Segundo os peritos, os preços do petróleo têm vindo a ser sustentados nas últimas semanas pelas preocupações com o nível das reservas estratégicas norte-americanas, que podem ser insuficientes no quarto trimestre, altura em que a procura para aquecimento atingirá um pico.
O Departamento de Energia (DoE) norte-americano revelou esta quarta-feira que as reservas de petróleo relativas à semana passada recuaram em 3,8 milhões de barris, um valor bastante acima das previsões dos analistas que esperavam uma quebra de 2,03 milhões de barris.
O DoE adiantou ainda que os produtos destilados registaram um aumento de 1,5 milhões de barris, acompanhados pelos inventários de gasolina que cresceram em 400 mil barris, quando os especialistas esperavam uma subida de 1,1 milhões e uma descida de 1,3 milhões de barris, respectivamente.
Estas informações estão a levar os investidores a considerarem insuficiente o recente anuncio por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de aumentar a sua produção do 'ouro negro' pela primeira vez em mais de um ano em 500 mil barris por dia.
Deste modo, às 9h42 o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Novembro era transaccionado no ICE de Londres nos 78,74 dólares, menos 35 cêntimos do que no fecho de quarta-feira.
À mesma hora, o contrato de Novembro do Light Sweet Crude (petróleo de referência na América do Norte) era negociado no NYMEX de Nova Iorque a perder 45 cêntimos para os 81,33 dólares.