrados pertencem a oito indivíduos e incluem o maior dente canino de um hominídeo já encontrado e o mais antigo fêmur, além de ossos das mãos e pés.
As escavações em Asa Issie, na Etiópia, revelaram restos de porcos, macacos e grandes felinos. A fauna sugeriria que o anamensis vivia numa floresta densa e fechada.
O anamensis apresentou uma camada mais grossa de esmalte nos dentes do que o Ardipithecus, sugerindo que o último ainda estava se adaptando a uma dieta mais abrasiva de raízes.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/04/060413_fossiletiopecg.shtml
 
Viajar à boleia da força da gravidade

Viajar à boleia da força da gravidade

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[;)] [:cool:]

Correntes gravitacionais
Viajar à boleia da força da gravidade

O projecto está a ser desenvolvido no Jet Propulsion Laboratory da NASA, na Califórnia, EUA. Trata-se de um complexo sistema de mapas tridimensionais, com o desenho das forças da gravidade que actuam entre os vários planetas e o Sol.

Com esta ferramenta é possível definir a localização e a força das chamadas “correntes gravitacionais”, que poderão ser aproveitadas pelas sondas e naves para se deslocarem pelo espaço sem gastar combustível dos motores. Pode dizer-se que é um mecanismo semelhante a uma jangada que usa a corrente de um rio para viajar.

“Actualmente, as sondas já usam a força da gravidade dos planetas para mudar de direcção e ganhar velocidade quando se deslocam pelo espaço. Mas grande parte do trajecto é feito usando energia dos motores”, explica Orfeu Bertolami, astrónomo do Instituto Superior Técnico.

O grande desafio dos cientistas é que os planetas estão em constante movimento e, por isso, a configuração destes mapas também muda constantemente. “Para conseguir aproveitar todas as potencialidades da gravidade, é preciso fazer uma enorme quantidade de cálculos complexos. Só agora isso se tornou possível, com o recurso aos modernos supercomputadores”, explica Bertolami.

As primeiras bases para o projecto surgiram em 1999, quando os cientistas analisaram a trajectória irregular do cometa Oterma, nas proximidades de Júpiter. Os cálculos que os investigadores da NASA fizeram permitiram desenvolver as fundações dos mapas de correntes gravitacionais, também já baptizadas como “auto-estradas celestes”. Este modelo também localiza as chamadas “colinas gravitacionais”, as zonas em que as forças da gravidade se opõem ao sentido do movimento das naves. E ainda os “pontos de Lagrange”, regiões em que essas mesmas forças se equilibram e onde as naves podem “estacionar”, funcionando como “parques de estacionamento” temporário ou estações de ligação do metropolitano.

Os trajectos definidos para futuras missões poderão até ser muito mais longos, mas pouparão muito dinheiro. Um trunfo importante, até porque o transporte de um quilo de combustível numa missão de uma sonda espacial custa actualmente cerca de 1,5 milhões de euros – e este corresponde a cerca de metade do peso das sondas. Segundo os especialistas, como o norte-americano Charles Jaffé, um dos investigadores do projecto, esta nova abordagem vai trazer uma “revolução nas viagens espaciais”.

MISSÕES PARA MARTE

Os novos mapas gravitacionais detalhados já estão a ser usados nas missões da NASA. É o caso das sondas ‘Génesis’ e ‘Smart-1’, que estão a percorrer o sistema solar, recolhendo dados sobre os planetas.

Estas missões servem também como testes para vários sistemas astronáuticos a usar em futuros projectos de exploração espacial, nomeadamente nas viagens tripuladas a Marte, previstas para os próximos 30 anos. “Será uma ferramenta importante para o planeamento das viagens”, explica o astrónomo Orfeu Bertolami.

DETALHES

FORÇA

O poder de atracção da gravidade varia em função do tamanho do corpo celeste que o exerce. Quanto maior é a sua massa, maior é a força de atracção que exerce em seu redor. No nosso sistema solar, a influência mais importante é a do Sol, mas os grandes planetas, como Júpiter, também exercem uma força gravitacional muito importante.

PROPULSORES

A poupança de combustível usando a força da gravidade é encarada pela NASA como um factor-chave das viagens. O peso do combustível corresponde a cerca de metade do peso das sondas espaciais clássicas que totalizam, em média, 400 quilos. Diminuindo o peso, pode ser transportado mais equipamento e as missões ficam mais baratas.

QUÍMICA

O desenvolvimento dos complexos mapas das forças da gravidade contou com a colaboração de especialistas em química a trabalhar para a NASA. Isto porque o modelo usado para os cálculos da atracção planetária é semelhante ao que se aplica para as reacções químicas e para as forças que se exercem nos átomos (entre os electrões e o núcleo).
Luis Silvestre


Diário de Referência

Jet Propulsion Laboratory - NASA
 
Britânicos criam projeto para proteção contra asteróides
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Apophis vai passar pela Terra em abril em 2029

Cientistas e engenheiros britânicos planejaram uma missão para avaliar o eventual perigo representado por um asteróide que vai passar perto da Terra.
A missão quer enviar uma sonda ao asteróide Apophis, uma rocha de 300 metros de diâmetro, que vai passar pela Terra em abril em 2029 a uma distância menor do que a de satélites de comunicação.
A empresa Astrium, sediada em Stevenage, quer que uma sonda localize o asteróide para que possam conhecer melhor sua órbita.
O plano vai competir por um prêmio de US$ 50 mil da Sociedade Planetária.
Estudos indicam que a possibilidade de um choque do Apophis com a Terra é remota, mas ainda assim o asteróide é considerado um bom alvo para a prática de medidas de proteção da Terra.
O plano britânico prevê a criação de uma nave pequena, com sensores por controle remoto, conhecida como Apex. Ela pode se encontrar com o Apophis em janeiro de 2014.
A nave passará três anos acompanhando a rocha, enviando dados para a Terra sobre o seu tamanho, movimentos, composição e temperatura.
A partir destas informações poderá ser previsto com mais precisão o eventual risco de colisão apresentado pela órbita do asteróide.


Alerta
A Astrium diz que caso seu conceito receba o prêmio da Sociedade Planetária, ela doará o dinheiro para a caridade.
"O verdadeiro prêmio seria que as agências espaciais da Europa e dos Estados Unidos achem nossa proposta meritória e nos peçam um estudo de sua viabilidade", disse Mike Healy, o diretor de ciências espaciais da companhia.
Uma missão completa deverá custar várias centenas de milhões de dólares para desenvolvimento e lançamento.
O asteróide Apophis causou alguma preocupação em 2004, quando observações iniciais sugeriram que ele poderia atingir a Terra em 2029.
Mas estudos realizados com telescópios na superfície do planeta indicaram que praticamente não há chance de isso acontecer, e a expectativa é de que o objeto ultrapasse a Terra a uma distância pequena, mas segura, de pouco menos de 36 mil quilômetros.
Menções de um possível choque na próxima visita do asteróide, em 2036, também foram rejeitadas pelos astrônomos, que observaram com atenção o avanço da rocha no espaço.
Mesmo assim, o Apophis é considerado um bom alvo para a prática de medidas de proteção da Terra.
Se um objeto atingir a Terra, ele pode causar grande devastação, provocando potencialmente a morte de milhões de pessoas.
Segundo cientistas, com um alerta antecipado um objeto com potencial de atingir o planeta poderia ser desviado.
Há sugestões de que uma rocha pode ser desviada para uma trajetória mais segura ao ser atingida por um objeto menor.
Outros propuseram direcionar uma nave para perto do asteróide, usando sua gravidade para rebocá-lo para uma distância segura do planeta.
A possibilidade de choque de asteróides e cometas com a Terra é um tema constante entre pesquisadores.
Uma teoria sobre a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos, diz que ela poderia ter sido causada pelo impacto de um grande objeto do espaço.
A competição da Sociedade Planetária, sediada nos Estados Unidos, é realizada em cooperação com Agência Espacial Européia, Nasa, Associação de Exploradores do Espaço, Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica e Associação das Universidades de Pesquisa Espacial.
O projeto escolhido será apresentado a agências espaciais para verificar se elas desejam implementar as idéias.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2007/08/070831_asteroideperigoso.shtml
 
Técnica com células-tronco repara corações infartados
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Estudos para uso em humanos poderiam começar em 2 anos

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos conseguiu reparar corações danificados de ratos usando uma injeção de células produzidas a partir de células-tronco, abrindo o caminho para o possível uso da técnica em larga escala para ajudar vítimas de infarto ou de insuficiência cardíaca.

Os pesquisadores da Universidade de Washington e da empresa californiana de biotecnologia Geron desenvolveram uma nova técnica para conseguir implantar com sucesso nos corações de ratos infartados células musculares cardíacas – chamadas cardiomiócitos – produzidas a partir de células-tronco.
As células-tronco são células imaturas, capazes de se transformar em outros tipos de células que compõem tecidos e órgãos.
Segundo os pesquisadores, até agora os estudos vinham enfrentando dificuldades para levar as células-tronco a se transformarem em cardiomiócitos.
Além disso, mesmo quando se conseguia produzir cardiomiócitos, a incidência de morte dessas células após o implante no coração era alta.

Coquetel
A nova técnica, publicada em artigo na revista científica Nature Biotechnology, permitiu aos pesquisadores produzir um grande número de cardiomiócitos a partir de células-tronco e sua implantação com sucesso graças ao uso de um coquetel de substâncias que reduziram a morte dessas células.
As células foram implantadas em corações de ratos quatro dias após ataques cardíacos e ajudaram a reconstruir os tecidos danificados do órgão e a melhorar a função cardíaca dos animais.
Segundo os pesquisadores, o sucesso do estudo dá esperanças de repetir o resultado em humanos. Eles estimam que os testes da técnica em seres humanos poderiam começar em dois anos.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070827_coracaocelulastroncorw.shtml
 
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