Eu encontro sempre um qd me lembro de ir
à garagem[

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Olá, o meu primeiro nome é HONDA, o do meio CIVIC e o apelido CRX, nasci na fábrica de Suzuka, ao dia 00/00/89, com a identificação xxxxxxxxxx, de côr branca, magrinho, com apenas 890kg, a minha primeira viagem foi de barco, até PORTUGAL, onde estive parado no importador durante xx dias, sendo enviado para lisboa, para um concessionário chamado SANTOMAR, que ainda hoje tem as portas abertas, fui vendido a um empresário chamado xxxxxxxxx com 60 anos de idade
, passado 1 ano fui entregue a um dos seus empregados, como forma de pagamento de uma divida, permaneci então grande parte da minha infância, até aos 17 anos, junto dessa mesma família, composta por o casal e duas filhas, que por serem pequenas nessa altura, cabiam bem nos meus apertados bancos traseiros,servi de carro de família durante algum tempo, e também para o hobbye do meu dono, a caça, daí ter algumas mazelas ,um pequeno rasgo nas costas do banco, e algumas amolgadelas por baixo,lembro-me de em pequeno ir várias vezes a casa de um amigo do meu dono, e ver um rapaz pequeno que gostava bastante de mim.
Nos ultimos 7 anos servi para as curtas deslocações da mulher do meu dono, não tendo a partir daí a oportunidade de esticar mais as pernas. No ultimo ano fiquei numa oficina de um amigo do meu dono, simplesmente esquecido, achei estranho pois nunca dei nenhuma despesa exorbitante, nem nunca parei de fazer a minha função, mas ali estava eu
à espera de melhores dias. Fiquei contente ao saber que uma das pequenas se ia casar, no entanto achei estranho logo após o casamento terem começado a mexerem em mim, como nunca tinha pensado, e foi só o começo. Fui pintado, os meus plasticos foram tratados, mecânicamente levei a classica revisão de alguem que ja estava parado
há algum tempo, tinha agora 18 anos e 114 000km, e sentia-me rejuvenescido e pronto para voltar aos dias de glória, mas não sabia bem o que ia acontecer, até que no dia 17/06/2007, fui conduzido até um sitio que me era estranhamente familiar, eu já tinha passado por aquelas estradas, e conhecia aquela casa, mas sinceramente já tinham passado mais de 10 anos, achei estranho, foi a minha familia toda, mais a familia do mecânico, o que ainda achei mais estranho foi ter passado pela casa, mas terem-me ido deixar longe, no entanto sentia que algo estava prestes a acontecer.Passado uma hora apareceu o meu dono, mais o rapaz que me lembro de ver em pequeno, estava crescido e senti que ainda gostava de mim, só não sabia que era tanto, ao ouvir a conversa apercebi-me que o meu novo dono era esse mesmo rapaz ,tinha agora servido de prenda de fim de curso, estava hesitante, ele era jovem, e eu tinha muita potência.
Nesse mesmo dia fui apresentado a amigos do meu novo dono, inclusivamente reconheci primos meus, nas garagens desses mesmos amigos.Chegei tarde a casa nessa noite, fiquei logo numa garagem, onde me fizeram uma inspecção de reconhecimento, e me apertaram alguns parafusos, tenho sido muito feliz a partir desse dia, ao que parece gastam balurdios de dinheiro comigo, mas sinto-me agora completo,
há coisa de um mês mudei de garagem, estou ainda melhor,não apanho luz, nem humidade,só me queixo do pó, tenho companhia de uma senhora mais velha de duas rodas, e nunca mais senti uma gota de água desde que estou com o meu dono, mesmo que apanha-se agua pouco importaria, tenho mais de 10 camadas de cerâs por cima, sinto-me protegido.
Recentemente apareci numa revista da especialidade, chamada motorclassico, fui uma manhã intensa, muitas poses diferentes, mas acho que o resultado foi bastante positivo, fiquei contente por ainda me darem atenção passados quase 20 anos.
Um dos momentos mais felizes que tive com o meu dono, nasceu de um grande mal entendido, estava eu no autodromo do estoril, num dia de track day, a namorada acompanhava-o, seguia-mos portanto uma fila de carros, sem hipótese de saída, só quando chegamos ao fim é que percebemos , que estavamos na fila para os arranques, a namorada fugiu prontamente, mas o meu dono confiou em mim e pôs-me na linha de partida, quem parou ao lado? Um 106 xsi todo artilhado, a fazer um barulho irritante, e ali estava eu de tampões nas rodas, todo original, confesso que até me senti envergonhado, mas mal abriu o sinal verde, fiz o que melhor sabia, 7500rpm em 1ª e 2ª, fiquei a frente do PSA, e do seu irritado jovem condutor, foi incrível a quantidade de palmas que recebi de quem estava a assistir.
Só gostaria que todos tivessem a minha sorte, pois raramente reconheço os meus irmãos quando passo por eles, estão diferentes de quando os conheci em suzuka.
(em progresso, á procura de mais informação)
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