Terá sido Fátima um engano?


Segundo, o governo da altura não tinha condições nem tecnologia para simular todo o tipo de fenómenos que foram testemunhados por todo o tipo de pessoas que passaram nas redondezas, desde barulhos tipo trovoada, luzes, zumbidos, disco metálico voador luminoso comummente conhecido como "o sol", e uma outra aparição, abafada pela família da menina que viu uma "criança" e que descreve com alguma exatidão o tipo de interacção que a "nossa senhora" teve com os pastorinhos.

Terceiro, nunca podia ter sido uma mulher a encenar a aparição porque a "nossa senhora" tinha a estatura de uma criança.


No fundo, há sempre algo que fica assente e dado como certo, que é o aproveitamento do fenómeno por uma agenda política e a instrumentalização dos pastorinhos, especialmente Lúcia.

Um pouco de historia:
- há seculos que os mouros vinham a Portugal ate Fatima (nome da irma de mohamed ou algo do genero)
- existem varios relatos de apariçoes identicas (pouca roupa, segurar um objecto, medalha ou algo do genero, e o mais importante é que era sempre muito branca e luminosa com olhos muito negros)
- nao há um relato em que a apariçao se tenha identificado como Maria ou algo que o valhe. O máximo que se obteve foi Senhora do Rosario
- cientistas falaram em tempos da existencia de esporos com possiveis propriedades halucinogenicas.


Isto sao apenas os factos que se sabe (se a apariçao em si foi facto ou halucinaçao é outra coisa, mas foram sempre identicas).


Talvez um dia pegue neste livro pra ver o que diz sobre o assunto:
Os Mouros Fatimidas
O projecto inicial deste livro eram as minorias islâmicas (xiitas ou fatimidas) que o Mediterrâneo e a Península Ibérica conheceram na Idade Média. Pelo caminho, o autor apercebeu-se da existência de elementos da gnose xiita dos séculos IX-XII nos relatos das visões da Cova da Iria (1917). Uma estranha encruzilhada. Não abandonou esses elementos imprevistos e abriu uma pista nova… para Fátima. Apesar desta ampliação, as investigações são autónomas: os leitores tanto poderão descobrir os berberes que invadiram a Península em 711 e entraram em conflito com o Islão, como redescobrir Fátima…
Segundo o modelo de análise transdisciplinar que é o do autor, associa-se neste estudo a História documental, a Etnologia histórica, a Etnolinguística e a Teologia.
O autor procede, como num laboratório, à decomposição da teologia xiita (ou fatimida) dos séculos IX-XII por um lado, e das visões da Cova da Iria (1917) por outro. Descobre-se que há uma identidade comum: a toponímia da freguesia de Fátima e elementos etno-históricos referentes a Ourém e a Tomar demonstram que as aparições de 1917 foram uma repetição, porque houve, no espaço da actual freguesia, outras aparições de Fátima, no tempo dos Mouros que eram fatimidas. Deparamo-nos assim com um enigma insolúvel face aos nossos actuais conhecimentos.

Já agora, estava curioso e fui ver a tal descriçao dos pastorinhos....entao a apariçao apareceu de mini saia (até aos joelhos) e de meia branca sem sapatos??[:D]
 
Última edição:
Há de estar algures neste tópico mas resumidamente temos dois grandes investigadores deste estranho fenómeno que são o professor Joaquim Fernandes e Fina d'Armada, já falecida. Os resultados dos estudos científicos e históricos foram publicados em vários livros.

Dividiram o acontecido em Fátima I e Fátima II ou seja, antes e depois da Igreja "oficializar" as aparições dando lugar ao posterior culto mariano.

Quando ocorreram as primeiras aparições o cónego da paróquia, que se chamava de Formigão, escreveu num caderno a descrição de Lúcia e detalhes do ocorrido e, com grande sorte, o professor J. Fernandes, então um jovem estudante no Porto, tomou nota daquilo que estava descrito.

De facto os desenhos e os pormenores representavam uma "senhora com saia xadrez pelos joelhos", "que não tinha beiços (sic)". Havia na net uma reprodução desse esquiço mas já não se encontra disponível.

Em 1917, quando se deu o aclamado "Milagre do Sol", um jornalista de nome Avelino de Almeida, fez uma análise racional ao sucedido estando no local quando ocorreram os fenómenos - pois foram mais do que um.

A descrição assemelha-se mais àquela que hoje em dia associamos a um disco voador se bem que no principio do século XX não havia ainda associação de fenómenos aéreos com os chamados OVNI (isto só a partir do final da II Grande Guerra) sejam eles associados a extraterrestres como é comum entre o grande público.

Artigo do jornalista Avelino de Almeida, onde descreve o que presenciou na Cova da Iria no dia 13 de Outubro de 1917.
O português é antigo e às vezes não se entende bem,mas vale a pena ir até o fim.





“COISAS ESPANTOSAS!

COMO O SOL BAILOU AO MEIO DIA EM FÁTIMA”

As aparições da Virgem – Em que consistiu o sinal do céu – Muitos milhares de pessoas afirmam ter-se produzido um milagre,
Lucia, de 10 anos; Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, que na charneca de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourem, dizem ter falado com a Virgem Maria

OUREM, 13 de Outubro
Ao saltar, após demorada viagem, pelas dezasseis horas de honrem, na estação de Chão de Maçãs, onde se apearam tambem pessoas religiosas vindas de longes terras para assistir ao “milagre”, perguntei, de chofre, a um rapazote do “char-á-bancs” da carreira se já tinha visto a Senhora. Com seu sorriso sardoico e o olhar enviezado, não hesitou em responder-me:

– Eu cá só lá vi pedras, carros, automoveis, cavalgaduras e gente!
Por um facil equivoco, o trem que nos devia conduzir, a Judah Ruah e a mim, até à vila, não apareceu e decidimo-nos a calcoffiar corajosamente cêrca de duas leguas por não haver logar para nós na diligência e estarem, desde muito, afreguezadas as carriotas que aguardavam passageiros. Pelo caminho, topámos os primeiros ranchos que seguiam em direção ao local santo, distante mais de vinte kilometros bem medidos.



Homens e mulheres vão quasi todos descalços – elas com saquiteis à cabeça, sobrepujados pelas sapatorras; eles abordoando-se a grossos vara-paus e cautelosamente munidos tambem de guarda-chuva. Dir-se-hiam, em geral, alheados do que se passa à sua volta, n”um desinteresse grande da paizagem e dos outros viandantes, como que imersos em sonho, rezando n”uma triste melopeia o terço. Uma mulher rompe com a primeira parte da ave-maria, a saudação; os companheiros, em côro, continuam com a segunda parte, a suplica. N”um passo certo e cadenciado, pisam a estrada poeirenta, entre pinhaes e olivedos, para chegarem antes que se cerre a noite ao sitio da aparição, onde, sob o relento e a luz fria das estrelas, projetam dormir, guardando os primeiros Jogares junto da azinheira bemdita – para no dia de hoje verem melhor.


À entrada da vila, mulheres do povo a quem o meio já infêtou com o virus do céticismo, comentam, em tom de troça, o caso do dia:


– Então vaes vêr ámanhã a santa?
– Eu, não. Se ela ainda cá viesse!


E riem-se com gosto, emquanto os devotos proseguem indiferentes a tudo o que não seja o objetivo da sua romagem. Em hourem só por uma amabilidade extrema se encontra aposentadoria. Durante a noite, reunem-se na praça da vila os mais variados veículos conduzindo crentes e curiosos sem que faltem velhas damas vestidas de escuro, vergadas já ao peso dos anos, mas faiscando-lhes nos olhos o lume ardente da fé que as animou ao ato corajoso de abandonar por um dia o inseparavel cantinho da sua casa. Ao romper d”alva, novos ranchos surgem intrépidos e atravessam, sem pararem um instante, o povoado, cujo silencio quebram com a harmonia dos canticos que vozes femininas, muito armadas, entoam n”um violento contraste com a rudeza dos tipos…


O sol nasce, mas o cariz do céu ameaça tormenta. As nuvens negras acastelam-se precisamente sobre as bandas de Fátima. Nada, todavia, detem os que por todos os caminhos e servindo-se de todos os meios de locomoção para lá confluem. Os automoveis luxuosos deslisam vertiginosamente, tocando as buzinas; os carros de bois arrastam-se com vagar a um lado da estrada; as galeras, as vitorias, os caleches fechados, as carroças nas quaes se improvisaram assentos vão ajoujados a mais não poderem. Quasi todos levam com os farneis, mais ou menos modestos, para as bocas cristãs a ração de folhelho para os irracionaes que o “poverelo” de Assis chamava nossos irmãos e que cumprem valorosamente a sua tarefa… Tilinta uma ou outra guiseira, vê-se uma carrocinha adornada de buxo; no emtanto, o ar festivo é discreto, as maneiras são compostas e a ordem absoluta… Burrinhos choutam à margem da estrada e os ciclistas, numerosissimos, fazem prodígios para não esbarrar de encontro aos carros.


Pelas dez horas, o ceu tolda-se totalmente e não tardou que entrasse a chover a bom chover. As cordas de agua, batidas por um vento agreste, fustigam os rostos, encharcando o macadame e repassando até os ossos os caminhantes desprovidos de chapeus e de quaesquer outros resguardos. Mas ninguem se impaciente ou desiste de proseguir e, se alguns se abrigam sob a copa das arvores, junto dos muros das quintas ou nas distanciadas casas que se debruçam ao longo do caminho, outros continuam a marcha com uma impressionante resistencia, notando-se algumas senhoras cujos vestidos colados aos corpos, por efeito do impeto e da pertinácia da chuva, lhes desenham as fórmas como se tivessem saído do banho!


O ponto da charneca de Fátima, onde se disse que a Virgem aparecera aos pastorinhos do logarejo de Aljustrel, é dominado n”uma enorme extensão pela estrada que corre para Leiria, e ao longo da qual se postaram os veículos que lá conduziram os peregrinos e os mirones. Mais de cem automoveis alguem contou e mais de cem bicicletas, e seria impossível contar os diversos carros que atravancaram a estrada, um d”eles o auto-omnibus de Torres Novas, dentro do qual se irmanavam pessoas de todas as condições sociaes.


Mas o grosso dos romeiros, milhares de creaturas que foram de muitas leguas ao redor e a que se juntaram fieis idos de varias províncias, alemtejanos e algarvios, minhotos e beirões, congregam-se em tomo da pequenina azinheira que, no dizer dos pastorinhos, a visão escolhera para seu pedestal e que podia considerar-se como que o centro de um amplo circulo em cujo rebordo outros espectadores e outros devotos se acomodam. Visto da estrada, o conjunto é simplesmente fantástico. Os prudentes camponios, abarracados sob os chapeus enormes, acompanham, muitos d”eles, o desbaste dos parcos farneis com o conduto espiritual dos hinos sacros e das dezenas do rosario.


Não ha quem tema enterrar os pés na argila empapada, para ter a dita de ver de perto a azinheira sobre a qual ergueram um tosco portico em que bamboleiam duas lanternas… Altenam-se os grupos que cantam os louvores da Virgem, e uma lebre, espavorida, que galga matagal em fóra, apenas desvia as atenções de meia duzia de zagaletes que a alcançam e prostram à cacetada…


E os pastorinhos? Lucia, de 10 anos, a vidente, e os seus pequenos companheiros, Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, ainda não chegaram. A sua presença assinala-se talvez meia hora antes da indicada como sendo a da aparição. Conduzem as rapariguinhas, coroadas de capelas de flôres, ao sitio em que se levanta o portico. A chuva cae incessantemente mas ninguem desespera. Carros com retardatários chegam à estrada. Grupos de freis ajoelham na lama e a Lucia pede-lhes, ordena que fechem os chapeus. Transmite-se a ordem, que é obedecida de pronto, sem a minima relutância. Ha gente, muita gente, como que em extase; gente comovida, em cujos labios secos a prece paralisou; gente pasmada, com as mãos postas e os olhos borbulhantes; gente que parece sentir, tocar o sobrenatural…


A criança afirma que a Senhora lhe falou mais uma vez, e o céu, ainda caliginoso, começa, de subito, a clarear no alto; a chuva pára e presente-se que o sol vae inundar de luz a paizagem que a manhã invernosa tomou ainda mais triste…
A hora antiga” é a que regula para esta multidão, que calculos desapaixonados de pessoas cultas e de todo o ponto alheias ás influencias misticas computam em trinta ou quarenta mil creaturas… A manifestação miraculosa, o sinal visivel anunciado está prestes a produzir-se – asseguram muitos romeiros… E assiste-se então a um espectáculo unico e inacreditavel para quem não foi testemunha d”ele. Do cimo da estrada, onde se aglomeram os carros e se conservam muitas centenas de pessoas, a quem escasseou valor para se meter à terra barrenta, vê-se toda a imensa multidão voltar-se para o sol, que se mostra liberto de nuvens, no zenit. O astro lembra uma placa de prata fosca e é possivel fitar-lhe o disco sem o minimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-hia estar-se realisando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta, e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar:
– Milagre, milagre! Maravilha, maravilha!



Aos olhos deslumbrados d”aquele povo, cuja atitude nos transporta aos tempos biblicos e que, palido de assombro, com a cabeça descoberta, encara o azul, o sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos fóra de todas as leis cosmicas – o sol «bailou», segundo a tipica expressão dos camponeses.. Empoleirado no estribo do auto-omnibus de Torres Novas, um ancião cuja estatura e cuja fisionomia, ao mesmo tempo doce e energica, lembram as de Paul Déroulède, recita, voltado para o sol, em voz clamorosa, de principio a fim, o Credo. Pergunte quem é e dizem-me ser o sr. João Maria Amado de Melo Ramalho da Cunha Vasconcelos.


Vejo-o depois dirigir-se aos que o rodeiam, e que se conservaram de chapeu na cabeça, suplicando-lhes, veementemente, que se descubram em face de tão extraordinária demonstração da existência de Deus. Cenas idênticas repetem-se n”outros pontos e uma senhora clama, banhada em aflitivo pranto e quasi n”uma sufocarão:


– Que lastima! Ainda ha homens que se não descobrem deante de tão estupendo milagre!
E, a seguir, perguntam uns aos outros se viram e o que viram. O maior numero confessa que viu a tremura, o bailado do sol; outros, porém, declaram ter visto o rosto risonho da propria Virgem, juram que o sol girou sobre si mesmo como uma roda de fogo de artificio, que ele baixou quasi a ponto de queimar a terra com os seus raios… Ha quem diga que o viu mudar sucessivamente de côr…
São perto de quinze horas.


O ceu está varrido de nuvens e o sol segue o seu curso com o esplendor habitual que ninguem se atreve a encarar de frente. E os pastorinhos? Lucia, a que fala com a Virgem, anuncia, com ademanes teatraes, ao colo de um homem, que a transporta de grupo em grupo, que a guerra terminára e que os nossos soldados iam regressar… Semelhante nova, todavia, não aumenta o jubilo de quem a escuta. O sinal celeste foi tudo. Ha uma intensa curiosidade em vêr as duas rapariguinhas com suas grinaldas de rosas, ha quem procure oscular as mãos das «santinhas», uma das quaes, a Jacinta, está mais para desmaiar do que para danças”, mas aquilo por que todos anciavam – o sinal do ceu – bastou a satisfazel-os, a radical-os na sua fé de carvoeiro. Vendedores ambulantes oferecem os retratos das crianças em bilhetes postaes e outros bilhetes que representam um soldado do Corpo Expedicionario Portuguez “pensando no auxilio da sua protetora para salvação da Patria” e até uma imagem da Virgem como sendo a figura da visão…


Bom negocio foi esse e decerto mais centavos entraram na algibeira dos vendedores e no tronco das esmolas para os pastorinhos do que nas mãos estendidas e abertas dos leprosos e dos cegos que, acotevelando-se com os romeiros, atiravam aos ares seus gritos lancinantes…


O dispersar faz-se rapidamente, sem dificuldades, sem sombra de desordem, sem que fosse mister que o regulasse qualquer patrulha da guarda. Os peregrinos que mais depressa se retiram, correndo estrada fóra, são os que primeiro chegaram, a pé e descalços com os sapatos à cabeça ou dependurados nos varapaus. Vão, com a alma em lausperene, levar a boa nova aos logarejos que não se despovoaram de todo. E os padres? Alguns compareceram no local, sorridentes, enfileirando mais com os espectadores curiosos do que com os romeiros avidos de favores celestiaes. Talvez um ou outro não lograsse dissimular a satisfação que no semblante dos triunfadores tantas vezes se traduz…



Resta que os competentes digam de sua justiça sobre o macabro bailado do sol que hoje, em Fátima, fez explodir hossanas dos peitos dos fieis e deixou naturalmente impressionados – ao que me asseguraram sujeitos fidedignos os livres pensadores e outras pessoas sem preocupações de natureza religiosa que acorreram à já agora celebrada charneca.


Avelino de Almeida

Publ.: “O Século”, Lisboa (edição da manhã) 37 (l2.876) 15 Out. 1917, p. 1, cols. 6-7; p. 2, col. 1.






 
Retirado da página do professor Joaquim Fernandes;

ADIVINHE AS DIFERENÇAS...Ou o escultor conveniente e a embaraçosa descrição original da vidente Lúcia dos Santos.

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“Se ao cachopos viram uma mulher vestida de branco, quem poderia ser senão Nossa Senhora?” – António da Silva, tio da vidente Jacinta Marto.
Descrição inicial de Lúcia constante do “Inquérito Paroquial”, redigido pelo pároco de Fátima, Manuel Marques Ferreira, provavelmente em Outubro de 1917, e publicado no jornal O Mensageiro, pelo Visconde de Montelo, em Novembro seguinte:

“Disse a Lúcia que a Senhora vinha vestida de um branco que dava luz. A saia era branca e dourada, aos cordõezinhos ao comprido e atravessos ( atravessados) e era curta, isto é, não descia até aos pés. O casaco era branco, não dourado. Manto branco, que da cabeça descia até à orla da saia, dourado aos cordõezinhos de alto a baixo e atravessos; nas orlas o ouro era mais junto. O casaco tinha dois ou três cordõezinhos nos punhos. Não tinha cinto, ou faixa à cintura. Parecia-lhe que tinha meias brancas, não douradas, mas que não dava a certeza, porque para pouco mais olhava do que para o rosto”.

Noutras passagens do seu interrogatório a vidente exprime a ideia de que a Dama de Branco se comparava a “uma jovem de 12 a 15 anos” e com “um pouco mais de 1 metro de altura”.

Esta descrição pouco ou nada tem e ver com a imagem venerada no santuário de Fátima como sendo o retrato de Maria, Virgem da Nazaré, ali exposta desde 1920. Segundo o professor Xavier Coutinho, padre e especialista de História da Arte, o escultor bracarense J. Thedim inspirou-se numa imagem da Senhora da Lapa, do catálogo da Casa Estrela, de 1914, “com pequenas modificações de pormenor”. Não é difícil de perceber que o “retrato” original de Lúcia dos Santos no “Inquérito Paroquial” acima descrito, seria impensável de aceitar como legítima representação de uma “Nossa Senhora”, e do seu estereótipo aceite na cultura católica e na escultura de referência. O ícone só poderia sobrepor-se a uma “realidade” divergente dos códigos e das crenças populares do marianismo…Assim se constrói um mito e se mascara a Verdade possível.







 
Pastéis de belém; fado; Fátima; Cristiano Ronaldo; Roberto Leal; e "POIS", são palavras que todos associam a PORTUGAL... ;)

Falo do BRASIL onde a informação de Portugal é mínima, senão inexistente!!!

Quem nunca foi a Portugal tem uma ideia do país e dos portugueses como se ainda estivéssemos na sociedade do século XIX: mulheres com saias compridas e bigode...; Homens de nomes Manuel, António ou Joaquim, com bigode, tanto eles como elas a gostarem pouco de banhos!!!!!! TANTO a desmistificar!!!! :)
 
Se tu soubesses o que se fala do brasil por cá ...

è indiferente haver ou não informação, o que já esta pré-concebido fica.
 
Falo do BRASIL onde a informação de Portugal é mínima, senão inexistente!!!

Quem nunca foi a Portugal tem uma ideia do país e dos portugueses como se ainda estivéssemos na sociedade do século XIX: mulheres com saias compridas e bigode...; Homens de nomes Manuel, António ou Joaquim, com bigode, tanto eles como elas a gostarem pouco de banhos!!!!!! TANTO a desmistificar!!!! :)

O Manuel e o Joaquim deram 7 ao Brasil no Brasil. [:D]
 
Eu acho que a aparição devia ser agora, pq os pastorinhos tiravam-lhe logo uma foto com o I-phone e colocavam no Instagram.

Já não havia duvidas.
 
Acho muito curioso que não sejamos actualmente brindados com aparições e milagres. Agora os "Santos" só o são por decreto e não porque tenham feito algo inexplicável.

Perdoem-me os crentes, por quem tenho todo o respeito. Acho até que é necessário que o Homem acredite em algo que o ajude a ter força para avançar, mas há um limite, o do bom-senso.

Mas Fátima foi e é um negócio brutal. Mantenham isso assim pois faz falta à economia.
 
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