Já vi muitos estudos estúpidos, mas este tá noutro nível.
Que é que estes gajos se lembraram:
em 2000 houve 359 445 participações e em 2024 houve 354 878 participações.
Crimes participados diminuíram 1,3% ( não falam das violações e da criminalidade grupal e juvenil que aumentaram substancialmente, mas ok).
Depois viram as primeiras paginas dos jornais: Correio da Manhã, Público, Diário de Notícias, Expresso e Sol e viram que nessas primeiras paginas o numero de referencias a crimes aumentaram 130% nestes últimos 25 anos ( não apresentam dados pelo que verificar isto é difícil)
Conclusão deles: crimes participados diminui 1,3% nos últimos 25 anos enquanto as menções a crimes nestes 5 jornais aumentaram 130% nas primeiras paginas.
O relatório também diz:
"Destes dados não resulta uma crítica à comunicação social. É inequívoco o valor da liberdade de imprensa, pilar de qualquer democracia liberal pluralista. O que resulta sim é a evidência de algum ruído comunicacional nas notícias na área da segurança e criminalidade."
Ou seja, não é uma critica à comunicação social, mas é [

]
Como é que este estudo, que não tem ponta por onde se pegue passou ( pela própria comunicação social): Sensações de insegurança [

]
Na imagem que está acima, está la: "Antes, um crime ficava nas noticias 2 ou 3 dias. Agora, são mais de 4". O relatório não tem lá isso.
O que pretendiam com este estudo? Em 25 anos passar de quase 360 mil para 355 mil participações, digamos que não é grande motivo de orgulho. Mas relacionar isso com noticias de primeira pagina de 5 pasquins, tá noutro nível. [

] Faz-me lembrar o tempo de faculdade: "Faz uma dissertação sobre a reprodução dos pinguins com a quantidade de milho produzido no mondego" [

]