Algo desapontante, tendo em conta a abordagem evolucionária.
Este é a primeira grande berlina da Bentley desde os anos 30. Desde essa altura, os Bentley pouco mais foram que exercicios de badge engineering da Rolls Royce.
Seria de esperar, que agora, soltos dessas amarras, e depois do excelente Continental GT, dessem um salto maior, de modo a redefenir toda a linguagem/identidade da marca.
A RR fez um trabalho fenomenal de reinvenção. Foi às suas raízes, sem no entanto cair no retro, e goste-se ou não, o Phantom é um desenho memorável a diversos niveis.
Tem personalidade, não tenta ser "sporty", é a perfeita expressão visual do que deve ser um RR. Majestoso!
Este Bentley, parece ainda ter saído dos tempos do badge engineering. Quase que passava como um restyling do Arnage, apesar de ser algo totalmente novo.
Traz à baila muito do trabalho desenvolvido no Continental.
Sinceramente, estava à espera de algo mais distinto deste novo Mulsanne, que pretende atingir outro tipo de cliente.
Não deixa de ter aspectos interessantes. A linha de cintura, ou a aresta que define aquele ombro, é uma evolução do simples "friso" que definia a a lateral do Arnage, dando um pouco mais de músculo, como acontece no GT.
Os grandes faróis frontais, e devido à forma como foram executados, acabam por ser bons elementos identificativos. Também fiz logo essa associação do seu recheio a metralhadoras...[

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O que não resulta tão bem, são os grupos ópticos mais pequenos posicionados ao lado dos faróis principais.
Estão ali "esmagados" entre 2 arestas. Parecem ter um tamanho a mais, porque não existe ar entre os mesmos e essas arestas.
Talvez os tivesse feito mais pequenos (se possivel), ou então reposicionado-os.
O elemento do pára-choques que sobressai da frente, e onde se encontra a matricula, também não parece estar muito bem encaixado na carroçaria.
Faz lembrar soluções mais antigas, quando os párachoques eram elementos mais... proeminentes. Apenas adiciona mais umas quantas linhas desnecessariamente.
Mas é na traseira que poderá gerar-se o maior "buzz".
a tampa da bagageira definida por aquelas 2 superficies planas é uma solução invulgar, mas compreensivel.
É uma reinterpretação moderna de uma solução algo comum no desenho das bagageiras nos modelos pré-2ª Guerra, e que se prolongou em alguns modelos esporádicos nos anos 50 e 60.
Acaba por dar carácter a um carro, a meu ver, que fica algo estagnado no campo estilistico.
Neste pequeno segmento, fica entre a excelência do Phantom e a mediocridade do Maybach.
Não é um mau desenho, longe disso, apenas algo timido para o que se esperava.