Tópico da Segurança Social (dúvidas diversas)

Eu não sou mto bom em economia... alguem me pode traduzir este "Governo se prepara começar a fazer incidir os 11% de descontos para a Segurança Social a outros tipos de remuneração além do ordenado, como por exemplo, carros da empresa, telemóveis, ajudas de custo"

?

Só assim poderei perceber a resposta do Zur tb...
 
citação:Originalmente colocada por Messerschmitt

Eu não sou mto bom em economia... alguem me pode traduzir este "Governo se prepara começar a fazer incidir os 11% de descontos para a Segurança Social a outros tipos de remuneração além do ordenado, como por exemplo, carros da empresa, telemóveis, ajudas de custo"

?

Só assim poderei perceber a resposta do Zur tb...

Exemplo: Recebes 1.000 € brutos, tens que descontar 110 € (11%) para a Segurança Social. Além disto tens um carro da empresa no valor de 450 € mensais (tipo rentig), o que na prática faz com que o teu ordenado seja +/- 1300 limpos dado que dos 1.000 € ainda tens que descontar IRS

Com o que o governo quer fazer, além dos 110 € que descontavas, passas a descontar mais 49,5 € que corresponde a 11% do valor do renting.

Exemplo segundo o ZUR:

Recebes: 1450 € correspondente aos 1000 brutos mais o valor do carro. Passas a descontar 159,5 € mas descontas mais de IRS porque o teu ordenado bruto sobe de escalão. Na prática, descontas mais IRS e tens que te amanhar em arranjares um carro..., e ficas com todos os outros custos inerentes de manutenção de um carro.
 
Acho que o que ele quis dizer é que vão passar a incidir impostos sobre esses benefícios das empresas.
Quem tiver carro da empresa, telemóvel, e outros benefícios da empresa passa a pagar um imposto sobre essa utilização.

Lembro-me que já há uns anos se falou nisso, e há países onde já se faz isso, por isso não me espanta que mais tarde ou mais cedo o mesmo aconteça por cá.
 
mas um "carro de empresa" por exemplo, de um vendedor (que normalmente andam com carro de empresa) é "incluido" como se fosse parte de ordenado? Não é uma "necessidade de profissão"? Assim como o telemóvel?

Quer dizer se um vendedor tem carro e telemovel da empresa e ganha 1000 euros base, na realidade ganha 1000 + carro + telemovel? (ou seja 1500 por exemplo)?

Eu estou a fazer esta pergunta pq não sou do ramo e desconhecia que as contas se fizessem assim... pensava que um gajo tinha carro e telemovel como "necessidade de profissão" - mas se o carro é da empresa e o telemovel é da empresa, pq raio é que eu tenho que pagar sobre isso? Só seria justo se me DESSEM o carro.

Ou estás a falar numa situaçao negociada à priori na altura do contrato (ignorando o tipo d função) tipo "prefiro 1000 euros, telemovel e um carro, do que ganhar 1400"

A minha duvida aqui reside no facto de eu achar que numa empresa só tem carro da empresa dois tipos de funcionarios... altos cargos de chefia (DG, DC, DM etc) e vendedores... portanto essa regra aplicaria-se aos primeiros (porque o carro é um complemento de "bonus") e não se aplicaria aos segundos (visto que são ferramentas de trabalho.

É que no primeiro caso, ok... mas no segundo não. Desculpa lá a ignorancia e obrigado pela explicação parcial eheh :)
 
citação:Originalmente colocada por Messerschmitt

mas um "carro de empresa" por exemplo, de um vendedor (que normalmente andam com carro de empresa) é "incluido" como se fosse parte de ordenado? Não é uma "necessidade de profissão"? Assim como o telemóvel?

Quer dizer se um vendedor tem carro e telemovel da empresa e ganha 1000 euros base, na realidade ganha 1000 + carro + telemovel? (ou seja 1500 por exemplo)?

Eu estou a fazer esta pergunta pq não sou do ramo e desconhecia que as contas se fizessem assim... pensava que um gajo tinha carro e telemovel como "necessidade de profissão" - mas se o carro é da empresa e o telemovel é da empresa, pq raio é que eu tenho que pagar sobre isso? Só seria justo se me DESSEM o carro.

Ou estás a falar numa situaçao negociada à priori na altura do contrato (ignorando o tipo d função) tipo "prefiro 1000 euros, telemovel e um carro, do que ganhar 1400"

A minha duvida aqui reside no facto de eu achar que numa empresa só tem carro da empresa dois tipos de funcionarios... altos cargos de chefia (DG, DC, DM etc) e vendedores... portanto essa regra aplicaria-se aos primeiros (porque o carro é um complemento de "bonus") e não se aplicaria aos segundos (visto que são ferramentas de trabalho.

É que no primeiro caso, ok... mas no segundo não. Desculpa lá a ignorancia e obrigado pela explicação parcial eheh :)

É para os dois exemplos...
 
citação:Originalmente colocada por Messerschmitt

mas um "carro de empresa" por exemplo, de um vendedor (que normalmente andam com carro de empresa) é "incluido" como se fosse parte de ordenado? Não é uma "necessidade de profissão"? Assim como o telemóvel?

Quer dizer se um vendedor tem carro e telemovel da empresa e ganha 1000 euros base, na realidade ganha 1000 + carro + telemovel? (ou seja 1500 por exemplo)?

Eu estou a fazer esta pergunta pq não sou do ramo e desconhecia que as contas se fizessem assim... pensava que um gajo tinha carro e telemovel como "necessidade de profissão" - mas se o carro é da empresa e o telemovel é da empresa, pq raio é que eu tenho que pagar sobre isso? Só seria justo se me DESSEM o carro.

Ou estás a falar numa situaçao negociada à priori na altura do contrato (ignorando o tipo d função) tipo "prefiro 1000 euros, telemovel e um carro, do que ganhar 1400"

A minha duvida aqui reside no facto de eu achar que numa empresa só tem carro da empresa dois tipos de funcionarios... altos cargos de chefia (DG, DC, DM etc) e vendedores... portanto essa regra aplicaria-se aos primeiros (porque o carro é um complemento de "bonus") e não se aplicaria aos segundos (visto que são ferramentas de trabalho.

É que no primeiro caso, ok... mas no segundo não. Desculpa lá a ignorancia e obrigado pela explicação parcial eheh :)

Eu explico-te a lógica do raciocionio que em paises com uma fiscalidade não de 3º mundo como a nossa já ultrapassaram esta questão [}:)]

Se as viaturas das empresas apenas circulassem ao serviço da empresa, então faría sentido que nunca se fosse tributar o condutor por usar essas viaturas, uma vez que o estaría a fazer ao serviço da empresa, no entanto quando um vendedor leva uma viatura da empresa para casa já não está ao serviço da empresa, de igual forma se aplica ao telemovel ( claro que há os pormenores do genero ligarem para casa do trabalhador, ter de r a um lado qualquer a qualquer hora fazer um serviço, etc, etc mas isso são outros numeros de obra )


Resumindo se o empregado beneficia de um bem da empresa para sua utilização pessoal esse bem é considerado como sendo rendimento e ponto final, aliás já vai sendo tempo de avançarem com isso pois qualquer dia há mais carros de empresas do que de particulares, pois ganhar 500 eur e andar com um seríe 7 é melhor do que ganhar 7000eur e comprar o carro em seu nome [}:)][}:)]

E para terminar a tributação autonoma ( os tais 5% que na verdade correspondem a 20% da taxa de irc ) sobre os gastos com viaturas ligeiras de passageiros tem subjacente a ideia de que 20% do tempo as viaturas não estão ao serviço da empresa ( 2 em cada 7 dias ), não é por acaso e o pior de tudo é que nem é mentira [}:)]
 
ClioBy e Zur

ok Obrigado :D é que eu sou mto mau nestas coisas :D

sendo assim concordo com isto:

citação:Como é que alguem prefere receber um carro em vez do equivalente em $$ e fazer os respectivos descontos é que ainda não percebi, nem são bons para sí proprios, depois queixem-se...

Realmente tens razão...
 
Na perspectiva actual, podem fazer as contas que quizer, pois eu já as fiz mas prefiro receber os 1500€ e ter carro de segmento médio para uso total, em vez de receber 2000€ ou pouco mais e ter carro próprio para andar ao fim de semana e fazer meia dúzia de km's, mas se me arranjares quem me dê 7000€ eu não me importo de ter carro próprio.

Há tempos tive uma oferta de emprego a ganhar 2200€ iliquidos sem carro nem telemovel, e podes querer que não me compensa, para compensar teriam de me oferecer no minimo 2600€, façam bem as contas.

Mas agora se isto for avante, o panorama será outro.

a ver vamos

EDIT: Já agora, qual é a fonte desta informação?
 
Porreiro, vamos começar a deixar de ver os carros das forças armadas a passearem ao fim de semana ou em ultimo caso vamos ver as mesmas forças a pagarem os tais 11% para os Srs. militares poderem continuar a passear!
Forças armadas e muitos mais organismos estatais.
 
citação:Originalmente colocada por ClioBY

citação:Originalmente colocada por Messerschmitt

Eu não sou mto bom em economia... alguem me pode traduzir este "Governo se prepara começar a fazer incidir os 11% de descontos para a Segurança Social a outros tipos de remuneração além do ordenado, como por exemplo, carros da empresa, telemóveis, ajudas de custo"

?

Só assim poderei perceber a resposta do Zur tb...

Exemplo: Recebes 1.000 € brutos, tens que descontar 110 € (11%) para a Segurança Social. Além disto tens um carro da empresa no valor de 450 € mensais (tipo rentig), o que na prática faz com que o teu ordenado seja +/- 1300 limpos dado que dos 1.000 € ainda tens que descontar IRS

Com o que o governo quer fazer, além dos 110 € que descontavas, passas a descontar mais 49,5 € que corresponde a 11% do valor do renting.

Exemplo segundo o ZUR:

Recebes: 1450 € correspondente aos 1000 brutos mais o valor do carro. Passas a descontar 159,5 € mas descontas mais de IRS porque o teu ordenado bruto sobe de escalão. Na prática, descontas mais IRS e tens que te amanhar em arranjares um carro..., e ficas com todos os outros custos inerentes de manutenção de um carro.

Pois é mas o Zur depois vai ter uma reforma muito maior do que a tua ....
 
Só medidas castradoras. Como podem os jovens dos dias de hoje juntar dinheiro e ter uma vida plena de ascendência?




Muito poucos, diria........[:o)]
 
Eu utilizo o WC do escritório e de vez em quando vou lá ao fim-de-semana mandar uma ca.gadinha porque gosto do trono.

Será que tb pago 11% para a Seg.Social?









E que tal um novo 25 de Abril, mas ao contrário?
É que assim não estamos a ir a lado nenhum...
 
Acho bem...

Um dia destes o Estado fica-nos com o vencimento todo e vai-nos dando à medida que a gente for pedindo... Temos é de pedir com jeitinho!...
 
O que está em causa é que por vezes o carro, as ajudas de custo ..... são simples remunerações encapotadas!
É lógico que isso tem que ser penalizado!
Só dessa forma quem ganha 1.000,00 em dinheiro passa a ser tributado da mesma forma que quem ganha 500,00 (tributado) em dinheiro e 500,00 em espécie (não tributado)!

E só dessa forma podemos todos, a prazo, pagar menos impostos!
 
citação:Originalmente colocada por Omega

O que está em causa é que por vezes o carro, as ajudas de custo ..... são simples remunerações encapotadas!
É lógico que isso tem que ser penalizado!
Só dessa forma quem ganha 1.000,00 em dinheiro passa a ser tributado da mesma forma que quem ganha 500,00 (tributado) em dinheiro e 500,00 em espécie (não tributado)!

E só dessa forma podemos todos, a prazo, pagar menos impostos!

Recordando o exemplo da ADSE, nada como puxar para baixo...

Eu não tenho carro de empresa, náo tenho telemovel, portagens pagas ou cartão de combustivel.

Tenho um carro de serviço comum (não o levo para casa e é partilhado por colegas) que só uso quando sou "obrigado" porque não aprecio os condicionalismos que a sua utilização acarreta.
Posso "meter kms" mas não o faço porque sou burro - tenho colegas que o fazem por tudo e por nada, o que me cria alguma aversão e me leva ao comportamento oposto, que assumo ser estupido.

No entanto, e por sentir na pele o jeito que um carro e um telemovel para uso total me fazia, é que considero que não tem qualquer fundamento estar a taxar este tipo de beneficios.


(EDIT: no meu caso, um fim-de-semana com amigos pode ser uma excelente ocasião para negócio profissional. Já aconteceu, e não raras vezes.
Dessa forma, a actividade profissional não se encerra no "9 às 5".
Muitas vezes vou ao escritório ao fim-de-semana e à noite.
A lógica do "horário de serviço" é uma lógica que em rigor só se pode associar a um tipo especifico de actividade - o serviço público.
As empresas seguem uma lógica de intensificação da actividade para além do mero expediente.
É claro que isto não exclui a utilização dos bens para uso pessoal)


As empresas privadas não deverão estar sujeitas ao crivo do Estado no que respeita às regalias materiais que concedem aos seus empregados.

Da mesma forma, os governantes, os deputados, as camaras municipais e todos os organismos do estado deverão ser escrutinados em relação todo e qualque beneficio de uso material que concedam aos seus empregados, e estes deverão ser taxados por isso.
Por uma questão moral. Quem os financia somos todos nós.

Mas sobre isso, e para além do caso dos gestores das empresas de capitais públicos, não ouvi ainda nada acerca da matéria.
É que na maioria dos serviços os funcionários públicos têm regalias completamente encapotadas.
Com a diferença que se tratam de organismos públicos raramente auditados - sim, o Tribunal de Contas foi uma farsa até hoje, a ver vamos com a nova legislação...

Por seu turno, as empresas (geralmente) pagam impostos e desenvolvem a sua actividade de forma autónoma, não tendo moralmente que prestar contas a quem quer que seja.
 
Vamos lá ver uma coisa...

...Se estamos a falar de gestores que usam o carro casa-escritório, como utilização em serviço e todo resto em utilização particular, aí sim poderíamos considerar como rendimentos encapotados...
... agora no meu caso em que utilizo muito em serviço, cerca de 10% será em utilização particular e se calhar é muito pois tenho carro particular, não acho correcto pois também não tenho nem hora certa de sair de casa nem hora certa para chegar a casa, e é muito raro trabalhar menos de 9 horas por dia, onde está a contrapartida para este trabalho, e o trabalho que faço em casa às vezes ao fim-de-semana, para além de que sou eu que guardo o carro em casa, quantos de vocês pagam aluguer de garagem para guardar os vossos carros, e isso, meus amigos são custos de estrutura que as empresas não têm e que teriam caso tivessem o parque automóvel à porta do escritório.

Sou contra efectivamente a veículos de alta gama, topo de gama a esse tipo de gestores e outros que tais pois carros de menor gama fazem o mesmo serviço, não é preciso chegar a utilitários, também não sou a favor de utilitários para quem faz muitos km's pois quem paga é a nossa saúde, e eu que o diga que em 4 anos fiz mais de 180000km's num Clio e as minhas costas é que pagaram.

Por outro lado o regulamento interno de vistauras na minha empresa estipula um veículo com determinadas condições, como preferi um com outras caracteristicas pago a diferença entre o estipulado e o recebido, no fundo é como ter um carro em casa parado para fazer meia dúzia de km's ao fim de semana, pois teria de pagar na mesma o seguro, manutenções e outros custos que vocês também conhecem mas que no meu caso é pago num acrescento à mensalidade de renting.

E isto também devia ser tributado?

Se sim, desculpem lá mas até o carro do Sr. Presidente da Républica devia ser tributado pois também é uma regalia da função.

E quanto uns virem a ter uma reforma melhor que outros porque uns têm em carro os outros em vencimento deixem-me rir um bocadinho, quando lá chegarem,s e entretanto não houver um fdp que vos trame os planos, até há bem pouco tempo as regras para o cálculo eram outras, quem vos diz que não irão alterar.

Eu cá prefiro como estou, segundo as regras actuais...
e eu queixo-me pouco do aumento de combustíveis, porque será!
 
citação:Originalmente colocada por Omega

citação:Originalmente colocada por ClioBY

citação:Originalmente colocada por Messerschmitt

Eu não sou mto bom em economia... alguem me pode traduzir este "Governo se prepara começar a fazer incidir os 11% de descontos para a Segurança Social a outros tipos de remuneração além do ordenado, como por exemplo, carros da empresa, telemóveis, ajudas de custo"

?

Só assim poderei perceber a resposta do Zur tb...

Exemplo: Recebes 1.000 € brutos, tens que descontar 110 € (11%) para a Segurança Social. Além disto tens um carro da empresa no valor de 450 € mensais (tipo rentig), o que na prática faz com que o teu ordenado seja +/- 1300 limpos dado que dos 1.000 € ainda tens que descontar IRS

Com o que o governo quer fazer, além dos 110 € que descontavas, passas a descontar mais 49,5 € que corresponde a 11% do valor do renting.

Exemplo segundo o ZUR:

Recebes: 1450 € correspondente aos 1000 brutos mais o valor do carro. Passas a descontar 159,5 € mas descontas mais de IRS porque o teu ordenado bruto sobe de escalão. Na prática, descontas mais IRS e tens que te amanhar em arranjares um carro..., e ficas com todos os outros custos inerentes de manutenção de um carro.

Pois é mas o Zur depois vai ter uma reforma muito maior do que a tua ....

Eu ñ sei q idade é q tens, mas eu tenho sérias dúvidas que quando chegar à reforma o estado me possa pagar uma pensão... (tenho 28 anos)
 
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